Desafio 21 dias para repensar sua carreira

Desafio 21 dias para repensar sua carreira

Há poucas semanas concluí um trabalho com 450 pessoas que toparam o desafio de repensar suas carreiras durante 21 dias, e
Read More
Você sabe o que é coaching? Isso funciona mesmo? O que acontece em uma sessão?

Você sabe o que é coaching? Isso funciona mesmo? O que acontece em uma sessão?

Quem já passeou aqui no meu site deve ter visto que tem uma sessão de FAQ, onde eu posto as perguntas que
Read More
10 dicas para você alcançar seus objetivos de ano novo – ainda esse ano!

10 dicas para você alcançar seus objetivos de ano novo – ainda esse ano!

Uau! Já está vendendo panetone no supermercado, mas ainda estamos em setembro! Pera, setembro... Ah não, não acredito que não
Read More
8 cursos para empreendedores não convencionais

8 cursos para empreendedores não convencionais

Cada vez mais percebemos que as formações tradicionais não vão nos dar as respostas para lidar com as dificuldades da
Read More
25 pequenas coisas que consegui mudar na minha vida quando saí do mundo corporativo

25 pequenas coisas que consegui mudar na minha vida quando saí do mundo corporativo

1. Hidratar meu cabelo em casa toda semana 2. Não ficar com vontade de chorar no domingo à noite 3. Não acordar mais
Read More
Desafio 21 dias para repensar sua carreira

Desafio 21 dias para repensar sua carreira

Há poucas semanas concluí um trabalho com 450 pessoas que toparam o desafio de repensar suas carreiras durante 21 dias, e foi tão bacana que não poderia deixar de escrever sobre isso!
 
O desafio de 21 dias é uma versão mini do processo de coaching que eu faço, adaptada para funcionar por email. Durante esse período envio todos os dias uma atividade diferente para ajudar a pessoa a se conhecer, encontrar uma carreira que faça sentido, e se direcionar para esse objetivo. A ideia é mostrar um pouco de como um processo de coaching funciona para quem tem vontade de fazer mas não sabe se vale a pena pagar, e ao mesmo tempo conseguir ajudar de alguma forma quem precisa tanto dessa ajuda, mas não pode pagar por um coaching completo.
 
Escolhi 21 dias porque Charles Duhigg, no livro O Poder do Hábito, nos diz que se nos dedicarmos a alguma coisa de forma pensada por 21 dias consecutivos, ela se tornará um hábito e tendemos a continuar depois disso automaticamente. Ao final desses 21 dias, a pessoa traça um plano de ação e continua se dedicando a ele até concretizar sua mudança.
 
É a primeira vez que faço essa atividade por email, e confesso que desde que tive a ideia enrolei um tempão pensando se colocava ou não em prática. Tive dúvidas se alguém toparia a ideia, levaria a sério como eu estava levando, ou mesmo se faria sentido pra alguém.
 
Quando finalmente decidi ir em frente, levei algumas semanas construindo esse conteúdo nos meus tempos livres, adaptando atividades de coaching para o meio digital, estudando outras práticas, buscando conteúdo mais lúdico, e por aí vai, pois queria fazer algo que mesmo sendo por email, realmente pudesse ajudar!
 
Inicialmente fiquei super animada com a quantidade de pessoas que aderiram, confesso que me deu até um friozinho na barriga pensar que estava falando para 450 pessoas! E depois fiquei mais animada ainda com a quantidade de pessoas que se empenharam efetivamente em realizar as atividades, me escreveram tirando dúvidas, comentando o que estavam descobrindo sobre si mesmas, enviando o que estavam produzindo! Tanto que acabei me empolgando, os 21 emails viraram 24, e por pouco não viraram mais ainda! 
 
O mais legal de tudo é que não acabou aí! Nos processos de coaching eu continuo acompanhando os coachees por mais um tempo, até que eles se sintam tranquilos para seguirem sozinhos na sua transição. Quando estamos mudando de carreira muitas vezes a gente não tem o apoio de ninguém, então considero muito importante nos colocarmos em contato com outras pessoas que já mudaram ou estão mudando de carreira. Isso nos ajuda a ver que é normal, que tem muita gente fazendo o mesmo movimento, e a criar uma rede de apoio, de pessoas que compartilham das mesmas questões e que se ajudam na sua jornada. No desafio, ao final do trabalho os 24 emails viraram uma rede de apoio no Facebook, para que os participantes possam compartilhar experiências, dúvidas, medos, e tudo mais que puder ajudar esse grupo na sua transição. 
 
E como se isso não bastasse, algumas pessoas ainda se interessaram pelo trabalho, mas sentiram que precisam de um apoio ainda mais customizado e aprofundado, e quiseram passar pelo processo de coaching completo!
 
Quer ficar sabendo das próximas turmas? Assine a newsletter nesse link que eu te aviso!
 
Você sabe o que é coaching? Isso funciona mesmo? O que acontece em uma sessão?

Você sabe o que é coaching? Isso funciona mesmo? O que acontece em uma sessão?

Quem já passeou aqui no meu site deve ter visto que tem uma sessão de FAQ, onde eu posto as perguntas que as pessoas me enviam ou fazem diretamente sobre coaching. E também deve ter percebido que eu coloco as minhas respostas sinceras, sem enrolação.

Pra quem ainda não viu mas tem dúvidas, como o que acontece em uma sessão de coaching ou se funciona mesmo, hoje estou trazendo aqui todas as respostas para suas dúvidas! Se você está repensando a sua carreira ou já tem um objetivo definido mas não sabe muito bem como alcança-lo, acho que vale a pena ler!

Coaching funciona?
Como tudo na vida, funciona para quem se esforça. Durante o processo de coaching vou te propor uma série de atividades que você terá que fazer entre os encontros, e quanto mais você se esforçar, maior será o seu processo de autoconhecimento, e consequentemente terá mais chances de chegar às respostas que procura.
 
Para que serve o coaching?
Eu defino coaching como o autoconhecimento focado em um objetivo. Então no processo de coaching você vai definir um objetivo (ou já vai chegar com ele definido), e vou te propor uma série de perguntas e atividades para você se conhecer melhor, focando no que você precisa se perceber, refletir e aprimorar para atingir seu objetivo.
Após isso te ajudo a pensar fora da caixa para construir um plano de ação para alcançá-lo, te trazendo outras visões e possibilidades.
Por fim eu te acompanho no início da execução do plano, pois a gente sabe que o início é a parte mais difícil e quando assumimos um compromisso com alguém tem muito mais chance de não desistirmos no caminho.
 
Como saber se preciso de coaching?
Existem basicamente duas situações. Na primeira você quer mudar de área, mas não sabe bem para qual área seguir. Na segunda você já tem um objetivo definido mas não sabe bem como chegar lá. Nesse caso, o coaching não se aplica somente a situações da vida profissional, mas da vida pessoal também.
Entretanto se você quiser investigar o passado para entender mais a fundo suas dificuldades, ou obter conselhos para subir na carreira, o coaching não é o melhor caminho nesse momento.
 
Como funciona um encontro de coaching? O que acontece?
A pessoa chega no coaching com uma questão a ser resolvida, e ao longo dos encontros vou propondo perguntas e atividades que farão com que você mesmo chegue nas respostas que procura. É importante ficar claro que o coach não dá respostas prontas, ele te ajuda a chegar nas suas próprias respostas. Para isso não pode ser um processo intuitivo, mas utiliza metodologia e ferramentas práticas.
 
Eu posso fazer o processo inteiro de coaching e não dar em nada?
Não costuma acontecer, mas até pode. E se mesmo depois de tantas reflexões, em 12 encontros você não chegar em nenhuma conclusão, é porque precisa desenvolver a habilidade de tomada de decisão, que também pode ser trabalhada em um novo processo de coaching. Mas o processo de autoconhecimento é tão grande, que ainda que você não chegasse a nenhuma conclusão,  valeria a pena apenas pelo quanto você aprendeu sobre si mesmo.
 
Eu posso terminar em menos ou precisar de mais encontros?
Normalmente o coaching dura em torno de 12 encontros. Ele até pode ser concluído em menos tempo, mas não é recomendável acelerar o processo, sob o risco de não se conseguir uma reflexão aprofundada o suficiente. E existem razões que fazem as pessoas quererem seguir com o coaching por mais tempo, seja para ter um acompanhamento mais próximo do andamento do seu plano de ação ou desenvolver mais alguma habilidade. Mas qualquer um dos casos é sempre uma escolha da pessoa.
 
Coaching por Skype funciona?
O atendimento nesse formato não compromete em nada o processo de coaching, ocorre exatamente igual e tem os mesmos resultados. É interessante para quem viaja muito, tem dificuldade para se locomover até o local de atendimento, não tem disponibilidade em horários convencionais, ou mesmo precisa de flexibilidade do coach para atendê-lo em horários variados a cada semana. Existem pessoas que estranham na primeira conversa, mas já na segunda costumam ficar mais à vontade.
 
É melhor eu fazer coaching ou terapia? Qual a diferença?
Terapia

  • Oferece insights que podem levar a pessoa a perceber a necessidade de mudar o seu comportamento ou se reconciliar consigo mesma
  • Somente um psicólogo pode conduzi-lo
  • Normalmente não gera plano de ação, ou seja, você entende que precisa mudar, mas muitas vezes não sabe como
  • Foco no passado
  • Duração indefinida

 Coaching

  • É um processo em que, a partir de perguntas e atividades propostas pelo coach, o próprio coachee chegará às respostas que procura
  • Pode ser conduzido por um profissional de qualquer área de atuação desde que tenha formação de qualidade para atuar como coach, mas é interessante que ele tenha passado por desafios similares aos seus (ex. transição de carreira)
  • Sempre gera plano de ação para conquistar o objetivo definido e o coach acompanha o início do plano, para te ajudar em eventuais correções de rota, obstáculos, e para te incentivar já que o começo é a parte mais difícil
  • Foco no futuro
  • Duração pré-definida, com muito pouca variação eventual

 
E se no meio do processo a gente identificar que o meu caso seria para terapia?
Eu te aviso sobre essa conclusão, a gente pára o processo onde ele está e eu te devolvo o pagamento adiantado se houver.
 
