Desafio 21 dias para repensar sua carreira

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Há poucas semanas concluí um trabalho com 450 pessoas que toparam o desafio de repensar suas carreiras durante 21 dias, e
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Você sabe o que é coaching? Isso funciona mesmo? O que acontece em uma sessão?

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Quem já passeou aqui no meu site deve ter visto que tem uma sessão de FAQ, onde eu posto as perguntas que
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10 dicas para você alcançar seus objetivos de ano novo – ainda esse ano!

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Uau! Já está vendendo panetone no supermercado, mas ainda estamos em setembro! Pera, setembro... Ah não, não acredito que não
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8 cursos para empreendedores não convencionais

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Cada vez mais percebemos que as formações tradicionais não vão nos dar as respostas para lidar com as dificuldades da
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25 pequenas coisas que consegui mudar na minha vida quando saí do mundo corporativo

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O que autoconhecimento tem a ver com empreendedorismo

O que autoconhecimento tem a ver com empreendedorismo

Quando você ouve falar em autoconhecimento pensa em que? Livros de auto ajuda? Meditação? Terapia? Ano sabático? Retiro espiritual? E você sabe que essa palavra também significa identificar seus pontos fortes e fracos, saber exatamente o que você gosta e não gosta, no que você é bom ou não é bom, no que você acredita, do que você precisa pra viver, aproximar a visão que tem de si mesmo da visão que os outros têm de você? E que isso é essencial pra que você consiga fazer escolhas melhores, mais alinhadas com quem você é de verdade, e assim ser mais feliz?

Inclusive na sua carreira. Aliás é a falta dele que faz com que muitos de nós escolha carreiras erradas aos 17 anos: A gente simplesmente não se conhece o suficiente pra escolher. Um exemplo pessoal e bem bobo, mas que no meu caso pode ser extrapolado para muitas outras coisas, é que quando decidi que queria trabalhar em consultoria e assim fui fazer administração, eu achava que ia achar o máximo usar roupa social e andar chique e maquiada todo dia. Até que percebi que me sentia outra pessoa usando roupa social, me achava melhor sem do que com maquiagem, e apenas não conseguia escolher sapato de salto alto, porque todos pareciam extremamente desconfortáveis pra mim.

Você dificilmente conseguirá fazer algo (inclusive um negócio) dar certo por muito tempo que não tenha a ver com você. É a mesma coisa que entrar em um trabalho tentando parecer ser algo que não é, logo logo a máscara cai e/ou você não aguenta o tranco. E aqui nem estou falando de tentar enganar a empresa não, estou falando de coisas bem mais simples e que todos nós fazemos em algum momento, como achar que vai ficar bem em um trabalho super puxado quando na nossa vida nos preocupamos com a qualidade de vida.

Muitas pessoas adorariam ter seu próprio negócio mas não sabem o que gostariam de fazer. Quem já passou por outros posts meus já leu que você produzir algo que antes de resolver um problema do mundo, resolva um problema seu também – porque se é um problema pra você, certamente será pra mais gente. Só que no início dos processos de coaching, algumas vezes já pedi para as pessoas fazerem listas de quais são os seus problemas atuais, as suas dificuldades, no que a sua vida poderia ser mais fácil. E por incrível que pareça a maioria não conseguia listar nada ou quase nada. Não porque não tinha problemas ou dificuldades na vida, mas porque se acostumou com aquilo de tal forma que não percebia mais, ainda que a incomodasse. Então fica difícil saber que problema do mundo gostaria de resolver, quando você não sabe sequer quais são os seus próprios problemas.

Hoje em dia existem “n” formas de se fazer qualquer coisa, mas você já notou que tem coisas que dão super certo com umas pessoas, aí outra pessoa faz igualzinho e não dá certo? Você precisa se conhecer para dar a sua cara para o que faz. Pra decidir o que vai vender, com quais meios de divulgação vai se sentir confortável, como vai se apresentar sendo você mesmo, com quem você vê sentido em se unir, qual público quer atender.

É se conhecendo que você vai achar o seu jeito de ter sucesso. Resolver as coisas de maneiras menos sofridas pra você, que fluam mais, tornar a rotina mais agradável, ficar com o que faz bem feito e delegar o que não faz bem, saber com o que consegue lidar, evitar erros. Quando comecei a empreender eu tinha muito bloqueio com divulgar meu trabalho, porque o marketing me transmitia uma idéia de falsidade e porque não tenho habilidades comerciais muito desenvolvidas. Então fui atrás de outras formas de divulgação até que descobri o marketing de conteúdo, comecei a estudar o assunto, a entrar em contato com gente que divulga o seu trabalho dessa forma, e assim consigo divulgar meu trabalho de uma forma mais alinhada com o meu jeito de ser e o que eu acredito.

