Desafio 21 dias para repensar sua carreira

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Você sabe o que é coaching? Isso funciona mesmo? O que acontece em uma sessão?

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25 pequenas coisas que consegui mudar na minha vida quando saí do mundo corporativo

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Desafio 21 dias para repensar sua carreira

Desafio 21 dias para repensar sua carreira

Há poucas semanas concluí um trabalho com 450 pessoas que toparam o desafio de repensar suas carreiras durante 21 dias, e foi tão bacana que não poderia deixar de escrever sobre isso!
 
O desafio de 21 dias é uma versão mini do processo de coaching que eu faço, adaptada para funcionar por email. Durante esse período envio todos os dias uma atividade diferente para ajudar a pessoa a se conhecer, encontrar uma carreira que faça sentido, e se direcionar para esse objetivo. A ideia é mostrar um pouco de como um processo de coaching funciona para quem tem vontade de fazer mas não sabe se vale a pena pagar, e ao mesmo tempo conseguir ajudar de alguma forma quem precisa tanto dessa ajuda, mas não pode pagar por um coaching completo.
 
Escolhi 21 dias porque Charles Duhigg, no livro O Poder do Hábito, nos diz que se nos dedicarmos a alguma coisa de forma pensada por 21 dias consecutivos, ela se tornará um hábito e tendemos a continuar depois disso automaticamente. Ao final desses 21 dias, a pessoa traça um plano de ação e continua se dedicando a ele até concretizar sua mudança.
 
É a primeira vez que faço essa atividade por email, e confesso que desde que tive a ideia enrolei um tempão pensando se colocava ou não em prática. Tive dúvidas se alguém toparia a ideia, levaria a sério como eu estava levando, ou mesmo se faria sentido pra alguém.
 
Quando finalmente decidi ir em frente, levei algumas semanas construindo esse conteúdo nos meus tempos livres, adaptando atividades de coaching para o meio digital, estudando outras práticas, buscando conteúdo mais lúdico, e por aí vai, pois queria fazer algo que mesmo sendo por email, realmente pudesse ajudar!
 
Inicialmente fiquei super animada com a quantidade de pessoas que aderiram, confesso que me deu até um friozinho na barriga pensar que estava falando para 450 pessoas! E depois fiquei mais animada ainda com a quantidade de pessoas que se empenharam efetivamente em realizar as atividades, me escreveram tirando dúvidas, comentando o que estavam descobrindo sobre si mesmas, enviando o que estavam produzindo! Tanto que acabei me empolgando, os 21 emails viraram 24, e por pouco não viraram mais ainda! 
 
O mais legal de tudo é que não acabou aí! Nos processos de coaching eu continuo acompanhando os coachees por mais um tempo, até que eles se sintam tranquilos para seguirem sozinhos na sua transição. Quando estamos mudando de carreira muitas vezes a gente não tem o apoio de ninguém, então considero muito importante nos colocarmos em contato com outras pessoas que já mudaram ou estão mudando de carreira. Isso nos ajuda a ver que é normal, que tem muita gente fazendo o mesmo movimento, e a criar uma rede de apoio, de pessoas que compartilham das mesmas questões e que se ajudam na sua jornada. No desafio, ao final do trabalho os 24 emails viraram uma rede de apoio no Facebook, para que os participantes possam compartilhar experiências, dúvidas, medos, e tudo mais que puder ajudar esse grupo na sua transição. 
 
E como se isso não bastasse, algumas pessoas ainda se interessaram pelo trabalho, mas sentiram que precisam de um apoio ainda mais customizado e aprofundado, e quiseram passar pelo processo de coaching completo!
 
Quer ficar sabendo das próximas turmas? Assine a newsletter nesse link que eu te aviso!
 
Você sabe o que é coaching? Isso funciona mesmo? O que acontece em uma sessão?

Você sabe o que é coaching? Isso funciona mesmo? O que acontece em uma sessão?

Quem já passeou aqui no meu site deve ter visto que tem uma sessão de FAQ, onde eu posto as perguntas que as pessoas me enviam ou fazem diretamente sobre coaching. E também deve ter percebido que eu coloco as minhas respostas sinceras, sem enrolação.

Pra quem ainda não viu mas tem dúvidas, como o que acontece em uma sessão de coaching ou se funciona mesmo, hoje estou trazendo aqui todas as respostas para suas dúvidas! Se você está repensando a sua carreira ou já tem um objetivo definido mas não sabe muito bem como alcança-lo, acho que vale a pena ler!

Coaching funciona?
Como tudo na vida, funciona para quem se esforça. Durante o processo de coaching vou te propor uma série de atividades que você terá que fazer entre os encontros, e quanto mais você se esforçar, maior será o seu processo de autoconhecimento, e consequentemente terá mais chances de chegar às respostas que procura.
 
Para que serve o coaching?
Eu defino coaching como o autoconhecimento focado em um objetivo. Então no processo de coaching você vai definir um objetivo (ou já vai chegar com ele definido), e vou te propor uma série de perguntas e atividades para você se conhecer melhor, focando no que você precisa se perceber, refletir e aprimorar para atingir seu objetivo.
Após isso te ajudo a pensar fora da caixa para construir um plano de ação para alcançá-lo, te trazendo outras visões e possibilidades.
Por fim eu te acompanho no início da execução do plano, pois a gente sabe que o início é a parte mais difícil e quando assumimos um compromisso com alguém tem muito mais chance de não desistirmos no caminho.
 
Como saber se preciso de coaching?
Existem basicamente duas situações. Na primeira você quer mudar de área, mas não sabe bem para qual área seguir. Na segunda você já tem um objetivo definido mas não sabe bem como chegar lá. Nesse caso, o coaching não se aplica somente a situações da vida profissional, mas da vida pessoal também.
Entretanto se você quiser investigar o passado para entender mais a fundo suas dificuldades, ou obter conselhos para subir na carreira, o coaching não é o melhor caminho nesse momento.
 
Como funciona um encontro de coaching? O que acontece?
A pessoa chega no coaching com uma questão a ser resolvida, e ao longo dos encontros vou propondo perguntas e atividades que farão com que você mesmo chegue nas respostas que procura. É importante ficar claro que o coach não dá respostas prontas, ele te ajuda a chegar nas suas próprias respostas. Para isso não pode ser um processo intuitivo, mas utiliza metodologia e ferramentas práticas.
 
Eu posso fazer o processo inteiro de coaching e não dar em nada?
Não costuma acontecer, mas até pode. E se mesmo depois de tantas reflexões, em 12 encontros você não chegar em nenhuma conclusão, é porque precisa desenvolver a habilidade de tomada de decisão, que também pode ser trabalhada em um novo processo de coaching. Mas o processo de autoconhecimento é tão grande, que ainda que você não chegasse a nenhuma conclusão,  valeria a pena apenas pelo quanto você aprendeu sobre si mesmo.
 
Eu posso terminar em menos ou precisar de mais encontros?
Normalmente o coaching dura em torno de 12 encontros. Ele até pode ser concluído em menos tempo, mas não é recomendável acelerar o processo, sob o risco de não se conseguir uma reflexão aprofundada o suficiente. E existem razões que fazem as pessoas quererem seguir com o coaching por mais tempo, seja para ter um acompanhamento mais próximo do andamento do seu plano de ação ou desenvolver mais alguma habilidade. Mas qualquer um dos casos é sempre uma escolha da pessoa.
 
Coaching por Skype funciona?
O atendimento nesse formato não compromete em nada o processo de coaching, ocorre exatamente igual e tem os mesmos resultados. É interessante para quem viaja muito, tem dificuldade para se locomover até o local de atendimento, não tem disponibilidade em horários convencionais, ou mesmo precisa de flexibilidade do coach para atendê-lo em horários variados a cada semana. Existem pessoas que estranham na primeira conversa, mas já na segunda costumam ficar mais à vontade.
 
É melhor eu fazer coaching ou terapia? Qual a diferença?
Terapia

  • Oferece insights que podem levar a pessoa a perceber a necessidade de mudar o seu comportamento ou se reconciliar consigo mesma
  • Somente um psicólogo pode conduzi-lo
  • Normalmente não gera plano de ação, ou seja, você entende que precisa mudar, mas muitas vezes não sabe como
  • Foco no passado
  • Duração indefinida

 Coaching

  • É um processo em que, a partir de perguntas e atividades propostas pelo coach, o próprio coachee chegará às respostas que procura
  • Pode ser conduzido por um profissional de qualquer área de atuação desde que tenha formação de qualidade para atuar como coach, mas é interessante que ele tenha passado por desafios similares aos seus (ex. transição de carreira)
  • Sempre gera plano de ação para conquistar o objetivo definido e o coach acompanha o início do plano, para te ajudar em eventuais correções de rota, obstáculos, e para te incentivar já que o começo é a parte mais difícil
  • Foco no futuro
  • Duração pré-definida, com muito pouca variação eventual

 
E se no meio do processo a gente identificar que o meu caso seria para terapia?
Eu te aviso sobre essa conclusão, a gente pára o processo onde ele está e eu te devolvo o pagamento adiantado se houver.
 
