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Cada vez mais percebemos que as formações tradicionais não vão nos dar as respostas para lidar com as dificuldades da carreira. As pessoas começam a optar por outras formas de aprendizado, como cursos pontuais, coaching e experimentação. Fiz aqui uma lista de cursos de que participei no último ano e que me ajudaram a resolver meus próprios dilemas como empreendedora – e dos meus coachees também:
 
The School of Life São Paulo (TSOL): A The School of Life tem diversos cursos rápidos sobre como lidar com os mais variados temas do dia-a-dia, relacionados ou não com a carreira. Apesar de curtos, os cursos têm muito conteúdo e te oferecem reflexões e ações práticas para lidar com desafios como encontrar equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e como pensar com a mente de um empreendedor. Os professores são super selecionados, incluindo a Ana Holanda da Vida Simples, o Daniel Barros do programa Bem estar da Rede Globo, e a Dra Ana Claudia Arantes, que ficou famosa ao falar abertamente sobre cuidados paliativos em seu canal no You Tube.
 
Curso de economia colaborativa do Descola: O Descola é uma plataforma online de cursos rápidos, mas que assim como a TSOL têm foco em além de passar o conceito, te ajudar a colocar em prática. Fiz o curso de economia colaborativa, que inclusive é gratuito, para me aprofundar no conceito e confesso que me surpreendi com a qualidade! Além dos vídeos, eles disponibilizam um ebook e uma série de indicações de obras para você se aprofundar no tema.
 
Launch: O Launch é um curso para empreendedores que oferece reflexões e ações práticas para te encorajar a tirar sua ideia de negócio do papel. Ele é bacana especialmente pra quem não tem muita grana nem tempo a perder, pois ajuda a ver de outra forma vários bloqueios que a gente tem relacionados a isso e que nos impedem de colocar nossas ideias em prática. Ao mesmo tempo que fala de um assunto sério, é leve, gostoso de fazer! É online, vale muito a pena e olha que bacana: você paga o quanto pode, a partir de 30 reais!
 
Blog Incrível: Para quem quer empreender ou atuar como profissional liberal, a Amanda Costa oferece cursos de marketing digital, no caso eu fiz o Blog Incrível. Apesar do nome, o curso é focado nas mais conhecidas mídias sociais, incluindo Facebook, Instagram, Pinterest e sites, além de blogs. Ela não foca em gatilhos mentais e outras estratégias sujas de marketing digital, foca em estratégias genuínas principalmente relacionadas com Marketing de Conteúdo. Não é baratinho mas oferece muito mais do que custa, muito mesmo, então vale a pena pensar com carinho. O que tenho aprendido com a Amanda tem me ajudado muito a mostrar meu trabalho para mais pessoas. Se você se interessou, fique atento à próxima turma aqui:
 
Nômades digitais: Esse curso é ministrado pelo casal Jaque e Eme Barbosa, do site Hypeness. O objetivo é ajudar quem quer se tornar um nômade digital, eles dão o passo-a-passo que eles fizeram para dar certo com esse formato de trabalho e muita informação de como fazer isso, que você não vai encontrar em nenhum outro lugar! Apesar de online, o curso não é oferecido o ano todo, então tem que ficar de olho quando eles vão abrir a próxima turma!
 
Liberdade financeira para inquietos: Curso com foco em ajudar quem quer empreender a se organizar financeiramente para isso. A Andy é minha parceira na parte de finanças pessoais, quando tenho um coachee que quer mudar de carreira mas tem muita dificuldade com dinheiro encaminho para ela para ter essa ajuda especializada e individual. O curso é presencial e dura 4 semanas, uma vez por semana.
Entre em contato pelo site dela para saber sobre as próximas edições do curso: http://andydesantis.com.br/
 
Escola de rumos: A Escola de Rumos é uma plataforma de cursos da Paula Quintão, escritora que também conduz cursos online e presenciais voltados para autoconhecimento e as dificuldades que temos dentro de nós para empreender. Já a acompanhava há algum tempo, mas recentemente tive oportunidade de fazer um curso presencial com ela. Além de ter muito conteúdo, ela é uma graça e você se sente amiga dela quando faz seus cursos!
 
Escrita afetiva: Esse curso é ministrado por ninguém mais, ninguém menos do que a Ana Holanda, editora chefe da revista Vida Simples! Ela dá um curso presencial em várias cidades do país sobre como escrever com o coração, coisa que quem lê a revista sabe que ela faz muito bem. Tem uma possibilidade que dura um dia inteiro, e outra que dura um mês, uma vez por semana à noite. Para ficar sabendo das próximas turmas você pode segui-la no Facebook: 
Os 4 principais fatores que podem fazer você se arrepender de mudar de carreira

Os 4 principais fatores que podem fazer você se arrepender de mudar de carreira

Às vezes a gente muda de carreira e depois de um tempo estamos igualmente insatisfeitas na nova área. Mudar de carreira é uma decisão muito importante, e não tem como não sentir medo de se jogar e se arrepender depois. Por isso mesmo é importante entender os motivos que nos levam ao arrependimento, para reduzir a probabilidade de cairmos nos mesmos erros, e é sobre isso que vamos falar hoje.

