Desafio 21 dias para repensar sua carreira

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Há poucas semanas concluí um trabalho com 450 pessoas que toparam o desafio de repensar suas carreiras durante 21 dias, e
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Você sabe o que é coaching? Isso funciona mesmo? O que acontece em uma sessão?

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Quem já passeou aqui no meu site deve ter visto que tem uma sessão de FAQ, onde eu posto as perguntas que
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10 dicas para você alcançar seus objetivos de ano novo – ainda esse ano!

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Uau! Já está vendendo panetone no supermercado, mas ainda estamos em setembro! Pera, setembro... Ah não, não acredito que não
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8 cursos para empreendedores não convencionais

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Cada vez mais percebemos que as formações tradicionais não vão nos dar as respostas para lidar com as dificuldades da
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25 pequenas coisas que consegui mudar na minha vida quando saí do mundo corporativo

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1. Hidratar meu cabelo em casa toda semana 2. Não ficar com vontade de chorar no domingo à noite 3. Não acordar mais
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O que eu penso sobre o meu trabalho

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Eu acho que esse tipo de trabalho tem que ser feito com muito cuidado, afinal eu estou ajudando uma pessoa a mudar a própria vida. Além disso, fico sempre atenta para encarar as questões de cada um com muito respeito e sem julgamentos, porque se a mudança fosse fácil pra ela, ela já teria feito.

Acredito que o coach deve se colocar como uma pessoa igual a você. Entendo que a maioria das pessoas chega em um processo de coaching fragilizada, angustiada, perdida, essa pessoa não quer se comunicar com uma organização, ou com um ser superior que sabe tudo, ela quer alguém de carne e osso. Por isso tento ser mais pessoal em toda a minha metodologia, forma de tratar os coachees, e até mesmo no meu site e na minha página no Facebook.

Para que eu consiga ajudar efetivamente alguém, primeiro eu mesma preciso estar equilibrada internamente. Claro que eu também tenho problemas como todo mundo, mas preciso ter tempo para cuidar deles e de mim: resolver minhas coisas o mais rápido possível, cuidar da minha saúde, do meu emocional e da minha cabeça. Até pra que eu tenha tempo para me dedicar para cada um e minha cabeça esteja tranquila para focar integralmente nas questões que a pessoa me trouxer.

Entendo que tenho dois grandes compromissos com a pessoa que me contrata. Na primeira parte do processo devo me certificar de que estou ajudando-a a considerar todos os aspectos que envolvem a decisão por uma transição, que não são poucos, e vão dos valores, recursos, habilidades, gostos, passando pelo estilo de vida, quem ela quer se tornar, até quem ela irá impactar e que legado ela quer deixar com a mudança.

A segunda parte tem a ver com o que ela vai fazer a partir do momento em que tomou a decisão. É muito fácil uma transição virar um período árduo, às vezes até traumatizante na vida de uma pessoa. A minha função como coach também é ajuda-la em como passar por esse momento, e a identificar como ele pode ser mais fácil, tranquilo e até divertido.

Tem coaches que sem perceber se preocupam mais com a metodologia do que com o que pode ajudar o coachee. Para não cair nesse erro, procuro ter várias influências diferentes e não só uma, com o objetivo de manter uma mente mais aberta e o foco no que pode ajuda-lo efetivamente. Todo santo dia eu procuro algum conhecimento ou experiência novos que possam me ajudar a ajudar mais as pessoas, e eu até ando com um caderninho e mantenho bloco no celular para anotar as ideias que surgem de repente pra ajudar a solucionar algum problema de um coachee. Por outro lado, não utilizo diversas técnicas de Coaching muito usadas por aí e sei que pago um preço por isso, mas eu não conseguiria vender algo para meus coachees que eu mesma não acredito.

E até por não me ater rigidamente à metodologia padrão para todo mundo, outra coisa que eu prezo é por não lotar a agenda, colocando uma sessão atrás da outra. Considero isso importante para conseguir dar a atenção devida a cada um, não chegar na sessão com a cabeça cheia de coisas e me manter de fato presente naquela conversa. Outro motivo para isso é garantir que terei tempo adequado para planejar previamente cada encontro, e após a sessão anotar os pontos importantes e não esquecer nada.

Fico feliz de verdade quando vejo que consegui impactar positivamente a vida de alguém. Desde quando eu consegui apenas encontrar uma forma de pensar que fez toda a diferença pra ela naquele dia, até quando alguém começa efetivamente a mudar sua vida motivado pelas nossas conversas. E cada pessoa que encontro nesse caminho me impacta muito também, pois aprendo com as suas experiências e a sua forma de pensar.
É uma honra compartilhar cada história, as dificuldades de cada um, e principalmente ajudar pessoas a terem coragem para buscar os seus sonhos.

A maior parte das coisas é menos difícil do que parece. Como eu fiz para viabilizar minha transição de carreira.

A maior parte das coisas é menos difícil do que parece. Como eu fiz para viabilizar minha transição de carreira.

