Desafio 21 dias para repensar sua carreira

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Você sabe o que é coaching? Isso funciona mesmo? O que acontece em uma sessão?

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10 dicas para você alcançar seus objetivos de ano novo – ainda esse ano!

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8 cursos para empreendedores não convencionais

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25 pequenas coisas que consegui mudar na minha vida quando saí do mundo corporativo

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10 tendências para o mercado de trabalho esse ano

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Todo início de ano lemos e ouvimos matérias nos meios de comunicação sobre tendências para o mercado de trabalho, e a sensação que eu tenho e talvez você também tenha é que elas são sempre bem parecidas. Esse ano vamos ver as mesmas matérias, mas dessa vez as tendências são bem diferentes.

Isso está acontecendo porque muitas pessoas perderam seus empregos com a crise, e como a média de tempo de recolocação em algumas cidades está chegando a 15 meses, elas optam por empreender. Mas isso também é motivado por quem está do outro lado, pois as empresas estão buscando os mesmos resultados em um contexto muito mais difícil economicamente e com menos gente, e assim acabam pressionando cada vez mais os funcionários que ficaram. Como resultado, muita gente está decidindo abandonar o mundo corporativo porque não está aguentando essa situação.

E olha que interessante, nesse período tão difícil para o mercado de trabalho, as tendências não são ruins. Vamos à lista.

1) Cada vez mais as pessoas preferem comprar produtos e serviços de outras pessoas e não de empresas. E isso vale para todo tipo de produto, de coaching a produtos de limpeza! Isso muda tudo, pois você não precisa ter mais um ponto comercial pra vender, não precisa ter cara de mega empresário, não precisa ser “marketeira”, não precisa ser perfeito, não precisa ter uma grande empresa. É só entrar nas relações comerciais sendo quem você é, colocando a sua cara nas coisas, falando de pessoa pra pessoa, do jeito que você acredita, depositando todo o cuidado e carinho naquele trabalho que foi você que fez. Tem até um grupo que está fazendo bastante sucesso no Facebook chamado Dots, com mais de 500 mil pessoas só de SP, que é justamente de gente querendo comprar de gente, então pessoas oferecem através dele os seus trabalhos, outras procuram alguém que faça um trabalho que elas estejam precisando, é bem legal!

2) Ninguém mais aguenta trabalhos que não fazem sentido, que não tem propósito, que tentam te moldar, que não permitem que você tenha uma vida fora do trabalho. Quando eu me formei na faculdade há 11 anos atrás todo mundo queria fazer carreira em grandes empresas, mas muitos que se formam hoje querem abrir uma empresa ou atuar como profissional liberal. Outro sinal dessa mudança é que, pra você ter idéia, a maioria das pessoas que me procuram atualmente interessadas em fazer coaching é por causa disso.

3) Encarar quem faz trabalhos parecidos com o seu como potenciais parceiros, em vez de concorrentes. Por melhor que você seja no seu trabalho, e tenho certeza que você se esforça muito pra ser o melhor, você não é perfeito. Então você pode fazer um projeto com outra pessoa que faz a mesma coisa, mas que tem talentos complementares ao seu e que são super necessários nesse projeto. Você também pode se inspirar livremente em outras pessoas que fazem o mesmo trabalho, e elas também podem se inspirar em você ao mesmo tempo. Olha como isso é grande, isso pode ser a base para construirmos uma sociedade mais cooperativa e menos competitiva. Nos negócios e na vida.

4) Trabalho tem que ter sentido e não acontecer só pelo dinheiro. Nossos pais e avós ficam meio confusos com esse conceito. Tenha paciência com eles, pra eles isso não era uma opção. Nossa geração é a primeira que pode tentar fazer o que realmente quer. O resultado é que hoje conhecemos pessoas de profissões muito mais variadas, eu mesma tenho uns 3 amigos fotógrafos, uns 2 que trabalham com cinema, 2 que atuam com artes plásticas, 3 que trabalham com causas humanitárias, e por aí vai. E não pense que a vida foi fácil pra eles, alguns vieram de famílias bastante humildes.

5) Está fora de moda ser workaholic. As pessoas vêem a vida de forma mais holística e entendem a importância de viver nossos vários lados. Mas para isso elas precisam ter mais tempo fora do trabalho. Isso tem sido bastante usado pelas empresas para dizer que não entendem essa geração Y, que não queremos trabalhar, mas isso não significa absolutamente ser preguiçoso, significa apenas ser equilibrado.

6) Depois de tanto tempo a gente nas empresas acumulando o máximo de conhecimento possível e muitas vezes acabar fazendo tão pouco com isso, o paradigma começa a mudar, pra tentar fazer muito com o pouco que se tem. Eu como alguém que sempre tem uns 30 livros que ainda não conseguiu ler, não estou de forma alguma dizendo pra não acumularmos conhecimento, mas não precisamos esperar o dia em que estivermos prontos para fazer algo com ele, até porque esse dia nunca vai acontecer. O que você sabe já é o bastante para ajudar alguém que sabe menos do que você naquele assunto, e a pessoa pode estar disposta a pagar por isso.

7) Ter defeitos e errar é normal. Finalmente estamos reconhecendo que todo mundo erra, olha que inovador isso (rs). Mas a verdade é que fazer e errar é melhor do que não fazer nada. O novo mantra das startups é “erre, mas erre rápido”, então bora testar, errar, aprender com os erros, corrigir logo e seguir em frente.

8) Inventar o próprio trabalho é uma possibilidade. Cada vez profissões novas surgem com maior rapidez, e agora elas começam a ser inventadas por pessoas comuns. Criamos produtos, serviços, conteúdos, empresas, formatos de trabalho. Talvez daqui a alguns anos isso se torne até uma necessidade, a medida que a tecnologia nos substitui em diversos trabalhos, cada vez mais pessoas entram anualmente no mercado de trabalho, ou não saiam com o colapso da previdência.

9) Compartilhar conhecimento sobre o que você faz sem cobrar por isso é o novo Marketing. Como o professor Mario Sergio Cortella costuma dizer em suas palestras, conhecimento é uma coisa que quanto mais se compartilha, mais se tem. Se você compartilha pouco esquece de quase tudo que aprendeu, se compartilha muito você grava mais o que aprendeu e ainda aumenta esse conhecimento, porque quem ensina mais o que sabe também recebe mais ensinamentos dos outros. Mostrando o seu conteúdo, você atrai mais pessoas, e muitas delas podem querer te contratar.

10) Se precisamos de alguma coisa, aprendemos a fazer e fazemos sozinhos. Isso é facilitado pela grande quantidade de conhecimento disponível na internet e pela necessidade de empreender com poucos recursos, que é a realidade da maioria dos empreendedores. No máximo descobrimos um amigo que faz o que a gente precisa e pedimos sua ajuda ou fazemos uma parceria. Essa tendência é tão forte que, percebendo essa demanda, têm surgido diversas empresas para facilitar o do-it-yourself, como o Squarespace que ajuda qualquer pessoa, sem nenhum conhecimento de programação, fazer um site de internet em poucas horas.

Resumo da ópera: Por estranho que pareça, só em 2017 a tendência é a gente ter relações mais verdadeiras no trabalho. Já devia ter acontecido faz tempo, né?