Desafio 21 dias para repensar sua carreira

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Você sabe o que é coaching? Isso funciona mesmo? O que acontece em uma sessão?

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10 dicas para você alcançar seus objetivos de ano novo – ainda esse ano!

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8 cursos para empreendedores não convencionais

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Cada vez mais percebemos que as formações tradicionais não vão nos dar as respostas para lidar com as dificuldades da
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25 pequenas coisas que consegui mudar na minha vida quando saí do mundo corporativo

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Buscar um trabalho que você ame está na sua lista de resoluções para o próximo ano?

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É engraçado como algo que deveria ser um objetivo constante na vida da gente acaba nunca sendo. E em consequência disso acabamos ficando a maior parte das nossas vidas fazendo algo de que não gostamos. Pense em quantas coisas chatas você teve que fazer, por quantas coisas ruins você teve que passar, quanto tempo você teve que se dedicar, quantas vezes teve que passar por cima daquilo que acredita, em um trabalho que não faz sentido ao longo desse ano.

A má notícia é que o seu ano em 2017 vai ser igualzinho. Ações iguais produzem resultados iguais, portanto, se você continuar fazendo as mesmas coisas, não irá mudar sua vida. E não adianta dizer que não tem condições financeiras para mudar de carreira, que tem outras pessoas que dependem de você, que você não tem tempo para isso, ou que a carreira que você gostaria de seguir não dá dinheiro, porque já conheci pessoas que mudaram de carreira com todos esses problemas.

Claro que não podemos ser tão inflexíveis, e às vezes precisamos mesmo criar melhores condições para fazer a mudança, ir mais aos poucos. Mas não deixe de trabalhar nisso, de seguir rumo a uma carreira que faça sentido pra você. Defina o caminho a seguir, identifique como buscar esse caminho, busque inspiração, converse com pessoas que já fizeram uma transição, faça um plano de ação, dê o primeiro passo.

Porque se isso não acontecer, os anos vão passar. E no fim da vida você irá pensar: Que tipo de pessoa eu teria me tornado se tivesse me dedicado às coisas que sempre quis fazer?

A propósito, as minhas resoluções de ano novo para 2017 são:
impactar um número maior de pessoas
desenvolver mais 2 projetos para ajudar mais pessoas a repensarem suas carreiras
me mudar para um apartamento maior
e correr minha primeira maratona 🙂

A maior parte das coisas é menos difícil do que parece. Como eu fiz para viabilizar minha transição de carreira.

A maior parte das coisas é menos difícil do que parece. Como eu fiz para viabilizar minha transição de carreira.