Do momento em que me dei conta de que precisava mudar, economizei por dois anos para fazer minha transição. O objetivo era ter dinheiro o suficiente para ficar um ano e meio sem trabalhar, sem cair muito o padrão de vida. Isso porque optei por não começar a trabalhar efetivamente na área enquanto não saísse do meu trabalho anterior já que a minha rotina era meio pesada, mas é altamente aconselhável que você comece aos poucos na área antes de largar o emprego, se tiver como fazer isso. Isso vai ter permitir começar a ganhar algum dinheiro na área nova sem perder a renda atual, e só largar o emprego quando as rendas se equilibrarem. Outra opção é você ter vários projetos em paralelo, de forma que cada um te dá um pouco de dinheiro, mas somando tudo você tem a renda que precisa pra viver. Você também pode atuar como freelancer na sua área atual part time, enquanto se dedica o resto do tempo para a nova atividade, ou começar prestando serviços ou vendendo produtos pela internet que é algo que muitas vezes você pode trabalhar em qualquer horário.
Durante esse período fui fazendo cursos na área de Coaching, construindo o que seria a minha metodologia de trabalho, e definindo questões como quem seria o meu público e como eu poderia divulgar meu trabalho para ele, porque sabia que isso é algo que tem que ser feito com bastante calma e não dava pra deixar pra quando eu saísse da empresa, pois me tomaria preciosos meses em que eu ficaria só gastando dinheiro em casa e poderia já estar buscando clientes. Esse planejamento é bem importante, pois o começo é a fase que dá mais medo, mas também é a que define quem vai vencer e quem vai acabar tendo que voltar para o mundo corporativo.
Após isso comecei a prototipar. Quer dizer, comecei a atender algumas pessoas de graça pra ganhar experiência, ver se o modelo funcionava e se as pessoas gostavam da metodologia que eu criei. Se você pensa em atuar por conta ou abrir o seu próprio negócio, isso deve ser feito no Coaching e em qualquer área para a qual você pense em migrar, antes de você sair do trabalho atual e depois perceber que as pessoas não comprariam a sua idéia. Existem várias formas de prototipar, seja fazendo a atividade como hobby, acompanhando um amigo que trabalha no que você quer fazer, trabalhando como voluntário, ou até mesmo fazendo cursos daqueles que você tem a oportunidade de vivenciar a atividade.
Depois de testar o meu modelo, como eu não tinha dinheiro nem expertise para algumas coisas, fui atrás de parcerias, pessoas que poderiam me ajudar naquilo que eu não sabia fazer, oferecendo em troca o meu trabalho. Assim consegui ajuda para fazer o meu site inteirinho de graça, e conduzi um processo de coaching com um amigo que sabia fazer sites. Mapear quem na sua rede pode estar precisando do que você tem para oferecer, e quem pode te ajudar naquilo que você precisa, pode te ajudar a identificar mais oportunidades do que você imagina.
Durante o processo de coaching, na fase de construção do plano de ação, compartilhamos muitas idéias como essas de como fazer a sua transição da forma mais tranquila possível. Se precisar de ajuda para montar o seu plano de transição, pode contar comigo!

Fases de uma transição de carreira

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Baseada na minha própria experiência de transição de carreira e das pessoas que conheci em função do coaching, identifiquei algumas fases pelas quais a maioria das pessoas passa quando faz uma transição de carreira.
A primeira delas é a fase do desconforto, em que você percebe que tem alguma coisa errada, mas não sabe o que. Você se dá conta de que não é a pessoa que queria ser, e muitas vezes também não sabe bem quem queria ser.
Em seguida ou talvez ao mesmo tempo, você se dá conta de que não gosta do que faz. Nessa fase você experimenta sentimentos de indecisão, medo e pode até mesmo paralisar. Sei que não gosto do que faço, mas não sei do que gosto. Nada do que fez sentido até aqui faz mais sentido.
Depois vem o que eu chamo de a fase do “Chega!”. É o momento em que o desconforto é maior do que o medo, e você tem clareza de que precisa tomar uma atitude, pois não vai conseguir suportar viver assim a vida toda. Geralmente é nesse momento que você pode entender que seria bom contar com a ajuda de um coach.
A partir disso, você começa uma fase de autoconhecimento. Você começa a identificar possibilidades, experimentar, mapear o que você tem e o que você precisa para ir para uma nova carreira. Também é o momento em que você começa a abrir mão do que já não serve mais e começa a mudar de ares ou até mesmo de turma.
Chega um ponto em que você precisa tomar uma decisão. E uma vez definido o novo objetivo, é hora de planejar a mudança e começar a construir networking na sua nova área.
Agora vem a fase que pra mim foi a mais difícil, que é a fase da incerteza. Você começa a colocar a mão na massa, trabalha muito e tem muito pouco ou nenhum resultado, porque o seu projeto ainda não foi lançado. As emoções são inconstantes: medo, positividade, angústia, arrependimento, liberdade. É difícil mas necessário tomar cuidado com o stress, para descontar nas pessoas queridas e acabar ficando sozinho quando chegar lá. Aqui temos dois riscos: Tentar desistir e voltar ao passado no meio do caminho, ou tentar acelerar a mudança e “meter os pés pelas mãos”. É difícil, mas a notícia boa é que se você conseguir passar por essa fase e não desistir, provavelmente não precisará mais do mundo corporativo.
Então o seu projeto é finalmente lançado e você começa a ficar conhecido. Mais pessoas começam a te procurar, mas você pode experimentar uma dificuldade de cobrar, uma tendência a querer baixar o preço para vender a qualquer custo, e vontade de flexibilizar tudo, às vezes até mesmo seus valores pessoais que foram justamente o que te trouxe até aqui.
Depois de um tempo as coisas começam a dar certo. Começam a pagar pelo seu trabalho e você começa a se sentir confiante.
E a fase final é a que você já se sente seguro na sua nova área. Não sente mais vontade de voltar atrás e faria tudo de novo. Tem orgulho do que construiu e é quem queria ser.
Como eu percebi que estava na hora de repensar a minha carreira