Pra piorar ainda mais a situação, há uma tendência no empreendedorismo de as pessoas quererem conhecer o empreendedor por trás da marca. Não querem mais sentir que elas são seres pequenininhos falando com uma organização gigante, querem falar de pessoa pra pessoa, falar com alguém que as entende, que passou pelas mesmas coisas que elas, e que tem flexibilidade e vontade sincera de ajuda-la a atender a sua necessidade. Querem saber como você é e o que tem de especial que te levou a criar aquele negócio tão bacana. Isso torna ainda mais relevante você se conhecer pra empreender, porque imagina se você criou um negócio que não tem lá muito a sua cara, aí o possível cliente tem contato com essa imagem que você está transmitindo, te procura pra conhecer seu produto ou serviço, vocês marcam de conversar, se conhecem e… nada acontece. Isso acontece muitas vezes não porque o seu produto em si não é bom, mas porque você não é aquilo que vende, e isso afasta as pessoas. Você já viu alguém dizer que prefere não conhecer o artista que fez a obra, pra não quebrar o encanto? É por medo de que aconteça isso.

Não faz sentido deixar o mundo corporativo porque, em outros fatores, não quer mais ser uma pessoa diferente em casa e no trabalho, e ir abrir um negócio para fazer o mesmo. É importante você se enxergar em tudo o que faz, que você consiga ver tudo no seu trabalho como uma produção sua, da qual você se orgulha por mais simples que seja, apenas porque é seu.

Uma vez falando sobre isso uma pessoa perguntou: “Mas Jana, isso não faz com que você não queira se adaptar a nada, que tudo tenha que ser do seu jeito? Não vai acabar te mantendo na sua zona de conforto?” A minha resposta é que não, por várias razões. A primeira delas é porque te obriga a ser mais criativo, porque isso reduz a possibilidade de usar receitas prontas (vide o exemplo acima da minha relação com o marketing). A segunda é porque te provoca a aumentar cada vez mais o seu autoconhecimento, buscar aprender, estudar, se testar, experimentar, pra saber o que consegue fazer bem, o que prefere fazer, o que dará mais certo ou não. A terceira é que se conhecer é encontrar o seu lado bom e o ruim, e descobrir no que você não é bom, o que não vai dar certo se ficar na sua mão, que do jeito que você mais acreditava talvez não dê certo, pode ser um aprendizado bastante duro.

Mas depois de tudo isso o que pode acontecer é você aumentar a sua zona de conforto a medida que se conhece mais. Vou explicar. Quando nos conhecemos pouco tudo nos causa medo, porque nunca estamos na zona de conforto, tudo é diferente, estranho, não sabemos como lidar com nenhuma situação. A adolescência tem muito disso, e olha que sofrimento que é pra maioria de nós. Porém, quanto mais nos conhecemos, nos sentimos à vontade em mais situações diferentes, porque sabemos como vamos e como devemos reagir. Ou seja, expandimos a nossa zona de conforto.

Mas como se autoconhecer, como provocar isso, não deixar ao acaso? Algumas formas são tendo experiências de vida, definindo desafios e metas e analisando como você lida com o processo, viajando, fazendo coisas pela primeira vez periodicamente, conversando com pessoas de áreas diferentes da sua, fazendo terapia e coaching se fizer sentido, lendo livros de temas diferentes dos que você já conhece, pedindo e ouvindo feedbacks, e tirando tempo pra pensar sobre tudo isso (e aqui vale até escrever, eu por exemplo penso escrevendo).

E se você sentir que precisa de ajuda nessa jornada, conte comigo. Sou coach especializada em transição de carreira, e ajudo pessoas a definir um rumo para suas carreiras através do autoconhecimento. Você pode conhecer um pouco mais do meu trabalho e me escrever pelo meu site ou pelo Facebook.

Eu sou geração Y sim, e daí?

Eu sou geração Y sim, e daí?

Nós temos a má fama de que não queremos trabalhar, de que trocamos de emprego toda hora, de que queremos tudo fácil, de que somos frescos e não queremos fazer qualquer coisa. Sei como é, eu também nasci entre 1980 e 2000.

E como muitos de nós, principalmente os que nasceram logo no começo dessa geração, tentei me encaixar no mesmo padrão de trabalho dos nossos pais. Procurei um emprego convencional em uma grande corporação, consegui, fiquei 7 anos na mesma empresa e vinha crescendo na carreira. Sempre achando que quando eu conseguisse crescer na carreira, aí sim meu amigo, tudo vai ser diferente e eu vou ser feliz. O problema começou quando, quanto mais eu crescia, mais trabalhava, mais eu percebia coisas das quais não gostava nas organizações, mais eu tinha que ficar quieta e dar graças a Deus por ter um bom emprego, por mais injustas que as coisas fossem.

Ah, mas largar tudo é fácil pra quem tem muito dinheiro. Eu não tenho muito dinheiro. Nasci em uma família bastante humilde e não fiquei rica com esse trabalho. O desconforto está aí pra todo mundo, não tem a ver com dinheiro. Tem a ver com valores.

