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Como tomar melhores decisões

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Quantas decisões você tomou nas últimas 3 horas? Se ia de Uber ou de carro, de que cor pintaria as unhas, o que comeria no lanche da tarde… Tomamos decisões o tempo todo, muitas delas sem perceber. Se questionar as próprias decisões já soa importante quando pensamos na quantidade de decisões que tomamos, pois percebemos quantas oportunidades temos de facilitar e melhorar a nossa vida, imagina quando falamos de decidir a própria carreira.

O que dificulta tomarmos melhores decisões? O medo do desconhecido, a necessidade de sair da zona de conforto, ter que arcar com as consequências que podem ser desagradáveis, o impacto que ela irá gerar em pessoas queridas, ou simplesmente travamos diante do excesso de opções que temos hoje em dia.

Por todas essas razões, muitas vezes esperamos para decidir até a situação chegar ao seu limite. O problema é que quando chega nesse momento, como se já não bastassem todas essas dificuldades, teremos que decidir rápido e sob pressão. E lembre-se que não escolher também é uma escolha, e assim como você poderá ser cobrado futuramente pela decisão que tomar, poderá ser cobrado também pela decisão que não tomar.

Tanta dificuldade é normal. Nós quisemos ter muitas escolhas e lutamos por isso, mas nossos avós na década de 40 não as tinham. Como ter tantas possibilidades ainda é recente, não só a gente individualmente como a sociedade em geral está aprendendo a lidar com isso.

Mas calma. Respira. Tem muitas ações que podemos adotar para tomar melhores decisões:

Não sei se você já se deu conta, mas escolher cansa. Então a primeira ação é se perguntar se é possível rotinizar a decisão, para não ficarmos exaustos com tantas escolhas. Isso libera a mente para focar no que é importante.

Quando estamos em cima do muro, pode ser mais fácil pensar no que não queremos primeiro, para só a partir daí chegar ao que de fato queremos. Podemos usar isso tanto para as opções em si como para as consequências destas opções.

Não faça pouco das questões emocionais envolvidas, não fique só na racionalidade. Para que a decisão seja duradoura a longo prazo, devemos considerar tanto os aspectos emocionais quanto os racionais.

Identifique padrões nas decisões anteriores e suas consequências, para antecipar possíveis consequências quando tiver que tomar decisões similares novamente. Por exemplo, fazer escolhas com frequência envolve a capacidade de adiar recompensas. Você geralmente prefere ter um benefício agora ou esperar por outro benefício ainda melhor, mas que não é garantido, no futuro?

Sempre que for possível, dê-se o tempo que precisa para tomar essa decisão. Às vezes tendemos a tomar certas decisões muito rápido só para nos livrarmos logo da angústia, mas isso pode nos levar a tomar muitas decisões equivocadas.

Faça uma lista de prós e contras. Tem gente que é contra esse tipo de lista porque faz da decisão algo frio e racional, mas para quem fez a lista ela pode ter muito de emocional. O que importa é o significado da lista para quem a fez. E para não se sentir mal tomando uma decisão baseado em uma lista de prós e contras, lembre-se que Charles Darwin também fez uma lista para decidir se deveria ou não se casar:

darwin

Reúna o máximo de informações possíveis sobre as possibilidades de escolha. Isso pode ser feito através de pesquisa ou conversando com pessoas que já tiveram que tomar essa decisão antes, como foi o processo de escolha delas e quais foram os resultados. Fazendo isso podemos identificar aspectos que não tínhamos pensado antes e que é importante considerar. Contudo, para que isso seja efetivo, temos que tomar o cuidado para não procurar apenas quem irá corroborar a nossa decisão, que é o que normalmente a gente acaba fazendo.

Se conheça, sempre. Quanto mais nos conhecemos, mais sabemos quais consequências somos capazes de suportar por uma decisão que tomamos. Às vezes não tomamos más decisões por falta de informação quanto às consequências, mas sim porque não sabemos como vamos reagir quando elas se concretizarem.

Priorize as decisões. Eisenhower, ex-presidente dos EUA, dizia que o que é urgente raramente é importante, e o que é importante raramente é urgente. Ele criou uma matriz para facilitar a tomada de decisão nesse aspecto:

eisenhower

Mas aí vem a dúvida: Como vou saber o que é importante? O que é importante tem a ver com os nossos valores, porque só ficamos em paz quando estamos tranquilos em relação aos nossos valores. Assim, a decisão de comprar ou não um carro pode ser difícil para alguém que tem a segurança financeira como um valor importante, mas pode ser mais fácil para outra pessoa que tem a liberdade como valor.

Tem um aspecto que geralmente não nos damos conta, mas que insconscientemente estamos considerando. Muitas vezes o que mais importa não é a decisão em si, mas o quanto teremos que trabalhar, depois que a tomarmos, para que ela seja a decisão correta. Então o que devemos pensar aqui é se estamos realmente dispostos a trabalhar por cada uma das opções, e aquela pela qual estivermos dispostos a lutar será a escolha certa.

Se houver possibilidade, elabore um experimento de baixo risco antes de decidir. Por exemplo, se você quer decidir entre duas opções de carreira, tente passar um dia com uma pessoa de cada área, no exercício das suas atividades, antes de tomar a decisão. Ou se a dúvida for entre ficar no mundo corporativo ou empreender, tente fazer algumas unidades do seu produto, ofereça aos amigos e parentes e colha seus feedbacks, antes de deixar o emprego.

Tem uma dica que eu sempre uso e comigo funciona muito, que é me perguntar: “Que impacto essa decisão terá na minha vida daqui a um ano?” Quando me faço essa pergunta, algumas decisões perdem importância, e outras ficam mais fáceis de serem definidas.

Por fim, tire o peso das suas costas. Primeiro porque não há resposta errada, o que há é a melhor resposta para cada um, de acordo com seus valores, interesses e aspirações. Segundo porque aceitar a imperfeição pode facilitar as coisas. Se eu começo um artigo querendo escrever algo que irá mudar o mundo, provavelmente não saio da primeira linha. Muitas das vezes a nossa decisão não precisa ser a melhor, só precisa ser suficientemente boa para tudo ficar bem.