Qual a diferença entre coaching e mentoring?
Mentoring

  • Alguém mais experiente que você na mesma área de atuação que você trabalha
  • Dá conselhos a partir da sua própria experiência
  • Não tem duração definida

Coaching

  • É um processo em que, a partir de perguntas e atividades propostas pelo coach, o próprio coachee chegará às respostas que procura
  • O coach não precisa ser da mesma área de atuação, desde que ele tenha uma formação adequada para atuar como coach, mas é interessante que ele tenha passado por desafios similares aos seus (ex. transição de carreira)
  • Sempre gera plano de ação para conquistar o objetivo definido e o coach acompanha o início do plano, para te ajudar em eventuais correções de rota, obstáculos, e para te incentivar já que o começo é a parte mais difícil
  • Foco no futuro
  • Duração pré-definida, com muito pouca variação eventual 

 
Coaching ajuda na recolocação profissional (outplacement)?
Não. Outplacement é para quem busca apoio no processo de mudança de emprego, estando empregado ou não. Ajuda a fazer um bom currículo, indica vagas, prepara a pessoa para entrevistas e ajuda a fazer networking.
 
Qual a diferença entre Life Coaching, Coaching de Carreira e Executive Coaching?
Executive Coaching: Você sabe onde quer chegar na sua vida profissional, mas não sabe como.
Life Coaching: Sabe onde quer chegar em algum aspecto específico na sua vida, mas não sabe como.
Coaching de Carreira: Não sabe o que quer fazer na vida profissional, ou está dividido entre opções (ex. ser ou não expatriado).
 
O que devo levar em conta ao escolher um coach?
Coaching deve ser um processo agradável, gostoso na maior parte do tempo. Procure alguém com quem você tenha empatia e goste de conversar. No entanto, lembre-se de escolher alguém que consiga te contrariar quando for necessário, de forma leve, tranquila, mas ele tem que te tirar da sua zona de conforto.
 
Como o coaching não é uma profissão regulamentada, existem muitas pessoas sem formação no mercado. Além disso, cada instituição tem metodologias e níveis de consistência bastante diferentes uma da outra. Procure saber onde esse profissional fez a sua formação, qual é a linha que essa instituição segue, e quais são as referências onde esse coach busca aprendizado, pois você pode não se identificar com a sua forma de trabalho.
 
Você também pode pedir o contato de alguém que passou pelo processo de coaching com essa pessoa. Pergunte sobre a técnica e o comportamento do coach.
 
Entendo que a maioria das pessoas chega em um processo de coaching fragilizada, angustiada, perdida. Essa pessoa não quer se comunicar com uma organização, ou com um ser superior que sabe tudo, ela quer alguém de carne e osso. Por isso é importante procurar alguém que se coloque como pessoa igual a você.
 
Fiz um post sobre como eu vejo o meu trabalho no blog: O que eu penso sobre o meu trabalho 
 
O coach tem que ser da minha área de atuação? Ou da área para a qual pretendo migrar (se for o caso)?
Não tem que ser de nenhuma das duas áreas, desde que tenha a formação adequada para atuar como coach. Mas é interessante que ele tenha passado pelas mesmas experiências que você (ex. uma transição de carreira), mesmo que em outra área, porque ele consegue materializar melhor o seu problema e dificuldades.
 
Como fazer uma transição mais tranquila?
Existem diversas formas de tornar esse momento mais tranquilo e que a gente vai trabalhando ao longo do processo de coaching. Por exemplo:
Mapeie os impactos nas pessoas que moram com você, pois como o dinheiro é escasso, você provavelmente terá que negociar uma priorização entre os seus sonhos e os sonhos delas.
Invista o mínimo de dinheiro possível até que comece a ganhar dinheiro com o seu negócio (leia a resposta da pergunta É possível fazer uma transição sem dinheiro? para saber como fazer isso)
 
Não gosto do meu trabalho, mas não sei do que eu gosto. Como descobrir o que eu gosto de fazer?
É importante você experimentar outras coisas. Acompanhe um amigo que faz uma atividade por um dia, faça uma atividade como hobby, faça cursos em outra área, trabalhe como voluntário em uma organização, entreviste pessoas que atuam nas área que você tem interesse.
 
É possível fazer uma transição sem dinheiro?
Sim. Algumas formas de se fazer isso são: prototipar (fazer em pequenas quantidades para pessoas conhecidas), fazer a atividade nas horas vagas até fazer um nome no mercado, fazer algo na sua área atual que te aproxime do que você quer, ter vários projetos em paralelo de forma que cada um te dê um pouco de dinheiro e a soma seja o bastante pra viver, permanecer na sua área como freelancer part time e se dedicar ao que quer no resto do tempo, começar na internet que te dá mais flexibilidade de horários, utilizar recursos dos outros para trabalhar, divulgar e vender até que comece a ganhar dinheiro para ter os seus próprios recursos, ou buscar um investidor anjo.
 
O que pode acontecer ao final do trabalho de coaching?
Se você já tem um objetivo e precisa de ajuda para chegar lá:

  • O que você precisa melhorar em si mesmo para atingir sua meta
  • Plano de ação para melhorar o que precisa (e assim ficar mais próximo de atingir a sua meta)

Se você quer (re)definir seu objetivo de carreira:

  • Mudança de área
  • Mudar a forma do emprego, que pode ser inventar o próprio emprego, se tornar freelancer, empreendedor, profissional liberal, nômade digital, consultor, fazer outra formação, mudar de empresa
  • Escolha de uma área (jovens)
  • Definição de rota (graduações abrangentes, antes de uma mudança de emprego)
  • Tomada de decisão (quero ser promovido? expatriado?)

Em quanto tempo vou atingir meus resultados?
Se você já tem um objetivo e precisa de ajuda para chegar lá: ainda durante o processo de coaching você perceberá a mudança no comportamento que precisa melhorar para alcançar seu objetivo.
Se você quer (re)definir seu objetivo de carreira: você conseguirá redefinir seu objetivo, montar um plano para a transição e começará a executá-lo, mas provavelmente não concluirá a mudança durante o processo de coaching, uma vez que isso costuma demorar alguns meses ou até anos.
 
Como garantir que terei resultados com o coaching?
Infelizmente eu não tenho como garantir os seus resultados, mas garanto que vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para te ajudar e que tenho as ferramentas para isso. O resultado depende do seu comprometimento com o processo, uma vez que as respostas vêm de você.

Com tantos Coaches no mercado, qual é o seu diferencial?
Acompanhamento do plano de ação: Muitos processos de coaching acabam na definição do objetivo ou no máximo na construção do plano de ação. Eu te acompanho no início da execução do plano, quando aparecem os maiores obstáculos e é mais fácil de desistir, ou até que você se sinta mais seguro para continuar sozinho se você preferir.

Sou alguém como você: Eu vivi isso, pois também fiz uma transição de carreira. Isso é importante porque não tenho a visão idealizada do que é uma transição que muitas pessoas tentam te vender. Sei das dificuldades e tento sempre buscar alternativas sérias para te ajudar a lidar com elas.

Tento efetivamente facilitar a sua decisão: Fico indignada que nos processos de coaching de repente o coach chega até você e diz “e então, qual o seu objetivo de carreira?”. E você pensa “puxa, achei que você ia me ajudar nisso”. É uma tentativa de oferecer uma solução objetiva para a dúvida que a pessoa enfrenta, levando em conta tudo o que envolve essa decisão e ao mesmo tempo a resposta é dada por você mesma e não por mim. Ela pode ficar com essa solução ou não.

Você não fica só refletindo durante o processo de coaching, mas parte para a ação: Criei uma metodologia na qual ao mesmo tempo que você passa por um processo interno de reflexão através das perguntas e atividades que vou te propondo, te ajudo a passar por um processo externo de busca de informações no meio para tomar uma decisão com mais embasamento. Alguns exemplos de como essa busca no meio externo ocorre na prática:
– Se você quer mudar de área mas não sabe para qual, te ajudo a vivenciar in loco como é trabalhar nas áreas que você considera – e existem várias formas de se fazer isso sem você largar seu emprego atual!
– Converso com pessoas de todos os meios que você convive sobre você (se me autorizar é claro!) para ter maior clareza das suas habilidades e/ou do que te falta para atingir seus objetivos.
– Depois que construímos o plano de ação, acompanho o começo da execução do plano durante as primeiras 3 semanas – garantindo assim que vamos identificar os obstáculos iniciais e estratégias para agir sobre eles – ou até que você se sinta seguro para seguir sozinho.
 
Se você não encontrou a resposta para a sua dúvida, envie uma pergunta pelo site ou para o e-mail quero@repensesuacarreira.life.

10 dicas para você alcançar seus objetivos de ano novo – ainda esse ano!

10 dicas para você alcançar seus objetivos de ano novo – ainda esse ano!

Uau! Já está vendendo panetone no supermercado, mas ainda estamos em setembro! Pera, setembro… Ah não, não acredito que não fiz nada ainda esse ano!
 
Pois é. Você acabou de lembrar daquela sua lista de metas para 2017, que você fez lá no comecinho do ano, não é mesmo? Você não começou a lista, talvez tenha tentado sem muita insistência fazer uma ou outra das ações, e agora que se deu conta de que faltam só 3 meses para acabar o ano! Sei bem como é, já fiz isso algumas vezes também.
 
Mas e agora, o que podemos fazer para alcançar nossas metas ainda esse ano?
 
