Desafio 21 dias para repensar sua carreira

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Você sabe o que é coaching? Isso funciona mesmo? O que acontece em uma sessão?

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8 cursos para empreendedores não convencionais

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25 pequenas coisas que consegui mudar na minha vida quando saí do mundo corporativo

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Desafio 21 dias para repensar sua carreira

Desafio 21 dias para repensar sua carreira

Há poucas semanas concluí um trabalho com 450 pessoas que toparam o desafio de repensar suas carreiras durante 21 dias, e foi tão bacana que não poderia deixar de escrever sobre isso!
 
O desafio de 21 dias é uma versão mini do processo de coaching que eu faço, adaptada para funcionar por email. Durante esse período envio todos os dias uma atividade diferente para ajudar a pessoa a se conhecer, encontrar uma carreira que faça sentido, e se direcionar para esse objetivo. A ideia é mostrar um pouco de como um processo de coaching funciona para quem tem vontade de fazer mas não sabe se vale a pena pagar, e ao mesmo tempo conseguir ajudar de alguma forma quem precisa tanto dessa ajuda, mas não pode pagar por um coaching completo.
 
Escolhi 21 dias porque Charles Duhigg, no livro O Poder do Hábito, nos diz que se nos dedicarmos a alguma coisa de forma pensada por 21 dias consecutivos, ela se tornará um hábito e tendemos a continuar depois disso automaticamente. Ao final desses 21 dias, a pessoa traça um plano de ação e continua se dedicando a ele até concretizar sua mudança.
 
É a primeira vez que faço essa atividade por email, e confesso que desde que tive a ideia enrolei um tempão pensando se colocava ou não em prática. Tive dúvidas se alguém toparia a ideia, levaria a sério como eu estava levando, ou mesmo se faria sentido pra alguém.
 
Quando finalmente decidi ir em frente, levei algumas semanas construindo esse conteúdo nos meus tempos livres, adaptando atividades de coaching para o meio digital, estudando outras práticas, buscando conteúdo mais lúdico, e por aí vai, pois queria fazer algo que mesmo sendo por email, realmente pudesse ajudar!
 
Inicialmente fiquei super animada com a quantidade de pessoas que aderiram, confesso que me deu até um friozinho na barriga pensar que estava falando para 450 pessoas! E depois fiquei mais animada ainda com a quantidade de pessoas que se empenharam efetivamente em realizar as atividades, me escreveram tirando dúvidas, comentando o que estavam descobrindo sobre si mesmas, enviando o que estavam produzindo! Tanto que acabei me empolgando, os 21 emails viraram 24, e por pouco não viraram mais ainda! 
 
O mais legal de tudo é que não acabou aí! Nos processos de coaching eu continuo acompanhando os coachees por mais um tempo, até que eles se sintam tranquilos para seguirem sozinhos na sua transição. Quando estamos mudando de carreira muitas vezes a gente não tem o apoio de ninguém, então considero muito importante nos colocarmos em contato com outras pessoas que já mudaram ou estão mudando de carreira. Isso nos ajuda a ver que é normal, que tem muita gente fazendo o mesmo movimento, e a criar uma rede de apoio, de pessoas que compartilham das mesmas questões e que se ajudam na sua jornada. No desafio, ao final do trabalho os 24 emails viraram uma rede de apoio no Facebook, para que os participantes possam compartilhar experiências, dúvidas, medos, e tudo mais que puder ajudar esse grupo na sua transição. 
 
E como se isso não bastasse, algumas pessoas ainda se interessaram pelo trabalho, mas sentiram que precisam de um apoio ainda mais customizado e aprofundado, e quiseram passar pelo processo de coaching completo!
 
Quer ficar sabendo das próximas turmas? Assine a newsletter nesse link que eu te aviso!
 
Você sabe o que é coaching? Isso funciona mesmo? O que acontece em uma sessão?

Você sabe o que é coaching? Isso funciona mesmo? O que acontece em uma sessão?

Quem já passeou aqui no meu site deve ter visto que tem uma sessão de FAQ, onde eu posto as perguntas que as pessoas me enviam ou fazem diretamente sobre coaching. E também deve ter percebido que eu coloco as minhas respostas sinceras, sem enrolação.

Pra quem ainda não viu mas tem dúvidas, como o que acontece em uma sessão de coaching ou se funciona mesmo, hoje estou trazendo aqui todas as respostas para suas dúvidas! Se você está repensando a sua carreira ou já tem um objetivo definido mas não sabe muito bem como alcança-lo, acho que vale a pena ler!

Coaching funciona?
Como tudo na vida, funciona para quem se esforça. Durante o processo de coaching vou te propor uma série de atividades que você terá que fazer entre os encontros, e quanto mais você se esforçar, maior será o seu processo de autoconhecimento, e consequentemente terá mais chances de chegar às respostas que procura.
 
Para que serve o coaching?
Eu defino coaching como o autoconhecimento focado em um objetivo. Então no processo de coaching você vai definir um objetivo (ou já vai chegar com ele definido), e vou te propor uma série de perguntas e atividades para você se conhecer melhor, focando no que você precisa se perceber, refletir e aprimorar para atingir seu objetivo.
Após isso te ajudo a pensar fora da caixa para construir um plano de ação para alcançá-lo, te trazendo outras visões e possibilidades.
Por fim eu te acompanho no início da execução do plano, pois a gente sabe que o início é a parte mais difícil e quando assumimos um compromisso com alguém tem muito mais chance de não desistirmos no caminho.
 
Como saber se preciso de coaching?
Existem basicamente duas situações. Na primeira você quer mudar de área, mas não sabe bem para qual área seguir. Na segunda você já tem um objetivo definido mas não sabe bem como chegar lá. Nesse caso, o coaching não se aplica somente a situações da vida profissional, mas da vida pessoal também.
Entretanto se você quiser investigar o passado para entender mais a fundo suas dificuldades, ou obter conselhos para subir na carreira, o coaching não é o melhor caminho nesse momento.
 
Como funciona um encontro de coaching? O que acontece?
A pessoa chega no coaching com uma questão a ser resolvida, e ao longo dos encontros vou propondo perguntas e atividades que farão com que você mesmo chegue nas respostas que procura. É importante ficar claro que o coach não dá respostas prontas, ele te ajuda a chegar nas suas próprias respostas. Para isso não pode ser um processo intuitivo, mas utiliza metodologia e ferramentas práticas.
 
Eu posso fazer o processo inteiro de coaching e não dar em nada?
Não costuma acontecer, mas até pode. E se mesmo depois de tantas reflexões, em 12 encontros você não chegar em nenhuma conclusão, é porque precisa desenvolver a habilidade de tomada de decisão, que também pode ser trabalhada em um novo processo de coaching. Mas o processo de autoconhecimento é tão grande, que ainda que você não chegasse a nenhuma conclusão,  valeria a pena apenas pelo quanto você aprendeu sobre si mesmo.
 
Eu posso terminar em menos ou precisar de mais encontros?
Normalmente o coaching dura em torno de 12 encontros. Ele até pode ser concluído em menos tempo, mas não é recomendável acelerar o processo, sob o risco de não se conseguir uma reflexão aprofundada o suficiente. E existem razões que fazem as pessoas quererem seguir com o coaching por mais tempo, seja para ter um acompanhamento mais próximo do andamento do seu plano de ação ou desenvolver mais alguma habilidade. Mas qualquer um dos casos é sempre uma escolha da pessoa.
 
Coaching por Skype funciona?
O atendimento nesse formato não compromete em nada o processo de coaching, ocorre exatamente igual e tem os mesmos resultados. É interessante para quem viaja muito, tem dificuldade para se locomover até o local de atendimento, não tem disponibilidade em horários convencionais, ou mesmo precisa de flexibilidade do coach para atendê-lo em horários variados a cada semana. Existem pessoas que estranham na primeira conversa, mas já na segunda costumam ficar mais à vontade.
 
