Desafio 21 dias para repensar sua carreira

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Há poucas semanas concluí um trabalho com 450 pessoas que toparam o desafio de repensar suas carreiras durante 21 dias, e
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Você sabe o que é coaching? Isso funciona mesmo? O que acontece em uma sessão?

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Quem já passeou aqui no meu site deve ter visto que tem uma sessão de FAQ, onde eu posto as perguntas que
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10 dicas para você alcançar seus objetivos de ano novo – ainda esse ano!

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8 cursos para empreendedores não convencionais

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Cada vez mais percebemos que as formações tradicionais não vão nos dar as respostas para lidar com as dificuldades da
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25 pequenas coisas que consegui mudar na minha vida quando saí do mundo corporativo

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1. Hidratar meu cabelo em casa toda semana 2. Não ficar com vontade de chorar no domingo à noite 3. Não acordar mais
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A morte é um dia que vale a pena viver

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Outro dia estava lendo o livro A morte é um dia que vale a pena viver, da Ana Claudia Quintana Arantes, e ao longo dos seus anos de trabalho com Cuidados Paliativos ela percebeu que um dos 5 maiores arrependimentos que as pessoas têm diante da morte é ter trabalhado tanto. Fiquei tão impactada pelas suas palavras que não tinha como não compartilhar, talvez porque eu mesma já me vi nessas situações embora na época não tivesse conseguido definir de forma tão precisa.

“O que causa o verdadeiro arrependimento é precisar de máscaras para sobreviver no ambiente profissional. Quando existe uma diferença entre quem somos na vida pessoal e quem somos no trabalho, então estamos em apuros. (…) Se só sabemos ser nós mesmos calçando um chinelo, então coloquemos os pés na terra antes que seja tarde e não saibamos mais a diferença entre nossos pés e a sola do sapato. (…) Quando aceitamos um trabalho que se distancie da nossa essência, temos a sensação de tempo desperdiçado, principalmente se preferimos nossa essência ao nosso trabalho. Mas também existe o risco de gostarmos demais de ser aquela pessoa do trabalho, especialmente se só conseguimos pensar em nós mesmos como alguém porque trabalhamos. Essas pessoas podem ser incríveis no trabalho, mas na vida pessoal são um desastre. Quando se aposentam, é como se morressem.” Passei muitos anos da minha vida me sentindo diferente das pessoas do meu meio, achei no começo que era por falta de experiência, mas conforme fui crescendo na carreira essa sensação não passou e percebi que não era só isso. Eu me sentia estranha de roupa social, parecia que nada combinava, e não entendia porque eu simplesmente parecia não ter capacidade para combinar as roupas de trabalho e facilmente me sentia tão bem com as roupas de fim-de-semana. Levou muito tempo até eu perceber que isso ia muito além das roupas, passando pelas conversas do ambiente de trabalho, pelo meu jeito de ser, de pensar, de agir. Basicamente havia uma dualidade entre quem eu era no trabalho e quem eu era fora do trabalho. Eu estava crescendo na carreira, então essa inadequação não parecia ser real. Mas isso não importa, ela era real dentro de mim. E quanto mais eu crescia na carreira, mais essas duas pessoas ficavam diferentes.

Então eu comecei a precisar de cada vez mais lazer para ficar ‘bem’, a fazer cada vez mais atividades para ‘descansar’, a gastar cada vez mais dinheiro para me sentir melhor. “A maior parte de nós passa pelo menos oito horas trabalhando, sem falar do tempo em que buscamos atividades para tentar melhorar o desempenho no trabalho. Meditamos para ter mais atenção, fazemos exercício físico para nos sentirmos melhor, e tudo isso para trabalhar mais. O caminho pode estar certo, mas o motivo para percorrê-lo pode estar errado. Fazer o bem para ser feliz na vida é diferente de fazer o bem para se dar bem no trabalho. Se escolhemos o autocuidado não pelo prazer de receber uma massagem, mas para não ter dor nas costas e, assim, poder trabalhar melhor no dia seguinte, então pode haver algo errado com nossos motivos. Pessoas que orientam sua vida para o trabalho se arrependem, principalmente se o motor for o câncer da humanidade: o medo. Medo de não ter dinheiro, medo de faltar estudo para os filhos, medo de não ter onde morar.” O problema é que se você não toma a decisão de agir de acordo com a sua essência, uma hora a vida fará isso por você. O esforço mesmo que nem seja tanto começa a parecer muito mais do que você tem condições de lidar. Você começa a não conseguir crescer na carreira, a perder o emprego toda hora, a se irritar por qualquer coisa, a ficar doente. É a vida te mostrando que tem alguma coisa errada. E tudo começa a conspirar contra.

