Desafio 21 dias para repensar sua carreira

Desafio 21 dias para repensar sua carreira

Há poucas semanas concluí um trabalho com 450 pessoas que toparam o desafio de repensar suas carreiras durante 21 dias, e
Read More
Você sabe o que é coaching? Isso funciona mesmo? O que acontece em uma sessão?

Você sabe o que é coaching? Isso funciona mesmo? O que acontece em uma sessão?

Quem já passeou aqui no meu site deve ter visto que tem uma sessão de FAQ, onde eu posto as perguntas que
Read More
10 dicas para você alcançar seus objetivos de ano novo – ainda esse ano!

10 dicas para você alcançar seus objetivos de ano novo – ainda esse ano!

Uau! Já está vendendo panetone no supermercado, mas ainda estamos em setembro! Pera, setembro... Ah não, não acredito que não
Read More
8 cursos para empreendedores não convencionais

8 cursos para empreendedores não convencionais

Cada vez mais percebemos que as formações tradicionais não vão nos dar as respostas para lidar com as dificuldades da
Read More
25 pequenas coisas que consegui mudar na minha vida quando saí do mundo corporativo

25 pequenas coisas que consegui mudar na minha vida quando saí do mundo corporativo

1. Hidratar meu cabelo em casa toda semana 2. Não ficar com vontade de chorar no domingo à noite 3. Não acordar mais
Read More
Você está preparado para viver (e trabalhar) até os 100 anos?

Você está preparado para viver (e trabalhar) até os 100 anos?

Dado que somos a primeira geração que sabe que vai viver e trabalhar por muitos anos, como estamos nos preparando para isso?

No dia 7/5 tive a oportunidade de assistir à palestra “Você está preparado para viver até os 100 anos?”, de Denise Mazzaferro, Lilian Lang e Mórris Litvak no Festival Path. Tirando que isso foi apenas um dia depois do meu aniversário, tudo bem. rs Mas eles trouxeram muitas reflexões importantes sobre como vamos lidar com as nossas carreiras, dado que vamos viver e trabalhar muito mais do que as gerações anteriores, e por isso resolvi fazer um post mesclando o conteúdo dessa palestra tão interessante com aprendizados pessoais em função do meu trabalho como coach de carreira.

A revolução da longevidade já chegou e vai nos obrigar a rever o modelo tradicional da vida profissional, hoje focada em educação, trabalho e aposentadoria. Quando a aposentadoria foi criada por Bismarck, a expectativa de vida era de 46 anos, então ninguém chegava a se aposentar. Hoje há quem diga que a geração Y poderá passar dos 100 anos.

Pesquisas com comunidades que vivem até mais de 100 anos atualmente indicam que existem alguns pontos comuns entre elas:

  • Costumam ser semi-vegetarianas
  • Não comem à noite
  • Comem só 80 por cento do que os sacia a cada refeição
  • Bebem de maneira moderada mas com frequência
  • Praticam atividades físicas incorporadas ao seu dia-a-dia, muitas vezes ao seu trabalho mesmo (não precisa correr maratona!)
  • A família é sempre o centro das relações, dedicam tempo a ela, têm companheiros para a vida toda
  • Fazem parte de algum grupo religioso pelo menos uma vez por semana
  • Andam com as pessoas “certas”, que têm bons hábitos
  • Têm rituais que ajudam a desacelerar
  • E o que mais tem a ver com o nosso tema: têm um projeto de vida, querem realizar coisas independente da idade que têm. (Aliás você quer realizar alguma coisa?)

E esse projeto não precisa ser nada megalomaníaco não, na maior parte das vezes é algo até simples.

Mas calma. Antes que você pense assim como eu “ih, ferrou!”, saiba que só 20% da longevidade é genética, 80% é o que a gente faz. Então talvez ainda tenha saída. rs

Existem alguns pilares vida ativa que contribuem com a longevidade, como estarmos sempre aprendendo ao longo da vida, nos sentirmos seguros em todos os sentidos, entre vários outros, mas aqui vamos focar no tema da carreira.

Pergunte aos seus avós qual era (ou ainda é) o propósito de vida deles. Muito provavelmente eles não saberão dizer. E não é por ignorância, é que simplesmente essa palavra não era um problema na época deles, trabalhar tinha o único objetivo de ganhar dinheiro. A nossa geração na maioria das famílias foi a primeira que pôde se dar ao luxo de ter essa preocupação quanto ao seu propósito (e ainda bem que isso é possível!). Mas isso dificulta as coisas pra gente no sentido de não termos com quem trocar experiências sobre isso, sobre o que a pessoa fez para definir um propósito, o que ela fez se o propósito que ela escolheu não deu certo, como ela viabilizou se sustentar a partir dele.

