Desafio 21 dias para repensar sua carreira

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Há poucas semanas concluí um trabalho com 450 pessoas que toparam o desafio de repensar suas carreiras durante 21 dias, e
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Você sabe o que é coaching? Isso funciona mesmo? O que acontece em uma sessão?

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Quem já passeou aqui no meu site deve ter visto que tem uma sessão de FAQ, onde eu posto as perguntas que
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10 dicas para você alcançar seus objetivos de ano novo – ainda esse ano!

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Uau! Já está vendendo panetone no supermercado, mas ainda estamos em setembro! Pera, setembro... Ah não, não acredito que não
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8 cursos para empreendedores não convencionais

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Cada vez mais percebemos que as formações tradicionais não vão nos dar as respostas para lidar com as dificuldades da
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25 pequenas coisas que consegui mudar na minha vida quando saí do mundo corporativo

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1. Hidratar meu cabelo em casa toda semana 2. Não ficar com vontade de chorar no domingo à noite 3. Não acordar mais
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10 tendências para o mercado de trabalho esse ano

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Todo início de ano lemos e ouvimos matérias nos meios de comunicação sobre tendências para o mercado de trabalho, e a sensação que eu tenho e talvez você também tenha é que elas são sempre bem parecidas. Esse ano vamos ver as mesmas matérias, mas dessa vez as tendências são bem diferentes.

Isso está acontecendo porque muitas pessoas perderam seus empregos com a crise, e como a média de tempo de recolocação em algumas cidades está chegando a 15 meses, elas optam por empreender. Mas isso também é motivado por quem está do outro lado, pois as empresas estão buscando os mesmos resultados em um contexto muito mais difícil economicamente e com menos gente, e assim acabam pressionando cada vez mais os funcionários que ficaram. Como resultado, muita gente está decidindo abandonar o mundo corporativo porque não está aguentando essa situação.

E olha que interessante, nesse período tão difícil para o mercado de trabalho, as tendências não são ruins. Vamos à lista.

1) Cada vez mais as pessoas preferem comprar produtos e serviços de outras pessoas e não de empresas. E isso vale para todo tipo de produto, de coaching a produtos de limpeza! Isso muda tudo, pois você não precisa ter mais um ponto comercial pra vender, não precisa ter cara de mega empresário, não precisa ser “marketeira”, não precisa ser perfeito, não precisa ter uma grande empresa. É só entrar nas relações comerciais sendo quem você é, colocando a sua cara nas coisas, falando de pessoa pra pessoa, do jeito que você acredita, depositando todo o cuidado e carinho naquele trabalho que foi você que fez. Tem até um grupo que está fazendo bastante sucesso no Facebook chamado Dots, com mais de 500 mil pessoas só de SP, que é justamente de gente querendo comprar de gente, então pessoas oferecem através dele os seus trabalhos, outras procuram alguém que faça um trabalho que elas estejam precisando, é bem legal!

2) Ninguém mais aguenta trabalhos que não fazem sentido, que não tem propósito, que tentam te moldar, que não permitem que você tenha uma vida fora do trabalho. Quando eu me formei na faculdade há 11 anos atrás todo mundo queria fazer carreira em grandes empresas, mas muitos que se formam hoje querem abrir uma empresa ou atuar como profissional liberal. Outro sinal dessa mudança é que, pra você ter idéia, a maioria das pessoas que me procuram atualmente interessadas em fazer coaching é por causa disso.

3) Encarar quem faz trabalhos parecidos com o seu como potenciais parceiros, em vez de concorrentes. Por melhor que você seja no seu trabalho, e tenho certeza que você se esforça muito pra ser o melhor, você não é perfeito. Então você pode fazer um projeto com outra pessoa que faz a mesma coisa, mas que tem talentos complementares ao seu e que são super necessários nesse projeto. Você também pode se inspirar livremente em outras pessoas que fazem o mesmo trabalho, e elas também podem se inspirar em você ao mesmo tempo. Olha como isso é grande, isso pode ser a base para construirmos uma sociedade mais cooperativa e menos competitiva. Nos negócios e na vida.

4) Trabalho tem que ter sentido e não acontecer só pelo dinheiro. Nossos pais e avós ficam meio confusos com esse conceito. Tenha paciência com eles, pra eles isso não era uma opção. Nossa geração é a primeira que pode tentar fazer o que realmente quer. O resultado é que hoje conhecemos pessoas de profissões muito mais variadas, eu mesma tenho uns 3 amigos fotógrafos, uns 2 que trabalham com cinema, 2 que atuam com artes plásticas, 3 que trabalham com causas humanitárias, e por aí vai. E não pense que a vida foi fácil pra eles, alguns vieram de famílias bastante humildes.

5) Está fora de moda ser workaholic. As pessoas vêem a vida de forma mais holística e entendem a importância de viver nossos vários lados. Mas para isso elas precisam ter mais tempo fora do trabalho. Isso tem sido bastante usado pelas empresas para dizer que não entendem essa geração Y, que não queremos trabalhar, mas isso não significa absolutamente ser preguiçoso, significa apenas ser equilibrado.