Como não temos mais tempo a perder, vou escrever em tópicos 10 ideias que podem ajudar:
 
1 – Priorize o que é mais importante: talvez não dê tempo de fazer tudo a que você se propôs, então coloque seus objetivos em uma ordem de prioridade.
2 – Se você ainda não fez isso, liste o que precisa fazer para conquistar cada um dos objetivos: se você tiver dificuldade, procure ajuda de amigos que têm mais conhecimento, especialistas, ou até mesmo na internet.
3 – Faça um plano de ação para alcançar suas metas: e não esqueça de se dedicar às suas metas pelo menos um pouco toda semana, senão você esquece e acaba deixando de lado.
4 – Defina ações – mesmo que pequenas – para serem feitas no máximo até amanhã: isso mesmo, para não perder o pique!
5 – Avalie se tem algum objetivo que não é mais possível para esse ano: não digo isso para você simplesmente desistir do objetivo, mas veja se é possível rever a meta e incluir uma mais factível dentro dos próximos 3 meses.
6 – Avalie se tem objetivos que competem uns com os outros: você pode precisar abrir mão de algum, pelo menos temporariamente.
7 – Anote os objetivos e as ações em algum lugar: e mantenha-os sempre à vista pra não esquecer.
8 – Comprometa-se publicamente: peça a alguém pra te “cobrar” de tempos em tempos.
9 – Encontre uma forma de fazer as ações para atingir suas metas serem mais fáceis: essa é a melhor ou a única forma de fazer isso? Como posso tornar isso mais divertido? Mais tranquilo?
10 – Comece a fazer alguma coisa. Agora.
 
Se você gostou desse post, dê um like, marque quem você acha que pode se interessar e compartilhe com seus amigos para que mais pessoas tenham acesso a este conteúdo!
 
Tenho escrito regularmente sobre o que tenho aprendido com minha transição de carreira e meu trabalho como coach, com o objetivo de oferecer ferramentas práticas para ajudar pessoas que desejam mudar de carreira e impulsioná-las a começarem a sua guinada. Você pode acessar mais materiais como esse no meu site e na página no Facebook.
8 cursos para empreendedores não convencionais

8 cursos para empreendedores não convencionais

Cada vez mais percebemos que as formações tradicionais não vão nos dar as respostas para lidar com as dificuldades da carreira. As pessoas começam a optar por outras formas de aprendizado, como cursos pontuais, coaching e experimentação. Fiz aqui uma lista de cursos de que participei no último ano e que me ajudaram a resolver meus próprios dilemas como empreendedora – e dos meus coachees também:
 
The School of Life São Paulo (TSOL): A The School of Life tem diversos cursos rápidos sobre como lidar com os mais variados temas do dia-a-dia, relacionados ou não com a carreira. Apesar de curtos, os cursos têm muito conteúdo e te oferecem reflexões e ações práticas para lidar com desafios como encontrar equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e como pensar com a mente de um empreendedor. Os professores são super selecionados, incluindo a Ana Holanda da Vida Simples, o Daniel Barros do programa Bem estar da Rede Globo, e a Dra Ana Claudia Arantes, que ficou famosa ao falar abertamente sobre cuidados paliativos em seu canal no You Tube.
 
Curso de economia colaborativa do Descola: O Descola é uma plataforma online de cursos rápidos, mas que assim como a TSOL têm foco em além de passar o conceito, te ajudar a colocar em prática. Fiz o curso de economia colaborativa, que inclusive é gratuito, para me aprofundar no conceito e confesso que me surpreendi com a qualidade! Além dos vídeos, eles disponibilizam um ebook e uma série de indicações de obras para você se aprofundar no tema.
 
Launch: O Launch é um curso para empreendedores que oferece reflexões e ações práticas para te encorajar a tirar sua ideia de negócio do papel. Ele é bacana especialmente pra quem não tem muita grana nem tempo a perder, pois ajuda a ver de outra forma vários bloqueios que a gente tem relacionados a isso e que nos impedem de colocar nossas ideias em prática. Ao mesmo tempo que fala de um assunto sério, é leve, gostoso de fazer! É online, vale muito a pena e olha que bacana: você paga o quanto pode, a partir de 30 reais!
 
Blog Incrível: Para quem quer empreender ou atuar como profissional liberal, a Amanda Costa oferece cursos de marketing digital, no caso eu fiz o Blog Incrível. Apesar do nome, o curso é focado nas mais conhecidas mídias sociais, incluindo Facebook, Instagram, Pinterest e sites, além de blogs. Ela não foca em gatilhos mentais e outras estratégias sujas de marketing digital, foca em estratégias genuínas principalmente relacionadas com Marketing de Conteúdo. Não é baratinho mas oferece muito mais do que custa, muito mesmo, então vale a pena pensar com carinho. O que tenho aprendido com a Amanda tem me ajudado muito a mostrar meu trabalho para mais pessoas. Se você se interessou, fique atento à próxima turma aqui:
 
Nômades digitais: Esse curso é ministrado pelo casal Jaque e Eme Barbosa, do site Hypeness. O objetivo é ajudar quem quer se tornar um nômade digital, eles dão o passo-a-passo que eles fizeram para dar certo com esse formato de trabalho e muita informação de como fazer isso, que você não vai encontrar em nenhum outro lugar! Apesar de online, o curso não é oferecido o ano todo, então tem que ficar de olho quando eles vão abrir a próxima turma!
 
Liberdade financeira para inquietos: Curso com foco em ajudar quem quer empreender a se organizar financeiramente para isso. A Andy é minha parceira na parte de finanças pessoais, quando tenho um coachee que quer mudar de carreira mas tem muita dificuldade com dinheiro encaminho para ela para ter essa ajuda especializada e individual. O curso é presencial e dura 4 semanas, uma vez por semana.
Entre em contato pelo site dela para saber sobre as próximas edições do curso: http://andydesantis.com.br/
 
Escola de rumos: A Escola de Rumos é uma plataforma de cursos da Paula Quintão, escritora que também conduz cursos online e presenciais voltados para autoconhecimento e as dificuldades que temos dentro de nós para empreender. Já a acompanhava há algum tempo, mas recentemente tive oportunidade de fazer um curso presencial com ela. Além de ter muito conteúdo, ela é uma graça e você se sente amiga dela quando faz seus cursos!
 
Escrita afetiva: Esse curso é ministrado por ninguém mais, ninguém menos do que a Ana Holanda, editora chefe da revista Vida Simples! Ela dá um curso presencial em várias cidades do país sobre como escrever com o coração, coisa que quem lê a revista sabe que ela faz muito bem. Tem uma possibilidade que dura um dia inteiro, e outra que dura um mês, uma vez por semana à noite. Para ficar sabendo das próximas turmas você pode segui-la no Facebook: 
25 pequenas coisas que consegui mudar na minha vida quando saí do mundo corporativo

25 pequenas coisas que consegui mudar na minha vida quando saí do mundo corporativo

1. Hidratar meu cabelo em casa toda semana
2. Não ficar com vontade de chorar no domingo à noite
3. Não acordar mais tão cedo quanto antes (eu acordava às 5h30 da manhã!)
4. Dar mais atenção para as pessoas
5. Almoçar direito quase todos os dias
6. Fazer não mais exercícios, mas com mais qualidade
7. Não precisar mais esperar muito para resolver as coisas do dia-a-dia (como ir ao médico por exemplo)
8. Parar de andar de salto alto
9. Fazer meu trabalho com mais cuidado e consequentemente mais bem feito
10. Fazer as coisas no meu tempo e não no tempo dos outros
11. Pensar mais no que estou fazendo e nas coisas que estão acontecendo na minha vida
12. Não ficar mais doente com tanta frequência como antes
13. Não ficar mais tão irritada como antes
14. Parar de tomar muito café
15. Conhecer pessoas com valores mais parecidos com os meus
16. Não ficar mais horas no trânsito todos os dias
17. Fazer mais coisas que eu queria fazer fora do trabalho
18. Ter orgulho do que faço hoje
19. Sentir que estou ajudando alguém com meu trabalho
20. Não ficar mais o fim-de-semana inteiro resolvendo o que não consegui durante a semana
21. Ter menos espinhas – e eu não precisei fazer nada para isso acontecer!
22. Sentir menos sono
23. Me programar melhor
24. Ler mais livros
25. Encontrar mais meus amigos
 

Se você também busca esse tipo de mudança na sua vida, eu posso te ajudar. Me chamo Janaína Paula, sou coach especializada em transição de carreira e ajudo pessoas a encontrar um trabalho com mais significado e a se preparar para realizarem sua transição. Você pode me encontrar pelo meu site ou pela página do Facebook.

Você tem equilíbrio entre vida pessoal e trabalho? Ou você seria capaz de pedir mais dias de férias em vez de aumento de salário?

Você tem equilíbrio entre vida pessoal e trabalho? Ou você seria capaz de pedir mais dias de férias em vez de aumento de salário?

Quem lê os meus posts já sabe que desacelerar é uma bandeira minha. E eu estou sempre tentando encontrar formas de tornar a minha vida mais tranquila, sem deixar de fazer o que tem que ser feito e de conciliar as demandas individuais, familiares e de carreira.