Qual a diferença entre coaching e mentoring?
Mentoring

  • Alguém mais experiente que você na mesma área de atuação que você trabalha
  • Dá conselhos a partir da sua própria experiência
  • Não tem duração definida

Coaching

  • É um processo em que, a partir de perguntas e atividades propostas pelo coach, o próprio coachee chegará às respostas que procura
  • O coach não precisa ser da mesma área de atuação, desde que ele tenha uma formação adequada para atuar como coach, mas é interessante que ele tenha passado por desafios similares aos seus (ex. transição de carreira)
  • Sempre gera plano de ação para conquistar o objetivo definido e o coach acompanha o início do plano, para te ajudar em eventuais correções de rota, obstáculos, e para te incentivar já que o começo é a parte mais difícil
  • Foco no futuro
  • Duração pré-definida, com muito pouca variação eventual 

 
Coaching ajuda na recolocação profissional (outplacement)?
Não. Outplacement é para quem busca apoio no processo de mudança de emprego, estando empregado ou não. Ajuda a fazer um bom currículo, indica vagas, prepara a pessoa para entrevistas e ajuda a fazer networking.
 
Qual a diferença entre Life Coaching, Coaching de Carreira e Executive Coaching?
Executive Coaching: Você sabe onde quer chegar na sua vida profissional, mas não sabe como.
Life Coaching: Sabe onde quer chegar em algum aspecto específico na sua vida, mas não sabe como.
Coaching de Carreira: Não sabe o que quer fazer na vida profissional, ou está dividido entre opções (ex. ser ou não expatriado).
 
O que devo levar em conta ao escolher um coach?
Coaching deve ser um processo agradável, gostoso na maior parte do tempo. Procure alguém com quem você tenha empatia e goste de conversar. No entanto, lembre-se de escolher alguém que consiga te contrariar quando for necessário, de forma leve, tranquila, mas ele tem que te tirar da sua zona de conforto.
 
Como o coaching não é uma profissão regulamentada, existem muitas pessoas sem formação no mercado. Além disso, cada instituição tem metodologias e níveis de consistência bastante diferentes uma da outra. Procure saber onde esse profissional fez a sua formação, qual é a linha que essa instituição segue, e quais são as referências onde esse coach busca aprendizado, pois você pode não se identificar com a sua forma de trabalho.
 
Você também pode pedir o contato de alguém que passou pelo processo de coaching com essa pessoa. Pergunte sobre a técnica e o comportamento do coach.
 
Entendo que a maioria das pessoas chega em um processo de coaching fragilizada, angustiada, perdida. Essa pessoa não quer se comunicar com uma organização, ou com um ser superior que sabe tudo, ela quer alguém de carne e osso. Por isso é importante procurar alguém que se coloque como pessoa igual a você.
 
Fiz um post sobre como eu vejo o meu trabalho no blog: O que eu penso sobre o meu trabalho 
 
O coach tem que ser da minha área de atuação? Ou da área para a qual pretendo migrar (se for o caso)?
Não tem que ser de nenhuma das duas áreas, desde que tenha a formação adequada para atuar como coach. Mas é interessante que ele tenha passado pelas mesmas experiências que você (ex. uma transição de carreira), mesmo que em outra área, porque ele consegue materializar melhor o seu problema e dificuldades.
 
Como fazer uma transição mais tranquila?
Existem diversas formas de tornar esse momento mais tranquilo e que a gente vai trabalhando ao longo do processo de coaching. Por exemplo:
Mapeie os impactos nas pessoas que moram com você, pois como o dinheiro é escasso, você provavelmente terá que negociar uma priorização entre os seus sonhos e os sonhos delas.
Invista o mínimo de dinheiro possível até que comece a ganhar dinheiro com o seu negócio (leia a resposta da pergunta É possível fazer uma transição sem dinheiro? para saber como fazer isso)
 
Não gosto do meu trabalho, mas não sei do que eu gosto. Como descobrir o que eu gosto de fazer?
É importante você experimentar outras coisas. Acompanhe um amigo que faz uma atividade por um dia, faça uma atividade como hobby, faça cursos em outra área, trabalhe como voluntário em uma organização, entreviste pessoas que atuam nas área que você tem interesse.
 
É possível fazer uma transição sem dinheiro?
Sim. Algumas formas de se fazer isso são: prototipar (fazer em pequenas quantidades para pessoas conhecidas), fazer a atividade nas horas vagas até fazer um nome no mercado, fazer algo na sua área atual que te aproxime do que você quer, ter vários projetos em paralelo de forma que cada um te dê um pouco de dinheiro e a soma seja o bastante pra viver, permanecer na sua área como freelancer part time e se dedicar ao que quer no resto do tempo, começar na internet que te dá mais flexibilidade de horários, utilizar recursos dos outros para trabalhar, divulgar e vender até que comece a ganhar dinheiro para ter os seus próprios recursos, ou buscar um investidor anjo.
 
O que pode acontecer ao final do trabalho de coaching?
Se você já tem um objetivo e precisa de ajuda para chegar lá:

  • O que você precisa melhorar em si mesmo para atingir sua meta
  • Plano de ação para melhorar o que precisa (e assim ficar mais próximo de atingir a sua meta)

Se você quer (re)definir seu objetivo de carreira:

  • Mudança de área
  • Mudar a forma do emprego, que pode ser inventar o próprio emprego, se tornar freelancer, empreendedor, profissional liberal, nômade digital, consultor, fazer outra formação, mudar de empresa
  • Escolha de uma área (jovens)
  • Definição de rota (graduações abrangentes, antes de uma mudança de emprego)
  • Tomada de decisão (quero ser promovido? expatriado?)

Em quanto tempo vou atingir meus resultados?
Se você já tem um objetivo e precisa de ajuda para chegar lá: ainda durante o processo de coaching você perceberá a mudança no comportamento que precisa melhorar para alcançar seu objetivo.
Se você quer (re)definir seu objetivo de carreira: você conseguirá redefinir seu objetivo, montar um plano para a transição e começará a executá-lo, mas provavelmente não concluirá a mudança durante o processo de coaching, uma vez que isso costuma demorar alguns meses ou até anos.
 
Como garantir que terei resultados com o coaching?
Infelizmente eu não tenho como garantir os seus resultados, mas garanto que vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para te ajudar e que tenho as ferramentas para isso. O resultado depende do seu comprometimento com o processo, uma vez que as respostas vêm de você.

Com tantos Coaches no mercado, qual é o seu diferencial?
Acompanhamento do plano de ação: Muitos processos de coaching acabam na definição do objetivo ou no máximo na construção do plano de ação. Eu te acompanho no início da execução do plano, quando aparecem os maiores obstáculos e é mais fácil de desistir, ou até que você se sinta mais seguro para continuar sozinho se você preferir.

Sou alguém como você: Eu vivi isso, pois também fiz uma transição de carreira. Isso é importante porque não tenho a visão idealizada do que é uma transição que muitas pessoas tentam te vender. Sei das dificuldades e tento sempre buscar alternativas sérias para te ajudar a lidar com elas.

Tento efetivamente facilitar a sua decisão: Fico indignada que nos processos de coaching de repente o coach chega até você e diz “e então, qual o seu objetivo de carreira?”. E você pensa “puxa, achei que você ia me ajudar nisso”. É uma tentativa de oferecer uma solução objetiva para a dúvida que a pessoa enfrenta, levando em conta tudo o que envolve essa decisão e ao mesmo tempo a resposta é dada por você mesma e não por mim. Ela pode ficar com essa solução ou não.

Você não fica só refletindo durante o processo de coaching, mas parte para a ação: Criei uma metodologia na qual ao mesmo tempo que você passa por um processo interno de reflexão através das perguntas e atividades que vou te propondo, te ajudo a passar por um processo externo de busca de informações no meio para tomar uma decisão com mais embasamento. Alguns exemplos de como essa busca no meio externo ocorre na prática:
– Se você quer mudar de área mas não sabe para qual, te ajudo a vivenciar in loco como é trabalhar nas áreas que você considera – e existem várias formas de se fazer isso sem você largar seu emprego atual!
– Converso com pessoas de todos os meios que você convive sobre você (se me autorizar é claro!) para ter maior clareza das suas habilidades e/ou do que te falta para atingir seus objetivos.
– Depois que construímos o plano de ação, acompanho o começo da execução do plano durante as primeiras 3 semanas – garantindo assim que vamos identificar os obstáculos iniciais e estratégias para agir sobre eles – ou até que você se sinta seguro para seguir sozinho.
 
Se você não encontrou a resposta para a sua dúvida, envie uma pergunta pelo site ou para o e-mail [email protected]

8 cursos para empreendedores não convencionais

8 cursos para empreendedores não convencionais

Cada vez mais percebemos que as formações tradicionais não vão nos dar as respostas para lidar com as dificuldades da carreira. As pessoas começam a optar por outras formas de aprendizado, como cursos pontuais, coaching e experimentação. Fiz aqui uma lista de cursos de que participei no último ano e que me ajudaram a resolver meus próprios dilemas como empreendedora – e dos meus coachees também:
 
The School of Life São Paulo (TSOL): A The School of Life tem diversos cursos rápidos sobre como lidar com os mais variados temas do dia-a-dia, relacionados ou não com a carreira. Apesar de curtos, os cursos têm muito conteúdo e te oferecem reflexões e ações práticas para lidar com desafios como encontrar equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e como pensar com a mente de um empreendedor. Os professores são super selecionados, incluindo a Ana Holanda da Vida Simples, o Daniel Barros do programa Bem estar da Rede Globo, e a Dra Ana Claudia Arantes, que ficou famosa ao falar abertamente sobre cuidados paliativos em seu canal no You Tube.
 
Curso de economia colaborativa do Descola: O Descola é uma plataforma online de cursos rápidos, mas que assim como a TSOL têm foco em além de passar o conceito, te ajudar a colocar em prática. Fiz o curso de economia colaborativa, que inclusive é gratuito, para me aprofundar no conceito e confesso que me surpreendi com a qualidade! Além dos vídeos, eles disponibilizam um ebook e uma série de indicações de obras para você se aprofundar no tema.
 