6) Depois de tanto tempo a gente nas empresas acumulando o máximo de conhecimento possível e muitas vezes acabar fazendo tão pouco com isso, o paradigma começa a mudar, pra tentar fazer muito com o pouco que se tem. Eu como alguém que sempre tem uns 30 livros que ainda não conseguiu ler, não estou de forma alguma dizendo pra não acumularmos conhecimento, mas não precisamos esperar o dia em que estivermos prontos para fazer algo com ele, até porque esse dia nunca vai acontecer. O que você sabe já é o bastante para ajudar alguém que sabe menos do que você naquele assunto, e a pessoa pode estar disposta a pagar por isso.

7) Ter defeitos e errar é normal. Finalmente estamos reconhecendo que todo mundo erra, olha que inovador isso (rs). Mas a verdade é que fazer e errar é melhor do que não fazer nada. O novo mantra das startups é “erre, mas erre rápido”, então bora testar, errar, aprender com os erros, corrigir logo e seguir em frente.

8) Inventar o próprio trabalho é uma possibilidade. Cada vez profissões novas surgem com maior rapidez, e agora elas começam a ser inventadas por pessoas comuns. Criamos produtos, serviços, conteúdos, empresas, formatos de trabalho. Talvez daqui a alguns anos isso se torne até uma necessidade, a medida que a tecnologia nos substitui em diversos trabalhos, cada vez mais pessoas entram anualmente no mercado de trabalho, ou não saiam com o colapso da previdência.

9) Compartilhar conhecimento sobre o que você faz sem cobrar por isso é o novo Marketing. Como o professor Mario Sergio Cortella costuma dizer em suas palestras, conhecimento é uma coisa que quanto mais se compartilha, mais se tem. Se você compartilha pouco esquece de quase tudo que aprendeu, se compartilha muito você grava mais o que aprendeu e ainda aumenta esse conhecimento, porque quem ensina mais o que sabe também recebe mais ensinamentos dos outros. Mostrando o seu conteúdo, você atrai mais pessoas, e muitas delas podem querer te contratar.

10) Se precisamos de alguma coisa, aprendemos a fazer e fazemos sozinhos. Isso é facilitado pela grande quantidade de conhecimento disponível na internet e pela necessidade de empreender com poucos recursos, que é a realidade da maioria dos empreendedores. No máximo descobrimos um amigo que faz o que a gente precisa e pedimos sua ajuda ou fazemos uma parceria. Essa tendência é tão forte que, percebendo essa demanda, têm surgido diversas empresas para facilitar o do-it-yourself, como o Squarespace que ajuda qualquer pessoa, sem nenhum conhecimento de programação, fazer um site de internet em poucas horas.

Resumo da ópera: Por estranho que pareça, só em 2017 a tendência é a gente ter relações mais verdadeiras no trabalho. Já devia ter acontecido faz tempo, né?

Como migrar para áreas não-convencionais

Como migrar para áreas não-convencionais

Muitas pessoas querem seguir carreiras mais restritas como no meio artístico ou em organizações humanitárias, empreender coisas diferentes, ou até mesmo criar seus próprios trabalhos (por que não?). É natural quereremos ter trabalhos mais interessantes, criativos e que ajudem mais as pessoas. Eu tenho uma coachee que descobriu que queria migrar para uma área não convencional, e percebi que muitas vezes a pessoa tem um medo tão grande de tentar que acaba travando e não sai do lugar. Então procurei pessoas que não têm trabalhos comuns para saber como essas pessoas fizeram para conseguir espaço e crescer nessas áreas.

A dica mais comentada foi se preparar, estudar mesmo, seja fazendo outra faculdade (o que nem sempre é viável), ou fazendo cursos, treinamentos online, lendo livros. No começo que você ainda não tem experiência na área nova, o conhecimento será o fator determinante para conseguir trabalho. Tentar descobrir como as pessoas dessa área aprendem o que precisam para trabalhar nela. Avalie se existem opções de trabalho que mesclem os seus conhecimentos e experiências atuais com a área nova, isso possibilita que você possa ir entrando na área nova mais facilmente e aos poucos. É comum profissionais de administração ou engenharia que querem migrar para a psicologia começarem se tornando coaches, carreira na qual podem agregar a experiência antiga com os conhecimentos novos, até que consigam fazer a graduação.

Falando nisso, dependendo da sua escolha pode ser que você tenha que voltar aos bancos escolares e cursar uma nova graduação. Essa é a situação na qual você enfrentará os maiores desafios, financeiros se a faculdade for particular ou se tiver que sair do trabalho para estudar caso a graduação seja durante o dia, tempo para estudar e trabalhar ao mesmo tempo, determinação para ficar mais 4 ou 5 anos na faculdade, e até mesmo de ter colegas muito mais novos do que você.

A segunda dica que mais apareceu foi que não se deve subestimar as oportunidades. Para ingressar em uma área às vezes é mais fácil começar fazendo um trabalho com salário mais baixo ou em uma empresa menor, para ganhar experiência e fazer networking, para mais adiante tentar vôos mais altos.

