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10 dicas para você alcançar seus objetivos de ano novo – ainda esse ano!

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8 cursos para empreendedores não convencionais

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Como migrar para áreas não-convencionais

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Muitas pessoas querem seguir carreiras mais restritas como no meio artístico ou em organizações humanitárias, empreender coisas diferentes, ou até mesmo criar seus próprios trabalhos (por que não?). É natural quereremos ter trabalhos mais interessantes, criativos e que ajudem mais as pessoas. Eu tenho uma coachee que descobriu que queria migrar para uma área não convencional, e percebi que muitas vezes a pessoa tem um medo tão grande de tentar que acaba travando e não sai do lugar. Então procurei pessoas que não têm trabalhos comuns para saber como essas pessoas fizeram para conseguir espaço e crescer nessas áreas.

A dica mais comentada foi se preparar, estudar mesmo, seja fazendo outra faculdade (o que nem sempre é viável), ou fazendo cursos, treinamentos online, lendo livros. No começo que você ainda não tem experiência na área nova, o conhecimento será o fator determinante para conseguir trabalho. Tentar descobrir como as pessoas dessa área aprendem o que precisam para trabalhar nela. Avalie se existem opções de trabalho que mesclem os seus conhecimentos e experiências atuais com a área nova, isso possibilita que você possa ir entrando na área nova mais facilmente e aos poucos. É comum profissionais de administração ou engenharia que querem migrar para a psicologia começarem se tornando coaches, carreira na qual podem agregar a experiência antiga com os conhecimentos novos, até que consigam fazer a graduação.

Falando nisso, dependendo da sua escolha pode ser que você tenha que voltar aos bancos escolares e cursar uma nova graduação. Essa é a situação na qual você enfrentará os maiores desafios, financeiros se a faculdade for particular ou se tiver que sair do trabalho para estudar caso a graduação seja durante o dia, tempo para estudar e trabalhar ao mesmo tempo, determinação para ficar mais 4 ou 5 anos na faculdade, e até mesmo de ter colegas muito mais novos do que você.

A segunda dica que mais apareceu foi que não se deve subestimar as oportunidades. Para ingressar em uma área às vezes é mais fácil começar fazendo um trabalho com salário mais baixo ou em uma empresa menor, para ganhar experiência e fazer networking, para mais adiante tentar vôos mais altos.

O maior desafio enfrentado por quem vai para essas áreas é conseguir estabilidade financeira, pois segundo uma das pessoas com quem conversei (e que trabalha na área humanitária), “muitas vezes as oportunidades envolvem contratos apenas temporários e em diferentes locais, o que torna mais difícil um planejamento de longo prazo”. Principalmente no começo, porque quando você ainda não construiu uma história naquela carreira, não se comprometeu com atividades, não investiu muito dinheiro, e não ganhou nada, é mais fácil desistir. Mas ela também trouxe um ponto de vista importante: “Por mais difícil que possa parecer em um primeiro momento, nessas áreas faltam profissionais capacitados para cumprir as funções necessárias.” Justamente por isso, a maioria desiste logo no começo e são poucos os que persistem tempo suficiente para conseguir fazer uma carreira. Muitas das vezes a única garantia que você vai ter é que dificilmente você será muito bem sucedido em uma área que não goste.

Outra dica bastante citada foi mudar de turma, procurar conhecer pessoas da área e fazer uma rede de contatos. E isso pode ser feito batendo na porta mesmo, descobrindo no Facebook ou Linkedin quem trabalha e tem sucesso nessa área e enviando uma mensagem para a pessoa. É legal primeiro descobrir se vocês conhecem pessoas em comum, mas se não tiver tente assim mesmo. Você também pode entrar em contato diretamente com os locais onde esse tipo de profissional costuma trabalhar: por exemplo, se você é fotógrafo, pode entrar em contato com as revistas. Provavelmente se você entrar em contato com 10 pessoas só uma ou duas vão te responder, mas tenha em mente que você só precisa de uma oportunidade de trabalho que te abra portas para as coisas começarem a dar certo.

Na minha área por exemplo, é comum coaches participarem de cursos que outros coaches fazem ou ministram, ou um coach acompanhar outro nas redes sociais e chama-lo para um café. Eu mesma já conheci gente muito bacana, com quem aprendi e ensinei muita coisa, e até firmei parcerias assim. Você também pode começar um blog sobre o assunto (se você acha que não tem conhecimento suficiente leia o post Quanto conhecimento preciso para conseguir fazer algo de bom para o mundo), criar um grupo sobre o tema ou uma página no Facebook, isso pode te ajudar a encontrar pessoas da área que vão começar a te seguir e vão te procurar. Compartilhar conhecimento é uma das melhores formas de se fazer networking.

Tenha bem, bem claro, o que você quer fazer. Para alguns pode parecer estranho, mas muitas pessoas que querem trabalhar em organizações humanitárias por exemplo nem sabem direito o que essas organizações fazem ou o que elas gostariam de fazer lá. Para isso, converse com pessoas que já trabalham na área para entender quais são as possibilidades. Isso te ajuda a definir um objetivo e focar sua busca em um nicho bem específico. E pode ajudar até a conseguir oportunidades, pois quem quer empreender por exemplo terá que explicar o que faz para possíveis clientes. Eu mesma tenho que fazer isso até hoje. 🙂

Às vezes por “n” razões, não podemos fazer exatamente o que gostaríamos, por exemplo se você quer ser uma cantora mas não tem talento para cantar. Mas você cogitar atuar em áreas que te aproximam disso. Uma das pessoas com quem conversei, que trabalha na área de Comunicação de uma grande orquestra, deu um depoimento muito bacana sobre isso: “Sempre quis trabalhar nessa área, pois desde adolescente sinto que a cultura/música tem um poder transformador em nossas vidas. Eu quis trabalhar com isso mesmo não sendo musicista, porque sei que posso fazer música mesmo não estando no palco, viabilizando os processos para que o “produto final” aconteça. Poder oferecer um momento de lazer/prazer pra alguém e fazer-lo (a) esquecer por um instante dos problemas da nossa rotina tão dura e corrida é muito gratificante. Ver o brilho nos olhos de alguém que nunca viu uma orquestra, por exemplo, me motiva a continuar mesmo diante dos dias difíceis.” Depois de uma afirmação dessas, quem seria capaz de dizer que ela não faz música?

Tendo decidido o que fazer, pense no formato de trabalho que você vai ter. Isso não precisa ser estático, pode mudar com o tempo, mas você precisa começar por algum formato. Você pode querer trabalhar em uma empresa, como freelancer, empreender, atuar como profissional liberal ou até nômade digital. Uma saída que é muito adotada por quem trabalha no meio artístico por exemplo é se envolver em vários projetos em paralelo, de forma que cada um te dá um pouco de dinheiro e o valor total é o suficiente pra viver. Voltando ao exemplo da fotografia, você pode dar aulas em uma escola de fotografia ou universidade, garantindo assim uma renda fixa, mas sem comprometer o seu dia de forma que tenha tempo para assumir trabalhos de produção de fotos.

Mas o principal para conseguir permanecer nessas áreas menos convencionais, na verdade é um conselho bem simples. Como resumiu a nossa musicista: “Eu simplesmente (pelo menos até agora) nunca desisti.” Você não precisa não desistir pra sempre. Só precisa não desistir por hoje. Todos os dias.