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Você sabe o que é coaching? Isso funciona mesmo? O que acontece em uma sessão?

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Quem já passeou aqui no meu site deve ter visto que tem uma sessão de FAQ, onde eu posto as perguntas que
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10 dicas para você alcançar seus objetivos de ano novo – ainda esse ano!

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8 cursos para empreendedores não convencionais

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Cada vez mais percebemos que as formações tradicionais não vão nos dar as respostas para lidar com as dificuldades da
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25 pequenas coisas que consegui mudar na minha vida quando saí do mundo corporativo

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Como definir um objetivo de carreira — e alcança-lo!

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Fiz esse post porque algumas pessoas me escreveram através do meu site e da página no Facebook, pedindo que eu falasse sobre como definir um objetivo de carreira e como correr atrás dele. Então vou compartilhar aqui o processo que eu sigo com meus coachees no encontro em que vamos definir seus objetivos de carreira.

Antes de começar, é importante eu te dizer que nos processos de coaching, antes disso fazemos toda uma investigação que embasa essa decisão da escolha do objetivo, que pode conter um entendimento do que a pessoa já tem ou precisa desenvolver em termos de conhecimentos, competências, habilidades e experiências para buscar esse objetivo. Se estivermos falando de uma decisão por qual carreira seguir, essa investigação contem ainda a tomada de consciência da pessoa em relação a quais são os seus valores, necessidades, recursos que ela tem para ir atrás desse objetivo, habilidades, gostos e sonhos que ela carrega consigo.

Dito isso, mãos à obra!

Objetivo é o que você quer atingir efetivamente, aonde você quer chegar. Quando falamos de definir um objetivo de carreira, digamos que você não sabe o que gostaria de fazer na carreira, então pode pensar no que já tem de conhecimento e experiências que poderia utilizar para construir algo que dá dinheiro, e decidir para qual área seguir a partir daí.

Quando definir o seu objetivo, antes de sair fazendo qualquer coisa é importante você ter certeza de que quer realiza-lo de verdade e de que só depende de você pra ele se concretizar. Você pode fazer isso se fazendo algumas perguntas:

O objetivo foi formulado com base no que você quer? Isso significa que ele tem que ser positivo, não pode ser negativo do tipo “eu não quero X”.

O objetivo está 100% na sua mão? Não adianta se definir objetivos que as ações para alcança-lo tenham que ser executadas por outras pessoas. Sabe quando na empresa o seu chefe fica te dando tarefas que dependem de um monte de gente além de você? Não é super difícil pra conseguir entregar? É isso.

É autoiniciado? Traduzindo: é você ou no fundo é outra pessoa que quer? Por exemplo, muitos de nós escolhemos nossas carreiras influenciados por nossos pais, seja por pressão familiar para ter uma profissão decente, facilidade para se colocar no mercado através dos contatos da família, e por aí vai. Essa ‘outra pessoa’ nesse caso também pode ser o mercado, quando escolhemos uma profissão apenas porque dá dinheiro.

Se eu atingir esse objetivo, estarei fazendo algo em que acredito? Aumentarei as chances de poder ser mais ‘eu mesma’ no meu trabalho? Terei mais daquilo que eu quero para a minha vida? Aumentarei as chances de me libertar daquilo que não quero para a minha vida?

Após definir o objetivo, precisamos estipular uma meta para ele. A meta é um número que, quando atingirmos, saberemos que conseguimos nosso objetivo. Para isso, deve ser composta por quantidade e prazo. Por exemplo, a sua meta pode ser conseguir 12 clientes em 6 meses para o seu novo negócio.

Quando a meta é muito distante, é importante estabelecer metas intermediárias para não perder o foco, não acabar simplesmente esquecendo da meta, e para não desanimar com ter que fazer algo tão grande. No exemplo acima, uma meta intermediária poderia ser conseguir 2 clientes por mês.

Já temos objetivo e meta. Agora é hora de fazer o que chamamos de verificação ecológica, que consiste em olhar para suas decisões de maneira saudável, avaliando o impacto delas em todas as áreas da sua vida. A verificação ecológica é importante porque, quando promovemos mudanças em uma área às custas de outra, é provável que a mudança não dure muito. Além disso, a definição de objetivos precisa levar em conta o que a pessoa inteira quer, e não apenas a parte que está dominando neste momento. Afinal, queremos que você saia daqui em um lugar melhor, e não pior, do que onde começou. E como fazer isso?