É melhor eu fazer coaching ou terapia? Qual a diferença?
Terapia

  • Oferece insights que podem levar a pessoa a perceber a necessidade de mudar o seu comportamento ou se reconciliar consigo mesma
  • Somente um psicólogo pode conduzi-lo
  • Normalmente não gera plano de ação, ou seja, você entende que precisa mudar, mas muitas vezes não sabe como
  • Foco no passado
  • Duração indefinida

 Coaching

  • É um processo em que, a partir de perguntas e atividades propostas pelo coach, o próprio coachee chegará às respostas que procura
  • Pode ser conduzido por um profissional de qualquer área de atuação desde que tenha formação de qualidade para atuar como coach, mas é interessante que ele tenha passado por desafios similares aos seus (ex. transição de carreira)
  • Sempre gera plano de ação para conquistar o objetivo definido e o coach acompanha o início do plano, para te ajudar em eventuais correções de rota, obstáculos, e para te incentivar já que o começo é a parte mais difícil
  • Foco no futuro
  • Duração pré-definida, com muito pouca variação eventual

 
E se no meio do processo a gente identificar que o meu caso seria para terapia?
Eu te aviso sobre essa conclusão, a gente pára o processo onde ele está e eu te devolvo o pagamento adiantado se houver.
 
Qual a diferença entre coaching e mentoring?
Mentoring

  • Alguém mais experiente que você na mesma área de atuação que você trabalha
  • Dá conselhos a partir da sua própria experiência
  • Não tem duração definida

Coaching

  • É um processo em que, a partir de perguntas e atividades propostas pelo coach, o próprio coachee chegará às respostas que procura
  • O coach não precisa ser da mesma área de atuação, desde que ele tenha uma formação adequada para atuar como coach, mas é interessante que ele tenha passado por desafios similares aos seus (ex. transição de carreira)
  • Sempre gera plano de ação para conquistar o objetivo definido e o coach acompanha o início do plano, para te ajudar em eventuais correções de rota, obstáculos, e para te incentivar já que o começo é a parte mais difícil
  • Foco no futuro
  • Duração pré-definida, com muito pouca variação eventual 

 
Coaching ajuda na recolocação profissional (outplacement)?
Não. Outplacement é para quem busca apoio no processo de mudança de emprego, estando empregado ou não. Ajuda a fazer um bom currículo, indica vagas, prepara a pessoa para entrevistas e ajuda a fazer networking.
 
Qual a diferença entre Life Coaching, Coaching de Carreira e Executive Coaching?
Executive Coaching: Você sabe onde quer chegar na sua vida profissional, mas não sabe como.
Life Coaching: Sabe onde quer chegar em algum aspecto específico na sua vida, mas não sabe como.
Coaching de Carreira: Não sabe o que quer fazer na vida profissional, ou está dividido entre opções (ex. ser ou não expatriado).
 
O que devo levar em conta ao escolher um coach?
Coaching deve ser um processo agradável, gostoso na maior parte do tempo. Procure alguém com quem você tenha empatia e goste de conversar. No entanto, lembre-se de escolher alguém que consiga te contrariar quando for necessário, de forma leve, tranquila, mas ele tem que te tirar da sua zona de conforto.
 
Como o coaching não é uma profissão regulamentada, existem muitas pessoas sem formação no mercado. Além disso, cada instituição tem metodologias e níveis de consistência bastante diferentes uma da outra. Procure saber onde esse profissional fez a sua formação, qual é a linha que essa instituição segue, e quais são as referências onde esse coach busca aprendizado, pois você pode não se identificar com a sua forma de trabalho.
 
Você também pode pedir o contato de alguém que passou pelo processo de coaching com essa pessoa. Pergunte sobre a técnica e o comportamento do coach.
 
Entendo que a maioria das pessoas chega em um processo de coaching fragilizada, angustiada, perdida. Essa pessoa não quer se comunicar com uma organização, ou com um ser superior que sabe tudo, ela quer alguém de carne e osso. Por isso é importante procurar alguém que se coloque como pessoa igual a você.
 
Fiz um post sobre como eu vejo o meu trabalho no blog: O que eu penso sobre o meu trabalho 
 
O coach tem que ser da minha área de atuação? Ou da área para a qual pretendo migrar (se for o caso)?
Não tem que ser de nenhuma das duas áreas, desde que tenha a formação adequada para atuar como coach. Mas é interessante que ele tenha passado pelas mesmas experiências que você (ex. uma transição de carreira), mesmo que em outra área, porque ele consegue materializar melhor o seu problema e dificuldades.
 
Como fazer uma transição mais tranquila?
Existem diversas formas de tornar esse momento mais tranquilo e que a gente vai trabalhando ao longo do processo de coaching. Por exemplo:
Mapeie os impactos nas pessoas que moram com você, pois como o dinheiro é escasso, você provavelmente terá que negociar uma priorização entre os seus sonhos e os sonhos delas.
Invista o mínimo de dinheiro possível até que comece a ganhar dinheiro com o seu negócio (leia a resposta da pergunta É possível fazer uma transição sem dinheiro? para saber como fazer isso)
 
Não gosto do meu trabalho, mas não sei do que eu gosto. Como descobrir o que eu gosto de fazer?
É importante você experimentar outras coisas. Acompanhe um amigo que faz uma atividade por um dia, faça uma atividade como hobby, faça cursos em outra área, trabalhe como voluntário em uma organização, entreviste pessoas que atuam nas área que você tem interesse.
 
É possível fazer uma transição sem dinheiro?
Sim. Algumas formas de se fazer isso são: prototipar (fazer em pequenas quantidades para pessoas conhecidas), fazer a atividade nas horas vagas até fazer um nome no mercado, fazer algo na sua área atual que te aproxime do que você quer, ter vários projetos em paralelo de forma que cada um te dê um pouco de dinheiro e a soma seja o bastante pra viver, permanecer na sua área como freelancer part time e se dedicar ao que quer no resto do tempo, começar na internet que te dá mais flexibilidade de horários, utilizar recursos dos outros para trabalhar, divulgar e vender até que comece a ganhar dinheiro para ter os seus próprios recursos, ou buscar um investidor anjo.
 
O que pode acontecer ao final do trabalho de coaching?
Se você já tem um objetivo e precisa de ajuda para chegar lá:

  • O que você precisa melhorar em si mesmo para atingir sua meta
  • Plano de ação para melhorar o que precisa (e assim ficar mais próximo de atingir a sua meta)

Se você quer (re)definir seu objetivo de carreira:

  • Mudança de área
  • Mudar a forma do emprego, que pode ser inventar o próprio emprego, se tornar freelancer, empreendedor, profissional liberal, nômade digital, consultor, fazer outra formação, mudar de empresa
  • Escolha de uma área (jovens)
  • Definição de rota (graduações abrangentes, antes de uma mudança de emprego)
  • Tomada de decisão (quero ser promovido? expatriado?)

Em quanto tempo vou atingir meus resultados?
Se você já tem um objetivo e precisa de ajuda para chegar lá: ainda durante o processo de coaching você perceberá a mudança no comportamento que precisa melhorar para alcançar seu objetivo.
Se você quer (re)definir seu objetivo de carreira: você conseguirá redefinir seu objetivo, montar um plano para a transição e começará a executá-lo, mas provavelmente não concluirá a mudança durante o processo de coaching, uma vez que isso costuma demorar alguns meses ou até anos.
 
Como garantir que terei resultados com o coaching?
Infelizmente eu não tenho como garantir os seus resultados, mas garanto que vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para te ajudar e que tenho as ferramentas para isso. O resultado depende do seu comprometimento com o processo, uma vez que as respostas vêm de você.

Com tantos Coaches no mercado, qual é o seu diferencial?
Acompanhamento do plano de ação: Muitos processos de coaching acabam na definição do objetivo ou no máximo na construção do plano de ação. Eu te acompanho no início da execução do plano, quando aparecem os maiores obstáculos e é mais fácil de desistir, ou até que você se sinta mais seguro para continuar sozinho se você preferir.

Sou alguém como você: Eu vivi isso, pois também fiz uma transição de carreira. Isso é importante porque não tenho a visão idealizada do que é uma transição que muitas pessoas tentam te vender. Sei das dificuldades e tento sempre buscar alternativas sérias para te ajudar a lidar com elas.

Tento efetivamente facilitar a sua decisão: Fico indignada que nos processos de coaching de repente o coach chega até você e diz “e então, qual o seu objetivo de carreira?”. E você pensa “puxa, achei que você ia me ajudar nisso”. É uma tentativa de oferecer uma solução objetiva para a dúvida que a pessoa enfrenta, levando em conta tudo o que envolve essa decisão e ao mesmo tempo a resposta é dada por você mesma e não por mim. Ela pode ficar com essa solução ou não.