Não me considero uma pessoa que não gosta de trabalhar. Trabalhava cerca de 12 horas por dia e acordava 5h30 da manhã para conseguir ir para a academia e fazer alguma coisa por mim além de dormir. Hoje trabalho em meu próprio negócio, e quem tem ou teve empresa sabe que trabalhar por conta é batalhar muito a cada dia para sobreviver.

Considero um movimento importante as pessoas começarem a se preocupar com qualidade de vida. Ninguém está pedindo pra trabalhar menos horas do que é pago pra fazer. Mas não é justo sermos pagos por 8 horas por dia e trabalhamos 12. Se continuar assim nossos filhos serão pagos por 8 horas e vão trabalhar 15. Que bom que alguém está incomodado com isso. Não vejo outra forma de se começar uma humanização nas organizações, se não for através do desconforto das próprias pessoas que trabalham nelas.

Mas nem todo mundo consegue viver do que ama. Se todo mundo fizer isso, não vai sobrar ninguém para trabalhar nas empresas. Concordo com isso, mas a questão para cada um é se essa é a vida que você quer viver. Quero fazer algo que tenha um significado maior pra mim além de ganhar dinheiro. Quero chegar no fim da vida e me orgulhar de quem eu fui e do que eu fiz com ela. Estudei muito pra isso, pra poder escolher entre profissões, formatos de trabalho, e entre trabalhos também.

É, mas vocês só querem fazer o que gostam e a vida não é só fazer o que se gosta. É? Ninguém está dizendo que fazer o que se ama é ter prazer o tempo todo, claro que todo trabalho tem partes chatas e que quase nenhum de nós vai viver como um nômade digital, trabalhando com o computador no colo na beira de uma praia paradisíaca em outro país. Digo isso porque trabalho como coach especializada em mudança de carreira, então converso muito com pessoas que querem mudar de área ou de formato de trabalho (alguém que atua no mundo corporativo e quer empreender por exemplo). Nunca alguém chegou até mim dizendo que queria isso. Já vi pessoas que queriam ter um negócio online, trabalhar em casa, mas geralmente porque queriam se dedicar mais aos seus filhos. Qualquer motivo para mim é um motivo justo, mas digamos que esse atende até a quem não é da geração Y.

E queremos tudo rápído, de preferência pra ontem. Queremos resolver tudo agora, ter tudo agora, falar com todo mundo agora. Concordo e sei que isso em casos mais extremos nos leva a muita ansiedade, não conseguimos mais esperar. Isso prejudica nossa capacidade de concentração e até nossas relações. Mas vendo por um lado positivo, tentamos o tempo todo encontrar formas de fazer as coisas mais rápido, ficamos ainda que online muito mais próximos dos nossos amigos, não temos paciência para sermos enrolados. De fato precisamos equilibrar isso, mas as grandes mudanças vêm assim mesmo, começam em um extremo, vão até o outro extremo, para ao final encontrar o meio termo ideal.

Boa parte das pessoas que conheço que fizeram escolhas por trabalhos com mais significado são empreendedores ou profissionais liberais. E normalmente isso significa trabalhar mais e não menos. Significa fazer conta o tempo todo para não ficar sem dinheiro. Procurar trabalho quase que diariamente. Seria muito mais fácil procurar um emprego e ficar na mesma empresa o resto da vida. Quer dizer, estamos dificultando a própria vida por essa causa.

Querer ficar mais tempo com seus filhos, ter uma vida mais equilibrada, construir negócios do zero mesmo correndo riscos, construir uma vida com mais significado, não se sujeitar a regimes que nos exploram, não me parecem atitudes de quem não tem juízo. Pelo contrário.

O que eu penso sobre o meu trabalho

O que eu penso sobre o meu trabalho

Eu acho que esse tipo de trabalho tem que ser feito com muito cuidado, afinal eu estou ajudando uma pessoa a mudar a própria vida. Além disso, fico sempre atenta para encarar as questões de cada um com muito respeito e sem julgamentos, porque se a mudança fosse fácil pra ela, ela já teria feito.

Acredito que o coach deve se colocar como uma pessoa igual a você. Entendo que a maioria das pessoas chega em um processo de coaching fragilizada, angustiada, perdida, essa pessoa não quer se comunicar com uma organização, ou com um ser superior que sabe tudo, ela quer alguém de carne e osso. Por isso tento ser mais pessoal em toda a minha metodologia, forma de tratar os coachees, e até mesmo no meu site e na minha página no Facebook.

Para que eu consiga ajudar efetivamente alguém, primeiro eu mesma preciso estar equilibrada internamente. Claro que eu também tenho problemas como todo mundo, mas preciso ter tempo para cuidar deles e de mim: resolver minhas coisas o mais rápido possível, cuidar da minha saúde, do meu emocional e da minha cabeça. Até pra que eu tenha tempo para me dedicar para cada um e minha cabeça esteja tranquila para focar integralmente nas questões que a pessoa me trouxer.