“A energia que vem de um trabalho que não faz sentido é ruim, também. Com o dinheiro compraremos comida que vai estragar mais rápido, teremos um carro que vai quebrar a toda hora, entraremos para uma academia que não teremos tempo de frequentar. Comparemos roupas que não usaremos, cursos que esqueceremos. Quando observamos nossa vida e percebemos que vivemos comprando bens que não cumprem sua função de nos fazer viver melhor, pode ser que haja algo errado com a origem do dinheiro. Se ganhamos uma fortuna, compramos um carro e chegamos à nossa casa com cara de zumbis, tem algo errado. Mas a gente segue achando que tudo é normal, que a vida é assim mesmo.

Alguém também já passou por isso?

Autonomia vs trabalho — Ou o que você faz em uma terça-feira qualquer entre as 10h e as 11h30

Autonomia vs trabalho — Ou o que você faz em uma terça-feira qualquer entre as 10h e as 11h30

Vejo que às vezes as pessoas estranham como eu consigo fazer coisas como correr 10k no meio do dia, ou manter uma rotina de corrida, Krav Maga, trabalho, casa, cursos e ainda viajar para visitar minha família ou para eventos do Krav Maga, e fazer tudo direito e bastante.
Nem sempre foi assim. No início da carreira ficava triste porque tinha tempo, mas não tinha dinheiro para fazer nada. Como eu sempre fui uma pessoa que se interessava por uma variedade enorme de temas, pensava: “quando eu tiver dinheiro vou fazer tantas coisas…” O problema é que quando eu comecei e ter dinheiro, não tinha mais tempo. Me matriculava em aulas que não ia, marcava exames e não fazia torcendo pra melhorar sozinha, cheguei a marcar uma viagem que tive que cancelar em cima da hora, me inscrevia em corridas que não conseguia ir simplesmente porque estava cansada demais para levantar da cama. Sentia como se tivesse vendido minha alma.
No início pensava: “Bom, se tem tanta gente que aguenta, eu também aguento.” “É normal, trabalhar é assim mesmo.” Ou ainda: “Eu escolhi crescer na carreira, então esse é o preço que eu tenho que pagar.” “Eu nem trabalho tanto assim.” Mas com o tempo comecei a ter uma doença atrás da outra, às vezes mais de uma ao mesmo tempo, elas começaram a aumentar de gravidade, até que eu finalmente aceitei que talvez não viveria até os 50 se continuasse assim. Realmente tem bastante gente que aguenta, mas tem bastante gente que não aguenta também. E foi bem difícil pra mim aceitar que eu era uma dessas pessoas e abrir mão da minha carreira.
Hoje penso que exceto o salário certinho todo mês na conta, não abri mão de nada. O cargo, a empresa, o status, nada era realmente importante pra mim. E pra falar a verdade tenho até orgulho de ter tido a coragem de abrir mão da antiga carreira, em troca de mim mesma. De ter tido a coragem de ir atrás de um trabalho que fizesse mais sentido pra mim e que me permitisse ter mais autonomia para viver.
O que é óbvio e ao mesmo tempo não é nada óbvio. Apesar de parecer lógico que melhorar a essência, o formato ou mesmo o ambiente do nosso trabalho significa melhorar as nossas vidas, afinal passamos a maior parte do tempo trabalhando, a grande maioria das pessoas não faz isso. E não é fácil mesmo, pra mim não foi também. Porque não sabemos o que gostaríamos de fazer, porque falta coragem, porque a gente carrega uma série de crenças limitantes sobre o trabalho, porque não priorizamos o assunto, ou porque simplesmente temos preguiça de pensar nisso diante de tantas preocupações do dia-a-dia. Em momentos diferentes eu tive todas essas questões me atrapalhando.
Mas finalmente consegui mudar. Troquei os pensamentos anteriores por: “No fim da vida não vou me orgulhar da minha trajetória em nenhum aspecto da vida se continuar assim, e acho que terei dificuldade de lidar com isso.” Então comecei a buscar não só um trabalho que tivesse mais significado pra mim, como que me permitisse viver de forma plena os outros lados da minha vida para construir coisas importantes pra mim nestas áreas também.
Não é que hoje eu trabalhe pouco, trabalho umas 10 horas por dia como a maioria. Mas hoje eu consigo escolher que horas vou fazer isso boa parte do tempo. Trabalho quase a mesma quantidade de horas e tenho a vida igualmente agitada, mas consigo conciliar muito mais o trabalho com os outros lados da minha vida.
Claro que precisamos ganhar dinheiro, mas precisamos buscar sempre formas de fazer isso com equilíbrio. Somos profissionais, pais e mães, maridos e esposas, filhos, amigos, indivíduos, e podemos ainda criar outros lados, quem sabe voluntários, professores, atletas. Quando você deixa um aspecto da vida de canto, mais cedo ou mais tarde ele vai te lembrar que está lá e te forçar a olhar pra ele. E às vezes isso vai vir de formas bem difíceis. Pode vir na forma de doenças, de depressão, da perda de amigos, não construir uma família, e até mesmo você não tendo ninguém pra comemorar quando chegar ao topo da sua carreira.
Agora chegou a hora em que alguém vai falar: “Bonito isso, mas se todas as pessoas resolverem viver dessa forma, não vai ter gente para trabalhar nas grandes empresas.” E isso é verdade. Mas trabalhar nas grandes empresas para o resto da vida é o que você quer fazer?