É engraçado como, mesmo quando isso não era tão claro pra mim, já buscava de forma inconsciente. Buscava organizações mais flexíveis, em que eu pudesse trabalhar bastante mas com flexibilidade de horários, que acomodassem minhas necessidades pessoais, e que tivessem um perfil mais tranquilo. Mesmo nos momentos em que eu estava mais motivada com meu trabalho, percebo que naturalmente sempre tentei frear um pouco meu crescimento profissional porque queria fazer outras coisas. Se eu assumir aquele projeto terei que trabalhar muito mais, a ponto de ter que abrir mão da minha vida pessoal? Então deixa pra lá.

Mas eu queria crescer na minha carreira também. Me dedicava, buscava conhecimento para fazer coisas novas, pedia feedbacks, assumia tarefas, trabalhava bem mais do que o horário. Só que mesmo assim chegou um ponto em que isso não foi mais exatamente uma escolha minha. Conforme fui crescendo, a empresa começou a me dar cada vez mais trabalho e deixar pra depois deixou de ser uma opção. Se eu recusasse poderia perder o emprego e não podia deixar de trabalhar. Dentro de mim brigava comigo mesma, pensava que ligar pra isso é coisa para gente fraca, preguiçosa, derrotada, e eu queria crescer como profissional. Então me forcei a aceitar que trabalhar muito era normal, que é assim mesmo, e assumi que isso era algo que eu precisava mudar em mim mesma.

Só que aí chegou um ponto que comecei a ficar doente toda hora. Depois as doenças que inicialmente eram só uma gripe começaram a aumentar de gravidade, evoluindo para pneumonia e labirintite. Comecei a ter alergia a tudo. Cheguei ao ponto de ter várias doenças ao mesmo tempo. Até que me vi obrigada a aceitar que eu precisava desacelerar. Isso foi uma derrota pra mim, tentava fingir que não estava doente, tinha vergonha, me senti muito mal. Pior do que isso, me sentia a única pessoa no mundo que tinha problemas sérios com esse equilíbrio. Juro.

Até que um dia no meio dessa crise me veio um estalo: Qual o problema de desacelerar? De onde eu tirei que desacelerar é coisa pra gente preguiçosa? Quem me passou essa crença? Qual a importância dessas pessoas na minha vida? A vida é assim mesmo, mesmo? Se não rejeitarmos essas crenças sobre trabalho e não mudarmos a forma de trabalhar por nós mesmos, continuaremos reféns do sistema. Se não der pra desacelerar naquela empresa, que seja em outra empresa, em outro formato de trabalho, em outra carreira.

Uma coisa que aplico na minha vida e acredito muito é que eu sou uma pessoa só, dentro e fora do trabalho. É claro que se adaptar faz parte do nosso aprendizado como seres humanos, mas quando a adaptação a um determinado ambiente é demais, questiono se talvez aquele não seja o ambiente pra mim. Percebi que quando comecei a buscar um trabalho mais alinhado a quem eu sou, esse equilíbrio trabalho e vida pessoal começou a ser mais natural. Eu trabalho bastante, mas consigo ter mais flexibilidade para adequar os compromissos pessoais e profissionais na agenda.

Mas o que nos segura nesse sistema que tanto nos incomoda, mas do qual é tão difícil sair? É feio admitir isso, mas para a maioria de nós é a necessidade de se sair melhor que a “concorrência”. Ou seja, ganhar e fazer mais do que todo mundo que a gente conhece, inclusive colegas, amigos, familiares. O que é sucesso pra você? Depois de muita resistência tive que admitir que pra mim sucesso tem que vir tanto em termos profissionais como pessoais. Foi difícil porque sempre acreditei que pensar dessa forma talvez restrinja minhas possibilidades financeiras ao longo da vida. Mas o fato é que se eu estiver ganhando muito dinheiro mas não conseguir me dedicar a mais nada além do trabalho, sei que vou ficar muito infeliz. Assim como se tudo que integra a minha vida pessoal estiver bem, mas eu estiver sem grana pra nada, também vou ficar muito triste.

É importante refletir sobre quanto custa a vida que você quer vs quanto custa a vida que você precisa, em termos financeiros e emocionais. Necessidades são limitadas, mas desejos são ilimitados. O problema dos desejos é que a gente cria um desejo na nossa cabeça, aí para satisfazer esse desejo muitas vezes criamos outros que nos ajudem a conseguir aquele. Por exemplo, se eu quero começar a correr meia maratona, acho que preciso fazer academia para fortalecer o joelho. Então já não é um desejo, o de correr, são dois, o de correr e o de fazer academia. E mais, quando conseguimos realizar nosso desejo, o próprio bem que antes era um desejo cria uma série de outros desejos na gente. Então quando eu finalmente consigo correr a meia maratona, faço um tempo que considero ruim e quero fazer um grupo de corrida para melhorar meu tempo. Enfim, se nos deixarmos levar por eles o tempo todo nunca estaremos satisfeitos, e nunca conseguiremos equilibrar nossas vidas.

Acredito que os desejos são infinitos porque a gente fica insistindo em tentar ser perfeitos em todas as áreas da vida, mas a verdade é que estamos sempre equilibrando pratos. Será que não vale me questionar em que espaço da minha vida vou fazer menos? Do que vou aceitar abrir mão para ganhar mais em outra área?

No passado, tentando resolver minhas questões de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, fiz um curso de gerenciamento do tempo. Eu sou uma pessoa bastante metódica e inicialmente tentei aplicar tudo que aprendi no curso. Mas me deparei com uma série de dificuldades práticas, porque o problema de conselhos sobre gerenciamento do tempo é que eles são puramente racionais, e a vida não é assim tão racional. E acabei deixando pra lá, como a maioria das pessoas faz. Não adianta querer priorizar só o cliente que te dá mais lucro, mas deixar de lado o outro cliente que não paga tanto, mas que é constante, garante sua saúde financeira, e ainda te indica para os seus contatos. Acho mais produtivo pensar, quem eu conheço que atingiu esse equilíbrio e eu admiro? O que a pessoa fez para conseguir isso? Eu seria capaz de replicar suas ações?

A verdade é que a gente nunca sabe para onde a vida vai nos levar. Quando comecei a praticar krav maga, nos primeiros meses sempre pensava “vou fazer só mais esse mês”, afinal “não serve pra nada”, “não ganho nada com isso”, “vai ser igual as tantas vezes que tentei fazer academia”. E hoje já faço há quase 5 anos, já fiz 3 exames de faixa, sou monitora, fiz muitos amigos, passei por experiências incríveis, por causa do krav maga comecei a fazer corrida, me conheço e me desafio a cada dia, e ele se tornou uma parte muito importante da minha vida. Também já deixei de aproveitar oportunidades profissionais nas quais poderia ter tido a ajuda de antigos amigos meus, porque no passado escolhi deixá-los de lado em benefício de atividades mais produtivas – e que muitas vezes não deram em nada. Contei essas duas histórias para dizer que lazer pode sim virar ganha-pão. Ou ainda, você pode prosperar no lazer de outras formas, que não signifique apenas ganho financeiro.

Mas que lazer vou procurar? Pra começar, se você não se interessa por nada, provavelmente você tem dificuldade de equilibrar vida pessoal e trabalho e nem percebe. Tente lembrar e listar tudo que você gostava de fazer no passado que não tinha relação com trabalho, por exemplo suas brincadeiras de criança. Em seguida anote ao lado de cada uma quais sensações essas atividades te despertavam, o que te energizava nelas. E a partir dessas sensações tente imaginar atividades que você poderia gostar de fazer e que te despertariam essas mesmas sensações.

Ou o seu problema é ao contrário, é a tendência a querer lazer em excesso? Percebo isso em pessoas que saem do emprego para fazer uma transição de carreira. A atitude de sair do emprego por si só parece um enorme comprometimento com a transição, mas com certa frequência depois disso a pessoa começa a ficar em casa procrastinando, e não sai do lugar ou sai muito vagarosamente. Até que o dinheiro ou o apoio acabam e ela acaba tendo que voltar ao que fazia antes. E isso não depende de a pessoa saber ou não o que fazer, porque já vi gente que tinha um objetivo claro e um plano bem construído mas não executava, e gente que não sabia o que fazer mas buscava ajuda de várias formas até encontrar opções e seguir em frente. Então por que a pessoa faz isso? Uma das possibilidades é que a pessoa passa a priorizar a vida pessoal de tal forma que acaba não “tendo tempo” para trabalhar. Sem querer ela vê o trabalho como algo que “atrapalha” a sua vida. Para não cair nessa armadilha, é importante estar sempre se observando e buscando um equilíbrio, dos dois lados, do lazer e do trabalho.

Espero ter conseguido trazer alguma reflexão, alguma ação que faça sentido pra você. Mas se nada disso fez sentido, vale a pena se questionar se você quer mesmo buscar esse equilíbrio. Atingir esse equilíbrio é de fato importante pra você? Ou você se sente pressionado a buscá-lo, por pressão social ou familiar, ou por acreditar que é o certo? Se te incomoda, não espere ficar doente. Se não te incomoda você não tem um problema, parta para o próximo.

 

Esse post foi escrito a partir da aula Como equilibrar trabalho e vida pessoal, da The School of Life, e da minha experiência com 7 doenças seguidas de uma transição de carreira nos últimos 2 anos.

