Fases de uma transição de carreira

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Baseada na minha própria experiência de transição de carreira e das pessoas que conheci em função do coaching, identifiquei algumas fases pelas quais a maioria das pessoas passa quando faz uma transição de carreira.
A primeira delas é a fase do desconforto, em que você percebe que tem alguma coisa errada, mas não sabe o que. Você se dá conta de que não é a pessoa que queria ser, e muitas vezes também não sabe bem quem queria ser.
Em seguida ou talvez ao mesmo tempo, você se dá conta de que não gosta do que faz. Nessa fase você experimenta sentimentos de indecisão, medo e pode até mesmo paralisar. Sei que não gosto do que faço, mas não sei do que gosto. Nada do que fez sentido até aqui faz mais sentido.
Depois vem o que eu chamo de a fase do “Chega!”. É o momento em que o desconforto é maior do que o medo, e você tem clareza de que precisa tomar uma atitude, pois não vai conseguir suportar viver assim a vida toda. Geralmente é nesse momento que você pode entender que seria bom contar com a ajuda de um coach.
A partir disso, você começa uma fase de autoconhecimento. Você começa a identificar possibilidades, experimentar, mapear o que você tem e o que você precisa para ir para uma nova carreira. Também é o momento em que você começa a abrir mão do que já não serve mais e começa a mudar de ares ou até mesmo de turma.
Chega um ponto em que você precisa tomar uma decisão. E uma vez definido o novo objetivo, é hora de planejar a mudança e começar a construir networking na sua nova área.
Agora vem a fase que pra mim foi a mais difícil, que é a fase da incerteza. Você começa a colocar a mão na massa, trabalha muito e tem muito pouco ou nenhum resultado, porque o seu projeto ainda não foi lançado. As emoções são inconstantes: medo, positividade, angústia, arrependimento, liberdade. É difícil mas necessário tomar cuidado com o stress, para descontar nas pessoas queridas e acabar ficando sozinho quando chegar lá. Aqui temos dois riscos: Tentar desistir e voltar ao passado no meio do caminho, ou tentar acelerar a mudança e “meter os pés pelas mãos”. É difícil, mas a notícia boa é que se você conseguir passar por essa fase e não desistir, provavelmente não precisará mais do mundo corporativo.
Então o seu projeto é finalmente lançado e você começa a ficar conhecido. Mais pessoas começam a te procurar, mas você pode experimentar uma dificuldade de cobrar, uma tendência a querer baixar o preço para vender a qualquer custo, e vontade de flexibilizar tudo, às vezes até mesmo seus valores pessoais que foram justamente o que te trouxe até aqui.
Depois de um tempo as coisas começam a dar certo. Começam a pagar pelo seu trabalho e você começa a se sentir confiante.
E a fase final é a que você já se sente seguro na sua nova área. Não sente mais vontade de voltar atrás e faria tudo de novo. Tem orgulho do que construiu e é quem queria ser.

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