Do momento em que me dei conta de que precisava mudar, economizei por dois anos para fazer minha transição. O objetivo era ter dinheiro o suficiente para ficar um ano e meio sem trabalhar, sem cair muito o padrão de vida. Isso porque optei por não começar a trabalhar efetivamente na área enquanto não saísse do meu trabalho anterior já que a minha rotina era meio pesada, mas é altamente aconselhável que você comece aos poucos na área antes de largar o emprego, se tiver como fazer isso. Isso vai ter permitir começar a ganhar algum dinheiro na área nova sem perder a renda atual, e só largar o emprego quando as rendas se equilibrarem. Outra opção é você ter vários projetos em paralelo, de forma que cada um te dá um pouco de dinheiro, mas somando tudo você tem a renda que precisa pra viver. Você também pode atuar como freelancer na sua área atual part time, enquanto se dedica o resto do tempo para a nova atividade, ou começar prestando serviços ou vendendo produtos pela internet que é algo que muitas vezes você pode trabalhar em qualquer horário.
Durante esse período fui fazendo cursos na área de Coaching, construindo o que seria a minha metodologia de trabalho, e definindo questões como quem seria o meu público e como eu poderia divulgar meu trabalho para ele, porque sabia que isso é algo que tem que ser feito com bastante calma e não dava pra deixar pra quando eu saísse da empresa, pois me tomaria preciosos meses em que eu ficaria só gastando dinheiro em casa e poderia já estar buscando clientes. Esse planejamento é bem importante, pois o começo é a fase que dá mais medo, mas também é a que define quem vai vencer e quem vai acabar tendo que voltar para o mundo corporativo.
Após isso comecei a prototipar. Quer dizer, comecei a atender algumas pessoas de graça pra ganhar experiência, ver se o modelo funcionava e se as pessoas gostavam da metodologia que eu criei. Se você pensa em atuar por conta ou abrir o seu próprio negócio, isso deve ser feito no Coaching e em qualquer área para a qual você pense em migrar, antes de você sair do trabalho atual e depois perceber que as pessoas não comprariam a sua idéia. Existem várias formas de prototipar, seja fazendo a atividade como hobby, acompanhando um amigo que trabalha no que você quer fazer, trabalhando como voluntário, ou até mesmo fazendo cursos daqueles que você tem a oportunidade de vivenciar a atividade.
Depois de testar o meu modelo, como eu não tinha dinheiro nem expertise para algumas coisas, fui atrás de parcerias, pessoas que poderiam me ajudar naquilo que eu não sabia fazer, oferecendo em troca o meu trabalho. Assim consegui ajuda para fazer o meu site inteirinho de graça, e conduzi um processo de coaching com um amigo que sabia fazer sites. Mapear quem na sua rede pode estar precisando do que você tem para oferecer, e quem pode te ajudar naquilo que você precisa, pode te ajudar a identificar mais oportunidades do que você imagina.
Durante o processo de coaching, na fase de construção do plano de ação, compartilhamos muitas idéias como essas de como fazer a sua transição da forma mais tranquila possível. Se precisar de ajuda para montar o seu plano de transição, pode contar comigo!

Quanto conhecimento preciso para conseguir fazer algo de bom para o mundo?

Quanto conhecimento preciso para conseguir fazer algo de bom para o mundo?

Atualmente temos muita vontade de saber, por conta da competitividade no mercado de trabalho, porque sempre parece que todo mundo sabe tudo menos a gente, e do fácil acesso ao conhecimento.

Contudo, muitos de nós acabamos nos dedicando exaustivamente a agregar mais e mais conhecimento, e não o usamos para nada. Nos dias atuais consumimos muito de coisas que depois usamos pouco, inclusive no que se refere a conhecimento. Ficamos ansiosos por saber cada vez mais, nunca parece que temos conhecimento suficiente. Mas a nossa necessidade de acumular conhecimento consome todo o tempo disponível para isso e não conseguimos parar para refletir sobre ele, absorve-lo e aplica-lo. Muitas vezes nem temos paciência para aplica-lo na verdade. Buscamos tanto conhecimento porque nunca nos sentimos prontos para fazer nada.

Ando pensando sobre isso porque eu faço Krav Maga, e a partir da faixa laranja você já pode começar a monitorar nas aulas, ajudando individualmente seus colegas das faixas anteriores. Como eu gosto muito de ensinar, fiquei meus dois anos de faixa laranja pensando em me oferecer para ajudar, mas sempre achei que não sabia o suficiente. Afinal eu só tinha por volta de 3 anos de treino, recém estava na terceira faixa, e tenho no mínimo 12 anos pela frente. Então comecei a observar os treinos no canto do tatame e com o tempo fui percebendo que eu poderia perfeitamente fazer isso, com o conhecimento que eu já tinha. Conseguia identificar erros na aplicação da técnica, explicar os movimentos com certa precisão, ajuda-los a entender o porque de cada gesto. E finalmente criei coragem para ajudar.

Não estou de maneira alguma dizendo que devemos parar de aprender. Pelo contrário, eu também sou uma dessas pessoas que busca conhecimento incessantemente. Para conseguir refletir melhor, para encontrar novas maneiras de ajudar as pessoas no meu trabalho, porque simplesmente me interesso por uma variedade enorme de temas, para usar o meu tempo livre de forma (pelo menos supostamente) útil, e até porque saber faz bem para a minha auto-estima.