Nos processos de coaching eu convido a pessoa a se fazer algumas perguntas, para cada área da sua vida:

Quais são os prós de eu buscar esse objetivo?

Quais são os contras de eu buscar esse objetivo?

O que eu aguento perder para buscar esse objetivo?

O que eu não aguento perder por esse objetivo?

Qual o impacto nas pessoas de eu buscar esse objetivo?

Quem o julgamento me incomoda? Eu quero dar a eles esse poder?

Após ela responder, juntos nós checamos se ela levou em consideração todas as áreas da sua vida, que eu divido em: Lazer, Finanças, Profissional, Intelectual, Íntima (você consigo mesma), Espiritual, Física (saúde e aparência), Família e Relacionamentos Sociais.

E agora? O objetivo se manteve intacto ou sofreu alteração?

Agora que lapidamos o objetivo, precisamos de um plano de ação para alcança-lo. O plano de ação é uma lista das ações concretas que vamos executar para alcançar nosso objetivo e quando vamos realizar cada uma, a fim de bater a nossa meta no prazo que definimos.

Quando queremos alguma coisa muitas vezes não sabemos muito bem o caminho das pedras, o que precisamos fazer efetivamente para chegar aonde queremos. Uma forma de buscar inspiração para fazer o plano é tentar identificar no seu convívio pessoas que conseguiram aquilo que você quer ou algo próximo disso, e mapear o passo a passo que elas adotaram para conseguir. Pode ser que você já saiba esse passo a passo, senão que tal chama-la para um café, contar o seu plano e perguntar como ela fez para chegar lá?

Outra forma de se conseguir inspiração para estruturar o plano é tentar lembrar se teve alguma situação do passado que você já precisou fazer algo semelhante, e no que você fez na prática para conseguir isso. Por exemplo, se você quer passar em um concurso público, quando foi no passado que você teve um objetivo parecido? Quando fez vestibular, talvez? E o que você fez para conseguir?

Se não tiver um exemplo seu nem de pessoas próximas, você pode ainda se colocar no futuro. Tente pensar como se você já tivesse conseguido o que quer, e ‘lembrar-se’ do que fez para chegar lá. Confesso que essa estratégia não funciona muito bem comigo, mas por incrível que pareça (pelo menos pra mim) dá super certo com muita gente! rs

Às vezes me deparo com pessoas que não dão muito valor para o plano de ação, seja porque já tem uma ação na cabeça e acham que só precisam dela para fazer acontecer ou porque simplesmente têm preguiça de pensar nisso, acham excesso de organização. Se você for uma dessas pessoas, lembre-se que o sucesso não está no objetivo final, está no caminho – ele é apenas consequência. E o caminho que você vai percorrer é fruto do seu plano.

Agora vamos à elaboração do plano propriamente dito. Como disse antes, o plano nada mais é do que uma lista do que você vai fazer para correr atrás do seu objetivo. Pesquisando na internet você vai encontrar dezenas de padrões de plano de ação com níveis de complexidade bastante diferentes, mas para o nosso caso aqui eu acredito em um plano com 3 colunas: Ação / Lifeline / Status (já fiz, estou fazendo ou nem comecei).

Ação é o que você vai fazer efetivamente. Garanta que TODAS as ações dessa lista podem ser realizadas inteiramente por você. Se precisa que outra pessoa faça algo, não adianta colocar na ação “Pagar o cursinho” se o seu pai não souber que você conta com isso e se você não souber se ele pode ajudar. Então escreva na ação “Pedir ajuda do meu pai para ele pagar o cursinho”.

Lifeline é o que as empresas costumam chamar de deadline. O escritor Tal Ben Shahar (professor de Psicologia Positiva em Harvard) diz que quando estamos fazendo algo que realmente queremos fazer, nossos prazos são lifelines e não deadlines, porque ele entende que quando estamos fazendo algo que produz benefícios presentes e futuros, estamos a dar vida e não a matar o tempo. Pra mim fez todo sentido, então roubei o termo que ele criou para o nosso plano de ação.

A coluna de Status é a que você vai ficar atualizando toda semana com o andamento das ações.