Entendo que tenho dois grandes compromissos com a pessoa que me contrata. Na primeira parte do processo devo me certificar de que estou ajudando-a a considerar todos os aspectos que envolvem a decisão por uma transição, que não são poucos, e vão dos valores, recursos, habilidades, gostos, passando pelo estilo de vida, quem ela quer se tornar, até quem ela irá impactar e que legado ela quer deixar com a mudança.

A segunda parte tem a ver com o que ela vai fazer a partir do momento em que tomou a decisão. É muito fácil uma transição virar um período árduo, às vezes até traumatizante na vida de uma pessoa. A minha função como coach também é ajuda-la em como passar por esse momento, e a identificar como ele pode ser mais fácil, tranquilo e até divertido.

Tem coaches que sem perceber se preocupam mais com a metodologia do que com o que pode ajudar o coachee. Para não cair nesse erro, procuro ter várias influências diferentes e não só uma, com o objetivo de manter uma mente mais aberta e o foco no que pode ajuda-lo efetivamente. Todo santo dia eu procuro algum conhecimento ou experiência novos que possam me ajudar a ajudar mais as pessoas, e eu até ando com um caderninho e mantenho bloco no celular para anotar as ideias que surgem de repente pra ajudar a solucionar algum problema de um coachee. Por outro lado, não utilizo diversas técnicas de Coaching muito usadas por aí e sei que pago um preço por isso, mas eu não conseguiria vender algo para meus coachees que eu mesma não acredito.

E até por não me ater rigidamente à metodologia padrão para todo mundo, outra coisa que eu prezo é por não lotar a agenda, colocando uma sessão atrás da outra. Considero isso importante para conseguir dar a atenção devida a cada um, não chegar na sessão com a cabeça cheia de coisas e me manter de fato presente naquela conversa. Outro motivo para isso é garantir que terei tempo adequado para planejar previamente cada encontro, e após a sessão anotar os pontos importantes e não esquecer nada.

Fico feliz de verdade quando vejo que consegui impactar positivamente a vida de alguém. Desde quando eu consegui apenas encontrar uma forma de pensar que fez toda a diferença pra ela naquele dia, até quando alguém começa efetivamente a mudar sua vida motivado pelas nossas conversas. E cada pessoa que encontro nesse caminho me impacta muito também, pois aprendo com as suas experiências e a sua forma de pensar.
É uma honra compartilhar cada história, as dificuldades de cada um, e principalmente ajudar pessoas a terem coragem para buscar os seus sonhos.

Buscar um trabalho que você ame está na sua lista de resoluções para o próximo ano?

Buscar um trabalho que você ame está na sua lista de resoluções para o próximo ano?

É engraçado como algo que deveria ser um objetivo constante na vida da gente acaba nunca sendo. E em consequência disso acabamos ficando a maior parte das nossas vidas fazendo algo de que não gostamos. Pense em quantas coisas chatas você teve que fazer, por quantas coisas ruins você teve que passar, quanto tempo você teve que se dedicar, quantas vezes teve que passar por cima daquilo que acredita, em um trabalho que não faz sentido ao longo desse ano.

A má notícia é que o seu ano em 2017 vai ser igualzinho. Ações iguais produzem resultados iguais, portanto, se você continuar fazendo as mesmas coisas, não irá mudar sua vida. E não adianta dizer que não tem condições financeiras para mudar de carreira, que tem outras pessoas que dependem de você, que você não tem tempo para isso, ou que a carreira que você gostaria de seguir não dá dinheiro, porque já conheci pessoas que mudaram de carreira com todos esses problemas.

Claro que não podemos ser tão inflexíveis, e às vezes precisamos mesmo criar melhores condições para fazer a mudança, ir mais aos poucos. Mas não deixe de trabalhar nisso, de seguir rumo a uma carreira que faça sentido pra você. Defina o caminho a seguir, identifique como buscar esse caminho, busque inspiração, converse com pessoas que já fizeram uma transição, faça um plano de ação, dê o primeiro passo.

Porque se isso não acontecer, os anos vão passar. E no fim da vida você irá pensar: Que tipo de pessoa eu teria me tornado se tivesse me dedicado às coisas que sempre quis fazer?

A propósito, as minhas resoluções de ano novo para 2017 são:
impactar um número maior de pessoas
desenvolver mais 2 projetos para ajudar mais pessoas a repensarem suas carreiras
me mudar para um apartamento maior
e correr minha primeira maratona 🙂

A maior parte das coisas é menos difícil do que parece. Como eu fiz para viabilizar minha transição de carreira.

A maior parte das coisas é menos difícil do que parece. Como eu fiz para viabilizar minha transição de carreira.