Você não fica só refletindo durante o processo de coaching, mas parte para a ação: Criei uma metodologia na qual ao mesmo tempo que você passa por um processo interno de reflexão através das perguntas e atividades que vou te propondo, te ajudo a passar por um processo externo de busca de informações no meio para tomar uma decisão com mais embasamento. Alguns exemplos de como essa busca no meio externo ocorre na prática:
– Se você quer mudar de área mas não sabe para qual, te ajudo a vivenciar in loco como é trabalhar nas áreas que você considera – e existem várias formas de se fazer isso sem você largar seu emprego atual!
– Converso com pessoas de todos os meios que você convive sobre você (se me autorizar é claro!) para ter maior clareza das suas habilidades e/ou do que te falta para atingir seus objetivos.
– Depois que construímos o plano de ação, acompanho o começo da execução do plano durante as primeiras 3 semanas – garantindo assim que vamos identificar os obstáculos iniciais e estratégias para agir sobre eles – ou até que você se sinta seguro para seguir sozinho.
 
Se você não encontrou a resposta para a sua dúvida, envie uma pergunta pelo site ou para o e-mail [email protected]

10 dicas para você alcançar seus objetivos de ano novo – ainda esse ano!

10 dicas para você alcançar seus objetivos de ano novo – ainda esse ano!

Uau! Já está vendendo panetone no supermercado, mas ainda estamos em setembro! Pera, setembro… Ah não, não acredito que não fiz nada ainda esse ano!
 
Pois é. Você acabou de lembrar daquela sua lista de metas para 2017, que você fez lá no comecinho do ano, não é mesmo? Você não começou a lista, talvez tenha tentado sem muita insistência fazer uma ou outra das ações, e agora que se deu conta de que faltam só 3 meses para acabar o ano! Sei bem como é, já fiz isso algumas vezes também.
 
Mas e agora, o que podemos fazer para alcançar nossas metas ainda esse ano?
 
Como não temos mais tempo a perder, vou escrever em tópicos 10 ideias que podem ajudar:
 
1 – Priorize o que é mais importante: talvez não dê tempo de fazer tudo a que você se propôs, então coloque seus objetivos em uma ordem de prioridade.
2 – Se você ainda não fez isso, liste o que precisa fazer para conquistar cada um dos objetivos: se você tiver dificuldade, procure ajuda de amigos que têm mais conhecimento, especialistas, ou até mesmo na internet.
3 – Faça um plano de ação para alcançar suas metas: e não esqueça de se dedicar às suas metas pelo menos um pouco toda semana, senão você esquece e acaba deixando de lado.
4 – Defina ações – mesmo que pequenas – para serem feitas no máximo até amanhã: isso mesmo, para não perder o pique!
5 – Avalie se tem algum objetivo que não é mais possível para esse ano: não digo isso para você simplesmente desistir do objetivo, mas veja se é possível rever a meta e incluir uma mais factível dentro dos próximos 3 meses.
6 – Avalie se tem objetivos que competem uns com os outros: você pode precisar abrir mão de algum, pelo menos temporariamente.
7 – Anote os objetivos e as ações em algum lugar: e mantenha-os sempre à vista pra não esquecer.
8 – Comprometa-se publicamente: peça a alguém pra te “cobrar” de tempos em tempos.
9 – Encontre uma forma de fazer as ações para atingir suas metas serem mais fáceis: essa é a melhor ou a única forma de fazer isso? Como posso tornar isso mais divertido? Mais tranquilo?
10 – Comece a fazer alguma coisa. Agora.
 
Se você gostou desse post, dê um like, marque quem você acha que pode se interessar e compartilhe com seus amigos para que mais pessoas tenham acesso a este conteúdo!
 
Tenho escrito regularmente sobre o que tenho aprendido com minha transição de carreira e meu trabalho como coach, com o objetivo de oferecer ferramentas práticas para ajudar pessoas que desejam mudar de carreira e impulsioná-las a começarem a sua guinada. Você pode acessar mais materiais como esse no meu site e na página no Facebook.
8 cursos para empreendedores não convencionais

8 cursos para empreendedores não convencionais

Cada vez mais percebemos que as formações tradicionais não vão nos dar as respostas para lidar com as dificuldades da carreira. As pessoas começam a optar por outras formas de aprendizado, como cursos pontuais, coaching e experimentação. Fiz aqui uma lista de cursos de que participei no último ano e que me ajudaram a resolver meus próprios dilemas como empreendedora – e dos meus coachees também:
 
The School of Life São Paulo (TSOL): A The School of Life tem diversos cursos rápidos sobre como lidar com os mais variados temas do dia-a-dia, relacionados ou não com a carreira. Apesar de curtos, os cursos têm muito conteúdo e te oferecem reflexões e ações práticas para lidar com desafios como encontrar equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e como pensar com a mente de um empreendedor. Os professores são super selecionados, incluindo a Ana Holanda da Vida Simples, o Daniel Barros do programa Bem estar da Rede Globo, e a Dra Ana Claudia Arantes, que ficou famosa ao falar abertamente sobre cuidados paliativos em seu canal no You Tube.
 
Curso de economia colaborativa do Descola: O Descola é uma plataforma online de cursos rápidos, mas que assim como a TSOL têm foco em além de passar o conceito, te ajudar a colocar em prática. Fiz o curso de economia colaborativa, que inclusive é gratuito, para me aprofundar no conceito e confesso que me surpreendi com a qualidade! Além dos vídeos, eles disponibilizam um ebook e uma série de indicações de obras para você se aprofundar no tema.
 
Launch: O Launch é um curso para empreendedores que oferece reflexões e ações práticas para te encorajar a tirar sua ideia de negócio do papel. Ele é bacana especialmente pra quem não tem muita grana nem tempo a perder, pois ajuda a ver de outra forma vários bloqueios que a gente tem relacionados a isso e que nos impedem de colocar nossas ideias em prática. Ao mesmo tempo que fala de um assunto sério, é leve, gostoso de fazer! É online, vale muito a pena e olha que bacana: você paga o quanto pode, a partir de 30 reais!
 
Blog Incrível: Para quem quer empreender ou atuar como profissional liberal, a Amanda Costa oferece cursos de marketing digital, no caso eu fiz o Blog Incrível. Apesar do nome, o curso é focado nas mais conhecidas mídias sociais, incluindo Facebook, Instagram, Pinterest e sites, além de blogs. Ela não foca em gatilhos mentais e outras estratégias sujas de marketing digital, foca em estratégias genuínas principalmente relacionadas com Marketing de Conteúdo. Não é baratinho mas oferece muito mais do que custa, muito mesmo, então vale a pena pensar com carinho. O que tenho aprendido com a Amanda tem me ajudado muito a mostrar meu trabalho para mais pessoas. Se você se interessou, fique atento à próxima turma aqui:
 
Nômades digitais: Esse curso é ministrado pelo casal Jaque e Eme Barbosa, do site Hypeness. O objetivo é ajudar quem quer se tornar um nômade digital, eles dão o passo-a-passo que eles fizeram para dar certo com esse formato de trabalho e muita informação de como fazer isso, que você não vai encontrar em nenhum outro lugar! Apesar de online, o curso não é oferecido o ano todo, então tem que ficar de olho quando eles vão abrir a próxima turma!
 
Liberdade financeira para inquietos: Curso com foco em ajudar quem quer empreender a se organizar financeiramente para isso. A Andy é minha parceira na parte de finanças pessoais, quando tenho um coachee que quer mudar de carreira mas tem muita dificuldade com dinheiro encaminho para ela para ter essa ajuda especializada e individual. O curso é presencial e dura 4 semanas, uma vez por semana.
Entre em contato pelo site dela para saber sobre as próximas edições do curso: http://andydesantis.com.br/
 
Escola de rumos: A Escola de Rumos é uma plataforma de cursos da Paula Quintão, escritora que também conduz cursos online e presenciais voltados para autoconhecimento e as dificuldades que temos dentro de nós para empreender. Já a acompanhava há algum tempo, mas recentemente tive oportunidade de fazer um curso presencial com ela. Além de ter muito conteúdo, ela é uma graça e você se sente amiga dela quando faz seus cursos!
 