Teremos que construir nosso próprio passo-a-passo sozinhos.

Achamos estranho pessoas jovens não terem sonhos, achamos que elas têm algum problema, mas achamos normal pessoas idosas não terem. Sempre perguntamos aos nossos avós quais eram os sonhos deles quando eram jovens, nunca perguntamos quais são os sonhos deles agora que têm 70, 80, 90 anos. Mas lembre-se que você vai viver até os 100, como será viver aproximadamente 40 anos sem sonhos? Se envelhecer com sonhos é difícil, sem eles é muito pior. Sem falar que até as opções de sonhos parece que diminuem para as pessoas mais velhas. O importante é saber hoje que temos que fazer a lição de casa todo dia: saber que cada um vai envelhecer do jeito que é hoje, quem é chato hoje será chato quando for mais velho, quem conversa com todo mundo na rua idem, e se você não sabe o que quer hoje, quando for mais velho e as opções forem menores, será muito mais difícil saber o que quer.

Autoconhecimento será cada vez mais importante, para que com 60 anos você não esteja ainda procurando um emprego que não faz sentido.

Já se diz que teremos várias carreiras ao longo da vida. Isso faz sentido do ponto de vista prático, já que um professor de educação física por exemplo provavelmente não conseguirá dar suas aulas até os 80 anos, e do ponto de vista psicológico, pois nossos interesses, gostos, habilidades, valores, necessidades e motivações provavelmente mudarão durante todo esse tempo e a gente não vai querer fazer sempre a mesma coisa. E isso é esperado, é sinal de evolução não sermos os mesmos a vida toda. Se aos 5 anos você gostava de brincar de boneca e não gosta mais aos 35, provavelmente também terá gostos diferentes dos atuais aos 65.

Por isso aumentará a experimentação, pessoas se lançando a aprender e fazer coisas produtivas que nunca fizeram antes, muitos anos depois de terem deixado os bancos universitários.

Não teremos garantia que alguém vai cuidar da gente, muitos de nós estão escolhendo não ter filhos, e mesmo que os tenhamos, não sabemos como será a cabeça da próxima geração que está vindo e mais do que nunca nada garante que eles cuidem da gente. A aposentadoria não cuida mais da gente faz tempo e já não podemos mais sequer contar com ela. Mais motivos para precisarmos trabalhar até muito tarde. Nesse momento pode ser que os amigos façam grande diferença nas nossas vidas.

Pode ser que precisemos empreender com nossos amigos para garantir nosso sustento, ou até morar com eles em pequenas comunidades de pessoas mais velhas que se ajudam e cuidam umas das outras mutuamente.

Mas as organizações ainda não estão preparadas/interessadas em nos receber mais velhos, aliás elas não estão preparadas para receber a geração Y nem agora que ainda somos jovens. E é fato que os RH das empresas não sabem lidar com entrevistar uma pessoa de 60 anos, e até mesmo com lidar com conflitos de gerações entre pessoas de 60 e de 20 anos na mesma área. O que pode facilitar coisas para nós é que muitos dos nossos empregos futuros ainda estão sendo inventados, não haverá mais tantos empregados, haverá mais empreendedores, e no empreendedorismo não importa a idade que você tem.

Por isso, ter opções de carreira será cada dia mais valioso – pode ser que hoje você não faça nada com um curso de fotografia, mas lá na frente pode fazer diferença.

Quantas carreiras você tem hoje? Você tem um plano A, plano B ou até um plano C de vida? Se precisar de ajuda para ter mais opções e se planejar melhor para esse momento da vida, conte comigo. Trabalho como coach de carreira, ajudando pessoas a encontrarem trabalhos que façam mais sentido para elas e ajudando-as a viabilizar sua transição. Você pode me encontrar pelo site ou pela página no Facebook.

Eu sou geração Y sim, e daí?

Eu sou geração Y sim, e daí?

Nós temos a má fama de que não queremos trabalhar, de que trocamos de emprego toda hora, de que queremos tudo fácil, de que somos frescos e não queremos fazer qualquer coisa. Sei como é, eu também nasci entre 1980 e 2000.