Os 4 principais fatores que podem fazer você se arrepender de mudar de carreira

Os 4 principais fatores que podem fazer você se arrepender de mudar de carreira

Às vezes a gente muda de carreira e depois de um tempo estamos igualmente insatisfeitas na nova área. Mudar de carreira é uma decisão muito importante, e não tem como não sentir medo de se jogar e se arrepender depois. Por isso mesmo é importante entender os motivos que nos levam ao arrependimento, para reduzir a probabilidade de cairmos nos mesmos erros, e é sobre isso que vamos falar hoje.

Como uma mudança de carreira pode levar vários anos, e a gente continua evoluindo como pessoa ao mesmo tempo que muda de carreira, às vezes quando nos consolidamos na nova área já somos diferentes e queremos outras coisas. Como isso está totalmente fora do nosso controle, não temos como eliminar a possibilidade do arrependimento.

Mas podemos reduzir a probabilidade que isso aconteça, se conhecermos as outras razões que podem nos levar ao arrependimento e tivermos estratégias para lidar com elas. Pelo que tenho observado em função do meu trabalho, me parece que isso pode acontecer basicamente por 4 motivos:

  • Não nos conhecemos o suficiente antes de tomar a decisão
  • Não conhecemos a nova área o suficiente antes de mudar
  • Não mudamos a própria cabeça para a nova área
  • Não estamos dando certo na nova área

Vamos falar sobre cada uma destas razões.

 

 

Não nos conhecemos o suficiente antes de tomar a decisão

 

Muitas vezes erramos na escolha de carreira aos 17 anos porque simplesmente não nos conhecíamos o suficiente com essa idade para escolher. A gente acha que vai dominar o mundo aos 17 anos. Acreditamos que vamos tirar de letra qualquer coisa. Mas a realidade não é bem assim. Tem coisas das quais não queremos abrir mão, seja do nosso tempo, do nosso jeito, do que acreditamos, ou de quem nós somos.

E mesmo que a gente se conheça super bem aos 17 anos e inicialmente goste do que escolhemos, isso pode mudar com o tempo. Isso porque nós mesmos vamos mudando ao longo dos anos – e ainda bem! Imagina se fôssemos as mesmas pessoas dos 17 aos 90 anos, que utilidade nossa vida teria pra quem ela mais importa: nós mesmos? Só que a medida que mudam nossos valores, interesses, desejos, estilo de vida, isso impacta no quanto gostamos do nosso trabalho também.

Se conhecer passa por entender o que é importante pra gente, do que precisamos pra viver, quais são nossos sonhos, no que somos bons, pelo que as pessoas nos reconhecem, qual é o estilo de vida que queremos ter, e que conhecimentos temos ou temos vontade de aprender. Se tivermos ajuda esse processo é ainda mais rico, porque muitas vezes o outro consegue ver as coisas muito melhor do que a gente, e nos traz luz para questões que dificilmente conseguiríamos perceber sozinhos.

 

Não conhecemos a nova área o suficiente antes de mudar

 

Outras vezes, nós nos conhecemos o suficiente (se é que um dia nos conhecemos o suficiente!) para tomar uma decisão de carreira, mas não conhecemos a área onde vamos trabalhar.

Eu fico batendo nessa tecla com os meus coachees, mas é porque realmente acredito nisso. E esse é um tema tão caro pra mim porque foi o ponto crucial da minha própria decepção com a carreira. Muitas vezes a gente não gosta do que faz não é por causa do que faz efetivamente, digamos que da parte operacional da coisa, mas sim porque não gostamos da cultura da área, do perfil das pessoas que trabalham nela, ou do estilo de vida que ela nos impõe.

Provavelmente alguns de vocês estão pensando agora: “Ah, mas a cultura varia de empresa para empresa!” Isso é verdade, mas se você observar uma grande corporação, verá que áreas diferentes têm pessoas com perfis bem diferentes, e isso influencia os assuntos que elas conversam durante o trabalho, o ritmo que elas trabalham, indo até os horários de chegar no trabalho e ir embora. Além disso, pode ser que a grande maioria das vagas na sua área esteja em um determinado tipo de empresa, e aí você terá que se adaptar àquele ambiente específico.

Quando isso acontece a gente fica se culpando, se achando a pior das criaturas, pensando que somos inadequados, mas a verdade é que muitas vezes nós apenas não encontramos a nossa turma. Que no caso está trabalhando em outras coisas.

Tente conhecer pessoas que trabalham na área para a qual você quer migrar, entrevista-las, se possível passar um dia vendo elas trabalharem, fazer um trabalho voluntário nessa área, frequentar cursos onde elas estão, visitar os lugares onde elas trabalham. E quando fizer isso vá com o olhar direcionado para essas questões: Eu gostaria de trabalhar aqui? De ser amiga dessas pessoas? De viver a vida que elas levam? De resolver os problemas que elas têm pra resolver no dia-a-dia? De aprender o que elas precisam saber para fazer um bom trabalho? E leve essas perguntas até o seu nível mais básico: Eu gostaria de usar as roupas que elas usam? De trabalhar nesse prédio gigante e imponente? De acordar tão cedo ou virar noites sem dormir? Não se sinta mal de não querer ficar em uma área por razões tão básicas, você não tem nada de errado por isso, apenas têm gostos diferentes das pessoas que estão ali.

 

 

Não mudamos a própria cabeça para a nova área

 

Se não mudamos o nosso mindset para a nova área, com o tempo a mudança vira meramente uma troca de lugar, e não de vida. Mais do que quais são as habilidades e conhecimentos necessários para se dar bem na nova área, é necessário pensar em quais são os novos comportamentos que precisamos adotar a partir de agora.

Isso é muito claro quando a pessoa quer deixar de ser funcionária em uma empresa para se tornar empreendedora. Saber que não terá todo mês o salário na conta e que a partir de agora você só terá dinheiro se correr atrás é uma mudança de paradigma a que muitas pessoas não conseguem se adaptar. Isso foi uma mudança que eu mesma subestimei quando decidi mudar de carreira, e com a qual tive que aprender a lidar depois. Pra mim hoje é muito claro, nos meses em que eu me esforço mais para divulgar meu trabalho consigo mostrar meu trabalho para mais pessoas e tenho mais clientes, mas nos meses em que por algum motivo não consigo me empenhar tanto para divulga-lo, menos pessoas me procuram. Quando estava aprendendo a lidar com isso, sempre tentava pensar: o que é mais importante pra mim, ter o salário certinho todo mês ou ter uma vida com mais liberdade e fazendo algo que eu amo?

Entender que o fracasso faz parte do processo também é outro desafio. No mundo corporativo os desafios nos são dados para serem cumpridos, mas no empreendedorismo somos nós quem definimos os próprios desafios. E damos muita cabeçada até entender qual é o limite até onde podemos ir. Até porque esse limite muitas vezes muda a cada momento, em virtude da situação econômica e até do amadurecimento do nosso empreendimento que vai ocorrendo aos poucos.

Conversar com pessoas que fizeram essa transição é muito útil nessa hora. Hoje, com as redes sociais, é muito mais fácil encontrar pessoas que passaram pelas mesmas coisas que a gente, e podemos tentar conversar com elas. Existem grupos no Facebook de pessoas que querem mudar de carreira (tenho o Apoio para repensar sua carreira se precisar), grupos de empreendedores, e por aí vai. Essas pessoas podem nos ajudar contando o que elas tiveram que aprender para obter sucesso na sua transição e nos dar insights quanto aos desafios que vamos encontrar.

Sabe aquela frase que diz que você sempre volta diferente de uma viagem? Isso tem que acontecer nessa viagem aqui também. Quais são as mudanças de postura necessárias para você mudar para a área que tanto deseja? São mudanças que você está disposta a fazer? E você quer fazer essas mudanças por si mesma, porque é importante pra você?

 

Não estamos dando certo na nova área

 

Primeiro, é importante definirmos o que “não estamos dando certo” significa pra gente. Especialmente se estivermos empreendendo, no começo é quase certo que teremos mais fracassos do que sucessos. Mas isso não significa que as coisas não estão dando certo. Quando estamos mudando de carreira é importante comemorar as pequenas vitórias, para não desanimar até que as grandes vitórias comecem a acontecer, e isso costuma demorar. Às vezes a gente desiste da transição antes de dar tempo de dar certo. Uma frase atribuída a Thomas Edison fala exatamente sobre isso: “Muitos dos fracassados na vida são pessoas que não sabiam o quão perto estavam do êxito quando desistiram.”

Muitas vezes nossa definição de “não estar dando certo” tem a ver com dinheiro. Tem uma frase que a Andy de Santis falou quando fiz o curso dela “Liberdade Financeira para Inquietos”, que até hoje eu uso como mantra: “Primeiro vem o período de plantar, depois vem o de colher.” Pode ser que você não parta totalmente do zero na nova área, porque se as suas experiências propriamente ditas não servirem, no mínimo a maturidade profissional que você adquiriu ao longo dos anos vai te ajudar. Mas pensa em quanto tempo você demorou para ganhar o que ganha hoje na sua área atual. Não queira ganhar “de cara” na nova área o que levou a vida toda para ganhar na área anterior.