Escrita afetiva: Esse curso é ministrado por ninguém mais, ninguém menos do que a Ana Holanda, editora chefe da revista Vida Simples! Ela dá um curso presencial em várias cidades do país sobre como escrever com o coração, coisa que quem lê a revista sabe que ela faz muito bem. Tem uma possibilidade que dura um dia inteiro, e outra que dura um mês, uma vez por semana à noite. Para ficar sabendo das próximas turmas você pode segui-la no Facebook: 
25 pequenas coisas que consegui mudar na minha vida quando saí do mundo corporativo

25 pequenas coisas que consegui mudar na minha vida quando saí do mundo corporativo

1. Hidratar meu cabelo em casa toda semana
2. Não ficar com vontade de chorar no domingo à noite
3. Não acordar mais tão cedo quanto antes (eu acordava às 5h30 da manhã!)
4. Dar mais atenção para as pessoas
5. Almoçar direito quase todos os dias
6. Fazer não mais exercícios, mas com mais qualidade
7. Não precisar mais esperar muito para resolver as coisas do dia-a-dia (como ir ao médico por exemplo)
8. Parar de andar de salto alto
9. Fazer meu trabalho com mais cuidado e consequentemente mais bem feito
10. Fazer as coisas no meu tempo e não no tempo dos outros
11. Pensar mais no que estou fazendo e nas coisas que estão acontecendo na minha vida
12. Não ficar mais doente com tanta frequência como antes
13. Não ficar mais tão irritada como antes
14. Parar de tomar muito café
15. Conhecer pessoas com valores mais parecidos com os meus
16. Não ficar mais horas no trânsito todos os dias
17. Fazer mais coisas que eu queria fazer fora do trabalho
18. Ter orgulho do que faço hoje
19. Sentir que estou ajudando alguém com meu trabalho
20. Não ficar mais o fim-de-semana inteiro resolvendo o que não consegui durante a semana
21. Ter menos espinhas – e eu não precisei fazer nada para isso acontecer!
22. Sentir menos sono
23. Me programar melhor
24. Ler mais livros
25. Encontrar mais meus amigos
 

Se você também busca esse tipo de mudança na sua vida, eu posso te ajudar. Me chamo Janaína Paula, sou coach especializada em transição de carreira e ajudo pessoas a encontrar um trabalho com mais significado e a se preparar para realizarem sua transição. Você pode me encontrar pelo meu site ou pela página do Facebook.

Os 4 principais fatores que podem fazer você se arrepender de mudar de carreira

Os 4 principais fatores que podem fazer você se arrepender de mudar de carreira

Às vezes a gente muda de carreira e depois de um tempo estamos igualmente insatisfeitas na nova área. Mudar de carreira é uma decisão muito importante, e não tem como não sentir medo de se jogar e se arrepender depois. Por isso mesmo é importante entender os motivos que nos levam ao arrependimento, para reduzir a probabilidade de cairmos nos mesmos erros, e é sobre isso que vamos falar hoje.

Como uma mudança de carreira pode levar vários anos, e a gente continua evoluindo como pessoa ao mesmo tempo que muda de carreira, às vezes quando nos consolidamos na nova área já somos diferentes e queremos outras coisas. Como isso está totalmente fora do nosso controle, não temos como eliminar a possibilidade do arrependimento.

Mas podemos reduzir a probabilidade que isso aconteça, se conhecermos as outras razões que podem nos levar ao arrependimento e tivermos estratégias para lidar com elas. Pelo que tenho observado em função do meu trabalho, me parece que isso pode acontecer basicamente por 4 motivos:

  • Não nos conhecemos o suficiente antes de tomar a decisão
  • Não conhecemos a nova área o suficiente antes de mudar
  • Não mudamos a própria cabeça para a nova área
  • Não estamos dando certo na nova área

Vamos falar sobre cada uma destas razões.

 

 

Não nos conhecemos o suficiente antes de tomar a decisão

 

Muitas vezes erramos na escolha de carreira aos 17 anos porque simplesmente não nos conhecíamos o suficiente com essa idade para escolher. A gente acha que vai dominar o mundo aos 17 anos. Acreditamos que vamos tirar de letra qualquer coisa. Mas a realidade não é bem assim. Tem coisas das quais não queremos abrir mão, seja do nosso tempo, do nosso jeito, do que acreditamos, ou de quem nós somos.

E mesmo que a gente se conheça super bem aos 17 anos e inicialmente goste do que escolhemos, isso pode mudar com o tempo. Isso porque nós mesmos vamos mudando ao longo dos anos – e ainda bem! Imagina se fôssemos as mesmas pessoas dos 17 aos 90 anos, que utilidade nossa vida teria pra quem ela mais importa: nós mesmos? Só que a medida que mudam nossos valores, interesses, desejos, estilo de vida, isso impacta no quanto gostamos do nosso trabalho também.

Se conhecer passa por entender o que é importante pra gente, do que precisamos pra viver, quais são nossos sonhos, no que somos bons, pelo que as pessoas nos reconhecem, qual é o estilo de vida que queremos ter, e que conhecimentos temos ou temos vontade de aprender. Se tivermos ajuda esse processo é ainda mais rico, porque muitas vezes o outro consegue ver as coisas muito melhor do que a gente, e nos traz luz para questões que dificilmente conseguiríamos perceber sozinhos.

 

Não conhecemos a nova área o suficiente antes de mudar

 

Outras vezes, nós nos conhecemos o suficiente (se é que um dia nos conhecemos o suficiente!) para tomar uma decisão de carreira, mas não conhecemos a área onde vamos trabalhar.

Eu fico batendo nessa tecla com os meus coachees, mas é porque realmente acredito nisso. E esse é um tema tão caro pra mim porque foi o ponto crucial da minha própria decepção com a carreira. Muitas vezes a gente não gosta do que faz não é por causa do que faz efetivamente, digamos que da parte operacional da coisa, mas sim porque não gostamos da cultura da área, do perfil das pessoas que trabalham nela, ou do estilo de vida que ela nos impõe.

Provavelmente alguns de vocês estão pensando agora: “Ah, mas a cultura varia de empresa para empresa!” Isso é verdade, mas se você observar uma grande corporação, verá que áreas diferentes têm pessoas com perfis bem diferentes, e isso influencia os assuntos que elas conversam durante o trabalho, o ritmo que elas trabalham, indo até os horários de chegar no trabalho e ir embora. Além disso, pode ser que a grande maioria das vagas na sua área esteja em um determinado tipo de empresa, e aí você terá que se adaptar àquele ambiente específico.

Quando isso acontece a gente fica se culpando, se achando a pior das criaturas, pensando que somos inadequados, mas a verdade é que muitas vezes nós apenas não encontramos a nossa turma. Que no caso está trabalhando em outras coisas.

Tente conhecer pessoas que trabalham na área para a qual você quer migrar, entrevista-las, se possível passar um dia vendo elas trabalharem, fazer um trabalho voluntário nessa área, frequentar cursos onde elas estão, visitar os lugares onde elas trabalham. E quando fizer isso vá com o olhar direcionado para essas questões: Eu gostaria de trabalhar aqui? De ser amiga dessas pessoas? De viver a vida que elas levam? De resolver os problemas que elas têm pra resolver no dia-a-dia? De aprender o que elas precisam saber para fazer um bom trabalho? E leve essas perguntas até o seu nível mais básico: Eu gostaria de usar as roupas que elas usam? De trabalhar nesse prédio gigante e imponente? De acordar tão cedo ou virar noites sem dormir? Não se sinta mal de não querer ficar em uma área por razões tão básicas, você não tem nada de errado por isso, apenas têm gostos diferentes das pessoas que estão ali.

 

 

Não mudamos a própria cabeça para a nova área

 

Se não mudamos o nosso mindset para a nova área, com o tempo a mudança vira meramente uma troca de lugar, e não de vida. Mais do que quais são as habilidades e conhecimentos necessários para se dar bem na nova área, é necessário pensar em quais são os novos comportamentos que precisamos adotar a partir de agora.

Isso é muito claro quando a pessoa quer deixar de ser funcionária em uma empresa para se tornar empreendedora. Saber que não terá todo mês o salário na conta e que a partir de agora você só terá dinheiro se correr atrás é uma mudança de paradigma a que muitas pessoas não conseguem se adaptar. Isso foi uma mudança que eu mesma subestimei quando decidi mudar de carreira, e com a qual tive que aprender a lidar depois. Pra mim hoje é muito claro, nos meses em que eu me esforço mais para divulgar meu trabalho consigo mostrar meu trabalho para mais pessoas e tenho mais clientes, mas nos meses em que por algum motivo não consigo me empenhar tanto para divulga-lo, menos pessoas me procuram. Quando estava aprendendo a lidar com isso, sempre tentava pensar: o que é mais importante pra mim, ter o salário certinho todo mês ou ter uma vida com mais liberdade e fazendo algo que eu amo?