O que eu penso sobre o meu trabalho

O que eu penso sobre o meu trabalho

Eu acho que esse tipo de trabalho tem que ser feito com muito cuidado, afinal eu estou ajudando uma pessoa a mudar a própria vida. Além disso, fico sempre atenta para encarar as questões de cada um com muito respeito e sem julgamentos, porque se a mudança fosse fácil pra ela, ela já teria feito.

Acredito que o coach deve se colocar como uma pessoa igual a você. Entendo que a maioria das pessoas chega em um processo de coaching fragilizada, angustiada, perdida, essa pessoa não quer se comunicar com uma organização, ou com um ser superior que sabe tudo, ela quer alguém de carne e osso. Por isso tento ser mais pessoal em toda a minha metodologia, forma de tratar os coachees, e até mesmo no meu site e na minha página no Facebook.

Para que eu consiga ajudar efetivamente alguém, primeiro eu mesma preciso estar equilibrada internamente. Claro que eu também tenho problemas como todo mundo, mas preciso ter tempo para cuidar deles e de mim: resolver minhas coisas o mais rápido possível, cuidar da minha saúde, do meu emocional e da minha cabeça. Até pra que eu tenha tempo para me dedicar para cada um e minha cabeça esteja tranquila para focar integralmente nas questões que a pessoa me trouxer.

Entendo que tenho dois grandes compromissos com a pessoa que me contrata. Na primeira parte do processo devo me certificar de que estou ajudando-a a considerar todos os aspectos que envolvem a decisão por uma transição, que não são poucos, e vão dos valores, recursos, habilidades, gostos, passando pelo estilo de vida, quem ela quer se tornar, até quem ela irá impactar e que legado ela quer deixar com a mudança.