Launch: O Launch é um curso para empreendedores que oferece reflexões e ações práticas para te encorajar a tirar sua ideia de negócio do papel. Ele é bacana especialmente pra quem não tem muita grana nem tempo a perder, pois ajuda a ver de outra forma vários bloqueios que a gente tem relacionados a isso e que nos impedem de colocar nossas ideias em prática. Ao mesmo tempo que fala de um assunto sério, é leve, gostoso de fazer! É online, vale muito a pena e olha que bacana: você paga o quanto pode, a partir de 30 reais!
 
Blog Incrível: Para quem quer empreender ou atuar como profissional liberal, a Amanda Costa oferece cursos de marketing digital, no caso eu fiz o Blog Incrível. Apesar do nome, o curso é focado nas mais conhecidas mídias sociais, incluindo Facebook, Instagram, Pinterest e sites, além de blogs. Ela não foca em gatilhos mentais e outras estratégias sujas de marketing digital, foca em estratégias genuínas principalmente relacionadas com Marketing de Conteúdo. Não é baratinho mas oferece muito mais do que custa, muito mesmo, então vale a pena pensar com carinho. O que tenho aprendido com a Amanda tem me ajudado muito a mostrar meu trabalho para mais pessoas. Se você se interessou, fique atento à próxima turma aqui:
 
Nômades digitais: Esse curso é ministrado pelo casal Jaque e Eme Barbosa, do site Hypeness. O objetivo é ajudar quem quer se tornar um nômade digital, eles dão o passo-a-passo que eles fizeram para dar certo com esse formato de trabalho e muita informação de como fazer isso, que você não vai encontrar em nenhum outro lugar! Apesar de online, o curso não é oferecido o ano todo, então tem que ficar de olho quando eles vão abrir a próxima turma!
 
Liberdade financeira para inquietos: Curso com foco em ajudar quem quer empreender a se organizar financeiramente para isso. A Andy é minha parceira na parte de finanças pessoais, quando tenho um coachee que quer mudar de carreira mas tem muita dificuldade com dinheiro encaminho para ela para ter essa ajuda especializada e individual. O curso é presencial e dura 4 semanas, uma vez por semana.
Entre em contato pelo site dela para saber sobre as próximas edições do curso: http://andydesantis.com.br/
 
Escola de rumos: A Escola de Rumos é uma plataforma de cursos da Paula Quintão, escritora que também conduz cursos online e presenciais voltados para autoconhecimento e as dificuldades que temos dentro de nós para empreender. Já a acompanhava há algum tempo, mas recentemente tive oportunidade de fazer um curso presencial com ela. Além de ter muito conteúdo, ela é uma graça e você se sente amiga dela quando faz seus cursos!
 
Escrita afetiva: Esse curso é ministrado por ninguém mais, ninguém menos do que a Ana Holanda, editora chefe da revista Vida Simples! Ela dá um curso presencial em várias cidades do país sobre como escrever com o coração, coisa que quem lê a revista sabe que ela faz muito bem. Tem uma possibilidade que dura um dia inteiro, e outra que dura um mês, uma vez por semana à noite. Para ficar sabendo das próximas turmas você pode segui-la no Facebook: 
Os 4 principais fatores que podem fazer você se arrepender de mudar de carreira

Os 4 principais fatores que podem fazer você se arrepender de mudar de carreira

Às vezes a gente muda de carreira e depois de um tempo estamos igualmente insatisfeitas na nova área. Mudar de carreira é uma decisão muito importante, e não tem como não sentir medo de se jogar e se arrepender depois. Por isso mesmo é importante entender os motivos que nos levam ao arrependimento, para reduzir a probabilidade de cairmos nos mesmos erros, e é sobre isso que vamos falar hoje.

Como uma mudança de carreira pode levar vários anos, e a gente continua evoluindo como pessoa ao mesmo tempo que muda de carreira, às vezes quando nos consolidamos na nova área já somos diferentes e queremos outras coisas. Como isso está totalmente fora do nosso controle, não temos como eliminar a possibilidade do arrependimento.

Mas podemos reduzir a probabilidade que isso aconteça, se conhecermos as outras razões que podem nos levar ao arrependimento e tivermos estratégias para lidar com elas. Pelo que tenho observado em função do meu trabalho, me parece que isso pode acontecer basicamente por 4 motivos:

  • Não nos conhecemos o suficiente antes de tomar a decisão
  • Não conhecemos a nova área o suficiente antes de mudar
  • Não mudamos a própria cabeça para a nova área
  • Não estamos dando certo na nova área

Vamos falar sobre cada uma destas razões.

 

 

Não nos conhecemos o suficiente antes de tomar a decisão

 

Muitas vezes erramos na escolha de carreira aos 17 anos porque simplesmente não nos conhecíamos o suficiente com essa idade para escolher. A gente acha que vai dominar o mundo aos 17 anos. Acreditamos que vamos tirar de letra qualquer coisa. Mas a realidade não é bem assim. Tem coisas das quais não queremos abrir mão, seja do nosso tempo, do nosso jeito, do que acreditamos, ou de quem nós somos.

E mesmo que a gente se conheça super bem aos 17 anos e inicialmente goste do que escolhemos, isso pode mudar com o tempo. Isso porque nós mesmos vamos mudando ao longo dos anos – e ainda bem! Imagina se fôssemos as mesmas pessoas dos 17 aos 90 anos, que utilidade nossa vida teria pra quem ela mais importa: nós mesmos? Só que a medida que mudam nossos valores, interesses, desejos, estilo de vida, isso impacta no quanto gostamos do nosso trabalho também.

Se conhecer passa por entender o que é importante pra gente, do que precisamos pra viver, quais são nossos sonhos, no que somos bons, pelo que as pessoas nos reconhecem, qual é o estilo de vida que queremos ter, e que conhecimentos temos ou temos vontade de aprender. Se tivermos ajuda esse processo é ainda mais rico, porque muitas vezes o outro consegue ver as coisas muito melhor do que a gente, e nos traz luz para questões que dificilmente conseguiríamos perceber sozinhos.

 

Não conhecemos a nova área o suficiente antes de mudar

 

Outras vezes, nós nos conhecemos o suficiente (se é que um dia nos conhecemos o suficiente!) para tomar uma decisão de carreira, mas não conhecemos a área onde vamos trabalhar.

Eu fico batendo nessa tecla com os meus coachees, mas é porque realmente acredito nisso. E esse é um tema tão caro pra mim porque foi o ponto crucial da minha própria decepção com a carreira. Muitas vezes a gente não gosta do que faz não é por causa do que faz efetivamente, digamos que da parte operacional da coisa, mas sim porque não gostamos da cultura da área, do perfil das pessoas que trabalham nela, ou do estilo de vida que ela nos impõe.

Provavelmente alguns de vocês estão pensando agora: “Ah, mas a cultura varia de empresa para empresa!” Isso é verdade, mas se você observar uma grande corporação, verá que áreas diferentes têm pessoas com perfis bem diferentes, e isso influencia os assuntos que elas conversam durante o trabalho, o ritmo que elas trabalham, indo até os horários de chegar no trabalho e ir embora. Além disso, pode ser que a grande maioria das vagas na sua área esteja em um determinado tipo de empresa, e aí você terá que se adaptar àquele ambiente específico.

Quando isso acontece a gente fica se culpando, se achando a pior das criaturas, pensando que somos inadequados, mas a verdade é que muitas vezes nós apenas não encontramos a nossa turma. Que no caso está trabalhando em outras coisas.

Tente conhecer pessoas que trabalham na área para a qual você quer migrar, entrevista-las, se possível passar um dia vendo elas trabalharem, fazer um trabalho voluntário nessa área, frequentar cursos onde elas estão, visitar os lugares onde elas trabalham. E quando fizer isso vá com o olhar direcionado para essas questões: Eu gostaria de trabalhar aqui? De ser amiga dessas pessoas? De viver a vida que elas levam? De resolver os problemas que elas têm pra resolver no dia-a-dia? De aprender o que elas precisam saber para fazer um bom trabalho? E leve essas perguntas até o seu nível mais básico: Eu gostaria de usar as roupas que elas usam? De trabalhar nesse prédio gigante e imponente? De acordar tão cedo ou virar noites sem dormir? Não se sinta mal de não querer ficar em uma área por razões tão básicas, você não tem nada de errado por isso, apenas têm gostos diferentes das pessoas que estão ali.

 

 

Não mudamos a própria cabeça para a nova área

 

Se não mudamos o nosso mindset para a nova área, com o tempo a mudança vira meramente uma troca de lugar, e não de vida. Mais do que quais são as habilidades e conhecimentos necessários para se dar bem na nova área, é necessário pensar em quais são os novos comportamentos que precisamos adotar a partir de agora.

Isso é muito claro quando a pessoa quer deixar de ser funcionária em uma empresa para se tornar empreendedora. Saber que não terá todo mês o salário na conta e que a partir de agora você só terá dinheiro se correr atrás é uma mudança de paradigma a que muitas pessoas não conseguem se adaptar. Isso foi uma mudança que eu mesma subestimei quando decidi mudar de carreira, e com a qual tive que aprender a lidar depois. Pra mim hoje é muito claro, nos meses em que eu me esforço mais para divulgar meu trabalho consigo mostrar meu trabalho para mais pessoas e tenho mais clientes, mas nos meses em que por algum motivo não consigo me empenhar tanto para divulga-lo, menos pessoas me procuram. Quando estava aprendendo a lidar com isso, sempre tentava pensar: o que é mais importante pra mim, ter o salário certinho todo mês ou ter uma vida com mais liberdade e fazendo algo que eu amo?

Entender que o fracasso faz parte do processo também é outro desafio. No mundo corporativo os desafios nos são dados para serem cumpridos, mas no empreendedorismo somos nós quem definimos os próprios desafios. E damos muita cabeçada até entender qual é o limite até onde podemos ir. Até porque esse limite muitas vezes muda a cada momento, em virtude da situação econômica e até do amadurecimento do nosso empreendimento que vai ocorrendo aos poucos.

Conversar com pessoas que fizeram essa transição é muito útil nessa hora. Hoje, com as redes sociais, é muito mais fácil encontrar pessoas que passaram pelas mesmas coisas que a gente, e podemos tentar conversar com elas. Existem grupos no Facebook de pessoas que querem mudar de carreira (tenho o Apoio para repensar sua carreira se precisar), grupos de empreendedores, e por aí vai. Essas pessoas podem nos ajudar contando o que elas tiveram que aprender para obter sucesso na sua transição e nos dar insights quanto aos desafios que vamos encontrar.