Entender que o fracasso faz parte do processo também é outro desafio. No mundo corporativo os desafios nos são dados para serem cumpridos, mas no empreendedorismo somos nós quem definimos os próprios desafios. E damos muita cabeçada até entender qual é o limite até onde podemos ir. Até porque esse limite muitas vezes muda a cada momento, em virtude da situação econômica e até do amadurecimento do nosso empreendimento que vai ocorrendo aos poucos.

Conversar com pessoas que fizeram essa transição é muito útil nessa hora. Hoje, com as redes sociais, é muito mais fácil encontrar pessoas que passaram pelas mesmas coisas que a gente, e podemos tentar conversar com elas. Existem grupos no Facebook de pessoas que querem mudar de carreira (tenho o Apoio para repensar sua carreira se precisar), grupos de empreendedores, e por aí vai. Essas pessoas podem nos ajudar contando o que elas tiveram que aprender para obter sucesso na sua transição e nos dar insights quanto aos desafios que vamos encontrar.

Sabe aquela frase que diz que você sempre volta diferente de uma viagem? Isso tem que acontecer nessa viagem aqui também. Quais são as mudanças de postura necessárias para você mudar para a área que tanto deseja? São mudanças que você está disposta a fazer? E você quer fazer essas mudanças por si mesma, porque é importante pra você?

 

Não estamos dando certo na nova área

 

Primeiro, é importante definirmos o que “não estamos dando certo” significa pra gente. Especialmente se estivermos empreendendo, no começo é quase certo que teremos mais fracassos do que sucessos. Mas isso não significa que as coisas não estão dando certo. Quando estamos mudando de carreira é importante comemorar as pequenas vitórias, para não desanimar até que as grandes vitórias comecem a acontecer, e isso costuma demorar. Às vezes a gente desiste da transição antes de dar tempo de dar certo. Uma frase atribuída a Thomas Edison fala exatamente sobre isso: “Muitos dos fracassados na vida são pessoas que não sabiam o quão perto estavam do êxito quando desistiram.”

Muitas vezes nossa definição de “não estar dando certo” tem a ver com dinheiro. Tem uma frase que a Andy de Santis falou quando fiz o curso dela “Liberdade Financeira para Inquietos”, que até hoje eu uso como mantra: “Primeiro vem o período de plantar, depois vem o de colher.” Pode ser que você não parta totalmente do zero na nova área, porque se as suas experiências propriamente ditas não servirem, no mínimo a maturidade profissional que você adquiriu ao longo dos anos vai te ajudar. Mas pensa em quanto tempo você demorou para ganhar o que ganha hoje na sua área atual. Não queira ganhar “de cara” na nova área o que levou a vida toda para ganhar na área anterior.

 

Se toda essa conversa te deixou com ainda mais medo do que vem pela frente, lembre-se de Abraham Lincoln: “A melhor maneira de prever o futuro é cria-lo.” Outro dia, conversando com outros coaches, um colega compartilhou uma experiência que fez muito sentido pra mim. Às vezes estamos diante de duas pessoas com as mesmas condições para mudar de carreira e com o mesmo plano de ação, às vezes elas até querem mudar para a mesma área, só que uma delas consegue e a outra não. Por que isso acontece? Será que a energia que colocamos naquilo que estamos nos propondo a fazer pode ditar o sucesso da nossa mudança? Pense nisso.

 

Se você quer criar coragem e diminuir o risco de se arrepender, eu posso te ajudar. Sou coach especializada em mudança de carreira carreira e ajudo pessoas a encontrarem soluções para os desafios da transição. Você pode conhecer melhor meu trabalho pelo meu site e pela página no Facebook.

Sobre me sentir pressionada a fazer e acumular coisas

Sobre me sentir pressionada a fazer e acumular coisas

Quem me conhece sabe que eu não sou uma pessoa de ficar polemizando na internet e tendo a ignorar quando as pessoas fazem isso, mas dessa vez preciso adiantar para quem assim como eu não gosta de gente polemizando na internet, que esse é uma espécie de post-desabafo. rs Digo isso porque ele fala sobre algo que impactou muito na minha história e impacta minha vida até hoje. Então quem quiser parar por aqui fica super à vontade, sem mágoas, continuamos amigos.

Sempre me senti muito pressionada a fazer e acumular coisas. Quando todo mundo da minha idade e condição econômica já estava deixando os estudos, começando a trabalhar e tentando ganhar algum dinheiro, eu decidi fazer faculdade e continuar passando (MUITO!) aperto por mais 5 anos. E fui muito criticada pela minha escolha, porque afinal eu não tinha condições de ficar de boa fazendo faculdade. Confesso que se eu tivesse ideia que seria tão difícil não teria tentado, mas tentei e consegui. Quando me formei e meu primeiro emprego pagava mal ouvi coisas do tipo: de que adiantou tanto tempo só estudando e agora ganhar isso? Diziam que eu tinha que fazer um concurso público, porque inteligente como eu era ia passar rapidinho e estaria com a vida feita. Mas eu estava aprendendo muito naquele trabalho e sentia que aquilo me ajudaria a conseguir algo melhor no futuro. Cerca de dois anos após me formar, passei em um programa de trainee que me trouxe para São Paulo e me pagava (finalmente!) bem. Então comecei a ser criticada porque não tinha carro: Por que você não compra um carro, um apartamento, se ganhava o suficiente pra isso? Porque a vida em São Paulo é muito mais cara. Então por que ficar em São Paulo se precisa de tanto dinheiro assim pra viver aí? Porque eu gosto de morar aqui. Acredito que eu tenha decepcionado muita gente com essa resposta tão simples.

Mas as críticas não se resumiam a acumular ou não acumular coisas, também havia críticas sobre o que eu fazia ou deixava de fazer. Todas as suas amigas estão casando, por que você ainda não casou? Porque eu não achei um cara legal ainda. Mas você não vai casar? Adoraria se acontecesse mas isso depende de uma terceira pessoa, então não tenho como definir como meta de vida algo que depende de outro. Quando casei começaram as cobranças para ter filhos. Você já tem quase 35, quando vai ter filhos? Vocês já estão casados há tanto tempo, não vão ter filhos? O fato é que eu ainda não tenho filhos e não sei quando vou ter. O que sei é que como todas as escolhas que fiz na vida, vai ser na hora certa pra mim.

Uma vez em um processo seletivo ouvi de uma gestora de RH que eu tenho uma habilidade muito valorizada em processos seletivos no início da carreira: a capacidade de adiar recompensas. Isso porque a vida toda eu fiz trocas entre um benefício menor agora, mas certo, por um benefício futuro maior, mas incerto. Claro que até ali eu nunca tinha pensado nas minhas escolhas de forma tão estruturada. Mas foi uma grande amiga quem definiu melhor do que eu jamais conseguiria as minhas escolhas: quem quer o melhor demora mais pra conseguir, e você quer o melhor. Ela nem sabe disso (pelo menos até hoje!) mas essa frase dela marcou a minha vida. Acalmou o meu coração de uma forma incrível tirando qualquer sombra de dúvida que surgia quando as pessoas me faziam cobranças.

 

“Quem quer o melhor demora mais pra conseguir”

 

Naquele momento eu não sabia, mas essa frase foi se revelando muito verdadeira nos anos seguintes. Eu quase sempre demorei mais do que todo mundo pra conseguir as coisas, às vezes a ponto de dar tempo de cair e levantar algumas vezes no percurso, e de tudo parecer mesmo que eu não ia conseguir. Mas quando consigo é o melhor, porque é o que eu queria. Foi assim com a faculdade, o MBA, a cidade, o casamento, as viagens, o trabalho.

 

 

Mas o que é o melhor pra mim?

O que vou falar agora pode até parecer estranho para muitas pessoas que me acompanham a uma certa distância, porque sempre busquei ir acumulando conquistas. Mas a verdade é que eu defino sucesso sob outros padrões. Quando finalmente eu pude comprar um bom carro à vista, em vez de ficar feliz pensei, chocada, “meu Deus, estou dando essa grana toda nesse monte de lata!” E decidi usar a grana para me ajudar a mudar de área. Pode dar tudo errado nessa mudança, mas eu nunca vou esquecer que fiz isso.

 

Sucesso pra mim é viver o máximo de experiências que eu puder.

