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Você sabe o que é coaching? Isso funciona mesmo? O que acontece em uma sessão?

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10 dicas para você alcançar seus objetivos de ano novo – ainda esse ano!

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8 cursos para empreendedores não convencionais

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25 pequenas coisas que consegui mudar na minha vida quando saí do mundo corporativo

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Como encontrar um trabalho que faça sentido

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Não sei se vocês já sabem mas eu pratico krav maga há 4 anos e meio. Para o texto de hoje vou usar o krav maga como exemplo, mas o conteúdo se aplica perfeitamente ao mundo do trabalho também.

Apenas para contextualizar, o krav maga é a única arte de defesa pessoal reconhecida internacionalmente, não sendo uma arte marcial. Seu único objetivo é dar a oportunidade de que a pessoa consiga chegar viva e inteira em casa diante de qualquer situação de risco, por isso não participa de campeonatos e não tem movimentos estéticos. Foi criado na década de 40 por Imi Lichtenfeld, quando a Europa vivia um cenário de guerra e de grande hostilidade contra o povo judeu, para ajudar as forças de defesa do que mais tarde viria a ser Israel. Essas forças posteriormente se tornaram a IDF, considerado por muitos o melhor exército do mundo. Desde então o krav maga era considerado uma arma secreta do exército de Israel, e somente a partir de 1964 começou a ser ensinado a civis e se espalhou pelo mundo. E antes que alguém me imagine parecida com a Ronda Rousey, saibam que eu sou uma mulher bem magrinha, fraca, e detesto academia. rs O krav maga elimina a necessidade de uso da força, e o faz efetivamente através de movimentos simples (movimentos naturais do corpo), rápidos (movimentos curtos) e objetivos (que vão direto aos pontos mais sensíveis do agressor).

Voltando ao nosso assunto, antes de mais nada precisamos entender o que é o sentido. O sentido tem a ver com o emocional, não com o racional. É muito difícil manter uma academia por muito tempo para a maioria das pessoas. Isso acontece porque a gente não consegue ver um sentido que mexa com o nosso emocional, mas apenas com o racional como manter a saúde ou uma boa forma física, que embora sejam motivos muito justos, não são o suficiente para nos mover. Da mesma forma trabalhar apenas pelo dinheiro é tão difícil. Tem que ser sentido pra fazer sentido. Mesmo no krav maga, por incrível que pareça as pessoas continuam por anos a fio movidos pelo emocional, não só pelo racional. Tem pessoas que fazem krav maga única e exclusivamente para defesa pessoal, estão ali apenas para aprender um conjunto de movimentos que irá ajuda-las a se defender de uma possível agressão na rua. E esse é um motivo importante, não tem problema nenhum nisso. Mas como falta sentimento, isso acaba não sendo motivação suficiente para elas treinarem por muito tempo.

E mais ainda, quem fica por muitos anos são aqueles que conseguem ver a prática como uma forma de aprender importantes lições de humildade, auto-estima, julgamento, generosidade, coragem e amizade, apenas para dar alguns exemplos. Quando eu chego em uma aula, por exemplo, enxergo muito mais do que uma hora e meia de socos e chutes. Vejo oportunidades de aprender com meus colegas que entenderam o porque de um movimento que eu não havia entendido, de ajudar o colega que faltou na última aula e não aprendeu aquele movimento ainda, de ser mais humilde quando começo a achar que estou indo muito bem e tomo um balde de água fria quando o professor chama a atenção para um erro que eu não podia mais cometer na minha faixa, de exercitar minha coragem quando levei meses para conseguir fazer rolamento porque eu tinha medo de me machucar. Isso vale para qualquer outra coisa na vida, como o nosso trabalho ou fazer academia por exemplo. As pessoas que realmente encontram sentido no que fazem são aquelas que conseguem ver mais naquela atividade do que as outras pessoas que estão fazendo a mesma coisa conseguem ver.

E muitas vezes esse significado nem está relacionado com o que se faz em si, mas com o que isso traz de positivo para a pessoa. Quando eu comecei a treinar faltava muitas aulas, não me empenhava, nem pensava no assunto, porque inicialmente eu só enxergava o que todo mundo vê quando vai assistir uma aula. Eu só consegui engrenar quando passei a ver os benefícios físicos, comportamentais, emocionais e sociais que aquela atividade estava me trazendo, e que não são poucos. Como nunca gostei de luta (juro!), se continuasse vendo apenas socos e chutes certamente não teria ficado ali por muito tempo. Por isso que quando vemos o nosso trabalho apenas como uma forma de ganhar dinheiro, é muito difícil nos destacarmos e subirmos os degraus da carreira. Ou até conseguimos chegar lá, mas não conseguimos manter por muito tempo. Geralmente quem consegue isso é justamente quem enxerga o seu trabalho de outra forma, ainda que isso não seja evidente pra você ou mesmo que o sentido que aquela pessoa vê nem faça sentido pra você. O que importa é que faça sentido para ela. Isso é o bastante para ela crescer.