Sabe aquela frase que diz que você sempre volta diferente de uma viagem? Isso tem que acontecer nessa viagem aqui também. Quais são as mudanças de postura necessárias para você mudar para a área que tanto deseja? São mudanças que você está disposta a fazer? E você quer fazer essas mudanças por si mesma, porque é importante pra você?

 

Não estamos dando certo na nova área

 

Primeiro, é importante definirmos o que “não estamos dando certo” significa pra gente. Especialmente se estivermos empreendendo, no começo é quase certo que teremos mais fracassos do que sucessos. Mas isso não significa que as coisas não estão dando certo. Quando estamos mudando de carreira é importante comemorar as pequenas vitórias, para não desanimar até que as grandes vitórias comecem a acontecer, e isso costuma demorar. Às vezes a gente desiste da transição antes de dar tempo de dar certo. Uma frase atribuída a Thomas Edison fala exatamente sobre isso: “Muitos dos fracassados na vida são pessoas que não sabiam o quão perto estavam do êxito quando desistiram.”

Muitas vezes nossa definição de “não estar dando certo” tem a ver com dinheiro. Tem uma frase que a Andy de Santis falou quando fiz o curso dela “Liberdade Financeira para Inquietos”, que até hoje eu uso como mantra: “Primeiro vem o período de plantar, depois vem o de colher.” Pode ser que você não parta totalmente do zero na nova área, porque se as suas experiências propriamente ditas não servirem, no mínimo a maturidade profissional que você adquiriu ao longo dos anos vai te ajudar. Mas pensa em quanto tempo você demorou para ganhar o que ganha hoje na sua área atual. Não queira ganhar “de cara” na nova área o que levou a vida toda para ganhar na área anterior.

 

Se toda essa conversa te deixou com ainda mais medo do que vem pela frente, lembre-se de Abraham Lincoln: “A melhor maneira de prever o futuro é cria-lo.” Outro dia, conversando com outros coaches, um colega compartilhou uma experiência que fez muito sentido pra mim. Às vezes estamos diante de duas pessoas com as mesmas condições para mudar de carreira e com o mesmo plano de ação, às vezes elas até querem mudar para a mesma área, só que uma delas consegue e a outra não. Por que isso acontece? Será que a energia que colocamos naquilo que estamos nos propondo a fazer pode ditar o sucesso da nossa mudança? Pense nisso.

 

Se você quer criar coragem e diminuir o risco de se arrepender, eu posso te ajudar. Sou coach especializada em mudança de carreira carreira e ajudo pessoas a encontrarem soluções para os desafios da transição. Você pode conhecer melhor meu trabalho pelo meu site e pela página no Facebook.

Já estou mudando de carreira, e agora?

Já estou mudando de carreira, e agora?

Eu já estou em processo de mudar de carreira, mas estou enfrentando muitas dificuldades pelo caminho. O universo tende a entropia e eu tendo que ter resiliência. Ou seja, o universo tende a voltar ao caos e eu tendo que voltar ao normal no meio de tanta tensão. Lembro de Buda:

 

“A origem do sofrimento é ansiar que a vida seja diferente do que ela é.”

 

E pior do que isso, quanto mais você não quer o sofrimento, mais ele aumenta. Isso só piora minha sensação de desconforto, afinal reforça o que já sei, que minha vida não é como eu gostaria que fosse, não consigo desfocar do meu sofrimento e por isso ele só aumenta.

Quero uma solução rápida para sair logo dessa situação estressante. Encontro uma e tento adotá-la, mas geralmente soluções rápidas não são adequadas ao problema e não o resolvem de fato, porque atuam nos sintomas e não nas suas causas.

E agora?

Você se identificou com essa situação? Qual a sua reação típica quando as coisas não ocorrem como planejado?

Cada pessoa reage de um jeito. Eu por exemplo tendo a ficar ruminando os pensamentos negativos e não sair do lugar. Travo mesmo. Outras pessoas quando algo dá errado já imaginam logo o pior cenário, que tudo mais não vai dar certo e elas não atingirão seus objetivos. Há aqueles que ficam imaginando se as coisas tivessem sido diferentes do que de fato aconteceu: é a turma do “e se…” Outras ainda começam a culpar os outros pelo que deu errado com elas. E outras se sentem vítimas da vida e têm pena de si mesmas por tudo que lhes acontece. Mas antes que você comece a julgar, todos nós temos todas essas reações em situações diferentes. E se você não lembra é justamente porque fazemos isso sem perceber. O primeiro passo é se dar conta de como você reage quando isso acontece, e começar a se perceber na hora em que está agindo dessa forma.

Uma vez que você percebeu como reage diante de situações estressantes, o próximo passo é encontrar estratégias melhores para lidar com elas. Fico sempre buscando formas de manter a sanidade nessa doideira que é mudar de carreira no meio do caminho, e aqui vou trazer algumas delas.

Percebo claramente em mim mesma que tendo a reagir diferente à mesma situação se estou de bom ou de mau humor. Isso porque o humor muda nosso nível de resiliência. Já comentei em outros posts que ao longo da minha transição sempre tenho em mente a pergunta: Como posso tornar isso mais tranquilo? E mais divertido? “Isso” pode ser uma situação chata específica ou toda uma mudança de carreira.

Sempre fui uma pessoa que tentei me prevenir muito para que nunca nada saísse fora do planejado, mas ficava muito irritada quando as coisas davam errado. Outro dia ouvi que pessoas que fazem algum tipo de sacrifício todos os dias, mesmo sem crise, se saem melhor em momentos de crise. O ideal é sair da nossa zona de conforto voluntariamente, um pouco e todos os dias, para que tenhamos mais recursos internos para agir quando a vida nos obrigar a faze-lo.

Conviver com pessoas que tendem a catastrofizar nos influencia a seguir pelo mesmo caminho. Por outro lado, procurar criar uma rede de apoio que possa nos ajudar a resolver os problemas ajuda muito, principalmente pessoas que já passaram pelo mesmo problema. Em minha mudança de carreira isso me ajudou a cortar caminhos, aprendendo com quem já tinha feito ou estava fazendo também uma transição.

 

“Passei por coisas terríveis em minha vida, e algumas delas de fato ocorreram.”

 

Sempre dou risada de mim mesma quando lembro da frase de Mark Twain porque lembro que morro de medo de andar de avião. Isso foi um problema sério quando fiz a ponte aérea Rio-São Paulo toda semana por dois períodos da minha vida, ou quando fiz uma viagem de 20 horas para outro país. Não durmo direito na noite anterior, fico tremendo, suo frio, não consigo pensar em mais nada. Uma força aperta o pause da minha vida desde a noite anterior e só aperta o play quando estou em terra novamente. Mas eu ainda não morri em um desastre de avião. Nossa capacidade de aumentar os problemas também influencia como lidamos com eles. Voltando para o nosso tema da mudança de carreira, adotar uma visão de perspectiva e  lembrar que a vida é muito maior do que os problemas pode ajudar nessa hora. Se a gente parar pra pensar em quanto tempo vamos demorar para nos recuperarmos se tudo der errado, muitas vezes vamos perceber que nem é tanto tempo assim e que não é o fim do mundo se isso acontecer.

 

 

Não gosto muito das ideias de pensamento positivo e negativo. Ambos vêm de crenças, e crenças são suposições que fazemos sobre nós mesmos, os outros e o mundo à nossa volta: são generalizações que podem ser ou não verdade. Uma alternativa para esses pensamentos é a mentalidade de crescimento, que propõe não ser positivo nem negativo. Ela nos ensina a ver os desafios futuros como aprendizados em vez de sucessos ou fracassos. Isso tira um peso enorme das nossas costas. Por exemplo, em uma mentalidade positiva ou negativa o sucesso é como você se valida, mas na mentalidade de crescimento significa que você foi testado. Da mesma forma, a primeira pressupõe que fracasso é algo ruim, enquanto a segunda sugere que é mais uma oportunidade de aprendizado.

Basicamente as ferramentas que podem nos ajudar a ter mais resiliência diante dos problemas da mudança de carreira podem ser divididas em 4 tipos:

  • Quais são seus pontos fortes para resolver o problema? Por exemplo coragem, humildade, energia.
  • Quais estratégias você pode usar? Pedir ajuda, fazer coaching, procurar pessoas que já passaram pela mesma coisa.
  • Quais recursos você tem? Parentes, formação, livros, redes de apoio.
  • Quais insights podem te ajudar? Ideias que você teve, ouviu outras pessoas ou leu na internet.

Tente responder essas questões para um problema que esteja atrapalhando a sua transição nesse momento. Se faltarem ideias para alguma resposta, pense em como você responderia a mesma pergunta em situações do passado que já superou. Isso também pode ajudar a identificar o que te falta para resolver melhor os problemas, por exemplo você pode perceber que tem poucas estratégias e a partir disso pensar em como consegui-las.

Percebo que a crise já me levou algumas vezes até mudanças para melhor em minha vida. Quando me formei na faculdade vivia o momento financeiramente e emocionalmente mais difícil da minha vida, mas isso me deu ainda mais forças para tentar um programa de trainee que era meu sonho na época. Consegui entrar em um programa bastante concorrido e isso me trouxe para São Paulo, algo que nem imaginava que poderia acontecer. Talvez em condições de vida melhores eu não teria a força necessária para buscar essa conquista que mudou toda a minha trajetória.

 

Diante de uma crise, podemos mais do que voltar ao estado inicial, podemos sair ainda mais fortes.

 

Esse post foi escrito a partir das minhas próprias experiências e da aula “Como ter mais resiliência”, ministrada pela The School of Life em São Paulo – SP, da qual participei em um momento que eu precisava ter mais resiliência para lidar com minha própria mudança de carreira. Hoje sou coach de carreira e ajudo pessoas a encontrarem soluções para os desafios da transição. Você pode conhecer melhor meu trabalho pelo meu site e pela página no Facebook.