Mas a verdade é que você não precisa saber tudo, só precisa saber o bastante para conseguir ajudar alguém. Sempre haverá alguém que sabe menos do que você, e pra quem o conhecimento que você tem irá ajudar muito. Como a gente não sabe muita coisa e nunca vai chegar o dia em que vamos achar que já temos conhecimento suficiente, não adianta esperar a hora certa de fazer algo de bom para o mundo com o nosso conhecimento, porque essa hora não vai chegar. Lembre-se que quem disse a famosa frase “Só sei que nada sei” foi Sócrates, um dos maiores filósofos de todos os tempos.

Como tomar melhores decisões

Como tomar melhores decisões

Quantas decisões você tomou nas últimas 3 horas? Se ia de Uber ou de carro, de que cor pintaria as unhas, o que comeria no lanche da tarde… Tomamos decisões o tempo todo, muitas delas sem perceber. Se questionar as próprias decisões já soa importante quando pensamos na quantidade de decisões que tomamos, pois percebemos quantas oportunidades temos de facilitar e melhorar a nossa vida, imagina quando falamos de decidir a própria carreira.

O que dificulta tomarmos melhores decisões? O medo do desconhecido, a necessidade de sair da zona de conforto, ter que arcar com as consequências que podem ser desagradáveis, o impacto que ela irá gerar em pessoas queridas, ou simplesmente travamos diante do excesso de opções que temos hoje em dia.

Por todas essas razões, muitas vezes esperamos para decidir até a situação chegar ao seu limite. O problema é que quando chega nesse momento, como se já não bastassem todas essas dificuldades, teremos que decidir rápido e sob pressão. E lembre-se que não escolher também é uma escolha, e assim como você poderá ser cobrado futuramente pela decisão que tomar, poderá ser cobrado também pela decisão que não tomar.

Tanta dificuldade é normal. Nós quisemos ter muitas escolhas e lutamos por isso, mas nossos avós na década de 40 não as tinham. Como ter tantas possibilidades ainda é recente, não só a gente individualmente como a sociedade em geral está aprendendo a lidar com isso.

Mas calma. Respira. Tem muitas ações que podemos adotar para tomar melhores decisões:

Não sei se você já se deu conta, mas escolher cansa. Então a primeira ação é se perguntar se é possível rotinizar a decisão, para não ficarmos exaustos com tantas escolhas. Isso libera a mente para focar no que é importante.

Quando estamos em cima do muro, pode ser mais fácil pensar no que não queremos primeiro, para só a partir daí chegar ao que de fato queremos. Podemos usar isso tanto para as opções em si como para as consequências destas opções.

Não faça pouco das questões emocionais envolvidas, não fique só na racionalidade. Para que a decisão seja duradoura a longo prazo, devemos considerar tanto os aspectos emocionais quanto os racionais.

Identifique padrões nas decisões anteriores e suas consequências, para antecipar possíveis consequências quando tiver que tomar decisões similares novamente. Por exemplo, fazer escolhas com frequência envolve a capacidade de adiar recompensas. Você geralmente prefere ter um benefício agora ou esperar por outro benefício ainda melhor, mas que não é garantido, no futuro?

Sempre que for possível, dê-se o tempo que precisa para tomar essa decisão. Às vezes tendemos a tomar certas decisões muito rápido só para nos livrarmos logo da angústia, mas isso pode nos levar a tomar muitas decisões equivocadas.

Faça uma lista de prós e contras. Tem gente que é contra esse tipo de lista porque faz da decisão algo frio e racional, mas para quem fez a lista ela pode ter muito de emocional. O que importa é o significado da lista para quem a fez. E para não se sentir mal tomando uma decisão baseado em uma lista de prós e contras, lembre-se que Charles Darwin também fez uma lista para decidir se deveria ou não se casar:

darwin

Reúna o máximo de informações possíveis sobre as possibilidades de escolha. Isso pode ser feito através de pesquisa ou conversando com pessoas que já tiveram que tomar essa decisão antes, como foi o processo de escolha delas e quais foram os resultados. Fazendo isso podemos identificar aspectos que não tínhamos pensado antes e que é importante considerar. Contudo, para que isso seja efetivo, temos que tomar o cuidado para não procurar apenas quem irá corroborar a nossa decisão, que é o que normalmente a gente acaba fazendo.