 

Se toda essa conversa te deixou com ainda mais medo do que vem pela frente, lembre-se de Abraham Lincoln: “A melhor maneira de prever o futuro é cria-lo.” Outro dia, conversando com outros coaches, um colega compartilhou uma experiência que fez muito sentido pra mim. Às vezes estamos diante de duas pessoas com as mesmas condições para mudar de carreira e com o mesmo plano de ação, às vezes elas até querem mudar para a mesma área, só que uma delas consegue e a outra não. Por que isso acontece? Será que a energia que colocamos naquilo que estamos nos propondo a fazer pode ditar o sucesso da nossa mudança? Pense nisso.

 

Se você quer criar coragem e diminuir o risco de se arrepender, eu posso te ajudar. Sou coach especializada em mudança de carreira carreira e ajudo pessoas a encontrarem soluções para os desafios da transição. Você pode conhecer melhor meu trabalho pelo meu site e pela página no Facebook.

Sobre me sentir pressionada a fazer e acumular coisas

Sobre me sentir pressionada a fazer e acumular coisas

Quem me conhece sabe que eu não sou uma pessoa de ficar polemizando na internet e tendo a ignorar quando as pessoas fazem isso, mas dessa vez preciso adiantar para quem assim como eu não gosta de gente polemizando na internet, que esse é uma espécie de post-desabafo. rs Digo isso porque ele fala sobre algo que impactou muito na minha história e impacta minha vida até hoje. Então quem quiser parar por aqui fica super à vontade, sem mágoas, continuamos amigos.

Sempre me senti muito pressionada a fazer e acumular coisas. Quando todo mundo da minha idade e condição econômica já estava deixando os estudos, começando a trabalhar e tentando ganhar algum dinheiro, eu decidi fazer faculdade e continuar passando (MUITO!) aperto por mais 5 anos. E fui muito criticada pela minha escolha, porque afinal eu não tinha condições de ficar de boa fazendo faculdade. Confesso que se eu tivesse ideia que seria tão difícil não teria tentado, mas tentei e consegui. Quando me formei e meu primeiro emprego pagava mal ouvi coisas do tipo: de que adiantou tanto tempo só estudando e agora ganhar isso? Diziam que eu tinha que fazer um concurso público, porque inteligente como eu era ia passar rapidinho e estaria com a vida feita. Mas eu estava aprendendo muito naquele trabalho e sentia que aquilo me ajudaria a conseguir algo melhor no futuro. Cerca de dois anos após me formar, passei em um programa de trainee que me trouxe para São Paulo e me pagava (finalmente!) bem. Então comecei a ser criticada porque não tinha carro: Por que você não compra um carro, um apartamento, se ganhava o suficiente pra isso? Porque a vida em São Paulo é muito mais cara. Então por que ficar em São Paulo se precisa de tanto dinheiro assim pra viver aí? Porque eu gosto de morar aqui. Acredito que eu tenha decepcionado muita gente com essa resposta tão simples.

Mas as críticas não se resumiam a acumular ou não acumular coisas, também havia críticas sobre o que eu fazia ou deixava de fazer. Todas as suas amigas estão casando, por que você ainda não casou? Porque eu não achei um cara legal ainda. Mas você não vai casar? Adoraria se acontecesse mas isso depende de uma terceira pessoa, então não tenho como definir como meta de vida algo que depende de outro. Quando casei começaram as cobranças para ter filhos. Você já tem quase 35, quando vai ter filhos? Vocês já estão casados há tanto tempo, não vão ter filhos? O fato é que eu ainda não tenho filhos e não sei quando vou ter. O que sei é que como todas as escolhas que fiz na vida, vai ser na hora certa pra mim.

Uma vez em um processo seletivo ouvi de uma gestora de RH que eu tenho uma habilidade muito valorizada em processos seletivos no início da carreira: a capacidade de adiar recompensas. Isso porque a vida toda eu fiz trocas entre um benefício menor agora, mas certo, por um benefício futuro maior, mas incerto. Claro que até ali eu nunca tinha pensado nas minhas escolhas de forma tão estruturada. Mas foi uma grande amiga quem definiu melhor do que eu jamais conseguiria as minhas escolhas: quem quer o melhor demora mais pra conseguir, e você quer o melhor. Ela nem sabe disso (pelo menos até hoje!) mas essa frase dela marcou a minha vida. Acalmou o meu coração de uma forma incrível tirando qualquer sombra de dúvida que surgia quando as pessoas me faziam cobranças.

 

“Quem quer o melhor demora mais pra conseguir”

 

Naquele momento eu não sabia, mas essa frase foi se revelando muito verdadeira nos anos seguintes. Eu quase sempre demorei mais do que todo mundo pra conseguir as coisas, às vezes a ponto de dar tempo de cair e levantar algumas vezes no percurso, e de tudo parecer mesmo que eu não ia conseguir. Mas quando consigo é o melhor, porque é o que eu queria. Foi assim com a faculdade, o MBA, a cidade, o casamento, as viagens, o trabalho.

 

 

Mas o que é o melhor pra mim?

O que vou falar agora pode até parecer estranho para muitas pessoas que me acompanham a uma certa distância, porque sempre busquei ir acumulando conquistas. Mas a verdade é que eu defino sucesso sob outros padrões. Quando finalmente eu pude comprar um bom carro à vista, em vez de ficar feliz pensei, chocada, “meu Deus, estou dando essa grana toda nesse monte de lata!” E decidi usar a grana para me ajudar a mudar de área. Pode dar tudo errado nessa mudança, mas eu nunca vou esquecer que fiz isso.

 

Sucesso pra mim é viver o máximo de experiências que eu puder.

 

Quando as pessoas dizem hoje em dia que ter sucesso é viver experiências, pra muitos, talvez a maioria, isso remete a largar tudo e sair viajando pelo mundo sem data pra voltar. Esse é o tipo de experiência que o mercado vende, a propaganda usa a nossa vontade de viver experiências para nos vender coisas, vendendo as sensações que aquele produto ou serviço vai nos trazer. Não é disso que estou falando. Se a gente conseguir não se deixar levar veremos que continuam sendo coisas, e que podemos ter as mesmas sensações de outras formas. Muito mais genuínas, significativas, e até mesmo mais baratas. Mas do que estou falando, então?

Não tenho vontade nenhuma de ter um carro. Confesso que quando as pessoas me falam sobre comprar um carro eu fico cansada só de pensar no que isso acarreta: IPVA, seguro, revisão, pedágio, estacionamento, conserto, alguém pode bater nele, podem roubar… E isso vale para quase todas as coisas que me cobram de ter. Mas nunca vou esquecer do dia em que me formei na faculdade contra todas as possibilidades, o dia que sentei na poltrona do avião pra vir morar em SP e me dei conta de que “caramba, eu não vou voltar”, o dia que comprei nossa passagem para passar a lua-de-mel em Israel, que mudei para o Rio e que voltei para SP depois, que terminei minha primeira meia maratona, que recebi a faixa verde (que talvez seja a mais esperada antes da preta) no krav maga.

 

Da mesma forma que as conquistas palpáveis que o mundo tanto nos cobra, as experiências que considero sucessos têm muito esforço por trás e uma conquista no final.

 

 

Toda conquista pode dar errado em dois momentos: você pode não conseguir o que quer, ou conseguir e não manter. Quando falo em não manter pode ser porque aquilo não era bem o que você esperava e você não quer mais manter, por exemplo um casamento cujo marido não era o que você esperava no dia-a-dia, ou porque não deu certo mesmo, como um emprego que você não conseguiu performar. Mas quando você vê o sucesso como as experiências que vive, consegue se desprender um pouco do que não deu certo, já que o que vale é a própria experiência. Por exemplo, quando fui morar no Rio de Janeiro isso era uma coisa que eu queria muito, pois sempre gostei de ir pra lá passear. Alimentei essa vontade desde adolescente até ir aos 32 anos. Eu juro, não sou uma pessoa volúvel. Não mesmo. Mas com um mês e meio – tenho até vergonha de falar isso, mas foi um mês e meio – eu queria vir embora. Não consegui me adaptar a violência da cidade, ao serviço ruim quando precisava de algo, e por aí vai. Pra mim ter ido foi uma conquista mesmo assim, porque foi algo que eu busquei intencionalmente e consegui, mas principalmente porque vivi muitas coisas diferentes no curto período que passei lá, das quais nunca vou esquecer.

E o mais importante: nada nesse mundo vai me tirar isso. Podem me levar carro, casa, até minha família pode desmoronar (infelizmente!), mas ninguém nunca vai me levar o que eu aprendi e vivi. Qualquer outra conquista que não seja isso pode ser passageira. Sucesso é ter conquistado essas experiências. Olha que assumir isso não é fácil pra mim. Principalmente se a gente considerar que cresci em uma família pobre e que um dos meus valores mais fortes é segurança financeira. E é uma conquista por isso mesmo. Porque não é fácil.

Preciso deixar claro que não estou de forma nenhuma julgando as pessoas que fazem escolhas diferentes das minhas. Não tenho o direito de ficar julgando as escolhas dos outros, assim como os outros não têm direito de julgar as minhas. Mas fico triste quando vejo pessoas se forçando a fazer escolhas que no fundo não são as que elas queriam fazer, presas a padrões, deixando a vida levar, pressionadas por outras pessoas ou até por si mesmas.

Um pesquisador e coach americano, chamado Richard Leider, entrevistou pessoas com mais de 65 anos de idade. Ele descobriu que, se elas pudessem viver novamente, uma das coisas que fariam de forma diferente seria sair do piloto automático e da correria do dia a dia para refletir mais sobre o que elas fazem nas suas vidas.