Como mudar de carreira sem enlouquecer

Como mudar de carreira sem enlouquecer

Quando começamos uma viagem só enxergamos até um determinado ponto, até a linha do horizonte. Sabemos onde queremos chegar e temos um mapa que nos indica a direção a seguir. Mas não precisamos já ter feito o mesmo caminho antes e não sabemos o que vai acontecer no meio do caminho. Conforme avançamos a linha do horizonte também se move mais à frente. É só isso que precisamos para se chegar ao destino final. Não precisa enxergar até o final da jornada, só precisa saber onde queremos chegar e qual é o próximo passo. Assim é com qualquer viagem: a vida, ter um filho, começar um novo trabalho, e mudar de carreira.

Esse não é um post para te ajudar a decidir pra qual área mudar ou como viabilizar sua transição na prática, mas sim sobre como fazer tudo isso sem pirar antes de conseguir. Ele é parte da pesquisa que fiz para um workshop que criei com o mesmo nome do título, com o objetivo de desmistificar a mudança de carreira. A frase que acredito que melhor define esse workshop é mostrar que o caminho é longo mas é possível, e mais do que isso, pode ocorrer de forma mais tranquila e sem traumas.

Não estou dizendo que VAI ser tranquilo, estou dizendo que PODE ser. Quantas vezes você já teve muito medo de alguma coisa, e depois quando encarou viu que o problema parecia maior do que realmente era? Então por que não considerar a possibilidade de ser esse o caso? Às vezes vemos uma sombra enorme e ficamos com medo de ser um tigre, mas quando nos enchemos de coragem e vamos lá ver na verdade é só um gatinho.

Talvez o que mais nos assusta seja o fato de que “tudo e nada parece possível, quando pensamos em mudar de carreira”, como diz Hermínia Ibarra no livro Identidades de Carreira. A verdade é que o mundo do trabalho está mudando muito, o emprego formal diminui cada vez mais, ao mesmo tempo em que aparecem novas carreiras, novas formas de trabalho, novos conceitos como economia colaborativa, criativa, compartilhada, todos estamos tentando sobreviver enquanto observamos aonde isso tudo vai parar, e muitos de nós queremos nos inserir nesse novo mundo mas não sabemos muito bem como fazer isso. Mas com frequência nossos medos se revelam infundados e aquilo que mais nos assusta é o que mais nos liberta.

 

“Tudo e nada parece possível, quando pensamos em mudar de carreira.”

 

Antes de mais nada é importante entender: de onde vêm os seus medos? De um histórico pessoal ou familiar? Ou de crenças que a sua família te transmitiu sobre trabalho ou dinheiro – de que precisa segurar seu emprego, dinheiro só vem pra quem trabalha muito, vai faltar dinheiro? Crenças são as suposições fundamentais que as pessoas fazem sobre si mesmas, os outros e o mundo a sua volta: são generalizações que podem ser ou não verdade. É importante conhecer as crenças que você está assumindo que podem estar te detendo: o que é crença sua e o que é verdade? E considerando que pensar em medo atrai mais medo, você pode tomar a decisão de viver de forma diferente e tentar mudar o seu mindset?

 

Ter coragem não é não ter medo, é ter medo e ir com medo mesmo.

 

Agora no seu lugar eu pensaria “ok, mas falar é fácil né?” Eu sou uma pessoa que acredito que da mesma forma que nos dedicamos a fazer cursos e adotar práticas para ser melhor no trabalho, devemos nos dedicar a olhar para dentro, agregar autoconhecimento e adotar práticas para melhorar o nosso bem-estar também. Então trouxe algumas ferramentas para lidar com o medo. Em vez de ficar me concentrando no sofrimento, a primeira coisa a fazer é sempre me voltar para a solução: ok, estou sentindo isso, agora o que eu vou fazer na prática para lidar com esse medo? Não adianta ficar só sofrendo, tem que pensar o que vai fazer para se libertar ou lidar com ele. Nos meus momentos mais tensos, uma prática que utilizo é começar a prestar atenção no meu corpo, na minha respiração, para desviar o pensamento do medo. Mais recentemente comecei a usar técnicas de mindfullness, que é um tipo de meditação para esvaziar a mente e permanecer no momento presente. Na hora em que estou com muito medo tento desfocar dele, mudar o pensamento, não fico analisando ele.

 

No livro O Poder do Agora, Eckhart Tolle diz que se você se concentrar no momento presente, percebe que nem tem tantos problemas ou dificuldades assim, porque o medo te leva para o passado ou te joga para o futuro, para um futuro que é só uma possibilidade dentre muitas outras.

 

Depois em casa, quando o medo não estiver ativado, eu paro para analisá-lo. Primeiro identifico o problema que me causa esse medo todo. Se o que causa o medo pode ser eliminado, tento quebrar o problema em partes menores e perguntar qual delas é mais importante resolver agora para reduzir o meu medo. Se o problema não pode ser eliminado nesse momento, tento agir na minha atitude em relação a ele. Penso em momentos em que tive medo no passado: Em que outras situações tive esse medo, tinha tudo para dar errado e consegui supera-lo com sucesso? O que pensei que me ajudou? O que fiz efetivamente para conseguir? Posso aplicar algum destes pensamentos e ações na situação atual?

Quando queria mudar de carreira, eu tinha todos os medos típicos: Não ter dinheiro, não ter clientes, ter que voltar para o mundo corporativo, não ser boa o suficiente, de estar errada, de não conseguir ajudar as pessoas que precisam de mim. E especialmente quando falamos de uma mudança de carreira, nos sentimos um peixe fora dágua, parece que todos estão super bem em seus trabalhos, nós somos os únicos que querem mudar, e até mesmo quem no fundo também quer não concorda com a nossa iniciativa. Por isso é importante procurar a sua turma, outras pessoas que também estão passando por essa transição, para perceber que mudar no meio do caminho é normal, se sentir acolhida e ter com quem trocar experiências que podem te ajudar.

É importante saber como lidamos com as mudanças para identificar quais comportamentos nossos tendem a nos atrapalhar, e o que já fizemos anteriormente que pode ajudar na mudança de carreira. Nos processos de coaching proponho pegar uma folha de papel em branco e fazer uma linha do tempo, com as principais escolhas da sua vida pessoal e profissional. Depois pergunto como foi, por que você fez cada escolha, o que te motivou. A seguir identificamos possíveis padrões nas suas escolhas: o que existe em comum entre as motivações para as principais escolhas da sua vida? O que você fez nos momentos de transição anteriores que deve mudar, ou ao contrário, que pode replicar agora? É importante ter consciência dos padrões que nossa vida segue, para que consigamos sair deles no novo rumo que vamos dar a nossa carreira. Como diz o ditado:

 

“Ações iguais produzem resultados iguais.”

 

Quando eu decidi mudar de carreira, uma das coisas que pensei foi como poderia mudar da forma mais tranquila possível. Avaliei o seu impacto nas outras áreas da minha vida – do que eu topo abrir mão por esse objetivo? Se eu não topo abrir mão de nada por ele, é melhor refletir o quanto quero realmente esse objetivo. Antes de começar também preparei o terreno, negociei com as pessoas queridas o impacto do meu sonho nos sonhos delas. No caso tive que negociar apenas com meu marido, mas você deve pensar em todas as pessoas de quem você depende ou que dependem de você. Outro desafio pra mim foi não descontar nelas o meu stress e ao mesmo tempo me manter presente em vez de me afastar. Acontece muito com quem estuda para concurso, o namorado termina porque não aguenta mais a falta de atenção, os amigos se afastam porque você nunca está disponível, você passou anos sem ir às comemorações de aniversário da família pra estudar, e tem que comemorar sozinho quando finalmente consegue passar no concurso. Por fim, mais do que tornar minha transição um pouco mais tranquila, me preocupei com tentar curtir o processo de mudança e não ficar só sofrendo. Faço isso até hoje me dando recompensas pelas pequenas conquistas e reservando tempo para descansar – o segundo item parece óbvio, mas quando a gente está empreendendo tende a pensar em trabalho e querer trabalhar o tempo inteiro. E você, como pode tornar a sua transição mais tranquila? Mais divertida?

 

Como posso tornar isso mais divertido?

 

A quantidade de dinheiro que investimos em nossa transição é diretamente proporcional ao nosso nível de stress enquanto as coisas não começaram a dar certo. Dinheiro envolve receitas e gastos. Sobre receitas, é preciso aceitar que primeiro vem o período de plantar, depois vem o de colher. Não queira ganhar de cara o que levou toda a sua vida até aqui para conseguir na profissão anterior. Quem não consegue aceitar isso rapidamente voltará ao trabalho antigo. Sobre os gastos, faça uma lista dos gastos associados com seu estilo de vida, e pense no que você sente quando faz cada gasto da lista. Depois para cada sensação pense: como posso obter essa mesma sensação de outras formas? E cultive a capacidade de adiar recompensas, abrindo mão de uma gratificação imediata para obter uma gratificação maior mais adiante. Para quem vai empreender, tente sempre cogitar usar as coisas dos outros para não gastar muito (espaços de coworking, sites gratuitos, plataformas prontas de vendas), peça ajuda aos amigos e aprenda a fazer você mesmo o que puder. Fiz meu site com a ajuda de um amigo próximo, e tive ajuda de outro para fazer meu logo.

A gente tende a postergar indefinidamente projetos que poderiam ser incríveis para o mundo e para nossas vidas porque nunca achamos que estamos prontos para nada. Mas por experiência própria de alguém que se cobra muito:

 

Você não precisa ser perfeito, só precisa ser o suficiente.

 

A verdade é que para ajudar alguém você só precisa saber mais do que a pessoa que precisa de ajuda e ter vontade de ajudar. Aceitar que não vai sair perfeito de cara é um desafio pra mim até hoje, mas foi o que me permitiu tirar meus projetos do papel.

Seja qual for o seu medo, você pode pensar nele ao contrário: Você não vai atrás do seu sonho porque fazer o que se ama é algo para sortudos, então está esperando pra ver se dá essa sorte. Ou porque é algo para pessoas obsessivas e você não é assim, você é legal, normal. Ou porque tem família para sustentar. Ou porque você achou uma outra coisa que é bem interessante, embora não seja o seu sonho, mas está tudo bem. Ou porque vai dar muito trabalho ir atrás do seu sonho. Realmente faz todo sentido… Comigo funciona bastante, pensar assim me faz sentir vergonha dos meus medos e começar a agir. Aliás, começar é a palavra-chave.