Se conheça, sempre. Quanto mais nos conhecemos, mais sabemos quais consequências somos capazes de suportar por uma decisão que tomamos. Às vezes não tomamos más decisões por falta de informação quanto às consequências, mas sim porque não sabemos como vamos reagir quando elas se concretizarem.

Priorize as decisões. Eisenhower, ex-presidente dos EUA, dizia que o que é urgente raramente é importante, e o que é importante raramente é urgente. Ele criou uma matriz para facilitar a tomada de decisão nesse aspecto:

eisenhower

Mas aí vem a dúvida: Como vou saber o que é importante? O que é importante tem a ver com os nossos valores, porque só ficamos em paz quando estamos tranquilos em relação aos nossos valores. Assim, a decisão de comprar ou não um carro pode ser difícil para alguém que tem a segurança financeira como um valor importante, mas pode ser mais fácil para outra pessoa que tem a liberdade como valor.

Tem um aspecto que geralmente não nos damos conta, mas que insconscientemente estamos considerando. Muitas vezes o que mais importa não é a decisão em si, mas o quanto teremos que trabalhar, depois que a tomarmos, para que ela seja a decisão correta. Então o que devemos pensar aqui é se estamos realmente dispostos a trabalhar por cada uma das opções, e aquela pela qual estivermos dispostos a lutar será a escolha certa.

Se houver possibilidade, elabore um experimento de baixo risco antes de decidir. Por exemplo, se você quer decidir entre duas opções de carreira, tente passar um dia com uma pessoa de cada área, no exercício das suas atividades, antes de tomar a decisão. Ou se a dúvida for entre ficar no mundo corporativo ou empreender, tente fazer algumas unidades do seu produto, ofereça aos amigos e parentes e colha seus feedbacks, antes de deixar o emprego.

Tem uma dica que eu sempre uso e comigo funciona muito, que é me perguntar: “Que impacto essa decisão terá na minha vida daqui a um ano?” Quando me faço essa pergunta, algumas decisões perdem importância, e outras ficam mais fáceis de serem definidas.

Por fim, tire o peso das suas costas. Primeiro porque não há resposta errada, o que há é a melhor resposta para cada um, de acordo com seus valores, interesses e aspirações. Segundo porque aceitar a imperfeição pode facilitar as coisas. Se eu começo um artigo querendo escrever algo que irá mudar o mundo, provavelmente não saio da primeira linha. Muitas das vezes a nossa decisão não precisa ser a melhor, só precisa ser suficientemente boa para tudo ficar bem.

Diferença entre coaching, terapia e mentoria

Diferença entre coaching, terapia e mentoria

Muitas pessoas me procuram interessadas em fazer Coaching, mas na verdade não sabem bem do que se trata. Outros me perguntam qual a diferença entre Coaching e Terapia. E ainda há aqueles que procuram pelo Coaching mas na verdade gostariam de receber conselhos, mais na linha de uma Mentoria. Fiz esse post para esclarecer melhor a diferença entre isso tudo.
O Coaching é um processo em que, a partir de perguntas e atividades propostas pelo coach, você mesmo chegará às respostas que procura. Esse processo gera uma decisão por um objetivo e um plano de ação para buscar esse objetivo, cuja execução pode ser ou não acompanhada pelo coach. Para isso o coach segue uma metodologia clara, e por esse motivo não é necessário que ele seja da mesma área que você. A quantidade de encontros é definida e acordada entre você e o coach logo no começo do processo, ficando geralmente em torno de 12 encontros.
A Terapia oferece insights que podem te levar a perceber a necessidade de mudar o seu comportamento ou se reconciliar consigo mesma. Para gerar estes insights o psicólogo segue uma metodologia, mas ela não fica clara para você durante o processo. Normalmente não gera plano de ação, ou seja, você entende que precisa mudar, mas muitas vezes não sabe como. Não tem duração definida, podendo levar meses ou anos para você perceber algum resultado.
Na Mentoria, alguém mais experiente que você na mesma área de atuação que você trabalha, te dá conselhos a partir da sua própria experiência. O lado ruim é que as respostas não vêm de você mesmo, o lado bom é que ele já sabe o que funciona ou não funciona porque já passou pelo que você está passando. Pode gerar ou não plano de ação, mas normalmente não segue uma metodologia estruturada. Como o Mentor é alguém que te acompanha ao longo da sua carreira, não tem duração definida.
Ainda tem dúvidas quanto a diferença entre Coaching, Terapia e Mentoria? Ou a diferença está clara, mas você não sabe qual faz mais sentido pra você nesse momento? Em qualquer caso, me chame que eu te ajudo a tirar todas as suas dúvidas.