 

Do que você vai se arrepender quando tiver 65 anos?

 

A única coisa que eu sei é que não vou me arrepender de não ter feito o que queria fazer.

Já estou mudando de carreira, e agora?

Já estou mudando de carreira, e agora?

Eu já estou em processo de mudar de carreira, mas estou enfrentando muitas dificuldades pelo caminho. O universo tende a entropia e eu tendo que ter resiliência. Ou seja, o universo tende a voltar ao caos e eu tendo que voltar ao normal no meio de tanta tensão. Lembro de Buda:

 

“A origem do sofrimento é ansiar que a vida seja diferente do que ela é.”

 

E pior do que isso, quanto mais você não quer o sofrimento, mais ele aumenta. Isso só piora minha sensação de desconforto, afinal reforça o que já sei, que minha vida não é como eu gostaria que fosse, não consigo desfocar do meu sofrimento e por isso ele só aumenta.

Quero uma solução rápida para sair logo dessa situação estressante. Encontro uma e tento adotá-la, mas geralmente soluções rápidas não são adequadas ao problema e não o resolvem de fato, porque atuam nos sintomas e não nas suas causas.

E agora?

Você se identificou com essa situação? Qual a sua reação típica quando as coisas não ocorrem como planejado?

Cada pessoa reage de um jeito. Eu por exemplo tendo a ficar ruminando os pensamentos negativos e não sair do lugar. Travo mesmo. Outras pessoas quando algo dá errado já imaginam logo o pior cenário, que tudo mais não vai dar certo e elas não atingirão seus objetivos. Há aqueles que ficam imaginando se as coisas tivessem sido diferentes do que de fato aconteceu: é a turma do “e se…” Outras ainda começam a culpar os outros pelo que deu errado com elas. E outras se sentem vítimas da vida e têm pena de si mesmas por tudo que lhes acontece. Mas antes que você comece a julgar, todos nós temos todas essas reações em situações diferentes. E se você não lembra é justamente porque fazemos isso sem perceber. O primeiro passo é se dar conta de como você reage quando isso acontece, e começar a se perceber na hora em que está agindo dessa forma.

Uma vez que você percebeu como reage diante de situações estressantes, o próximo passo é encontrar estratégias melhores para lidar com elas. Fico sempre buscando formas de manter a sanidade nessa doideira que é mudar de carreira no meio do caminho, e aqui vou trazer algumas delas.

Percebo claramente em mim mesma que tendo a reagir diferente à mesma situação se estou de bom ou de mau humor. Isso porque o humor muda nosso nível de resiliência. Já comentei em outros posts que ao longo da minha transição sempre tenho em mente a pergunta: Como posso tornar isso mais tranquilo? E mais divertido? “Isso” pode ser uma situação chata específica ou toda uma mudança de carreira.

Sempre fui uma pessoa que tentei me prevenir muito para que nunca nada saísse fora do planejado, mas ficava muito irritada quando as coisas davam errado. Outro dia ouvi que pessoas que fazem algum tipo de sacrifício todos os dias, mesmo sem crise, se saem melhor em momentos de crise. O ideal é sair da nossa zona de conforto voluntariamente, um pouco e todos os dias, para que tenhamos mais recursos internos para agir quando a vida nos obrigar a faze-lo.

Conviver com pessoas que tendem a catastrofizar nos influencia a seguir pelo mesmo caminho. Por outro lado, procurar criar uma rede de apoio que possa nos ajudar a resolver os problemas ajuda muito, principalmente pessoas que já passaram pelo mesmo problema. Em minha mudança de carreira isso me ajudou a cortar caminhos, aprendendo com quem já tinha feito ou estava fazendo também uma transição.

 

“Passei por coisas terríveis em minha vida, e algumas delas de fato ocorreram.”

 

Sempre dou risada de mim mesma quando lembro da frase de Mark Twain porque lembro que morro de medo de andar de avião. Isso foi um problema sério quando fiz a ponte aérea Rio-São Paulo toda semana por dois períodos da minha vida, ou quando fiz uma viagem de 20 horas para outro país. Não durmo direito na noite anterior, fico tremendo, suo frio, não consigo pensar em mais nada. Uma força aperta o pause da minha vida desde a noite anterior e só aperta o play quando estou em terra novamente. Mas eu ainda não morri em um desastre de avião. Nossa capacidade de aumentar os problemas também influencia como lidamos com eles. Voltando para o nosso tema da mudança de carreira, adotar uma visão de perspectiva e  lembrar que a vida é muito maior do que os problemas pode ajudar nessa hora. Se a gente parar pra pensar em quanto tempo vamos demorar para nos recuperarmos se tudo der errado, muitas vezes vamos perceber que nem é tanto tempo assim e que não é o fim do mundo se isso acontecer.

 

 

Não gosto muito das ideias de pensamento positivo e negativo. Ambos vêm de crenças, e crenças são suposições que fazemos sobre nós mesmos, os outros e o mundo à nossa volta: são generalizações que podem ser ou não verdade. Uma alternativa para esses pensamentos é a mentalidade de crescimento, que propõe não ser positivo nem negativo. Ela nos ensina a ver os desafios futuros como aprendizados em vez de sucessos ou fracassos. Isso tira um peso enorme das nossas costas. Por exemplo, em uma mentalidade positiva ou negativa o sucesso é como você se valida, mas na mentalidade de crescimento significa que você foi testado. Da mesma forma, a primeira pressupõe que fracasso é algo ruim, enquanto a segunda sugere que é mais uma oportunidade de aprendizado.

Basicamente as ferramentas que podem nos ajudar a ter mais resiliência diante dos problemas da mudança de carreira podem ser divididas em 4 tipos:

  • Quais são seus pontos fortes para resolver o problema? Por exemplo coragem, humildade, energia.
  • Quais estratégias você pode usar? Pedir ajuda, fazer coaching, procurar pessoas que já passaram pela mesma coisa.
  • Quais recursos você tem? Parentes, formação, livros, redes de apoio.
  • Quais insights podem te ajudar? Ideias que você teve, ouviu outras pessoas ou leu na internet.

Tente responder essas questões para um problema que esteja atrapalhando a sua transição nesse momento. Se faltarem ideias para alguma resposta, pense em como você responderia a mesma pergunta em situações do passado que já superou. Isso também pode ajudar a identificar o que te falta para resolver melhor os problemas, por exemplo você pode perceber que tem poucas estratégias e a partir disso pensar em como consegui-las.

Percebo que a crise já me levou algumas vezes até mudanças para melhor em minha vida. Quando me formei na faculdade vivia o momento financeiramente e emocionalmente mais difícil da minha vida, mas isso me deu ainda mais forças para tentar um programa de trainee que era meu sonho na época. Consegui entrar em um programa bastante concorrido e isso me trouxe para São Paulo, algo que nem imaginava que poderia acontecer. Talvez em condições de vida melhores eu não teria a força necessária para buscar essa conquista que mudou toda a minha trajetória.

 

Diante de uma crise, podemos mais do que voltar ao estado inicial, podemos sair ainda mais fortes.

 

Esse post foi escrito a partir das minhas próprias experiências e da aula “Como ter mais resiliência”, ministrada pela The School of Life em São Paulo – SP, da qual participei em um momento que eu precisava ter mais resiliência para lidar com minha própria mudança de carreira. Hoje sou coach de carreira e ajudo pessoas a encontrarem soluções para os desafios da transição. Você pode conhecer melhor meu trabalho pelo meu site e pela página no Facebook.

Como mudar de carreira sem enlouquecer

Como mudar de carreira sem enlouquecer

Quando começamos uma viagem só enxergamos até um determinado ponto, até a linha do horizonte. Sabemos onde queremos chegar e temos um mapa que nos indica a direção a seguir. Mas não precisamos já ter feito o mesmo caminho antes e não sabemos o que vai acontecer no meio do caminho. Conforme avançamos a linha do horizonte também se move mais à frente. É só isso que precisamos para se chegar ao destino final. Não precisa enxergar até o final da jornada, só precisa saber onde queremos chegar e qual é o próximo passo. Assim é com qualquer viagem: a vida, ter um filho, começar um novo trabalho, e mudar de carreira.

Esse não é um post para te ajudar a decidir pra qual área mudar ou como viabilizar sua transição na prática, mas sim sobre como fazer tudo isso sem pirar antes de conseguir. Ele é parte da pesquisa que fiz para um workshop que criei com o mesmo nome do título, com o objetivo de desmistificar a mudança de carreira. A frase que acredito que melhor define esse workshop é mostrar que o caminho é longo mas é possível, e mais do que isso, pode ocorrer de forma mais tranquila e sem traumas.

Não estou dizendo que VAI ser tranquilo, estou dizendo que PODE ser. Quantas vezes você já teve muito medo de alguma coisa, e depois quando encarou viu que o problema parecia maior do que realmente era? Então por que não considerar a possibilidade de ser esse o caso? Às vezes vemos uma sombra enorme e ficamos com medo de ser um tigre, mas quando nos enchemos de coragem e vamos lá ver na verdade é só um gatinho.