 

Comece: “O momento mais amedrontador é sempre antes de começar” Stephen King

 

Escrevi esse post baseada em estratégias que adotei em minha própria transição de carreira e de pessoas que encontrei em meu dia-a-dia de trabalho. Sou coach de carreira e ajudo pessoas a mudarem de carreira sem enlouquecer, encontrando um trabalho que faça sentido para elas e apoiando-as ao longo da sua transição. Você pode conhecer melhor meu trabalho pelo meu site e pela página no Facebook.

Mitos sobre mudança de carreira

Mitos sobre mudança de carreira

Mito 1: Mudar de carreira é só para quem tem dinheiro
Muitas pessoas falam que gostariam de mudar de carreira, mas não conseguem porque precisam garantir o próprio sustento ou dos filhos. Mas você não precisa fazer uma mudança brusca de repente, existem várias estratégias pelas quais você pode fazer a transição aos poucos. Você pode por exemplo tentar migrar para uma área intermediária entre a sua área atual e a que você quer, como alguém que se formou em administração e quer migrar para a psicologia, então começa a atuar como coach que é uma formação mais rápida e na qual você pode usar seu conhecimento e networking da área atual. Você pode ainda trabalhar no que quer nas horas vagas, como hobby, pode trabalhar como freelancer na sua área atual part-time e na área que você quer no resto do tempo, pode se inserir em vários projetos paralelos de forma que cada um te dê um pouco de dinheiro e com o todo você consegue se sustentar, e por aí vai.
 
Mito 2: Não dá pra mudar de carreira no meio do caminho
O mais comum é justamente mudar de carreira quando já estamos há algum tempo na estrada. As pessoas costumam querer mudar justamente depois que elas já trabalharam um tempo na área atual e percebem que não gostam do que escolheram fazer. Isso acontece porque muitas vezes quando chegamos nas organizações percebemos que as atividades ou o ambiente daquela área não são exatamente o que a gente imaginava quando escolheu determinada carreira.
Também é muito comum mulheres optarem pela mudança depois que se tornam mães, para conseguir conciliar melhor o trabalho e a dedicação aos filhos. Hoje existem comunidades inteiras de mães nessa situação como o Maternativa e o B2mamy, que se apoiam mutuamente comprando entre si e viabilizando negócios umas para as outras.
 
Mito 3: Quem muda de carreira é quem não deu certo na sua área
Às vezes é justamente quando alguém está crescendo na carreira que percebe que não quer continuar nela. Você começa na área fazendo trabalhos chatos mas pensa que no começo é assim mesmo, que quando você subir de cargo vai melhorar, mas quando chega lá vê que não melhora e as vezes até piora. 
Outras vezes você só se dá conta que quer mudar de carreira quando todas as outras necessidades da sua vida estão sendo atendidas. Antes disso sua cabeça está tão ocupada com problemas mais urgentes que você não é nem capaz de se dar conta de que não gosta do que faz. Quem conhece a pirâmide de Maslow sabe do que estou falando. A Teoria das Necessidades de Maslow diz que as nossas necessidades seguem uma hierarquia de 5 níveis, na qual você somente sentirá as necessidades de níveis mais altos quando conseguir primeiro atender as de nível mais baixo:
 
  • No nível mais baixo estão as necessidades fisiológicas (básicas), tais como a fome, a sede, o sono, o sexo, a excreção, o abrigo;
  • No segundo nível estão as necessidades de segurança, em tudo o que ela significa;
  • No terceiro nível temos as necessidades sociais ou de amor, afeto, afeição e sentimentos tais como os de pertencer a um grupo ou fazer parte de um clube;
  • No quarto nível vêm as necessidades de estima, ou seja, o reconhecimento das nossas capacidades pessoais por nós mesmos e pelos outros;
  • Por fim, no último nível estão as necessidades de auto-realização. É somente aqui que a pessoa consegue se dedicar plenamente a realizar os próprios potenciais, e por isso muitas vezes é apenas nesse momento em que ela percebe que gostaria de mudar de carreira.
Em qual nível você está hoje?
 
Mito 4: Trabalhar é chato mesmo, todo mundo só faz porque é obrigado
É verdade que a grande maioria das pessoas só trabalha porque é obrigada. Quem está pensando em mudar de carreira ouve isso de várias pessoas. Mas o que você pode pensar quando ouve isso é “ok, mas eu não quero trabalhar o resto da vida em uma área só porque sou obrigada” Então agora te pergunto: Você quer trabalhar o resto da vida em uma área só porque é obrigada? Ou quer tentar encontrar um trabalho que faça mais sentido pra você e buscar uma vida mais interessante?
 
Mito 5: O que eu gostaria mesmo de fazer é muito difícil de entrar e/ou se manter
Recentemente fiz um post inteirinho sobre esse assunto sobre Como migrar para áreas não convencionais, que você pode ler aqui no blog. Esse post surgiu de uma pesquisa que eu fiz para ajudar uma coachee, perguntando para pessoas que atuam em áreas diferentes do comum como foi o passo-a-passo que elas fizeram para conseguir atuar nessas áreas.
 
Mudar de carreira não é fácil mesmo, dá medo, você corre riscos, mas esse é um pensamento de curto prazo. Se você pensar que a outra opção é passar o resto da vida fazendo algo que não gosta, fica mais fácil encarar uma mudança que vai sim envolver sacrifício, mas só por um ou dois anos.
Como definir um objetivo de carreira — e alcança-lo!

Como definir um objetivo de carreira — e alcança-lo!

Fiz esse post porque algumas pessoas me escreveram através do meu site e da página no Facebook, pedindo que eu falasse sobre como definir um objetivo de carreira e como correr atrás dele. Então vou compartilhar aqui o processo que eu sigo com meus coachees no encontro em que vamos definir seus objetivos de carreira.

Antes de começar, é importante eu te dizer que nos processos de coaching, antes disso fazemos toda uma investigação que embasa essa decisão da escolha do objetivo, que pode conter um entendimento do que a pessoa já tem ou precisa desenvolver em termos de conhecimentos, competências, habilidades e experiências para buscar esse objetivo. Se estivermos falando de uma decisão por qual carreira seguir, essa investigação contem ainda a tomada de consciência da pessoa em relação a quais são os seus valores, necessidades, recursos que ela tem para ir atrás desse objetivo, habilidades, gostos e sonhos que ela carrega consigo.

Dito isso, mãos à obra!

Objetivo é o que você quer atingir efetivamente, aonde você quer chegar. Quando falamos de definir um objetivo de carreira, digamos que você não sabe o que gostaria de fazer na carreira, então pode pensar no que já tem de conhecimento e experiências que poderia utilizar para construir algo que dá dinheiro, e decidir para qual área seguir a partir daí.

Quando definir o seu objetivo, antes de sair fazendo qualquer coisa é importante você ter certeza de que quer realiza-lo de verdade e de que só depende de você pra ele se concretizar. Você pode fazer isso se fazendo algumas perguntas:

O objetivo foi formulado com base no que você quer? Isso significa que ele tem que ser positivo, não pode ser negativo do tipo “eu não quero X”.

O objetivo está 100% na sua mão? Não adianta se definir objetivos que as ações para alcança-lo tenham que ser executadas por outras pessoas. Sabe quando na empresa o seu chefe fica te dando tarefas que dependem de um monte de gente além de você? Não é super difícil pra conseguir entregar? É isso.

É autoiniciado? Traduzindo: é você ou no fundo é outra pessoa que quer? Por exemplo, muitos de nós escolhemos nossas carreiras influenciados por nossos pais, seja por pressão familiar para ter uma profissão decente, facilidade para se colocar no mercado através dos contatos da família, e por aí vai. Essa ‘outra pessoa’ nesse caso também pode ser o mercado, quando escolhemos uma profissão apenas porque dá dinheiro.

Se eu atingir esse objetivo, estarei fazendo algo em que acredito? Aumentarei as chances de poder ser mais ‘eu mesma’ no meu trabalho? Terei mais daquilo que eu quero para a minha vida? Aumentarei as chances de me libertar daquilo que não quero para a minha vida?

Após definir o objetivo, precisamos estipular uma meta para ele. A meta é um número que, quando atingirmos, saberemos que conseguimos nosso objetivo. Para isso, deve ser composta por quantidade e prazo. Por exemplo, a sua meta pode ser conseguir 12 clientes em 6 meses para o seu novo negócio.

Quando a meta é muito distante, é importante estabelecer metas intermediárias para não perder o foco, não acabar simplesmente esquecendo da meta, e para não desanimar com ter que fazer algo tão grande. No exemplo acima, uma meta intermediária poderia ser conseguir 2 clientes por mês.

Já temos objetivo e meta. Agora é hora de fazer o que chamamos de verificação ecológica, que consiste em olhar para suas decisões de maneira saudável, avaliando o impacto delas em todas as áreas da sua vida. A verificação ecológica é importante porque, quando promovemos mudanças em uma área às custas de outra, é provável que a mudança não dure muito. Além disso, a definição de objetivos precisa levar em conta o que a pessoa inteira quer, e não apenas a parte que está dominando neste momento. Afinal, queremos que você saia daqui em um lugar melhor, e não pior, do que onde começou. E como fazer isso?

Nos processos de coaching eu convido a pessoa a se fazer algumas perguntas, para cada área da sua vida:

Quais são os prós de eu buscar esse objetivo?

Quais são os contras de eu buscar esse objetivo?

O que eu aguento perder para buscar esse objetivo?

O que eu não aguento perder por esse objetivo?

Qual o impacto nas pessoas de eu buscar esse objetivo?

Quem o julgamento me incomoda? Eu quero dar a eles esse poder?

Após ela responder, juntos nós checamos se ela levou em consideração todas as áreas da sua vida, que eu divido em: Lazer, Finanças, Profissional, Intelectual, Íntima (você consigo mesma), Espiritual, Física (saúde e aparência), Família e Relacionamentos Sociais.

E agora? O objetivo se manteve intacto ou sofreu alteração?