E como muitos de nós, principalmente os que nasceram logo no começo dessa geração, tentei me encaixar no mesmo padrão de trabalho dos nossos pais. Procurei um emprego convencional em uma grande corporação, consegui, fiquei 7 anos na mesma empresa e vinha crescendo na carreira. Sempre achando que quando eu conseguisse crescer na carreira, aí sim meu amigo, tudo vai ser diferente e eu vou ser feliz. O problema começou quando, quanto mais eu crescia, mais trabalhava, mais eu percebia coisas das quais não gostava nas organizações, mais eu tinha que ficar quieta e dar graças a Deus por ter um bom emprego, por mais injustas que as coisas fossem.

Ah, mas largar tudo é fácil pra quem tem muito dinheiro. Eu não tenho muito dinheiro. Nasci em uma família bastante humilde e não fiquei rica com esse trabalho. O desconforto está aí pra todo mundo, não tem a ver com dinheiro. Tem a ver com valores.

Não me considero uma pessoa que não gosta de trabalhar. Trabalhava cerca de 12 horas por dia e acordava 5h30 da manhã para conseguir ir para a academia e fazer alguma coisa por mim além de dormir. Hoje trabalho em meu próprio negócio, e quem tem ou teve empresa sabe que trabalhar por conta é batalhar muito a cada dia para sobreviver.

Considero um movimento importante as pessoas começarem a se preocupar com qualidade de vida. Ninguém está pedindo pra trabalhar menos horas do que é pago pra fazer. Mas não é justo sermos pagos por 8 horas por dia e trabalhamos 12. Se continuar assim nossos filhos serão pagos por 8 horas e vão trabalhar 15. Que bom que alguém está incomodado com isso. Não vejo outra forma de se começar uma humanização nas organizações, se não for através do desconforto das próprias pessoas que trabalham nelas.

Mas nem todo mundo consegue viver do que ama. Se todo mundo fizer isso, não vai sobrar ninguém para trabalhar nas empresas. Concordo com isso, mas a questão para cada um é se essa é a vida que você quer viver. Quero fazer algo que tenha um significado maior pra mim além de ganhar dinheiro. Quero chegar no fim da vida e me orgulhar de quem eu fui e do que eu fiz com ela. Estudei muito pra isso, pra poder escolher entre profissões, formatos de trabalho, e entre trabalhos também.

É, mas vocês só querem fazer o que gostam e a vida não é só fazer o que se gosta. É? Ninguém está dizendo que fazer o que se ama é ter prazer o tempo todo, claro que todo trabalho tem partes chatas e que quase nenhum de nós vai viver como um nômade digital, trabalhando com o computador no colo na beira de uma praia paradisíaca em outro país. Digo isso porque trabalho como coach especializada em mudança de carreira, então converso muito com pessoas que querem mudar de área ou de formato de trabalho (alguém que atua no mundo corporativo e quer empreender por exemplo). Nunca alguém chegou até mim dizendo que queria isso. Já vi pessoas que queriam ter um negócio online, trabalhar em casa, mas geralmente porque queriam se dedicar mais aos seus filhos. Qualquer motivo para mim é um motivo justo, mas digamos que esse atende até a quem não é da geração Y.

E queremos tudo rápído, de preferência pra ontem. Queremos resolver tudo agora, ter tudo agora, falar com todo mundo agora. Concordo e sei que isso em casos mais extremos nos leva a muita ansiedade, não conseguimos mais esperar. Isso prejudica nossa capacidade de concentração e até nossas relações. Mas vendo por um lado positivo, tentamos o tempo todo encontrar formas de fazer as coisas mais rápido, ficamos ainda que online muito mais próximos dos nossos amigos, não temos paciência para sermos enrolados. De fato precisamos equilibrar isso, mas as grandes mudanças vêm assim mesmo, começam em um extremo, vão até o outro extremo, para ao final encontrar o meio termo ideal.

Boa parte das pessoas que conheço que fizeram escolhas por trabalhos com mais significado são empreendedores ou profissionais liberais. E normalmente isso significa trabalhar mais e não menos. Significa fazer conta o tempo todo para não ficar sem dinheiro. Procurar trabalho quase que diariamente. Seria muito mais fácil procurar um emprego e ficar na mesma empresa o resto da vida. Quer dizer, estamos dificultando a própria vida por essa causa.

Querer ficar mais tempo com seus filhos, ter uma vida mais equilibrada, construir negócios do zero mesmo correndo riscos, construir uma vida com mais significado, não se sujeitar a regimes que nos exploram, não me parecem atitudes de quem não tem juízo. Pelo contrário.