 

Quando as pessoas dizem hoje em dia que ter sucesso é viver experiências, pra muitos, talvez a maioria, isso remete a largar tudo e sair viajando pelo mundo sem data pra voltar. Esse é o tipo de experiência que o mercado vende, a propaganda usa a nossa vontade de viver experiências para nos vender coisas, vendendo as sensações que aquele produto ou serviço vai nos trazer. Não é disso que estou falando. Se a gente conseguir não se deixar levar veremos que continuam sendo coisas, e que podemos ter as mesmas sensações de outras formas. Muito mais genuínas, significativas, e até mesmo mais baratas. Mas do que estou falando, então?

Não tenho vontade nenhuma de ter um carro. Confesso que quando as pessoas me falam sobre comprar um carro eu fico cansada só de pensar no que isso acarreta: IPVA, seguro, revisão, pedágio, estacionamento, conserto, alguém pode bater nele, podem roubar… E isso vale para quase todas as coisas que me cobram de ter. Mas nunca vou esquecer do dia em que me formei na faculdade contra todas as possibilidades, o dia que sentei na poltrona do avião pra vir morar em SP e me dei conta de que “caramba, eu não vou voltar”, o dia que comprei nossa passagem para passar a lua-de-mel em Israel, que mudei para o Rio e que voltei para SP depois, que terminei minha primeira meia maratona, que recebi a faixa verde (que talvez seja a mais esperada antes da preta) no krav maga.

 

Da mesma forma que as conquistas palpáveis que o mundo tanto nos cobra, as experiências que considero sucessos têm muito esforço por trás e uma conquista no final.

 

 

Toda conquista pode dar errado em dois momentos: você pode não conseguir o que quer, ou conseguir e não manter. Quando falo em não manter pode ser porque aquilo não era bem o que você esperava e você não quer mais manter, por exemplo um casamento cujo marido não era o que você esperava no dia-a-dia, ou porque não deu certo mesmo, como um emprego que você não conseguiu performar. Mas quando você vê o sucesso como as experiências que vive, consegue se desprender um pouco do que não deu certo, já que o que vale é a própria experiência. Por exemplo, quando fui morar no Rio de Janeiro isso era uma coisa que eu queria muito, pois sempre gostei de ir pra lá passear. Alimentei essa vontade desde adolescente até ir aos 32 anos. Eu juro, não sou uma pessoa volúvel. Não mesmo. Mas com um mês e meio – tenho até vergonha de falar isso, mas foi um mês e meio – eu queria vir embora. Não consegui me adaptar a violência da cidade, ao serviço ruim quando precisava de algo, e por aí vai. Pra mim ter ido foi uma conquista mesmo assim, porque foi algo que eu busquei intencionalmente e consegui, mas principalmente porque vivi muitas coisas diferentes no curto período que passei lá, das quais nunca vou esquecer.

E o mais importante: nada nesse mundo vai me tirar isso. Podem me levar carro, casa, até minha família pode desmoronar (infelizmente!), mas ninguém nunca vai me levar o que eu aprendi e vivi. Qualquer outra conquista que não seja isso pode ser passageira. Sucesso é ter conquistado essas experiências. Olha que assumir isso não é fácil pra mim. Principalmente se a gente considerar que cresci em uma família pobre e que um dos meus valores mais fortes é segurança financeira. E é uma conquista por isso mesmo. Porque não é fácil.

Preciso deixar claro que não estou de forma nenhuma julgando as pessoas que fazem escolhas diferentes das minhas. Não tenho o direito de ficar julgando as escolhas dos outros, assim como os outros não têm direito de julgar as minhas. Mas fico triste quando vejo pessoas se forçando a fazer escolhas que no fundo não são as que elas queriam fazer, presas a padrões, deixando a vida levar, pressionadas por outras pessoas ou até por si mesmas.

Um pesquisador e coach americano, chamado Richard Leider, entrevistou pessoas com mais de 65 anos de idade. Ele descobriu que, se elas pudessem viver novamente, uma das coisas que fariam de forma diferente seria sair do piloto automático e da correria do dia a dia para refletir mais sobre o que elas fazem nas suas vidas.

 

Do que você vai se arrepender quando tiver 65 anos?

 

A única coisa que eu sei é que não vou me arrepender de não ter feito o que queria fazer.

Mitos sobre mudança de carreira

Mitos sobre mudança de carreira

Mito 1: Mudar de carreira é só para quem tem dinheiro
Muitas pessoas falam que gostariam de mudar de carreira, mas não conseguem porque precisam garantir o próprio sustento ou dos filhos. Mas você não precisa fazer uma mudança brusca de repente, existem várias estratégias pelas quais você pode fazer a transição aos poucos. Você pode por exemplo tentar migrar para uma área intermediária entre a sua área atual e a que você quer, como alguém que se formou em administração e quer migrar para a psicologia, então começa a atuar como coach que é uma formação mais rápida e na qual você pode usar seu conhecimento e networking da área atual. Você pode ainda trabalhar no que quer nas horas vagas, como hobby, pode trabalhar como freelancer na sua área atual part-time e na área que você quer no resto do tempo, pode se inserir em vários projetos paralelos de forma que cada um te dê um pouco de dinheiro e com o todo você consegue se sustentar, e por aí vai.
 
Mito 2: Não dá pra mudar de carreira no meio do caminho
O mais comum é justamente mudar de carreira quando já estamos há algum tempo na estrada. As pessoas costumam querer mudar justamente depois que elas já trabalharam um tempo na área atual e percebem que não gostam do que escolheram fazer. Isso acontece porque muitas vezes quando chegamos nas organizações percebemos que as atividades ou o ambiente daquela área não são exatamente o que a gente imaginava quando escolheu determinada carreira.
Também é muito comum mulheres optarem pela mudança depois que se tornam mães, para conseguir conciliar melhor o trabalho e a dedicação aos filhos. Hoje existem comunidades inteiras de mães nessa situação como o Maternativa e o B2mamy, que se apoiam mutuamente comprando entre si e viabilizando negócios umas para as outras.
 
Mito 3: Quem muda de carreira é quem não deu certo na sua área
Às vezes é justamente quando alguém está crescendo na carreira que percebe que não quer continuar nela. Você começa na área fazendo trabalhos chatos mas pensa que no começo é assim mesmo, que quando você subir de cargo vai melhorar, mas quando chega lá vê que não melhora e as vezes até piora. 
Outras vezes você só se dá conta que quer mudar de carreira quando todas as outras necessidades da sua vida estão sendo atendidas. Antes disso sua cabeça está tão ocupada com problemas mais urgentes que você não é nem capaz de se dar conta de que não gosta do que faz. Quem conhece a pirâmide de Maslow sabe do que estou falando. A Teoria das Necessidades de Maslow diz que as nossas necessidades seguem uma hierarquia de 5 níveis, na qual você somente sentirá as necessidades de níveis mais altos quando conseguir primeiro atender as de nível mais baixo:
 
  • No nível mais baixo estão as necessidades fisiológicas (básicas), tais como a fome, a sede, o sono, o sexo, a excreção, o abrigo;
  • No segundo nível estão as necessidades de segurança, em tudo o que ela significa;
  • No terceiro nível temos as necessidades sociais ou de amor, afeto, afeição e sentimentos tais como os de pertencer a um grupo ou fazer parte de um clube;
  • No quarto nível vêm as necessidades de estima, ou seja, o reconhecimento das nossas capacidades pessoais por nós mesmos e pelos outros;
  • Por fim, no último nível estão as necessidades de auto-realização. É somente aqui que a pessoa consegue se dedicar plenamente a realizar os próprios potenciais, e por isso muitas vezes é apenas nesse momento em que ela percebe que gostaria de mudar de carreira.
Em qual nível você está hoje?
 
Mito 4: Trabalhar é chato mesmo, todo mundo só faz porque é obrigado
É verdade que a grande maioria das pessoas só trabalha porque é obrigada. Quem está pensando em mudar de carreira ouve isso de várias pessoas. Mas o que você pode pensar quando ouve isso é “ok, mas eu não quero trabalhar o resto da vida em uma área só porque sou obrigada” Então agora te pergunto: Você quer trabalhar o resto da vida em uma área só porque é obrigada? Ou quer tentar encontrar um trabalho que faça mais sentido pra você e buscar uma vida mais interessante?
 