Garanta que seu plano contenha recompensas para as pequenas vitórias, quem sabe no atingimento das metas intermediárias? Charles Duhigg (O poder do hábito) descobriu que todo hábito segue um ciclo padrão: esse ciclo sempre começa com uma deixa, ou seja, um gatilho que desperta a a rotina daquele hábito em particular. Essa rotina gera alguma recompensa que faz que com continuemos nesse ciclo tornando esse hábito cada vez mais presente no nosso comportamento diário. Assim, por exemplo, se toda vez que saímos de um dia de trabalho intenso e cansativo, resolvemos comer um chocolate para compensar o bom trabalho que fizemos e isso nos gera uma recompensa positiva, é provável que a gente passe a repetir isso até se tornar um hábito que, antes uma escolha consciente, já passa a ser um comportamento automático. Então, qual é a recompensa que você verá na execução do seu plano?

É importante não perder o embalo um só dia, senão a gente amolece e desiste – é igual academia de ginástica, se você deixa de ir um dia logo no começo, a chance de começar a não ir cada vez mais até desistir é grande. Seu plano tem ações para serem iniciadas amanhã mesmo? Então coloque uma já!

Outras coisas importantes que seu plano deve conter:

O que você precisa desenvolver em si mesmo para alcançar este objetivo (comportamentos / habilidades / conhecimentos / experiências)? Como buscar isso?

Como vou me certificar que coloquei o plano em prática? Como vou lembrar das ações que tenho que fazer? Aqui estamos falando de coisas bem simples, no meu caso é manter uma lista em um post it na área de trabalho do meu computador.

O que vou pensar ou fazer para me motivar? Pelo amor de Deus não pule essa pergunta! Muitas vezes não temos o apoio de ninguém para buscar o nosso objetivo, isso é comum quando queremos empreender por exemplo. Então é importante ter consciência de que vamos precisar nos automotivar e pensar em como podemos fazer isso.

Para cada ação do plano, pense se essa é a melhor ou a única forma de fazer isso, ou existem outras formas de fazer isso que poderiam ser ainda melhores? Aqui vale voltar na verificação ecológica e pensar em como reduzir ou eliminar os impactos que o seu objetivo pode causar nas várias áreas da sua vida.

Como posso tornar isso mais divertido / mais simples / mais tranquilo? Essas reflexões são importantes para tentar não se pressionar tanto, porque senão daqui a pouco você está no mesmo estado de stress em que estava antes de começar sua busca e não consegue curtir o processo.

Faça também um plano de não ação. Hein? Calma, vou explicar. rs Aqui é o que eu vou deixar de fazer para alcançar esse objetivo? Se o seu objetivo é mudar para a área de educação física, talvez não faça mais sentido continuar aquele MBA em Finanças e você deva trancá-lo para ter mais tempo pra se dedicar à nova área. Não se esqueça que a não ação também deve ter um prazo: até quando vou deixar de fazer isso para conseguir meu objetivo?

Pense nas pessoas que são importantes pra você. Não adianta nada você brigar com todo mundo porque está estressado estudando pra um concurso e ter que comemorar sozinho quando finalmente passar. Quais são as minhas principais necessidades de apoio? Como vou buscar esse apoio? Quem serão os maiores impactados pela minha transição? Como posso reduzir o impacto negativo?

Está acabando! Pra finalizar, vamos fazer um plano de contingência. Vou explicar como se faz isso.

Leia tudo o que você listou no seu plano. De 1 a 10, o quanto você se sente pronto para tirar esse plano do papel? E o que falta para ser 10? Esses são os obstáculos que você terá de enfrentar. Provavelmente surgirão outros ainda no meio do caminho, mas esses são os que você consegue antecipar. Outra forma de antecipar obstáculos é mostrar o seu plano para algumas pessoas que você confia e perguntar que dificuldades elas vêem para coloca-lo em prática. Para cada um desses obstáculos, reflita: O que posso fazer para reduzir o risco de esse problema ocorrer? O que posso fazer para ultrapassar esse problema caso ele ocorra?

Sei que parece complicado, mas é só nas primeiras vezes. Com o tempo você grava o processo faz um plano rapidinho, consultores fazem um plano completo em poucas horas. E estou falando de um plano para um objetivo complexo de carreira, como uma mudança de carreira ou um analista virar gerente em dois anos. Decisões do dia a dia não precisam de planos assim.

Pra te ajudar, fiz um esquema resumindo tudo:

Pronto! Você tem um objetivo e um plano de ação para alcança-lo! E mais do que isso, tem um norte, um caminho a seguir que faz sentido, que te coloca como protagonista da própria história, que não vai te deixar ir aonde o vento leva. Parece um motivo bastante justo pra ter esse trabalho, não?

E se precisar de ajuda nessa jornada, conte comigo! Você pode me encontrar pelo meu site ou pela página no Facebook.