Do momento em que me dei conta de que precisava mudar, economizei por dois anos para fazer minha transição. O objetivo era ter dinheiro o suficiente para ficar um ano e meio sem trabalhar, sem cair muito o padrão de vida. Isso porque optei por não começar a trabalhar efetivamente na área enquanto não saísse do meu trabalho anterior já que a minha rotina era meio pesada, mas é altamente aconselhável que você comece aos poucos na área antes de largar o emprego, se tiver como fazer isso. Isso vai ter permitir começar a ganhar algum dinheiro na área nova sem perder a renda atual, e só largar o emprego quando as rendas se equilibrarem. Outra opção é você ter vários projetos em paralelo, de forma que cada um te dá um pouco de dinheiro, mas somando tudo você tem a renda que precisa pra viver. Você também pode atuar como freelancer na sua área atual part time, enquanto se dedica o resto do tempo para a nova atividade, ou começar prestando serviços ou vendendo produtos pela internet que é algo que muitas vezes você pode trabalhar em qualquer horário.
Durante esse período fui fazendo cursos na área de Coaching, construindo o que seria a minha metodologia de trabalho, e definindo questões como quem seria o meu público e como eu poderia divulgar meu trabalho para ele, porque sabia que isso é algo que tem que ser feito com bastante calma e não dava pra deixar pra quando eu saísse da empresa, pois me tomaria preciosos meses em que eu ficaria só gastando dinheiro em casa e poderia já estar buscando clientes. Esse planejamento é bem importante, pois o começo é a fase que dá mais medo, mas também é a que define quem vai vencer e quem vai acabar tendo que voltar para o mundo corporativo.
Após isso comecei a prototipar. Quer dizer, comecei a atender algumas pessoas de graça pra ganhar experiência, ver se o modelo funcionava e se as pessoas gostavam da metodologia que eu criei. Se você pensa em atuar por conta ou abrir o seu próprio negócio, isso deve ser feito no Coaching e em qualquer área para a qual você pense em migrar, antes de você sair do trabalho atual e depois perceber que as pessoas não comprariam a sua idéia. Existem várias formas de prototipar, seja fazendo a atividade como hobby, acompanhando um amigo que trabalha no que você quer fazer, trabalhando como voluntário, ou até mesmo fazendo cursos daqueles que você tem a oportunidade de vivenciar a atividade.
Depois de testar o meu modelo, como eu não tinha dinheiro nem expertise para algumas coisas, fui atrás de parcerias, pessoas que poderiam me ajudar naquilo que eu não sabia fazer, oferecendo em troca o meu trabalho. Assim consegui ajuda para fazer o meu site inteirinho de graça, e conduzi um processo de coaching com um amigo que sabia fazer sites. Mapear quem na sua rede pode estar precisando do que você tem para oferecer, e quem pode te ajudar naquilo que você precisa, pode te ajudar a identificar mais oportunidades do que você imagina.
Durante o processo de coaching, na fase de construção do plano de ação, compartilhamos muitas idéias como essas de como fazer a sua transição da forma mais tranquila possível. Se precisar de ajuda para montar o seu plano de transição, pode contar comigo!

Quanto conhecimento preciso para conseguir fazer algo de bom para o mundo?

Quanto conhecimento preciso para conseguir fazer algo de bom para o mundo?

Atualmente temos muita vontade de saber, por conta da competitividade no mercado de trabalho, porque sempre parece que todo mundo sabe tudo menos a gente, e do fácil acesso ao conhecimento.

Contudo, muitos de nós acabamos nos dedicando exaustivamente a agregar mais e mais conhecimento, e não o usamos para nada. Nos dias atuais consumimos muito de coisas que depois usamos pouco, inclusive no que se refere a conhecimento. Ficamos ansiosos por saber cada vez mais, nunca parece que temos conhecimento suficiente. Mas a nossa necessidade de acumular conhecimento consome todo o tempo disponível para isso e não conseguimos parar para refletir sobre ele, absorve-lo e aplica-lo. Muitas vezes nem temos paciência para aplica-lo na verdade. Buscamos tanto conhecimento porque nunca nos sentimos prontos para fazer nada.

Ando pensando sobre isso porque eu faço Krav Maga, e a partir da faixa laranja você já pode começar a monitorar nas aulas, ajudando individualmente seus colegas das faixas anteriores. Como eu gosto muito de ensinar, fiquei meus dois anos de faixa laranja pensando em me oferecer para ajudar, mas sempre achei que não sabia o suficiente. Afinal eu só tinha por volta de 3 anos de treino, recém estava na terceira faixa, e tenho no mínimo 12 anos pela frente. Então comecei a observar os treinos no canto do tatame e com o tempo fui percebendo que eu poderia perfeitamente fazer isso, com o conhecimento que eu já tinha. Conseguia identificar erros na aplicação da técnica, explicar os movimentos com certa precisão, ajuda-los a entender o porque de cada gesto. E finalmente criei coragem para ajudar.