A segunda parte tem a ver com o que ela vai fazer a partir do momento em que tomou a decisão. É muito fácil uma transição virar um período árduo, às vezes até traumatizante na vida de uma pessoa. A minha função como coach também é ajuda-la em como passar por esse momento, e a identificar como ele pode ser mais fácil, tranquilo e até divertido.

Tem coaches que sem perceber se preocupam mais com a metodologia do que com o que pode ajudar o coachee. Para não cair nesse erro, procuro ter várias influências diferentes e não só uma, com o objetivo de manter uma mente mais aberta e o foco no que pode ajuda-lo efetivamente. Todo santo dia eu procuro algum conhecimento ou experiência novos que possam me ajudar a ajudar mais as pessoas, e eu até ando com um caderninho e mantenho bloco no celular para anotar as ideias que surgem de repente pra ajudar a solucionar algum problema de um coachee. Por outro lado, não utilizo diversas técnicas de Coaching muito usadas por aí e sei que pago um preço por isso, mas eu não conseguiria vender algo para meus coachees que eu mesma não acredito.

E até por não me ater rigidamente à metodologia padrão para todo mundo, outra coisa que eu prezo é por não lotar a agenda, colocando uma sessão atrás da outra. Considero isso importante para conseguir dar a atenção devida a cada um, não chegar na sessão com a cabeça cheia de coisas e me manter de fato presente naquela conversa. Outro motivo para isso é garantir que terei tempo adequado para planejar previamente cada encontro, e após a sessão anotar os pontos importantes e não esquecer nada.

Fico feliz de verdade quando vejo que consegui impactar positivamente a vida de alguém. Desde quando eu consegui apenas encontrar uma forma de pensar que fez toda a diferença pra ela naquele dia, até quando alguém começa efetivamente a mudar sua vida motivado pelas nossas conversas. E cada pessoa que encontro nesse caminho me impacta muito também, pois aprendo com as suas experiências e a sua forma de pensar.
É uma honra compartilhar cada história, as dificuldades de cada um, e principalmente ajudar pessoas a terem coragem para buscar os seus sonhos.

Buscar um trabalho que você ame está na sua lista de resoluções para o próximo ano?

Buscar um trabalho que você ame está na sua lista de resoluções para o próximo ano?

É engraçado como algo que deveria ser um objetivo constante na vida da gente acaba nunca sendo. E em consequência disso acabamos ficando a maior parte das nossas vidas fazendo algo de que não gostamos. Pense em quantas coisas chatas você teve que fazer, por quantas coisas ruins você teve que passar, quanto tempo você teve que se dedicar, quantas vezes teve que passar por cima daquilo que acredita, em um trabalho que não faz sentido ao longo desse ano.

A má notícia é que o seu ano em 2017 vai ser igualzinho. Ações iguais produzem resultados iguais, portanto, se você continuar fazendo as mesmas coisas, não irá mudar sua vida. E não adianta dizer que não tem condições financeiras para mudar de carreira, que tem outras pessoas que dependem de você, que você não tem tempo para isso, ou que a carreira que você gostaria de seguir não dá dinheiro, porque já conheci pessoas que mudaram de carreira com todos esses problemas.

Claro que não podemos ser tão inflexíveis, e às vezes precisamos mesmo criar melhores condições para fazer a mudança, ir mais aos poucos. Mas não deixe de trabalhar nisso, de seguir rumo a uma carreira que faça sentido pra você. Defina o caminho a seguir, identifique como buscar esse caminho, busque inspiração, converse com pessoas que já fizeram uma transição, faça um plano de ação, dê o primeiro passo.

Porque se isso não acontecer, os anos vão passar. E no fim da vida você irá pensar: Que tipo de pessoa eu teria me tornado se tivesse me dedicado às coisas que sempre quis fazer?

A propósito, as minhas resoluções de ano novo para 2017 são:
impactar um número maior de pessoas
desenvolver mais 2 projetos para ajudar mais pessoas a repensarem suas carreiras
me mudar para um apartamento maior
e correr minha primeira maratona 🙂

A maior parte das coisas é menos difícil do que parece. Como eu fiz para viabilizar minha transição de carreira.