Precisamos falar sobre os objetivos de ano novo

Precisamos falar sobre os objetivos de ano novo

Chegou o fim do ano, você está na praia refletindo sobre o ano que passou, e percebeu que não cumpriu os seus objetivos mais uma vez. Mesmo assim está fazendo uma nova lista e tem esperança de cumpri-los no próximo ano.
 
Você não está sozinho: uma pesquisa realizada na Inglaterra ouviu três mil pessoas e constatou que apenas 12% cumprem os objetivos de final de ano. Ainda assim, 52% acreditam que conseguirão cumpri-los no ano seguinte.
 
Mas não desista deles por causa disso. O fim de ano nos estimula a fazer uma avaliação da própria vida e a fazer planos para o futuro – e é importante que isso aconteça, pois nos impulsiona para mudar as coisas.
 
A dificuldade de cumprir metas é tão comum que acredito que seja a grande responsável pelo crescimento do mercado de Coaching no Brasil, afinal aqui as pessoas procuram o coaching basicamente para ajuda-las a cumprir metas, ou para repensar sua carreira. Por isso fui resgatar o que aprendi sobre como bater metas nos meus 7 anos de consultoria, para trazer dicas pra quem está definindo as suas.
 
Dica 1) Não coloque itens demais na lista. Lembre que você terá que trabalhar, descansar e ainda ter tempo para cumprir as suas metas. E se você está pensando em não descansar para manter foco total nas suas metas (já tentei fazer muito isso!), saiba que isso você consegue por um tempo curto, mas dificilmente conseguirá manter essa vida por um ano.
 
Dica 2) Primeiro defina o seu objetivo, sem se prender na forma como irá alcançá-lo. A forma pode ir mudando ao longo do ano, conforme você percebe que uma forma de busca-lo funciona ou não funciona. O que deve se manter é o objetivo.
 
Dica 3) Entenda por que você está buscando esse objetivo. Essa meta é sua ou dos outros? Por exemplo, você quer ir à academia porque entende que precisa cuidar mais da sua saúde (objetivo = cuidar da saúde), ou porque mora em uma cidade de praia e sente uma pressão social por ter um corpo bonito (objetivo = atender a uma pressão social)? Inclusive essa é uma boa forma de reduzir o número de metas, cortando aquelas que se relacionam a pressões externas.
 
Dica 4) Se você tem uma meta muito ambiciosa, divida ela em partes menores, se comprometa com uma ou algumas dessas partes esse ano, e vá cumprindo a sua meta maior aos poucos. Se ao longo do ano você perceber que pode fazer mais pela sua meta maior, faça, mas não se comprometa desde agora com algo que depois vai se frustrar se não conseguir.
 
Dica 5) Agora defina como você irá buscar esse objetivo, pelo menos no começo do ano. Isso é importante porque você tangibiliza o seu objetivo, e sabe as ações concretas que irá fazer para alcança-lo (ainda que isso possa mudar depois).
 
Dica 6) Procure encontrar formas de tornar isso mais divertido. Como tornar as ações que preciso fazer para alcançar meu objetivo mais divertidas? Ou que outras ações posso tomar para não pirar enquanto busco esse objetivo?
 
Dica 7) Essa tem a ver com a número 1: Quando for definir o prazo, lembre que quanto mais rápido você desejar o resultado, mais precisa se empenhar para obte-lo. Do que eu terei que abrir mão para cumprir essa meta nesse prazo? Eu consigo fazer isso por esse período? E conseguirei buscar essa meta sem me estressar tanto que vou acabar prejudicando outros aspectos da minha vida?
 
Dica 8) Procure não buscar muitas metas ao mesmo tempo. Uma saída é só começar a cumprir outra meta quando a anterior já estiver andando bem.
 
Dica 9) Encontre formas de se lembrar das metas ao longo do ano. Aqui estou falando de coisas bem simples, como colar sua lista de objetivos em um espelho para o qual você olha todo dia. Às vezes não cumprimos nossas metas de ano novo porque simplesmente esquecemos delas.
 
Dica 10) Tente aprender com as metas não batidas no ano anterior. Quais foram as dificuldades enfrentadas? O que eu fiz para supera-las? Posso encontrar as mesmas dificuldades nas minhas novas metas? Como vou superar isso?
 
Dica 11) No dia-a-dia, não se comprometa com o todo, mas com uma pequena parte. O começo é a parte mais difícil, mas quando você já começou, tem uma tendência maior a continuar. Por exemplo, não se comprometa com ir para a academia, mas sim com colocar a roupa. Aí o cérebro entende que você já fez boa parte e vai, mesmo que na verdade você tenha feito muito pouco.
 