Mito 5: O que eu gostaria mesmo de fazer é muito difícil de entrar e/ou se manter
Recentemente fiz um post inteirinho sobre esse assunto sobre Como migrar para áreas não convencionais, que você pode ler aqui no blog. Esse post surgiu de uma pesquisa que eu fiz para ajudar uma coachee, perguntando para pessoas que atuam em áreas diferentes do comum como foi o passo-a-passo que elas fizeram para conseguir atuar nessas áreas.
 
Mudar de carreira não é fácil mesmo, dá medo, você corre riscos, mas esse é um pensamento de curto prazo. Se você pensar que a outra opção é passar o resto da vida fazendo algo que não gosta, fica mais fácil encarar uma mudança que vai sim envolver sacrifício, mas só por um ou dois anos.
Você está preparado para viver (e trabalhar) até os 100 anos?

Você está preparado para viver (e trabalhar) até os 100 anos?

Dado que somos a primeira geração que sabe que vai viver e trabalhar por muitos anos, como estamos nos preparando para isso?

No dia 7/5 tive a oportunidade de assistir à palestra “Você está preparado para viver até os 100 anos?”, de Denise Mazzaferro, Lilian Lang e Mórris Litvak no Festival Path. Tirando que isso foi apenas um dia depois do meu aniversário, tudo bem. rs Mas eles trouxeram muitas reflexões importantes sobre como vamos lidar com as nossas carreiras, dado que vamos viver e trabalhar muito mais do que as gerações anteriores, e por isso resolvi fazer um post mesclando o conteúdo dessa palestra tão interessante com aprendizados pessoais em função do meu trabalho como coach de carreira.

A revolução da longevidade já chegou e vai nos obrigar a rever o modelo tradicional da vida profissional, hoje focada em educação, trabalho e aposentadoria. Quando a aposentadoria foi criada por Bismarck, a expectativa de vida era de 46 anos, então ninguém chegava a se aposentar. Hoje há quem diga que a geração Y poderá passar dos 100 anos.

Pesquisas com comunidades que vivem até mais de 100 anos atualmente indicam que existem alguns pontos comuns entre elas:

  • Costumam ser semi-vegetarianas
  • Não comem à noite
  • Comem só 80 por cento do que os sacia a cada refeição
  • Bebem de maneira moderada mas com frequência
  • Praticam atividades físicas incorporadas ao seu dia-a-dia, muitas vezes ao seu trabalho mesmo (não precisa correr maratona!)
  • A família é sempre o centro das relações, dedicam tempo a ela, têm companheiros para a vida toda
  • Fazem parte de algum grupo religioso pelo menos uma vez por semana
  • Andam com as pessoas “certas”, que têm bons hábitos
  • Têm rituais que ajudam a desacelerar
  • E o que mais tem a ver com o nosso tema: têm um projeto de vida, querem realizar coisas independente da idade que têm. (Aliás você quer realizar alguma coisa?)

E esse projeto não precisa ser nada megalomaníaco não, na maior parte das vezes é algo até simples.

Mas calma. Antes que você pense assim como eu “ih, ferrou!”, saiba que só 20% da longevidade é genética, 80% é o que a gente faz. Então talvez ainda tenha saída. rs

Existem alguns pilares vida ativa que contribuem com a longevidade, como estarmos sempre aprendendo ao longo da vida, nos sentirmos seguros em todos os sentidos, entre vários outros, mas aqui vamos focar no tema da carreira.

Pergunte aos seus avós qual era (ou ainda é) o propósito de vida deles. Muito provavelmente eles não saberão dizer. E não é por ignorância, é que simplesmente essa palavra não era um problema na época deles, trabalhar tinha o único objetivo de ganhar dinheiro. A nossa geração na maioria das famílias foi a primeira que pôde se dar ao luxo de ter essa preocupação quanto ao seu propósito (e ainda bem que isso é possível!). Mas isso dificulta as coisas pra gente no sentido de não termos com quem trocar experiências sobre isso, sobre o que a pessoa fez para definir um propósito, o que ela fez se o propósito que ela escolheu não deu certo, como ela viabilizou se sustentar a partir dele.

Teremos que construir nosso próprio passo-a-passo sozinhos.

Achamos estranho pessoas jovens não terem sonhos, achamos que elas têm algum problema, mas achamos normal pessoas idosas não terem. Sempre perguntamos aos nossos avós quais eram os sonhos deles quando eram jovens, nunca perguntamos quais são os sonhos deles agora que têm 70, 80, 90 anos. Mas lembre-se que você vai viver até os 100, como será viver aproximadamente 40 anos sem sonhos? Se envelhecer com sonhos é difícil, sem eles é muito pior. Sem falar que até as opções de sonhos parece que diminuem para as pessoas mais velhas. O importante é saber hoje que temos que fazer a lição de casa todo dia: saber que cada um vai envelhecer do jeito que é hoje, quem é chato hoje será chato quando for mais velho, quem conversa com todo mundo na rua idem, e se você não sabe o que quer hoje, quando for mais velho e as opções forem menores, será muito mais difícil saber o que quer.

Autoconhecimento será cada vez mais importante, para que com 60 anos você não esteja ainda procurando um emprego que não faz sentido.

Já se diz que teremos várias carreiras ao longo da vida. Isso faz sentido do ponto de vista prático, já que um professor de educação física por exemplo provavelmente não conseguirá dar suas aulas até os 80 anos, e do ponto de vista psicológico, pois nossos interesses, gostos, habilidades, valores, necessidades e motivações provavelmente mudarão durante todo esse tempo e a gente não vai querer fazer sempre a mesma coisa. E isso é esperado, é sinal de evolução não sermos os mesmos a vida toda. Se aos 5 anos você gostava de brincar de boneca e não gosta mais aos 35, provavelmente também terá gostos diferentes dos atuais aos 65.

Por isso aumentará a experimentação, pessoas se lançando a aprender e fazer coisas produtivas que nunca fizeram antes, muitos anos depois de terem deixado os bancos universitários.

Não teremos garantia que alguém vai cuidar da gente, muitos de nós estão escolhendo não ter filhos, e mesmo que os tenhamos, não sabemos como será a cabeça da próxima geração que está vindo e mais do que nunca nada garante que eles cuidem da gente. A aposentadoria não cuida mais da gente faz tempo e já não podemos mais sequer contar com ela. Mais motivos para precisarmos trabalhar até muito tarde. Nesse momento pode ser que os amigos façam grande diferença nas nossas vidas.

Pode ser que precisemos empreender com nossos amigos para garantir nosso sustento, ou até morar com eles em pequenas comunidades de pessoas mais velhas que se ajudam e cuidam umas das outras mutuamente.

Mas as organizações ainda não estão preparadas/interessadas em nos receber mais velhos, aliás elas não estão preparadas para receber a geração Y nem agora que ainda somos jovens. E é fato que os RH das empresas não sabem lidar com entrevistar uma pessoa de 60 anos, e até mesmo com lidar com conflitos de gerações entre pessoas de 60 e de 20 anos na mesma área. O que pode facilitar coisas para nós é que muitos dos nossos empregos futuros ainda estão sendo inventados, não haverá mais tantos empregados, haverá mais empreendedores, e no empreendedorismo não importa a idade que você tem.

Por isso, ter opções de carreira será cada dia mais valioso – pode ser que hoje você não faça nada com um curso de fotografia, mas lá na frente pode fazer diferença.

Quantas carreiras você tem hoje? Você tem um plano A, plano B ou até um plano C de vida? Se precisar de ajuda para ter mais opções e se planejar melhor para esse momento da vida, conte comigo. Trabalho como coach de carreira, ajudando pessoas a encontrarem trabalhos que façam mais sentido para elas e ajudando-as a viabilizar sua transição. Você pode me encontrar pelo site ou pela página no Facebook.

Como encontrar um trabalho que faça sentido

Como encontrar um trabalho que faça sentido

Não sei se vocês já sabem mas eu pratico krav maga há 4 anos e meio. Para o texto de hoje vou usar o krav maga como exemplo, mas o conteúdo se aplica perfeitamente ao mundo do trabalho também.