Não estou de maneira alguma dizendo que devemos parar de aprender. Pelo contrário, eu também sou uma dessas pessoas que busca conhecimento incessantemente. Para conseguir refletir melhor, para encontrar novas maneiras de ajudar as pessoas no meu trabalho, porque simplesmente me interesso por uma variedade enorme de temas, para usar o meu tempo livre de forma (pelo menos supostamente) útil, e até porque saber faz bem para a minha auto-estima.

Mas a verdade é que você não precisa saber tudo, só precisa saber o bastante para conseguir ajudar alguém. Sempre haverá alguém que sabe menos do que você, e pra quem o conhecimento que você tem irá ajudar muito. Como a gente não sabe muita coisa e nunca vai chegar o dia em que vamos achar que já temos conhecimento suficiente, não adianta esperar a hora certa de fazer algo de bom para o mundo com o nosso conhecimento, porque essa hora não vai chegar. Lembre-se que quem disse a famosa frase “Só sei que nada sei” foi Sócrates, um dos maiores filósofos de todos os tempos.

Como tomar melhores decisões

Como tomar melhores decisões

Quantas decisões você tomou nas últimas 3 horas? Se ia de Uber ou de carro, de que cor pintaria as unhas, o que comeria no lanche da tarde… Tomamos decisões o tempo todo, muitas delas sem perceber. Se questionar as próprias decisões já soa importante quando pensamos na quantidade de decisões que tomamos, pois percebemos quantas oportunidades temos de facilitar e melhorar a nossa vida, imagina quando falamos de decidir a própria carreira.

O que dificulta tomarmos melhores decisões? O medo do desconhecido, a necessidade de sair da zona de conforto, ter que arcar com as consequências que podem ser desagradáveis, o impacto que ela irá gerar em pessoas queridas, ou simplesmente travamos diante do excesso de opções que temos hoje em dia.

Por todas essas razões, muitas vezes esperamos para decidir até a situação chegar ao seu limite. O problema é que quando chega nesse momento, como se já não bastassem todas essas dificuldades, teremos que decidir rápido e sob pressão. E lembre-se que não escolher também é uma escolha, e assim como você poderá ser cobrado futuramente pela decisão que tomar, poderá ser cobrado também pela decisão que não tomar.

Tanta dificuldade é normal. Nós quisemos ter muitas escolhas e lutamos por isso, mas nossos avós na década de 40 não as tinham. Como ter tantas possibilidades ainda é recente, não só a gente individualmente como a sociedade em geral está aprendendo a lidar com isso.

Mas calma. Respira. Tem muitas ações que podemos adotar para tomar melhores decisões:

Não sei se você já se deu conta, mas escolher cansa. Então a primeira ação é se perguntar se é possível rotinizar a decisão, para não ficarmos exaustos com tantas escolhas. Isso libera a mente para focar no que é importante.

Quando estamos em cima do muro, pode ser mais fácil pensar no que não queremos primeiro, para só a partir daí chegar ao que de fato queremos. Podemos usar isso tanto para as opções em si como para as consequências destas opções.

Não faça pouco das questões emocionais envolvidas, não fique só na racionalidade. Para que a decisão seja duradoura a longo prazo, devemos considerar tanto os aspectos emocionais quanto os racionais.

Identifique padrões nas decisões anteriores e suas consequências, para antecipar possíveis consequências quando tiver que tomar decisões similares novamente. Por exemplo, fazer escolhas com frequência envolve a capacidade de adiar recompensas. Você geralmente prefere ter um benefício agora ou esperar por outro benefício ainda melhor, mas que não é garantido, no futuro?

Sempre que for possível, dê-se o tempo que precisa para tomar essa decisão. Às vezes tendemos a tomar certas decisões muito rápido só para nos livrarmos logo da angústia, mas isso pode nos levar a tomar muitas decisões equivocadas.

Faça uma lista de prós e contras. Tem gente que é contra esse tipo de lista porque faz da decisão algo frio e racional, mas para quem fez a lista ela pode ter muito de emocional. O que importa é o significado da lista para quem a fez. E para não se sentir mal tomando uma decisão baseado em uma lista de prós e contras, lembre-se que Charles Darwin também fez uma lista para decidir se deveria ou não se casar:

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Reúna o máximo de informações possíveis sobre as possibilidades de escolha. Isso pode ser feito através de pesquisa ou conversando com pessoas que já tiveram que tomar essa decisão antes, como foi o processo de escolha delas e quais foram os resultados. Fazendo isso podemos identificar aspectos que não tínhamos pensado antes e que é importante considerar. Contudo, para que isso seja efetivo, temos que tomar o cuidado para não procurar apenas quem irá corroborar a nossa decisão, que é o que normalmente a gente acaba fazendo.

Se conheça, sempre. Quanto mais nos conhecemos, mais sabemos quais consequências somos capazes de suportar por uma decisão que tomamos. Às vezes não tomamos más decisões por falta de informação quanto às consequências, mas sim porque não sabemos como vamos reagir quando elas se concretizarem.