Fases de uma transição de carreira

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Baseada na minha própria experiência de transição de carreira e das pessoas que conheci em função do coaching, identifiquei algumas fases pelas quais a maioria das pessoas passa quando faz uma transição de carreira.
A primeira delas é a fase do desconforto, em que você percebe que tem alguma coisa errada, mas não sabe o que. Você se dá conta de que não é a pessoa que queria ser, e muitas vezes também não sabe bem quem queria ser.
Em seguida ou talvez ao mesmo tempo, você se dá conta de que não gosta do que faz. Nessa fase você experimenta sentimentos de indecisão, medo e pode até mesmo paralisar. Sei que não gosto do que faço, mas não sei do que gosto. Nada do que fez sentido até aqui faz mais sentido.
Depois vem o que eu chamo de a fase do “Chega!”. É o momento em que o desconforto é maior do que o medo, e você tem clareza de que precisa tomar uma atitude, pois não vai conseguir suportar viver assim a vida toda. Geralmente é nesse momento que você pode entender que seria bom contar com a ajuda de um coach.
A partir disso, você começa uma fase de autoconhecimento. Você começa a identificar possibilidades, experimentar, mapear o que você tem e o que você precisa para ir para uma nova carreira. Também é o momento em que você começa a abrir mão do que já não serve mais e começa a mudar de ares ou até mesmo de turma.
Chega um ponto em que você precisa tomar uma decisão. E uma vez definido o novo objetivo, é hora de planejar a mudança e começar a construir networking na sua nova área.
Agora vem a fase que pra mim foi a mais difícil, que é a fase da incerteza. Você começa a colocar a mão na massa, trabalha muito e tem muito pouco ou nenhum resultado, porque o seu projeto ainda não foi lançado. As emoções são inconstantes: medo, positividade, angústia, arrependimento, liberdade. É difícil mas necessário tomar cuidado com o stress, para descontar nas pessoas queridas e acabar ficando sozinho quando chegar lá. Aqui temos dois riscos: Tentar desistir e voltar ao passado no meio do caminho, ou tentar acelerar a mudança e “meter os pés pelas mãos”. É difícil, mas a notícia boa é que se você conseguir passar por essa fase e não desistir, provavelmente não precisará mais do mundo corporativo.
Então o seu projeto é finalmente lançado e você começa a ficar conhecido. Mais pessoas começam a te procurar, mas você pode experimentar uma dificuldade de cobrar, uma tendência a querer baixar o preço para vender a qualquer custo, e vontade de flexibilizar tudo, às vezes até mesmo seus valores pessoais que foram justamente o que te trouxe até aqui.
Depois de um tempo as coisas começam a dar certo. Começam a pagar pelo seu trabalho e você começa a se sentir confiante.
E a fase final é a que você já se sente seguro na sua nova área. Não sente mais vontade de voltar atrás e faria tudo de novo. Tem orgulho do que construiu e é quem queria ser.
Como eu percebi que estava na hora de repensar a minha carreira