Dica 12) Quando as coisas ficam mais difíceis, tento pensar que o mérito será ainda maior quando eu alcançar meu objetivo, porque superei esses obstáculos. Isso me ajuda a me manter motivada pela perspectiva de poder me orgulhar de ter conseguido algo difícil lá na frente.
 
Se você tiver mais alguma dica, alguma coisa que você usa pra te ajudar a cumprir as suas metas, inclui nos comentários! A sua dica pode servir para mais gente!
Como tomar melhores decisões

Como tomar melhores decisões

Quantas decisões você tomou nas últimas 3 horas? Se ia de Uber ou de carro, de que cor pintaria as unhas, o que comeria no lanche da tarde… Tomamos decisões o tempo todo, muitas delas sem perceber. Se questionar as próprias decisões já soa importante quando pensamos na quantidade de decisões que tomamos, pois percebemos quantas oportunidades temos de facilitar e melhorar a nossa vida, imagina quando falamos de decidir a própria carreira.

O que dificulta tomarmos melhores decisões? O medo do desconhecido, a necessidade de sair da zona de conforto, ter que arcar com as consequências que podem ser desagradáveis, o impacto que ela irá gerar em pessoas queridas, ou simplesmente travamos diante do excesso de opções que temos hoje em dia.

Por todas essas razões, muitas vezes esperamos para decidir até a situação chegar ao seu limite. O problema é que quando chega nesse momento, como se já não bastassem todas essas dificuldades, teremos que decidir rápido e sob pressão. E lembre-se que não escolher também é uma escolha, e assim como você poderá ser cobrado futuramente pela decisão que tomar, poderá ser cobrado também pela decisão que não tomar.

Tanta dificuldade é normal. Nós quisemos ter muitas escolhas e lutamos por isso, mas nossos avós na década de 40 não as tinham. Como ter tantas possibilidades ainda é recente, não só a gente individualmente como a sociedade em geral está aprendendo a lidar com isso.

Mas calma. Respira. Tem muitas ações que podemos adotar para tomar melhores decisões:

Não sei se você já se deu conta, mas escolher cansa. Então a primeira ação é se perguntar se é possível rotinizar a decisão, para não ficarmos exaustos com tantas escolhas. Isso libera a mente para focar no que é importante.

Quando estamos em cima do muro, pode ser mais fácil pensar no que não queremos primeiro, para só a partir daí chegar ao que de fato queremos. Podemos usar isso tanto para as opções em si como para as consequências destas opções.

Não faça pouco das questões emocionais envolvidas, não fique só na racionalidade. Para que a decisão seja duradoura a longo prazo, devemos considerar tanto os aspectos emocionais quanto os racionais.

Identifique padrões nas decisões anteriores e suas consequências, para antecipar possíveis consequências quando tiver que tomar decisões similares novamente. Por exemplo, fazer escolhas com frequência envolve a capacidade de adiar recompensas. Você geralmente prefere ter um benefício agora ou esperar por outro benefício ainda melhor, mas que não é garantido, no futuro?

Sempre que for possível, dê-se o tempo que precisa para tomar essa decisão. Às vezes tendemos a tomar certas decisões muito rápido só para nos livrarmos logo da angústia, mas isso pode nos levar a tomar muitas decisões equivocadas.

Faça uma lista de prós e contras. Tem gente que é contra esse tipo de lista porque faz da decisão algo frio e racional, mas para quem fez a lista ela pode ter muito de emocional. O que importa é o significado da lista para quem a fez. E para não se sentir mal tomando uma decisão baseado em uma lista de prós e contras, lembre-se que Charles Darwin também fez uma lista para decidir se deveria ou não se casar:

darwin

Reúna o máximo de informações possíveis sobre as possibilidades de escolha. Isso pode ser feito através de pesquisa ou conversando com pessoas que já tiveram que tomar essa decisão antes, como foi o processo de escolha delas e quais foram os resultados. Fazendo isso podemos identificar aspectos que não tínhamos pensado antes e que é importante considerar. Contudo, para que isso seja efetivo, temos que tomar o cuidado para não procurar apenas quem irá corroborar a nossa decisão, que é o que normalmente a gente acaba fazendo.