Apenas para contextualizar, o krav maga é a única arte de defesa pessoal reconhecida internacionalmente, não sendo uma arte marcial. Seu único objetivo é dar a oportunidade de que a pessoa consiga chegar viva e inteira em casa diante de qualquer situação de risco, por isso não participa de campeonatos e não tem movimentos estéticos. Foi criado na década de 40 por Imi Lichtenfeld, quando a Europa vivia um cenário de guerra e de grande hostilidade contra o povo judeu, para ajudar as forças de defesa do que mais tarde viria a ser Israel. Essas forças posteriormente se tornaram a IDF, considerado por muitos o melhor exército do mundo. Desde então o krav maga era considerado uma arma secreta do exército de Israel, e somente a partir de 1964 começou a ser ensinado a civis e se espalhou pelo mundo. E antes que alguém me imagine parecida com a Ronda Rousey, saibam que eu sou uma mulher bem magrinha, fraca, e detesto academia. rs O krav maga elimina a necessidade de uso da força, e o faz efetivamente através de movimentos simples (movimentos naturais do corpo), rápidos (movimentos curtos) e objetivos (que vão direto aos pontos mais sensíveis do agressor).

Voltando ao nosso assunto, antes de mais nada precisamos entender o que é o sentido. O sentido tem a ver com o emocional, não com o racional. É muito difícil manter uma academia por muito tempo para a maioria das pessoas. Isso acontece porque a gente não consegue ver um sentido que mexa com o nosso emocional, mas apenas com o racional como manter a saúde ou uma boa forma física, que embora sejam motivos muito justos, não são o suficiente para nos mover. Da mesma forma trabalhar apenas pelo dinheiro é tão difícil. Tem que ser sentido pra fazer sentido. Mesmo no krav maga, por incrível que pareça as pessoas continuam por anos a fio movidos pelo emocional, não só pelo racional. Tem pessoas que fazem krav maga única e exclusivamente para defesa pessoal, estão ali apenas para aprender um conjunto de movimentos que irá ajuda-las a se defender de uma possível agressão na rua. E esse é um motivo importante, não tem problema nenhum nisso. Mas como falta sentimento, isso acaba não sendo motivação suficiente para elas treinarem por muito tempo.

E mais ainda, quem fica por muitos anos são aqueles que conseguem ver a prática como uma forma de aprender importantes lições de humildade, auto-estima, julgamento, generosidade, coragem e amizade, apenas para dar alguns exemplos. Quando eu chego em uma aula, por exemplo, enxergo muito mais do que uma hora e meia de socos e chutes. Vejo oportunidades de aprender com meus colegas que entenderam o porque de um movimento que eu não havia entendido, de ajudar o colega que faltou na última aula e não aprendeu aquele movimento ainda, de ser mais humilde quando começo a achar que estou indo muito bem e tomo um balde de água fria quando o professor chama a atenção para um erro que eu não podia mais cometer na minha faixa, de exercitar minha coragem quando levei meses para conseguir fazer rolamento porque eu tinha medo de me machucar. Isso vale para qualquer outra coisa na vida, como o nosso trabalho ou fazer academia por exemplo. As pessoas que realmente encontram sentido no que fazem são aquelas que conseguem ver mais naquela atividade do que as outras pessoas que estão fazendo a mesma coisa conseguem ver.

E muitas vezes esse significado nem está relacionado com o que se faz em si, mas com o que isso traz de positivo para a pessoa. Quando eu comecei a treinar faltava muitas aulas, não me empenhava, nem pensava no assunto, porque inicialmente eu só enxergava o que todo mundo vê quando vai assistir uma aula. Eu só consegui engrenar quando passei a ver os benefícios físicos, comportamentais, emocionais e sociais que aquela atividade estava me trazendo, e que não são poucos. Como nunca gostei de luta (juro!), se continuasse vendo apenas socos e chutes certamente não teria ficado ali por muito tempo. Por isso que quando vemos o nosso trabalho apenas como uma forma de ganhar dinheiro, é muito difícil nos destacarmos e subirmos os degraus da carreira. Ou até conseguimos chegar lá, mas não conseguimos manter por muito tempo. Geralmente quem consegue isso é justamente quem enxerga o seu trabalho de outra forma, ainda que isso não seja evidente pra você ou mesmo que o sentido que aquela pessoa vê nem faça sentido pra você. O que importa é que faça sentido para ela. Isso é o bastante para ela crescer.

O significado que algo tem pra você pode mudar ao longo da vida. Isso pode ser motivado por um evento externo (uma relação que não é mais tão bacana quanto era no começo) ou por um evento interno (afinal você também muda durante a vida). A partir das experiências que vamos vivendo muda o que você acredita, o que gosta de fazer, os assuntos pelos quais se interessa, seus sonhos, o ambiente ao seu redor, as pessoas que te cercam, e em consequência seus sentimentos em relação às coisas mudam. Por isso pode acontecer de o trabalho que hoje faz muito sentido pra você, amanhã não fazer mais tanto.

Quanto mais significado você consegue ver no que faz, mais ele cresce. Vou explicar. É que quanto mais significado algo tem na sua vida, mais você se envolve com aquilo, e mais portas você abre para que aquilo adquira ainda mais significado. No krav maga, com o tempo comecei a ir em seminários, uma turma começou a se reunir para treinar no fim-de-semana ou até para comer pizza, comecei a me oferecer para ajudar os colegas que faziam a menos tempo, até que recentemente fiz o curso de monitores, que dura uma semana no interior do Rio de Janeiro. Esses eventos, mais do que experiências das quais vou lembrar a vida toda, me proporcionaram tantas situações diferentes que ajudaram para que eu atribuísse ao krav maga ainda mais significado em minha vida. No trabalho é a mesma coisa, a gente se envolve em cada vez mais projetos, se dedica muito mais do que as outras pessoas sem perceber, quer estudar, quer ser melhor para aquilo. Mas só quando a gente vê significado. Quem não tem essa atitude diante do trabalho não é porque é preguiçoso, pouco ambicioso ou incompetente, é porque não vê significado naquilo que está fazendo.

Já tive um coachee que passou por esse dilema (e que me autorizou a falar sobre isso). Ele era um profissional ruim em seu trabalho, se atrapalhava, não apresentava boas entregas, não construía boas relações, tinha grande dificuldade de entender os assuntos nas reuniões. Mas desde cedo percebi que ele não era apenas preguiçoso, ele era bem esforçado, mas tinha um verdadeiro bloqueio com o seu trabalho. E ele não era burro, fora do trabalho era uma pessoa bem articulada, tinha um ótimo nível cultural e um raciocínio muito inteligente. Mas se sentia muito incompetente e sofria com isso. Com o tempo ele entendeu que o problema não era ele, mas o trabalho que ele fazia. Ele detestava aquilo. Depois de um longo processo ele descobriu o que realmente gostava de fazer, mudou de área e hoje está se saindo super bem em seu novo trabalho. Parece outra pessoa no trabalho e na vida. No caso ele encontrou essa atividade de que gosta em um hobby antigo.

Mas agora você deve estar pensando: ok, mas como encontrar um trabalho que faça sentido? Primeiro, saiba que não necessariamente o problema se resolve com mudar de carreira. Você pode conseguir ressignificar o seu trabalho atual e mudar totalmente a sua motivação com relação a ele. Você pode buscar esse significado conversando com pessoas que são bem-sucedidas na sua área por exemplo, perguntando qual o significado que elas vêem no que fazem e avaliando se esse significado faz sentido pra você ao ponto de você passar a ver o que faz com outros olhos. Quando eu trabalhava em consultoria e aquele trabalho não estava mais fazendo sentido pra mim, perguntei para outras pessoas bem-sucedidas na empresa qual era o significado que aquele trabalho tinha para elas. E de verdade, vieram algumas respostas que em 7 anos de consultoria eu nunca tinha cogitado. No meu caso não foi o suficiente para que eu passasse a ver um significado que me fizesse querer continuar ali, mas poderia ter sido.

Se isso não funcionar, pense com quais atividades você tem uma conexão emocional? Pode ser uma atividade que você exerça profissionalmente ou não, ou até uma com a qual você não tenha contato mas que gostaria muito de fazer, que mexe com você. Talvez seja uma atividade só, mas o mais provável é que venha uma lista. Para cada atividade da lista reflita: é possível tornar essa atividade uma profissão? De que forma?

Se você sente que precisa de mais para conseguir tomar uma decisão, conte comigo. Nos processos de coaching fazemos uma investigação muito mais profunda para te ajudar a encontrar um trabalho que faça sentido. Trazemos à luz seus valores, necessidades, habilidades, gostos, sonhos, e organizamos tudo isso de forma que te ajude a tomar uma decisão. Você pode me encontrar pelo site ou pela página no Facebook.