Como eu percebi que estava na hora de repensar a minha carreira

Certo dia eu resolvi buscar ajuda para identificar o que me faltava desenvolver para dar meu próximo passo de carreira. Fui fazer coaching. Um dia no meio do caminho ela disse “mas Jana, você não gosta do que faz, por que você quer virar gestora?” E eu fiquei pasma: como assim, eu não gosto do que faço? Aí fui compartilhar meu espanto com meu marido e ele respondeu: “realmente, para alguém que gosta tanto do que faz, você chega em casa sempre muito estressada mesmo”. Fiquei dias pensando sobre o assunto, a frase não saía da minha cabeça. Não foi fácil. Mas imagina se ela tiver razão, como vou recomeçar agora? E se eu descobrir que pra fazer o que eu gosto teria que fazer outra faculdade? E tudo que meus pais e eu investimos de tempo e dinheiro para eu me formar? E se eu não achar algo que eu realmente goste de fazer? E se eu não conseguir mudar? Até que aos poucos comecei a aceitar que o que eles disseram fazia sentido. Isso explicava muita coisa… Domingos à tarde querendo morrer pra não ter que ir trabalhar na segunda, 30 min a mais na cama todos os dias só pra conseguir levantar, ficar contando as horas pra ir pra casa todos os dias, me sentir um peixe fora dágua no trabalho, não conseguir ver sentido no produto do meu trabalho, receber eventualmente feedbacks que não tem nada a ver com quem eu sou. E quem me conhece sabe que tenho energia como poucos, sou esforçada, batalhadora, então o fato de ser tão difícil ir para o trabalho todos os dias não combinava comigo. Mas era a minha realidade. Ok, finalmente me convenci de que não gosto do meu trabalho. E vou te falar, fiquei muito triste, mas ao mesmo tempo foi libertador. Mas aí vinha outro problema: se eu não gostava do que fazia, do que eu gostava então? Após toda uma jornada de autoconhecimento descobri o que queria: provocar nas pessoas a mesma mudança que o processo de coaching provocou em mim! Isso tudo pra dizer que é importante questionar as suas certezas, sempre. Pra não ficar 12 anos fazendo algo que não gosta sem nem perceber. Pra não perder tempo indo atrás de algo que não faz sentido. Pra não descobrir que não gosta do que faz quando já tem uma carreira estabelecida e vai ser difícil mudar no meio do caminho. Pra não viver por anos a fio no piloto automático. Pra não se conformar achando que a vida é assim mesmo, pra todo mundo. Pra não achar que é normal coisas que não são normais.

Isso não funciona, é balela

Isso não funciona, é balela

A pergunta que está por trás dessa crença é: E se ao final do coaching eu não chegar em lugar nenhum? O que eu sempre digo quando as pessoas me perguntam isso é que sim, pode acontecer de você fazer todo um trabalho de coaching e não conseguir decidir o que quer fazer com a sua carreira. Não é comum, mas acontece. Mas no mínimo você vai se conhecer muito mais, o que facilita bastante definir o seu caminho e vale a pena por si só.

Quanto mais nos conhecemos, quanto mais separamos o que acreditamos e somos realmente do que nos é dito pelos outros, mais fácil é tomar uma decisão. Porque sabemos que preço estamos dispostos a pagar pelas decisões e que consequências estamos dispostos a encarar. Que forças temos para lutar e aonde nos falta essa força. Aceitamos aquela parte nossa que não gostamos de assumir mas faz parte da gente e influencia nossas escolhas.

Além disso, quando não nos conhecemos não temos coragem de fazer nada, achamos que não somos capazes, que nada é para a gente. Mas o autoconhecimento nos traz mais auto-estima, o principal fator para termos coragem para tomar e sustentar decisões.

Ou seja, mesmo que você não consiga sair do coaching com uma decisão tomada, pelo menos sairá muito mais preparado para lidar com essa decisão quando ela vier. E ao final do processo certamente não sairá a mesma pessoa que entrou. Quer resultado melhor do que esse?