Priorize as decisões. Eisenhower, ex-presidente dos EUA, dizia que o que é urgente raramente é importante, e o que é importante raramente é urgente. Ele criou uma matriz para facilitar a tomada de decisão nesse aspecto:

eisenhower

Mas aí vem a dúvida: Como vou saber o que é importante? O que é importante tem a ver com os nossos valores, porque só ficamos em paz quando estamos tranquilos em relação aos nossos valores. Assim, a decisão de comprar ou não um carro pode ser difícil para alguém que tem a segurança financeira como um valor importante, mas pode ser mais fácil para outra pessoa que tem a liberdade como valor.

Tem um aspecto que geralmente não nos damos conta, mas que insconscientemente estamos considerando. Muitas vezes o que mais importa não é a decisão em si, mas o quanto teremos que trabalhar, depois que a tomarmos, para que ela seja a decisão correta. Então o que devemos pensar aqui é se estamos realmente dispostos a trabalhar por cada uma das opções, e aquela pela qual estivermos dispostos a lutar será a escolha certa.

Se houver possibilidade, elabore um experimento de baixo risco antes de decidir. Por exemplo, se você quer decidir entre duas opções de carreira, tente passar um dia com uma pessoa de cada área, no exercício das suas atividades, antes de tomar a decisão. Ou se a dúvida for entre ficar no mundo corporativo ou empreender, tente fazer algumas unidades do seu produto, ofereça aos amigos e parentes e colha seus feedbacks, antes de deixar o emprego.

Tem uma dica que eu sempre uso e comigo funciona muito, que é me perguntar: “Que impacto essa decisão terá na minha vida daqui a um ano?” Quando me faço essa pergunta, algumas decisões perdem importância, e outras ficam mais fáceis de serem definidas.

Por fim, tire o peso das suas costas. Primeiro porque não há resposta errada, o que há é a melhor resposta para cada um, de acordo com seus valores, interesses e aspirações. Segundo porque aceitar a imperfeição pode facilitar as coisas. Se eu começo um artigo querendo escrever algo que irá mudar o mundo, provavelmente não saio da primeira linha. Muitas das vezes a nossa decisão não precisa ser a melhor, só precisa ser suficientemente boa para tudo ficar bem.

Diferença entre coaching, terapia e mentoria

Diferença entre coaching, terapia e mentoria

Muitas pessoas me procuram interessadas em fazer Coaching, mas na verdade não sabem bem do que se trata. Outros me perguntam qual a diferença entre Coaching e Terapia. E ainda há aqueles que procuram pelo Coaching mas na verdade gostariam de receber conselhos, mais na linha de uma Mentoria. Fiz esse post para esclarecer melhor a diferença entre isso tudo.
O Coaching é um processo em que, a partir de perguntas e atividades propostas pelo coach, você mesmo chegará às respostas que procura. Esse processo gera uma decisão por um objetivo e um plano de ação para buscar esse objetivo, cuja execução pode ser ou não acompanhada pelo coach. Para isso o coach segue uma metodologia clara, e por esse motivo não é necessário que ele seja da mesma área que você. A quantidade de encontros é definida e acordada entre você e o coach logo no começo do processo, ficando geralmente em torno de 12 encontros.
A Terapia oferece insights que podem te levar a perceber a necessidade de mudar o seu comportamento ou se reconciliar consigo mesma. Para gerar estes insights o psicólogo segue uma metodologia, mas ela não fica clara para você durante o processo. Normalmente não gera plano de ação, ou seja, você entende que precisa mudar, mas muitas vezes não sabe como. Não tem duração definida, podendo levar meses ou anos para você perceber algum resultado.
Na Mentoria, alguém mais experiente que você na mesma área de atuação que você trabalha, te dá conselhos a partir da sua própria experiência. O lado ruim é que as respostas não vêm de você mesmo, o lado bom é que ele já sabe o que funciona ou não funciona porque já passou pelo que você está passando. Pode gerar ou não plano de ação, mas normalmente não segue uma metodologia estruturada. Como o Mentor é alguém que te acompanha ao longo da sua carreira, não tem duração definida.
Ainda tem dúvidas quanto a diferença entre Coaching, Terapia e Mentoria? Ou a diferença está clara, mas você não sabe qual faz mais sentido pra você nesse momento? Em qualquer caso, me chame que eu te ajudo a tirar todas as suas dúvidas.