A maior parte das coisas é menos difícil do que parece. Como eu fiz para viabilizar minha transição de carreira.

Do momento em que me dei conta de que precisava mudar, economizei por dois anos para fazer minha transição. O objetivo era ter dinheiro o suficiente para ficar um ano e meio sem trabalhar, sem cair muito o padrão de vida. Isso porque optei por não começar a trabalhar efetivamente na área enquanto não saísse do meu trabalho anterior já que a minha rotina era meio pesada, mas é altamente aconselhável que você comece aos poucos na área antes de largar o emprego, se tiver como fazer isso. Isso vai ter permitir começar a ganhar algum dinheiro na área nova sem perder a renda atual, e só largar o emprego quando as rendas se equilibrarem. Outra opção é você ter vários projetos em paralelo, de forma que cada um te dá um pouco de dinheiro, mas somando tudo você tem a renda que precisa pra viver. Você também pode atuar como freelancer na sua área atual part time, enquanto se dedica o resto do tempo para a nova atividade, ou começar prestando serviços ou vendendo produtos pela internet que é algo que muitas vezes você pode trabalhar em qualquer horário.
Durante esse período fui fazendo cursos na área de Coaching, construindo o que seria a minha metodologia de trabalho, e definindo questões como quem seria o meu público e como eu poderia divulgar meu trabalho para ele, porque sabia que isso é algo que tem que ser feito com bastante calma e não dava pra deixar pra quando eu saísse da empresa, pois me tomaria preciosos meses em que eu ficaria só gastando dinheiro em casa e poderia já estar buscando clientes. Esse planejamento é bem importante, pois o começo é a fase que dá mais medo, mas também é a que define quem vai vencer e quem vai acabar tendo que voltar para o mundo corporativo.
Após isso comecei a prototipar. Quer dizer, comecei a atender algumas pessoas de graça pra ganhar experiência, ver se o modelo funcionava e se as pessoas gostavam da metodologia que eu criei. Se você pensa em atuar por conta ou abrir o seu próprio negócio, isso deve ser feito no Coaching e em qualquer área para a qual você pense em migrar, antes de você sair do trabalho atual e depois perceber que as pessoas não comprariam a sua idéia. Existem várias formas de prototipar, seja fazendo a atividade como hobby, acompanhando um amigo que trabalha no que você quer fazer, trabalhando como voluntário, ou até mesmo fazendo cursos daqueles que você tem a oportunidade de vivenciar a atividade.
Depois de testar o meu modelo, como eu não tinha dinheiro nem expertise para algumas coisas, fui atrás de parcerias, pessoas que poderiam me ajudar naquilo que eu não sabia fazer, oferecendo em troca o meu trabalho. Assim consegui ajuda para fazer o meu site inteirinho de graça, e conduzi um processo de coaching com um amigo que sabia fazer sites. Mapear quem na sua rede pode estar precisando do que você tem para oferecer, e quem pode te ajudar naquilo que você precisa, pode te ajudar a identificar mais oportunidades do que você imagina.
Durante o processo de coaching, na fase de construção do plano de ação, compartilhamos muitas idéias como essas de como fazer a sua transição da forma mais tranquila possível. Se precisar de ajuda para montar o seu plano de transição, pode contar comigo!

Quanto conhecimento preciso para conseguir fazer algo de bom para o mundo?

Quanto conhecimento preciso para conseguir fazer algo de bom para o mundo?

Atualmente temos muita vontade de saber, por conta da competitividade no mercado de trabalho, porque sempre parece que todo mundo sabe tudo menos a gente, e do fácil acesso ao conhecimento.