Talvez o que mais nos assusta seja o fato de que “tudo e nada parece possível, quando pensamos em mudar de carreira”, como diz Hermínia Ibarra no livro Identidades de Carreira. A verdade é que o mundo do trabalho está mudando muito, o emprego formal diminui cada vez mais, ao mesmo tempo em que aparecem novas carreiras, novas formas de trabalho, novos conceitos como economia colaborativa, criativa, compartilhada, todos estamos tentando sobreviver enquanto observamos aonde isso tudo vai parar, e muitos de nós queremos nos inserir nesse novo mundo mas não sabemos muito bem como fazer isso. Mas com frequência nossos medos se revelam infundados e aquilo que mais nos assusta é o que mais nos liberta.

 

“Tudo e nada parece possível, quando pensamos em mudar de carreira.”

 

Antes de mais nada é importante entender: de onde vêm os seus medos? De um histórico pessoal ou familiar? Ou de crenças que a sua família te transmitiu sobre trabalho ou dinheiro – de que precisa segurar seu emprego, dinheiro só vem pra quem trabalha muito, vai faltar dinheiro? Crenças são as suposições fundamentais que as pessoas fazem sobre si mesmas, os outros e o mundo a sua volta: são generalizações que podem ser ou não verdade. É importante conhecer as crenças que você está assumindo que podem estar te detendo: o que é crença sua e o que é verdade? E considerando que pensar em medo atrai mais medo, você pode tomar a decisão de viver de forma diferente e tentar mudar o seu mindset?

 

Ter coragem não é não ter medo, é ter medo e ir com medo mesmo.

 

Agora no seu lugar eu pensaria “ok, mas falar é fácil né?” Eu sou uma pessoa que acredito que da mesma forma que nos dedicamos a fazer cursos e adotar práticas para ser melhor no trabalho, devemos nos dedicar a olhar para dentro, agregar autoconhecimento e adotar práticas para melhorar o nosso bem-estar também. Então trouxe algumas ferramentas para lidar com o medo. Em vez de ficar me concentrando no sofrimento, a primeira coisa a fazer é sempre me voltar para a solução: ok, estou sentindo isso, agora o que eu vou fazer na prática para lidar com esse medo? Não adianta ficar só sofrendo, tem que pensar o que vai fazer para se libertar ou lidar com ele. Nos meus momentos mais tensos, uma prática que utilizo é começar a prestar atenção no meu corpo, na minha respiração, para desviar o pensamento do medo. Mais recentemente comecei a usar técnicas de mindfullness, que é um tipo de meditação para esvaziar a mente e permanecer no momento presente. Na hora em que estou com muito medo tento desfocar dele, mudar o pensamento, não fico analisando ele.

 

No livro O Poder do Agora, Eckhart Tolle diz que se você se concentrar no momento presente, percebe que nem tem tantos problemas ou dificuldades assim, porque o medo te leva para o passado ou te joga para o futuro, para um futuro que é só uma possibilidade dentre muitas outras.

 

Depois em casa, quando o medo não estiver ativado, eu paro para analisá-lo. Primeiro identifico o problema que me causa esse medo todo. Se o que causa o medo pode ser eliminado, tento quebrar o problema em partes menores e perguntar qual delas é mais importante resolver agora para reduzir o meu medo. Se o problema não pode ser eliminado nesse momento, tento agir na minha atitude em relação a ele. Penso em momentos em que tive medo no passado: Em que outras situações tive esse medo, tinha tudo para dar errado e consegui supera-lo com sucesso? O que pensei que me ajudou? O que fiz efetivamente para conseguir? Posso aplicar algum destes pensamentos e ações na situação atual?

Quando queria mudar de carreira, eu tinha todos os medos típicos: Não ter dinheiro, não ter clientes, ter que voltar para o mundo corporativo, não ser boa o suficiente, de estar errada, de não conseguir ajudar as pessoas que precisam de mim. E especialmente quando falamos de uma mudança de carreira, nos sentimos um peixe fora dágua, parece que todos estão super bem em seus trabalhos, nós somos os únicos que querem mudar, e até mesmo quem no fundo também quer não concorda com a nossa iniciativa. Por isso é importante procurar a sua turma, outras pessoas que também estão passando por essa transição, para perceber que mudar no meio do caminho é normal, se sentir acolhida e ter com quem trocar experiências que podem te ajudar.

É importante saber como lidamos com as mudanças para identificar quais comportamentos nossos tendem a nos atrapalhar, e o que já fizemos anteriormente que pode ajudar na mudança de carreira. Nos processos de coaching proponho pegar uma folha de papel em branco e fazer uma linha do tempo, com as principais escolhas da sua vida pessoal e profissional. Depois pergunto como foi, por que você fez cada escolha, o que te motivou. A seguir identificamos possíveis padrões nas suas escolhas: o que existe em comum entre as motivações para as principais escolhas da sua vida? O que você fez nos momentos de transição anteriores que deve mudar, ou ao contrário, que pode replicar agora? É importante ter consciência dos padrões que nossa vida segue, para que consigamos sair deles no novo rumo que vamos dar a nossa carreira. Como diz o ditado:

 

“Ações iguais produzem resultados iguais.”

 

Quando eu decidi mudar de carreira, uma das coisas que pensei foi como poderia mudar da forma mais tranquila possível. Avaliei o seu impacto nas outras áreas da minha vida – do que eu topo abrir mão por esse objetivo? Se eu não topo abrir mão de nada por ele, é melhor refletir o quanto quero realmente esse objetivo. Antes de começar também preparei o terreno, negociei com as pessoas queridas o impacto do meu sonho nos sonhos delas. No caso tive que negociar apenas com meu marido, mas você deve pensar em todas as pessoas de quem você depende ou que dependem de você. Outro desafio pra mim foi não descontar nelas o meu stress e ao mesmo tempo me manter presente em vez de me afastar. Acontece muito com quem estuda para concurso, o namorado termina porque não aguenta mais a falta de atenção, os amigos se afastam porque você nunca está disponível, você passou anos sem ir às comemorações de aniversário da família pra estudar, e tem que comemorar sozinho quando finalmente consegue passar no concurso. Por fim, mais do que tornar minha transição um pouco mais tranquila, me preocupei com tentar curtir o processo de mudança e não ficar só sofrendo. Faço isso até hoje me dando recompensas pelas pequenas conquistas e reservando tempo para descansar – o segundo item parece óbvio, mas quando a gente está empreendendo tende a pensar em trabalho e querer trabalhar o tempo inteiro. E você, como pode tornar a sua transição mais tranquila? Mais divertida?

 

Como posso tornar isso mais divertido?

 

A quantidade de dinheiro que investimos em nossa transição é diretamente proporcional ao nosso nível de stress enquanto as coisas não começaram a dar certo. Dinheiro envolve receitas e gastos. Sobre receitas, é preciso aceitar que primeiro vem o período de plantar, depois vem o de colher. Não queira ganhar de cara o que levou toda a sua vida até aqui para conseguir na profissão anterior. Quem não consegue aceitar isso rapidamente voltará ao trabalho antigo. Sobre os gastos, faça uma lista dos gastos associados com seu estilo de vida, e pense no que você sente quando faz cada gasto da lista. Depois para cada sensação pense: como posso obter essa mesma sensação de outras formas? E cultive a capacidade de adiar recompensas, abrindo mão de uma gratificação imediata para obter uma gratificação maior mais adiante. Para quem vai empreender, tente sempre cogitar usar as coisas dos outros para não gastar muito (espaços de coworking, sites gratuitos, plataformas prontas de vendas), peça ajuda aos amigos e aprenda a fazer você mesmo o que puder. Fiz meu site com a ajuda de um amigo próximo, e tive ajuda de outro para fazer meu logo.

A gente tende a postergar indefinidamente projetos que poderiam ser incríveis para o mundo e para nossas vidas porque nunca achamos que estamos prontos para nada. Mas por experiência própria de alguém que se cobra muito:

 

Você não precisa ser perfeito, só precisa ser o suficiente.

 

A verdade é que para ajudar alguém você só precisa saber mais do que a pessoa que precisa de ajuda e ter vontade de ajudar. Aceitar que não vai sair perfeito de cara é um desafio pra mim até hoje, mas foi o que me permitiu tirar meus projetos do papel.

Seja qual for o seu medo, você pode pensar nele ao contrário: Você não vai atrás do seu sonho porque fazer o que se ama é algo para sortudos, então está esperando pra ver se dá essa sorte. Ou porque é algo para pessoas obsessivas e você não é assim, você é legal, normal. Ou porque tem família para sustentar. Ou porque você achou uma outra coisa que é bem interessante, embora não seja o seu sonho, mas está tudo bem. Ou porque vai dar muito trabalho ir atrás do seu sonho. Realmente faz todo sentido… Comigo funciona bastante, pensar assim me faz sentir vergonha dos meus medos e começar a agir. Aliás, começar é a palavra-chave.

 

Comece: “O momento mais amedrontador é sempre antes de começar” Stephen King

 

Escrevi esse post baseada em estratégias que adotei em minha própria transição de carreira e de pessoas que encontrei em meu dia-a-dia de trabalho. Sou coach de carreira e ajudo pessoas a mudarem de carreira sem enlouquecer, encontrando um trabalho que faça sentido para elas e apoiando-as ao longo da sua transição. Você pode conhecer melhor meu trabalho pelo meu site e pela página no Facebook.