O maior desafio enfrentado por quem vai para essas áreas é conseguir estabilidade financeira, pois segundo uma das pessoas com quem conversei (e que trabalha na área humanitária), “muitas vezes as oportunidades envolvem contratos apenas temporários e em diferentes locais, o que torna mais difícil um planejamento de longo prazo”. Principalmente no começo, porque quando você ainda não construiu uma história naquela carreira, não se comprometeu com atividades, não investiu muito dinheiro, e não ganhou nada, é mais fácil desistir. Mas ela também trouxe um ponto de vista importante: “Por mais difícil que possa parecer em um primeiro momento, nessas áreas faltam profissionais capacitados para cumprir as funções necessárias.” Justamente por isso, a maioria desiste logo no começo e são poucos os que persistem tempo suficiente para conseguir fazer uma carreira. Muitas das vezes a única garantia que você vai ter é que dificilmente você será muito bem sucedido em uma área que não goste.

Outra dica bastante citada foi mudar de turma, procurar conhecer pessoas da área e fazer uma rede de contatos. E isso pode ser feito batendo na porta mesmo, descobrindo no Facebook ou Linkedin quem trabalha e tem sucesso nessa área e enviando uma mensagem para a pessoa. É legal primeiro descobrir se vocês conhecem pessoas em comum, mas se não tiver tente assim mesmo. Você também pode entrar em contato diretamente com os locais onde esse tipo de profissional costuma trabalhar: por exemplo, se você é fotógrafo, pode entrar em contato com as revistas. Provavelmente se você entrar em contato com 10 pessoas só uma ou duas vão te responder, mas tenha em mente que você só precisa de uma oportunidade de trabalho que te abra portas para as coisas começarem a dar certo.

Na minha área por exemplo, é comum coaches participarem de cursos que outros coaches fazem ou ministram, ou um coach acompanhar outro nas redes sociais e chama-lo para um café. Eu mesma já conheci gente muito bacana, com quem aprendi e ensinei muita coisa, e até firmei parcerias assim. Você também pode começar um blog sobre o assunto (se você acha que não tem conhecimento suficiente leia o post Quanto conhecimento preciso para conseguir fazer algo de bom para o mundo), criar um grupo sobre o tema ou uma página no Facebook, isso pode te ajudar a encontrar pessoas da área que vão começar a te seguir e vão te procurar. Compartilhar conhecimento é uma das melhores formas de se fazer networking.

Tenha bem, bem claro, o que você quer fazer. Para alguns pode parecer estranho, mas muitas pessoas que querem trabalhar em organizações humanitárias por exemplo nem sabem direito o que essas organizações fazem ou o que elas gostariam de fazer lá. Para isso, converse com pessoas que já trabalham na área para entender quais são as possibilidades. Isso te ajuda a definir um objetivo e focar sua busca em um nicho bem específico. E pode ajudar até a conseguir oportunidades, pois quem quer empreender por exemplo terá que explicar o que faz para possíveis clientes. Eu mesma tenho que fazer isso até hoje. 🙂

Às vezes por “n” razões, não podemos fazer exatamente o que gostaríamos, por exemplo se você quer ser uma cantora mas não tem talento para cantar. Mas você cogitar atuar em áreas que te aproximam disso. Uma das pessoas com quem conversei, que trabalha na área de Comunicação de uma grande orquestra, deu um depoimento muito bacana sobre isso: “Sempre quis trabalhar nessa área, pois desde adolescente sinto que a cultura/música tem um poder transformador em nossas vidas. Eu quis trabalhar com isso mesmo não sendo musicista, porque sei que posso fazer música mesmo não estando no palco, viabilizando os processos para que o “produto final” aconteça. Poder oferecer um momento de lazer/prazer pra alguém e fazer-lo (a) esquecer por um instante dos problemas da nossa rotina tão dura e corrida é muito gratificante. Ver o brilho nos olhos de alguém que nunca viu uma orquestra, por exemplo, me motiva a continuar mesmo diante dos dias difíceis.” Depois de uma afirmação dessas, quem seria capaz de dizer que ela não faz música?

Tendo decidido o que fazer, pense no formato de trabalho que você vai ter. Isso não precisa ser estático, pode mudar com o tempo, mas você precisa começar por algum formato. Você pode querer trabalhar em uma empresa, como freelancer, empreender, atuar como profissional liberal ou até nômade digital. Uma saída que é muito adotada por quem trabalha no meio artístico por exemplo é se envolver em vários projetos em paralelo, de forma que cada um te dá um pouco de dinheiro e o valor total é o suficiente pra viver. Voltando ao exemplo da fotografia, você pode dar aulas em uma escola de fotografia ou universidade, garantindo assim uma renda fixa, mas sem comprometer o seu dia de forma que tenha tempo para assumir trabalhos de produção de fotos.

Mas o principal para conseguir permanecer nessas áreas menos convencionais, na verdade é um conselho bem simples. Como resumiu a nossa musicista: “Eu simplesmente (pelo menos até agora) nunca desisti.” Você não precisa não desistir pra sempre. Só precisa não desistir por hoje. Todos os dias.