Contudo, muitos de nós acabamos nos dedicando exaustivamente a agregar mais e mais conhecimento, e não o usamos para nada. Nos dias atuais consumimos muito de coisas que depois usamos pouco, inclusive no que se refere a conhecimento. Ficamos ansiosos por saber cada vez mais, nunca parece que temos conhecimento suficiente. Mas a nossa necessidade de acumular conhecimento consome todo o tempo disponível para isso e não conseguimos parar para refletir sobre ele, absorve-lo e aplica-lo. Muitas vezes nem temos paciência para aplica-lo na verdade. Buscamos tanto conhecimento porque nunca nos sentimos prontos para fazer nada.

Ando pensando sobre isso porque eu faço Krav Maga, e a partir da faixa laranja você já pode começar a monitorar nas aulas, ajudando individualmente seus colegas das faixas anteriores. Como eu gosto muito de ensinar, fiquei meus dois anos de faixa laranja pensando em me oferecer para ajudar, mas sempre achei que não sabia o suficiente. Afinal eu só tinha por volta de 3 anos de treino, recém estava na terceira faixa, e tenho no mínimo 12 anos pela frente. Então comecei a observar os treinos no canto do tatame e com o tempo fui percebendo que eu poderia perfeitamente fazer isso, com o conhecimento que eu já tinha. Conseguia identificar erros na aplicação da técnica, explicar os movimentos com certa precisão, ajuda-los a entender o porque de cada gesto. E finalmente criei coragem para ajudar.

Não estou de maneira alguma dizendo que devemos parar de aprender. Pelo contrário, eu também sou uma dessas pessoas que busca conhecimento incessantemente. Para conseguir refletir melhor, para encontrar novas maneiras de ajudar as pessoas no meu trabalho, porque simplesmente me interesso por uma variedade enorme de temas, para usar o meu tempo livre de forma (pelo menos supostamente) útil, e até porque saber faz bem para a minha auto-estima.

Mas a verdade é que você não precisa saber tudo, só precisa saber o bastante para conseguir ajudar alguém. Sempre haverá alguém que sabe menos do que você, e pra quem o conhecimento que você tem irá ajudar muito. Como a gente não sabe muita coisa e nunca vai chegar o dia em que vamos achar que já temos conhecimento suficiente, não adianta esperar a hora certa de fazer algo de bom para o mundo com o nosso conhecimento, porque essa hora não vai chegar. Lembre-se que quem disse a famosa frase “Só sei que nada sei” foi Sócrates, um dos maiores filósofos de todos os tempos.

Diferença entre coaching, terapia e mentoria

Diferença entre coaching, terapia e mentoria

Muitas pessoas me procuram interessadas em fazer Coaching, mas na verdade não sabem bem do que se trata. Outros me perguntam qual a diferença entre Coaching e Terapia. E ainda há aqueles que procuram pelo Coaching mas na verdade gostariam de receber conselhos, mais na linha de uma Mentoria. Fiz esse post para esclarecer melhor a diferença entre isso tudo.
O Coaching é um processo em que, a partir de perguntas e atividades propostas pelo coach, você mesmo chegará às respostas que procura. Esse processo gera uma decisão por um objetivo e um plano de ação para buscar esse objetivo, cuja execução pode ser ou não acompanhada pelo coach. Para isso o coach segue uma metodologia clara, e por esse motivo não é necessário que ele seja da mesma área que você. A quantidade de encontros é definida e acordada entre você e o coach logo no começo do processo, ficando geralmente em torno de 12 encontros.
A Terapia oferece insights que podem te levar a perceber a necessidade de mudar o seu comportamento ou se reconciliar consigo mesma. Para gerar estes insights o psicólogo segue uma metodologia, mas ela não fica clara para você durante o processo. Normalmente não gera plano de ação, ou seja, você entende que precisa mudar, mas muitas vezes não sabe como. Não tem duração definida, podendo levar meses ou anos para você perceber algum resultado.
Na Mentoria, alguém mais experiente que você na mesma área de atuação que você trabalha, te dá conselhos a partir da sua própria experiência. O lado ruim é que as respostas não vêm de você mesmo, o lado bom é que ele já sabe o que funciona ou não funciona porque já passou pelo que você está passando. Pode gerar ou não plano de ação, mas normalmente não segue uma metodologia estruturada. Como o Mentor é alguém que te acompanha ao longo da sua carreira, não tem duração definida.
Ainda tem dúvidas quanto a diferença entre Coaching, Terapia e Mentoria? Ou a diferença está clara, mas você não sabe qual faz mais sentido pra você nesse momento? Em qualquer caso, me chame que eu te ajudo a tirar todas as suas dúvidas.