Se conheça, sempre. Quanto mais nos conhecemos, mais sabemos quais consequências somos capazes de suportar por uma decisão que tomamos. Às vezes não tomamos más decisões por falta de informação quanto às consequências, mas sim porque não sabemos como vamos reagir quando elas se concretizarem.

Priorize as decisões. Eisenhower, ex-presidente dos EUA, dizia que o que é urgente raramente é importante, e o que é importante raramente é urgente. Ele criou uma matriz para facilitar a tomada de decisão nesse aspecto:

eisenhower

Mas aí vem a dúvida: Como vou saber o que é importante? O que é importante tem a ver com os nossos valores, porque só ficamos em paz quando estamos tranquilos em relação aos nossos valores. Assim, a decisão de comprar ou não um carro pode ser difícil para alguém que tem a segurança financeira como um valor importante, mas pode ser mais fácil para outra pessoa que tem a liberdade como valor.

Tem um aspecto que geralmente não nos damos conta, mas que insconscientemente estamos considerando. Muitas vezes o que mais importa não é a decisão em si, mas o quanto teremos que trabalhar, depois que a tomarmos, para que ela seja a decisão correta. Então o que devemos pensar aqui é se estamos realmente dispostos a trabalhar por cada uma das opções, e aquela pela qual estivermos dispostos a lutar será a escolha certa.

Se houver possibilidade, elabore um experimento de baixo risco antes de decidir. Por exemplo, se você quer decidir entre duas opções de carreira, tente passar um dia com uma pessoa de cada área, no exercício das suas atividades, antes de tomar a decisão. Ou se a dúvida for entre ficar no mundo corporativo ou empreender, tente fazer algumas unidades do seu produto, ofereça aos amigos e parentes e colha seus feedbacks, antes de deixar o emprego.

Tem uma dica que eu sempre uso e comigo funciona muito, que é me perguntar: “Que impacto essa decisão terá na minha vida daqui a um ano?” Quando me faço essa pergunta, algumas decisões perdem importância, e outras ficam mais fáceis de serem definidas.

Por fim, tire o peso das suas costas. Primeiro porque não há resposta errada, o que há é a melhor resposta para cada um, de acordo com seus valores, interesses e aspirações. Segundo porque aceitar a imperfeição pode facilitar as coisas. Se eu começo um artigo querendo escrever algo que irá mudar o mundo, provavelmente não saio da primeira linha. Muitas das vezes a nossa decisão não precisa ser a melhor, só precisa ser suficientemente boa para tudo ficar bem.

Qual é a próxima corrida que você vai correr?

Qual é a próxima corrida que você vai correr?

Como quem me conhece já sabe, eu pratico corrida, e atualmente corro meia maratona.

Correr é uma das coisas que eu mais gosto de fazer na vida. Quando comecei a correr eu não acreditava que seria capaz de correr uma prova de 5k completa, e achava que nunca correria uma de 21k. O que aconteceu apenas um ano depois. Rapidamente as corridas de 5k começaram a parecer muito curtas, e eu tentei uma corrida de 8k. Logo depois dessa corrida tive um problema no joelho, que me tirou por 6 meses das corridas. Quando perguntei se voltaria a correr, o médico do esporte respondeu “bom, você pode até voltar a correr, mas nunca vai correr uma meia maratona”. Tudo bem, eu também nunca achei que faria isso mesmo! Quando a fisioterapia estava chegando ao fim, apareceu um convite maluco de um grupo de amigos para correr a São Silvestre (que são 15k). Como a fisioterapia acabava 15 dias antes da prova não daria pra treinar, mas eu fui mesmo assim. Nem consegui dormir direito na noite de 30/12 com medo de ter um ataque cardíaco no meio da corrida! Acabou que eu não só terminei a prova, como terminei correndo! Sem ter treinado absolutamente nada e sem nunca ter feito uma prova de mais de 8k! Depois disso fui desafiada a correr meia maratona (21k), e outra vez não dormi na noite anterior. “Por que eu me inscrevi nessa corrida???” “Eu não precisava disso!” “Imagina que vergonha se eu não conseguir terminar a prova!” Enfim, já corri 5 meias maratonas desde então. Mas não estou falando de corrida. Estou falando de desculpas. Estou falando que o bloqueio para fazer as coisas está na nossa cabeça. Muitas vezes nós vemos empecilhos para fazer as coisas que não existem. Outras vezes nem mesmo precisamos de empecilhos como desculpas, simplesmente acreditamos que não somos capazes e nem sabemos porque. Ano que vem vou correr 42k.

Qual a corrida que você vai correr?