Agora que lapidamos o objetivo, precisamos de um plano de ação para alcança-lo. O plano de ação é uma lista das ações concretas que vamos executar para alcançar nosso objetivo e quando vamos realizar cada uma, a fim de bater a nossa meta no prazo que definimos.

Quando queremos alguma coisa muitas vezes não sabemos muito bem o caminho das pedras, o que precisamos fazer efetivamente para chegar aonde queremos. Uma forma de buscar inspiração para fazer o plano é tentar identificar no seu convívio pessoas que conseguiram aquilo que você quer ou algo próximo disso, e mapear o passo a passo que elas adotaram para conseguir. Pode ser que você já saiba esse passo a passo, senão que tal chama-la para um café, contar o seu plano e perguntar como ela fez para chegar lá?

Outra forma de se conseguir inspiração para estruturar o plano é tentar lembrar se teve alguma situação do passado que você já precisou fazer algo semelhante, e no que você fez na prática para conseguir isso. Por exemplo, se você quer passar em um concurso público, quando foi no passado que você teve um objetivo parecido? Quando fez vestibular, talvez? E o que você fez para conseguir?

Se não tiver um exemplo seu nem de pessoas próximas, você pode ainda se colocar no futuro. Tente pensar como se você já tivesse conseguido o que quer, e ‘lembrar-se’ do que fez para chegar lá. Confesso que essa estratégia não funciona muito bem comigo, mas por incrível que pareça (pelo menos pra mim) dá super certo com muita gente! rs

Às vezes me deparo com pessoas que não dão muito valor para o plano de ação, seja porque já tem uma ação na cabeça e acham que só precisam dela para fazer acontecer ou porque simplesmente têm preguiça de pensar nisso, acham excesso de organização. Se você for uma dessas pessoas, lembre-se que o sucesso não está no objetivo final, está no caminho – ele é apenas consequência. E o caminho que você vai percorrer é fruto do seu plano.

Agora vamos à elaboração do plano propriamente dito. Como disse antes, o plano nada mais é do que uma lista do que você vai fazer para correr atrás do seu objetivo. Pesquisando na internet você vai encontrar dezenas de padrões de plano de ação com níveis de complexidade bastante diferentes, mas para o nosso caso aqui eu acredito em um plano com 3 colunas: Ação / Lifeline / Status (já fiz, estou fazendo ou nem comecei).

Ação é o que você vai fazer efetivamente. Garanta que TODAS as ações dessa lista podem ser realizadas inteiramente por você. Se precisa que outra pessoa faça algo, não adianta colocar na ação “Pagar o cursinho” se o seu pai não souber que você conta com isso e se você não souber se ele pode ajudar. Então escreva na ação “Pedir ajuda do meu pai para ele pagar o cursinho”.

Lifeline é o que as empresas costumam chamar de deadline. O escritor Tal Ben Shahar (professor de Psicologia Positiva em Harvard) diz que quando estamos fazendo algo que realmente queremos fazer, nossos prazos são lifelines e não deadlines, porque ele entende que quando estamos fazendo algo que produz benefícios presentes e futuros, estamos a dar vida e não a matar o tempo. Pra mim fez todo sentido, então roubei o termo que ele criou para o nosso plano de ação.

A coluna de Status é a que você vai ficar atualizando toda semana com o andamento das ações.

Garanta que seu plano contenha recompensas para as pequenas vitórias, quem sabe no atingimento das metas intermediárias? Charles Duhigg (O poder do hábito) descobriu que todo hábito segue um ciclo padrão: esse ciclo sempre começa com uma deixa, ou seja, um gatilho que desperta a a rotina daquele hábito em particular. Essa rotina gera alguma recompensa que faz que com continuemos nesse ciclo tornando esse hábito cada vez mais presente no nosso comportamento diário. Assim, por exemplo, se toda vez que saímos de um dia de trabalho intenso e cansativo, resolvemos comer um chocolate para compensar o bom trabalho que fizemos e isso nos gera uma recompensa positiva, é provável que a gente passe a repetir isso até se tornar um hábito que, antes uma escolha consciente, já passa a ser um comportamento automático. Então, qual é a recompensa que você verá na execução do seu plano?

É importante não perder o embalo um só dia, senão a gente amolece e desiste – é igual academia de ginástica, se você deixa de ir um dia logo no começo, a chance de começar a não ir cada vez mais até desistir é grande. Seu plano tem ações para serem iniciadas amanhã mesmo? Então coloque uma já!

Outras coisas importantes que seu plano deve conter:

O que você precisa desenvolver em si mesmo para alcançar este objetivo (comportamentos / habilidades / conhecimentos / experiências)? Como buscar isso?

Como vou me certificar que coloquei o plano em prática? Como vou lembrar das ações que tenho que fazer? Aqui estamos falando de coisas bem simples, no meu caso é manter uma lista em um post it na área de trabalho do meu computador.

O que vou pensar ou fazer para me motivar? Pelo amor de Deus não pule essa pergunta! Muitas vezes não temos o apoio de ninguém para buscar o nosso objetivo, isso é comum quando queremos empreender por exemplo. Então é importante ter consciência de que vamos precisar nos automotivar e pensar em como podemos fazer isso.

Para cada ação do plano, pense se essa é a melhor ou a única forma de fazer isso, ou existem outras formas de fazer isso que poderiam ser ainda melhores? Aqui vale voltar na verificação ecológica e pensar em como reduzir ou eliminar os impactos que o seu objetivo pode causar nas várias áreas da sua vida.

Como posso tornar isso mais divertido / mais simples / mais tranquilo? Essas reflexões são importantes para tentar não se pressionar tanto, porque senão daqui a pouco você está no mesmo estado de stress em que estava antes de começar sua busca e não consegue curtir o processo.

Faça também um plano de não ação. Hein? Calma, vou explicar. rs Aqui é o que eu vou deixar de fazer para alcançar esse objetivo? Se o seu objetivo é mudar para a área de educação física, talvez não faça mais sentido continuar aquele MBA em Finanças e você deva trancá-lo para ter mais tempo pra se dedicar à nova área. Não se esqueça que a não ação também deve ter um prazo: até quando vou deixar de fazer isso para conseguir meu objetivo?

Pense nas pessoas que são importantes pra você. Não adianta nada você brigar com todo mundo porque está estressado estudando pra um concurso e ter que comemorar sozinho quando finalmente passar. Quais são as minhas principais necessidades de apoio? Como vou buscar esse apoio? Quem serão os maiores impactados pela minha transição? Como posso reduzir o impacto negativo?

Está acabando! Pra finalizar, vamos fazer um plano de contingência. Vou explicar como se faz isso.

Leia tudo o que você listou no seu plano. De 1 a 10, o quanto você se sente pronto para tirar esse plano do papel? E o que falta para ser 10? Esses são os obstáculos que você terá de enfrentar. Provavelmente surgirão outros ainda no meio do caminho, mas esses são os que você consegue antecipar. Outra forma de antecipar obstáculos é mostrar o seu plano para algumas pessoas que você confia e perguntar que dificuldades elas vêem para coloca-lo em prática. Para cada um desses obstáculos, reflita: O que posso fazer para reduzir o risco de esse problema ocorrer? O que posso fazer para ultrapassar esse problema caso ele ocorra?

Sei que parece complicado, mas é só nas primeiras vezes. Com o tempo você grava o processo faz um plano rapidinho, consultores fazem um plano completo em poucas horas. E estou falando de um plano para um objetivo complexo de carreira, como uma mudança de carreira ou um analista virar gerente em dois anos. Decisões do dia a dia não precisam de planos assim.

Pra te ajudar, fiz um esquema resumindo tudo:

Pronto! Você tem um objetivo e um plano de ação para alcança-lo! E mais do que isso, tem um norte, um caminho a seguir que faz sentido, que te coloca como protagonista da própria história, que não vai te deixar ir aonde o vento leva. Parece um motivo bastante justo pra ter esse trabalho, não?

E se precisar de ajuda nessa jornada, conte comigo! Você pode me encontrar pelo meu site ou pela página no Facebook.

O que autoconhecimento tem a ver com empreendedorismo

O que autoconhecimento tem a ver com empreendedorismo

Quando você ouve falar em autoconhecimento pensa em que? Livros de auto ajuda? Meditação? Terapia? Ano sabático? Retiro espiritual? E você sabe que essa palavra também significa identificar seus pontos fortes e fracos, saber exatamente o que você gosta e não gosta, no que você é bom ou não é bom, no que você acredita, do que você precisa pra viver, aproximar a visão que tem de si mesmo da visão que os outros têm de você? E que isso é essencial pra que você consiga fazer escolhas melhores, mais alinhadas com quem você é de verdade, e assim ser mais feliz?

Inclusive na sua carreira. Aliás é a falta dele que faz com que muitos de nós escolha carreiras erradas aos 17 anos: A gente simplesmente não se conhece o suficiente pra escolher. Um exemplo pessoal e bem bobo, mas que no meu caso pode ser extrapolado para muitas outras coisas, é que quando decidi que queria trabalhar em consultoria e assim fui fazer administração, eu achava que ia achar o máximo usar roupa social e andar chique e maquiada todo dia. Até que percebi que me sentia outra pessoa usando roupa social, me achava melhor sem do que com maquiagem, e apenas não conseguia escolher sapato de salto alto, porque todos pareciam extremamente desconfortáveis pra mim.

Você dificilmente conseguirá fazer algo (inclusive um negócio) dar certo por muito tempo que não tenha a ver com você. É a mesma coisa que entrar em um trabalho tentando parecer ser algo que não é, logo logo a máscara cai e/ou você não aguenta o tranco. E aqui nem estou falando de tentar enganar a empresa não, estou falando de coisas bem mais simples e que todos nós fazemos em algum momento, como achar que vai ficar bem em um trabalho super puxado quando na nossa vida nos preocupamos com a qualidade de vida.

Muitas pessoas adorariam ter seu próprio negócio mas não sabem o que gostariam de fazer. Quem já passou por outros posts meus já leu que você produzir algo que antes de resolver um problema do mundo, resolva um problema seu também – porque se é um problema pra você, certamente será pra mais gente. Só que no início dos processos de coaching, algumas vezes já pedi para as pessoas fazerem listas de quais são os seus problemas atuais, as suas dificuldades, no que a sua vida poderia ser mais fácil. E por incrível que pareça a maioria não conseguia listar nada ou quase nada. Não porque não tinha problemas ou dificuldades na vida, mas porque se acostumou com aquilo de tal forma que não percebia mais, ainda que a incomodasse. Então fica difícil saber que problema do mundo gostaria de resolver, quando você não sabe sequer quais são os seus próprios problemas.