O significado que algo tem pra você pode mudar ao longo da vida. Isso pode ser motivado por um evento externo (uma relação que não é mais tão bacana quanto era no começo) ou por um evento interno (afinal você também muda durante a vida). A partir das experiências que vamos vivendo muda o que você acredita, o que gosta de fazer, os assuntos pelos quais se interessa, seus sonhos, o ambiente ao seu redor, as pessoas que te cercam, e em consequência seus sentimentos em relação às coisas mudam. Por isso pode acontecer de o trabalho que hoje faz muito sentido pra você, amanhã não fazer mais tanto.

Quanto mais significado você consegue ver no que faz, mais ele cresce. Vou explicar. É que quanto mais significado algo tem na sua vida, mais você se envolve com aquilo, e mais portas você abre para que aquilo adquira ainda mais significado. No krav maga, com o tempo comecei a ir em seminários, uma turma começou a se reunir para treinar no fim-de-semana ou até para comer pizza, comecei a me oferecer para ajudar os colegas que faziam a menos tempo, até que recentemente fiz o curso de monitores, que dura uma semana no interior do Rio de Janeiro. Esses eventos, mais do que experiências das quais vou lembrar a vida toda, me proporcionaram tantas situações diferentes que ajudaram para que eu atribuísse ao krav maga ainda mais significado em minha vida. No trabalho é a mesma coisa, a gente se envolve em cada vez mais projetos, se dedica muito mais do que as outras pessoas sem perceber, quer estudar, quer ser melhor para aquilo. Mas só quando a gente vê significado. Quem não tem essa atitude diante do trabalho não é porque é preguiçoso, pouco ambicioso ou incompetente, é porque não vê significado naquilo que está fazendo.

Já tive um coachee que passou por esse dilema (e que me autorizou a falar sobre isso). Ele era um profissional ruim em seu trabalho, se atrapalhava, não apresentava boas entregas, não construía boas relações, tinha grande dificuldade de entender os assuntos nas reuniões. Mas desde cedo percebi que ele não era apenas preguiçoso, ele era bem esforçado, mas tinha um verdadeiro bloqueio com o seu trabalho. E ele não era burro, fora do trabalho era uma pessoa bem articulada, tinha um ótimo nível cultural e um raciocínio muito inteligente. Mas se sentia muito incompetente e sofria com isso. Com o tempo ele entendeu que o problema não era ele, mas o trabalho que ele fazia. Ele detestava aquilo. Depois de um longo processo ele descobriu o que realmente gostava de fazer, mudou de área e hoje está se saindo super bem em seu novo trabalho. Parece outra pessoa no trabalho e na vida. No caso ele encontrou essa atividade de que gosta em um hobby antigo.

Mas agora você deve estar pensando: ok, mas como encontrar um trabalho que faça sentido? Primeiro, saiba que não necessariamente o problema se resolve com mudar de carreira. Você pode conseguir ressignificar o seu trabalho atual e mudar totalmente a sua motivação com relação a ele. Você pode buscar esse significado conversando com pessoas que são bem-sucedidas na sua área por exemplo, perguntando qual o significado que elas vêem no que fazem e avaliando se esse significado faz sentido pra você ao ponto de você passar a ver o que faz com outros olhos. Quando eu trabalhava em consultoria e aquele trabalho não estava mais fazendo sentido pra mim, perguntei para outras pessoas bem-sucedidas na empresa qual era o significado que aquele trabalho tinha para elas. E de verdade, vieram algumas respostas que em 7 anos de consultoria eu nunca tinha cogitado. No meu caso não foi o suficiente para que eu passasse a ver um significado que me fizesse querer continuar ali, mas poderia ter sido.

Se isso não funcionar, pense com quais atividades você tem uma conexão emocional? Pode ser uma atividade que você exerça profissionalmente ou não, ou até uma com a qual você não tenha contato mas que gostaria muito de fazer, que mexe com você. Talvez seja uma atividade só, mas o mais provável é que venha uma lista. Para cada atividade da lista reflita: é possível tornar essa atividade uma profissão? De que forma?

Se você sente que precisa de mais para conseguir tomar uma decisão, conte comigo. Nos processos de coaching fazemos uma investigação muito mais profunda para te ajudar a encontrar um trabalho que faça sentido. Trazemos à luz seus valores, necessidades, habilidades, gostos, sonhos, e organizamos tudo isso de forma que te ajude a tomar uma decisão. Você pode me encontrar pelo site ou pela página no Facebook.