Fases de uma transição de carreira

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Baseada na minha própria experiência de transição de carreira e das pessoas que conheci em função do coaching, identifiquei algumas fases pelas quais a maioria das pessoas passa quando faz uma transição de carreira.
A primeira delas é a fase do desconforto, em que você percebe que tem alguma coisa errada, mas não sabe o que. Você se dá conta de que não é a pessoa que queria ser, e muitas vezes também não sabe bem quem queria ser.
Em seguida ou talvez ao mesmo tempo, você se dá conta de que não gosta do que faz. Nessa fase você experimenta sentimentos de indecisão, medo e pode até mesmo paralisar. Sei que não gosto do que faço, mas não sei do que gosto. Nada do que fez sentido até aqui faz mais sentido.
Depois vem o que eu chamo de a fase do “Chega!”. É o momento em que o desconforto é maior do que o medo, e você tem clareza de que precisa tomar uma atitude, pois não vai conseguir suportar viver assim a vida toda. Geralmente é nesse momento que você pode entender que seria bom contar com a ajuda de um coach.
A partir disso, você começa uma fase de autoconhecimento. Você começa a identificar possibilidades, experimentar, mapear o que você tem e o que você precisa para ir para uma nova carreira. Também é o momento em que você começa a abrir mão do que já não serve mais e começa a mudar de ares ou até mesmo de turma.
Chega um ponto em que você precisa tomar uma decisão. E uma vez definido o novo objetivo, é hora de planejar a mudança e começar a construir networking na sua nova área.
Agora vem a fase que pra mim foi a mais difícil, que é a fase da incerteza. Você começa a colocar a mão na massa, trabalha muito e tem muito pouco ou nenhum resultado, porque o seu projeto ainda não foi lançado. As emoções são inconstantes: medo, positividade, angústia, arrependimento, liberdade. É difícil mas necessário tomar cuidado com o stress, para descontar nas pessoas queridas e acabar ficando sozinho quando chegar lá. Aqui temos dois riscos: Tentar desistir e voltar ao passado no meio do caminho, ou tentar acelerar a mudança e “meter os pés pelas mãos”. É difícil, mas a notícia boa é que se você conseguir passar por essa fase e não desistir, provavelmente não precisará mais do mundo corporativo.
Então o seu projeto é finalmente lançado e você começa a ficar conhecido. Mais pessoas começam a te procurar, mas você pode experimentar uma dificuldade de cobrar, uma tendência a querer baixar o preço para vender a qualquer custo, e vontade de flexibilizar tudo, às vezes até mesmo seus valores pessoais que foram justamente o que te trouxe até aqui.
Depois de um tempo as coisas começam a dar certo. Começam a pagar pelo seu trabalho e você começa a se sentir confiante.
E a fase final é a que você já se sente seguro na sua nova área. Não sente mais vontade de voltar atrás e faria tudo de novo. Tem orgulho do que construiu e é quem queria ser.
Como eu percebi que estava na hora de repensar a minha carreira