Fases de uma transição de carreira

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Baseada na minha própria experiência de transição de carreira e das pessoas que conheci em função do coaching, identifiquei algumas fases pelas quais a maioria das pessoas passa quando faz uma transição de carreira.
A primeira delas é a fase do desconforto, em que você percebe que tem alguma coisa errada, mas não sabe o que. Você se dá conta de que não é a pessoa que queria ser, e muitas vezes também não sabe bem quem queria ser.
Em seguida ou talvez ao mesmo tempo, você se dá conta de que não gosta do que faz. Nessa fase você experimenta sentimentos de indecisão, medo e pode até mesmo paralisar. Sei que não gosto do que faço, mas não sei do que gosto. Nada do que fez sentido até aqui faz mais sentido.
Depois vem o que eu chamo de a fase do “Chega!”. É o momento em que o desconforto é maior do que o medo, e você tem clareza de que precisa tomar uma atitude, pois não vai conseguir suportar viver assim a vida toda. Geralmente é nesse momento que você pode entender que seria bom contar com a ajuda de um coach.
A partir disso, você começa uma fase de autoconhecimento. Você começa a identificar possibilidades, experimentar, mapear o que você tem e o que você precisa para ir para uma nova carreira. Também é o momento em que você começa a abrir mão do que já não serve mais e começa a mudar de ares ou até mesmo de turma.
Chega um ponto em que você precisa tomar uma decisão. E uma vez definido o novo objetivo, é hora de planejar a mudança e começar a construir networking na sua nova área.
Agora vem a fase que pra mim foi a mais difícil, que é a fase da incerteza. Você começa a colocar a mão na massa, trabalha muito e tem muito pouco ou nenhum resultado, porque o seu projeto ainda não foi lançado. As emoções são inconstantes: medo, positividade, angústia, arrependimento, liberdade. É difícil mas necessário tomar cuidado com o stress, para descontar nas pessoas queridas e acabar ficando sozinho quando chegar lá. Aqui temos dois riscos: Tentar desistir e voltar ao passado no meio do caminho, ou tentar acelerar a mudança e “meter os pés pelas mãos”. É difícil, mas a notícia boa é que se você conseguir passar por essa fase e não desistir, provavelmente não precisará mais do mundo corporativo.
Então o seu projeto é finalmente lançado e você começa a ficar conhecido. Mais pessoas começam a te procurar, mas você pode experimentar uma dificuldade de cobrar, uma tendência a querer baixar o preço para vender a qualquer custo, e vontade de flexibilizar tudo, às vezes até mesmo seus valores pessoais que foram justamente o que te trouxe até aqui.
Depois de um tempo as coisas começam a dar certo. Começam a pagar pelo seu trabalho e você começa a se sentir confiante.
E a fase final é a que você já se sente seguro na sua nova área. Não sente mais vontade de voltar atrás e faria tudo de novo. Tem orgulho do que construiu e é quem queria ser.
Como eu percebi que estava na hora de repensar a minha carreira

Como eu percebi que estava na hora de repensar a minha carreira

Certo dia eu resolvi buscar ajuda para identificar o que me faltava desenvolver para dar meu próximo passo de carreira. Fui fazer coaching. Um dia no meio do caminho ela disse “mas Jana, você não gosta do que faz, por que você quer virar gestora?” E eu fiquei pasma: como assim, eu não gosto do que faço? Aí fui compartilhar meu espanto com meu marido e ele respondeu: “realmente, para alguém que gosta tanto do que faz, você chega em casa sempre muito estressada mesmo”. Fiquei dias pensando sobre o assunto, a frase não saía da minha cabeça. Não foi fácil. Mas imagina se ela tiver razão, como vou recomeçar agora? E se eu descobrir que pra fazer o que eu gosto teria que fazer outra faculdade? E tudo que meus pais e eu investimos de tempo e dinheiro para eu me formar? E se eu não achar algo que eu realmente goste de fazer? E se eu não conseguir mudar? Até que aos poucos comecei a aceitar que o que eles disseram fazia sentido. Isso explicava muita coisa… Domingos à tarde querendo morrer pra não ter que ir trabalhar na segunda, 30 min a mais na cama todos os dias só pra conseguir levantar, ficar contando as horas pra ir pra casa todos os dias, me sentir um peixe fora dágua no trabalho, não conseguir ver sentido no produto do meu trabalho, receber eventualmente feedbacks que não tem nada a ver com quem eu sou. E quem me conhece sabe que tenho energia como poucos, sou esforçada, batalhadora, então o fato de ser tão difícil ir para o trabalho todos os dias não combinava comigo. Mas era a minha realidade. Ok, finalmente me convenci de que não gosto do meu trabalho. E vou te falar, fiquei muito triste, mas ao mesmo tempo foi libertador. Mas aí vinha outro problema: se eu não gostava do que fazia, do que eu gostava então? Após toda uma jornada de autoconhecimento descobri o que queria: provocar nas pessoas a mesma mudança que o processo de coaching provocou em mim! Isso tudo pra dizer que é importante questionar as suas certezas, sempre. Pra não ficar 12 anos fazendo algo que não gosta sem nem perceber. Pra não perder tempo indo atrás de algo que não faz sentido. Pra não descobrir que não gosta do que faz quando já tem uma carreira estabelecida e vai ser difícil mudar no meio do caminho. Pra não viver por anos a fio no piloto automático. Pra não se conformar achando que a vida é assim mesmo, pra todo mundo. Pra não achar que é normal coisas que não são normais.