Como eu percebi que estava na hora de repensar a minha carreira

Certo dia eu resolvi buscar ajuda para identificar o que me faltava desenvolver para dar meu próximo passo de carreira. Fui fazer coaching. Um dia no meio do caminho ela disse “mas Jana, você não gosta do que faz, por que você quer virar gestora?” E eu fiquei pasma: como assim, eu não gosto do que faço? Aí fui compartilhar meu espanto com meu marido e ele respondeu: “realmente, para alguém que gosta tanto do que faz, você chega em casa sempre muito estressada mesmo”. Fiquei dias pensando sobre o assunto, a frase não saía da minha cabeça. Não foi fácil. Mas imagina se ela tiver razão, como vou recomeçar agora? E se eu descobrir que pra fazer o que eu gosto teria que fazer outra faculdade? E tudo que meus pais e eu investimos de tempo e dinheiro para eu me formar? E se eu não achar algo que eu realmente goste de fazer? E se eu não conseguir mudar? Até que aos poucos comecei a aceitar que o que eles disseram fazia sentido. Isso explicava muita coisa… Domingos à tarde querendo morrer pra não ter que ir trabalhar na segunda, 30 min a mais na cama todos os dias só pra conseguir levantar, ficar contando as horas pra ir pra casa todos os dias, me sentir um peixe fora dágua no trabalho, não conseguir ver sentido no produto do meu trabalho, receber eventualmente feedbacks que não tem nada a ver com quem eu sou. E quem me conhece sabe que tenho energia como poucos, sou esforçada, batalhadora, então o fato de ser tão difícil ir para o trabalho todos os dias não combinava comigo. Mas era a minha realidade. Ok, finalmente me convenci de que não gosto do meu trabalho. E vou te falar, fiquei muito triste, mas ao mesmo tempo foi libertador. Mas aí vinha outro problema: se eu não gostava do que fazia, do que eu gostava então? Após toda uma jornada de autoconhecimento descobri o que queria: provocar nas pessoas a mesma mudança que o processo de coaching provocou em mim! Isso tudo pra dizer que é importante questionar as suas certezas, sempre. Pra não ficar 12 anos fazendo algo que não gosta sem nem perceber. Pra não perder tempo indo atrás de algo que não faz sentido. Pra não descobrir que não gosta do que faz quando já tem uma carreira estabelecida e vai ser difícil mudar no meio do caminho. Pra não viver por anos a fio no piloto automático. Pra não se conformar achando que a vida é assim mesmo, pra todo mundo. Pra não achar que é normal coisas que não são normais.

Isso não funciona, é balela

Isso não funciona, é balela

A pergunta que está por trás dessa crença é: E se ao final do coaching eu não chegar em lugar nenhum? O que eu sempre digo quando as pessoas me perguntam isso é que sim, pode acontecer de você fazer todo um trabalho de coaching e não conseguir decidir o que quer fazer com a sua carreira. Não é comum, mas acontece. Mas no mínimo você vai se conhecer muito mais, o que facilita bastante definir o seu caminho e vale a pena por si só.

Quanto mais nos conhecemos, quanto mais separamos o que acreditamos e somos realmente do que nos é dito pelos outros, mais fácil é tomar uma decisão. Porque sabemos que preço estamos dispostos a pagar pelas decisões e que consequências estamos dispostos a encarar. Que forças temos para lutar e aonde nos falta essa força. Aceitamos aquela parte nossa que não gostamos de assumir mas faz parte da gente e influencia nossas escolhas.

Além disso, quando não nos conhecemos não temos coragem de fazer nada, achamos que não somos capazes, que nada é para a gente. Mas o autoconhecimento nos traz mais auto-estima, o principal fator para termos coragem para tomar e sustentar decisões.

Ou seja, mesmo que você não consiga sair do coaching com uma decisão tomada, pelo menos sairá muito mais preparado para lidar com essa decisão quando ela vier. E ao final do processo certamente não sairá a mesma pessoa que entrou. Quer resultado melhor do que esse?