Como eu percebi que estava na hora de repensar a minha carreira

Certo dia eu resolvi buscar ajuda para identificar o que me faltava desenvolver para dar meu próximo passo de carreira. Fui fazer coaching. Um dia no meio do caminho ela disse “mas Jana, você não gosta do que faz, por que você quer virar gestora?” E eu fiquei pasma: como assim, eu não gosto do que faço? Aí fui compartilhar meu espanto com meu marido e ele respondeu: “realmente, para alguém que gosta tanto do que faz, você chega em casa sempre muito estressada mesmo”. Fiquei dias pensando sobre o assunto, a frase não saía da minha cabeça. Não foi fácil. Mas imagina se ela tiver razão, como vou recomeçar agora? E se eu descobrir que pra fazer o que eu gosto teria que fazer outra faculdade? E tudo que meus pais e eu investimos de tempo e dinheiro para eu me formar? E se eu não achar algo que eu realmente goste de fazer? E se eu não conseguir mudar? Até que aos poucos comecei a aceitar que o que eles disseram fazia sentido. Isso explicava muita coisa… Domingos à tarde querendo morrer pra não ter que ir trabalhar na segunda, 30 min a mais na cama todos os dias só pra conseguir levantar, ficar contando as horas pra ir pra casa todos os dias, me sentir um peixe fora dágua no trabalho, não conseguir ver sentido no produto do meu trabalho, receber eventualmente feedbacks que não tem nada a ver com quem eu sou. E quem me conhece sabe que tenho energia como poucos, sou esforçada, batalhadora, então o fato de ser tão difícil ir para o trabalho todos os dias não combinava comigo. Mas era a minha realidade. Ok, finalmente me convenci de que não gosto do meu trabalho. E vou te falar, fiquei muito triste, mas ao mesmo tempo foi libertador. Mas aí vinha outro problema: se eu não gostava do que fazia, do que eu gostava então? Após toda uma jornada de autoconhecimento descobri o que queria: provocar nas pessoas a mesma mudança que o processo de coaching provocou em mim! Isso tudo pra dizer que é importante questionar as suas certezas, sempre. Pra não ficar 12 anos fazendo algo que não gosta sem nem perceber. Pra não perder tempo indo atrás de algo que não faz sentido. Pra não descobrir que não gosta do que faz quando já tem uma carreira estabelecida e vai ser difícil mudar no meio do caminho. Pra não viver por anos a fio no piloto automático. Pra não se conformar achando que a vida é assim mesmo, pra todo mundo. Pra não achar que é normal coisas que não são normais.

Qual é a próxima corrida que você vai correr?

Qual é a próxima corrida que você vai correr?

Como quem me conhece já sabe, eu pratico corrida, e atualmente corro meia maratona.

Correr é uma das coisas que eu mais gosto de fazer na vida. Quando comecei a correr eu não acreditava que seria capaz de correr uma prova de 5k completa, e achava que nunca correria uma de 21k. O que aconteceu apenas um ano depois. Rapidamente as corridas de 5k começaram a parecer muito curtas, e eu tentei uma corrida de 8k. Logo depois dessa corrida tive um problema no joelho, que me tirou por 6 meses das corridas. Quando perguntei se voltaria a correr, o médico do esporte respondeu “bom, você pode até voltar a correr, mas nunca vai correr uma meia maratona”. Tudo bem, eu também nunca achei que faria isso mesmo! Quando a fisioterapia estava chegando ao fim, apareceu um convite maluco de um grupo de amigos para correr a São Silvestre (que são 15k). Como a fisioterapia acabava 15 dias antes da prova não daria pra treinar, mas eu fui mesmo assim. Nem consegui dormir direito na noite de 30/12 com medo de ter um ataque cardíaco no meio da corrida! Acabou que eu não só terminei a prova, como terminei correndo! Sem ter treinado absolutamente nada e sem nunca ter feito uma prova de mais de 8k! Depois disso fui desafiada a correr meia maratona (21k), e outra vez não dormi na noite anterior. “Por que eu me inscrevi nessa corrida???” “Eu não precisava disso!” “Imagina que vergonha se eu não conseguir terminar a prova!” Enfim, já corri 5 meias maratonas desde então. Mas não estou falando de corrida. Estou falando de desculpas. Estou falando que o bloqueio para fazer as coisas está na nossa cabeça. Muitas vezes nós vemos empecilhos para fazer as coisas que não existem. Outras vezes nem mesmo precisamos de empecilhos como desculpas, simplesmente acreditamos que não somos capazes e nem sabemos porque. Ano que vem vou correr 42k.

Qual a corrida que você vai correr?