Hoje em dia existem “n” formas de se fazer qualquer coisa, mas você já notou que tem coisas que dão super certo com umas pessoas, aí outra pessoa faz igualzinho e não dá certo? Você precisa se conhecer para dar a sua cara para o que faz. Pra decidir o que vai vender, com quais meios de divulgação vai se sentir confortável, como vai se apresentar sendo você mesmo, com quem você vê sentido em se unir, qual público quer atender.

É se conhecendo que você vai achar o seu jeito de ter sucesso. Resolver as coisas de maneiras menos sofridas pra você, que fluam mais, tornar a rotina mais agradável, ficar com o que faz bem feito e delegar o que não faz bem, saber com o que consegue lidar, evitar erros. Quando comecei a empreender eu tinha muito bloqueio com divulgar meu trabalho, porque o marketing me transmitia uma idéia de falsidade e porque não tenho habilidades comerciais muito desenvolvidas. Então fui atrás de outras formas de divulgação até que descobri o marketing de conteúdo, comecei a estudar o assunto, a entrar em contato com gente que divulga o seu trabalho dessa forma, e assim consigo divulgar meu trabalho de uma forma mais alinhada com o meu jeito de ser e o que eu acredito.

Pra piorar ainda mais a situação, há uma tendência no empreendedorismo de as pessoas quererem conhecer o empreendedor por trás da marca. Não querem mais sentir que elas são seres pequenininhos falando com uma organização gigante, querem falar de pessoa pra pessoa, falar com alguém que as entende, que passou pelas mesmas coisas que elas, e que tem flexibilidade e vontade sincera de ajuda-la a atender a sua necessidade. Querem saber como você é e o que tem de especial que te levou a criar aquele negócio tão bacana. Isso torna ainda mais relevante você se conhecer pra empreender, porque imagina se você criou um negócio que não tem lá muito a sua cara, aí o possível cliente tem contato com essa imagem que você está transmitindo, te procura pra conhecer seu produto ou serviço, vocês marcam de conversar, se conhecem e… nada acontece. Isso acontece muitas vezes não porque o seu produto em si não é bom, mas porque você não é aquilo que vende, e isso afasta as pessoas. Você já viu alguém dizer que prefere não conhecer o artista que fez a obra, pra não quebrar o encanto? É por medo de que aconteça isso.

Não faz sentido deixar o mundo corporativo porque, em outros fatores, não quer mais ser uma pessoa diferente em casa e no trabalho, e ir abrir um negócio para fazer o mesmo. É importante você se enxergar em tudo o que faz, que você consiga ver tudo no seu trabalho como uma produção sua, da qual você se orgulha por mais simples que seja, apenas porque é seu.

Uma vez falando sobre isso uma pessoa perguntou: “Mas Jana, isso não faz com que você não queira se adaptar a nada, que tudo tenha que ser do seu jeito? Não vai acabar te mantendo na sua zona de conforto?” A minha resposta é que não, por várias razões. A primeira delas é porque te obriga a ser mais criativo, porque isso reduz a possibilidade de usar receitas prontas (vide o exemplo acima da minha relação com o marketing). A segunda é porque te provoca a aumentar cada vez mais o seu autoconhecimento, buscar aprender, estudar, se testar, experimentar, pra saber o que consegue fazer bem, o que prefere fazer, o que dará mais certo ou não. A terceira é que se conhecer é encontrar o seu lado bom e o ruim, e descobrir no que você não é bom, o que não vai dar certo se ficar na sua mão, que do jeito que você mais acreditava talvez não dê certo, pode ser um aprendizado bastante duro.

Mas depois de tudo isso o que pode acontecer é você aumentar a sua zona de conforto a medida que se conhece mais. Vou explicar. Quando nos conhecemos pouco tudo nos causa medo, porque nunca estamos na zona de conforto, tudo é diferente, estranho, não sabemos como lidar com nenhuma situação. A adolescência tem muito disso, e olha que sofrimento que é pra maioria de nós. Porém, quanto mais nos conhecemos, nos sentimos à vontade em mais situações diferentes, porque sabemos como vamos e como devemos reagir. Ou seja, expandimos a nossa zona de conforto.

Mas como se autoconhecer, como provocar isso, não deixar ao acaso? Algumas formas são tendo experiências de vida, definindo desafios e metas e analisando como você lida com o processo, viajando, fazendo coisas pela primeira vez periodicamente, conversando com pessoas de áreas diferentes da sua, fazendo terapia e coaching se fizer sentido, lendo livros de temas diferentes dos que você já conhece, pedindo e ouvindo feedbacks, e tirando tempo pra pensar sobre tudo isso (e aqui vale até escrever, eu por exemplo penso escrevendo).

E se você sentir que precisa de ajuda nessa jornada, conte comigo. Sou coach especializada em transição de carreira, e ajudo pessoas a definir um rumo para suas carreiras através do autoconhecimento. Você pode conhecer um pouco mais do meu trabalho e me escrever pelo meu site ou pelo Facebook.

10 dicas para mudar de carreira sem dinheiro

10 dicas para mudar de carreira sem dinheiro

Dinheiro é a maior dificuldade de 9 entre 10 pessoas que querem mudar de carreira. Mas existem diversas possibilidades que podem ser consideradas por quem quer mudar de carreira mesmo sem grana.

1) Fazer algo na sua área atual que te aproxime do que você quer. Pense em como pode usar as suas habilidades atuais a serviço da área nova. Se você é administrador e quer migrar para a psicologia, por exemplo, pode começar atuando como coach. Quando o coaching te permitir sair do mundo corporativo, você terá tempo e dinheiro para fazer a faculdade de psicologia.
2) Fazer várias coisas em paralelo. Assim, cada projeto pode te dar um pouco de dinheiro, e a soma dos rendimentos com cada projeto te dá o que você precisa pra viver. Médicos fazem isso, trabalham no centro cirúrgico alguns dias, no consultório, no pronto-socorro, em dias e horários diferentes.
3) Começar fazendo a atividade nas horas vagas. Você pode oferecer o seu produto para as pessoas próximas ou mesmo para estabelecimentos próximos da sua casa.
4) Permanecer na sua área atual como freelancer part-time e se dedicar ao que você quer fazer no resto do tempo. É uma alternativa mais arriscada, já que presume que você sairá da sua área atual antes de ter ganhos relevantes na área nova. Mas pode ser uma saída quando você trabalha em uma empresa 16 horas por dia e dificilmente conseguirá mudar de área se ficar no mesmo lugar.
5) Começar na internet, já que as atividades na internet normalmente não exigem horário fixo. Você pode usa-la para vender ou somente para divulgar o seu trabalho. Faça um site, blog, páginas nas redes sociais, utilize os grupos do Facebook para divulgar seu trabalho.
6) Aceitar um trabalho que pague menos na área que você quer. Você terá uma queda no padrão de vida por um período, mas será ótimo para ganhar conhecimento, experiência e fazer contatos, e pode acelerar o seu crescimento na nova área. Pense em quanto tempo você demorou para ganhar o seu salário na área atual, não é razoável querer começar em outra área ganhando a mesma coisa não é mesmo?
7) Cogitar dar aulas do que você sabe fazer, ainda que só por um tempo. Você pode lançar um curso online e criar uma página para divulgar, ou procurar alguma instituição para dar aulas. Isso é comum no meio da fotografia, fotógrafos dão aula em escolas de fotografia ou universidades para obter uma renda fixa.
8) Se você pensa em produzir um produto, faça pequenas quantidades (o que você consegue fazer no seu tempo livre sem enlouquecer) e tente vender no comércio próximo da sua casa, ou mesmo para as pessoas conhecidas. Isso ajuda a testar a receptividade do mercado ao seu produto, e a crescer aos poucos, sem sair do seu trabalho atual.
9) Se tiver condições de economizar e paciência pra esperar, pode ir guardando dinheiro todo mês até que tenha condições de viver algum tempo sem nenhuma fonte de renda. Um tempo seguro para viver sem uma fonte de renda, quando queremos empreender, geralmente são dois anos. Nesse caso, jamais deixe seu dinheiro na poupança, procure renda fixa ou tesouro direto, que garantem uma rentabilidade muito maior a um risco quase zero também.
10) Mas a principal dica na minha opinião é essa: Quando eu consegui as coisas mais difíceis na minha carreira, eu simplesmente não cogitei voltar atrás. Tiveram vezes que deu tudo errado no meio do caminho, mas eu agi o tempo todo como se voltar atrás não fosse uma possibilidade, não pensei nisso, não considerei como plano B, não quis ler os momentos mais difíceis como um sinal de que eu deveria voltar atrás, não quis levar em conta o fato de que o dinheiro estava acabando, nada. Isso pode parecer maluco e até irresponsável para as pessoas mais programadas e que precisam se sentir seguras, mas agir assim me deu um senso de urgência que me fez correr atrás do que eu queria e fazer dar certo. E com o tempo fui percebendo isso na maior parte das pessoas que conseguiram coisas difíceis em suas carreiras, como se inserir em áreas mais difíceis ou mudar de área no meio do caminho. Mesmo que elas não tivessem isso assim tão claro na cabeça, elas faziam isso sem perceber.

Se nenhuma destas opções fez sentido pra você, talvez valha a pena avaliar o quanto realmente quer mudar de carreira. Às vezes quando estou diante de um problema, mesmo quando apresentada a uma grande quantidade de possibilidades de solução, simplesmente não consigo tomar uma decisão. Penso que nenhuma opção serve. Vejo muito isso nos processos de coaching também. Nessas horas me questiono o quanto eu realmente quero sair desse problema, já que ficar nele me parece mais fácil do que qualquer uma das opções.

Lembra do diálogo em Alice no País das Maravilhas, “quando a gente não sabe para aonde vai, qualquer caminho serve”? Ele se aplica ao contrário também, ou seja, quando qualquer ou nenhum caminho serve, é porque a gente não sabe para onde vai.