Como uma mudança de carreira pode levar vários anos, e a gente continua evoluindo como pessoa ao mesmo tempo que muda de carreira, às vezes quando nos consolidamos na nova área já somos diferentes e queremos outras coisas. Como isso está totalmente fora do nosso controle, não temos como eliminar a possibilidade do arrependimento.

Mas podemos reduzir a probabilidade que isso aconteça, se conhecermos as outras razões que podem nos levar ao arrependimento e tivermos estratégias para lidar com elas. Pelo que tenho observado em função do meu trabalho, me parece que isso pode acontecer basicamente por 4 motivos:

  • Não nos conhecemos o suficiente antes de tomar a decisão
  • Não conhecemos a nova área o suficiente antes de mudar
  • Não mudamos a própria cabeça para a nova área
  • Não estamos dando certo na nova área

Vamos falar sobre cada uma destas razões.

 

 

Não nos conhecemos o suficiente antes de tomar a decisão

 

Muitas vezes erramos na escolha de carreira aos 17 anos porque simplesmente não nos conhecíamos o suficiente com essa idade para escolher. A gente acha que vai dominar o mundo aos 17 anos. Acreditamos que vamos tirar de letra qualquer coisa. Mas a realidade não é bem assim. Tem coisas das quais não queremos abrir mão, seja do nosso tempo, do nosso jeito, do que acreditamos, ou de quem nós somos.

E mesmo que a gente se conheça super bem aos 17 anos e inicialmente goste do que escolhemos, isso pode mudar com o tempo. Isso porque nós mesmos vamos mudando ao longo dos anos – e ainda bem! Imagina se fôssemos as mesmas pessoas dos 17 aos 90 anos, que utilidade nossa vida teria pra quem ela mais importa: nós mesmos? Só que a medida que mudam nossos valores, interesses, desejos, estilo de vida, isso impacta no quanto gostamos do nosso trabalho também.

Se conhecer passa por entender o que é importante pra gente, do que precisamos pra viver, quais são nossos sonhos, no que somos bons, pelo que as pessoas nos reconhecem, qual é o estilo de vida que queremos ter, e que conhecimentos temos ou temos vontade de aprender. Se tivermos ajuda esse processo é ainda mais rico, porque muitas vezes o outro consegue ver as coisas muito melhor do que a gente, e nos traz luz para questões que dificilmente conseguiríamos perceber sozinhos.

 

Não conhecemos a nova área o suficiente antes de mudar

 

Outras vezes, nós nos conhecemos o suficiente (se é que um dia nos conhecemos o suficiente!) para tomar uma decisão de carreira, mas não conhecemos a área onde vamos trabalhar.

Eu fico batendo nessa tecla com os meus coachees, mas é porque realmente acredito nisso. E esse é um tema tão caro pra mim porque foi o ponto crucial da minha própria decepção com a carreira. Muitas vezes a gente não gosta do que faz não é por causa do que faz efetivamente, digamos que da parte operacional da coisa, mas sim porque não gostamos da cultura da área, do perfil das pessoas que trabalham nela, ou do estilo de vida que ela nos impõe.

Provavelmente alguns de vocês estão pensando agora: “Ah, mas a cultura varia de empresa para empresa!” Isso é verdade, mas se você observar uma grande corporação, verá que áreas diferentes têm pessoas com perfis bem diferentes, e isso influencia os assuntos que elas conversam durante o trabalho, o ritmo que elas trabalham, indo até os horários de chegar no trabalho e ir embora. Além disso, pode ser que a grande maioria das vagas na sua área esteja em um determinado tipo de empresa, e aí você terá que se adaptar àquele ambiente específico.

Quando isso acontece a gente fica se culpando, se achando a pior das criaturas, pensando que somos inadequados, mas a verdade é que muitas vezes nós apenas não encontramos a nossa turma. Que no caso está trabalhando em outras coisas.

Tente conhecer pessoas que trabalham na área para a qual você quer migrar, entrevista-las, se possível passar um dia vendo elas trabalharem, fazer um trabalho voluntário nessa área, frequentar cursos onde elas estão, visitar os lugares onde elas trabalham. E quando fizer isso vá com o olhar direcionado para essas questões: Eu gostaria de trabalhar aqui? De ser amiga dessas pessoas? De viver a vida que elas levam? De resolver os problemas que elas têm pra resolver no dia-a-dia? De aprender o que elas precisam saber para fazer um bom trabalho? E leve essas perguntas até o seu nível mais básico: Eu gostaria de usar as roupas que elas usam? De trabalhar nesse prédio gigante e imponente? De acordar tão cedo ou virar noites sem dormir? Não se sinta mal de não querer ficar em uma área por razões tão básicas, você não tem nada de errado por isso, apenas têm gostos diferentes das pessoas que estão ali.

 

 

Não mudamos a própria cabeça para a nova área

 

Se não mudamos o nosso mindset para a nova área, com o tempo a mudança vira meramente uma troca de lugar, e não de vida. Mais do que quais são as habilidades e conhecimentos necessários para se dar bem na nova área, é necessário pensar em quais são os novos comportamentos que precisamos adotar a partir de agora.

Isso é muito claro quando a pessoa quer deixar de ser funcionária em uma empresa para se tornar empreendedora. Saber que não terá todo mês o salário na conta e que a partir de agora você só terá dinheiro se correr atrás é uma mudança de paradigma a que muitas pessoas não conseguem se adaptar. Isso foi uma mudança que eu mesma subestimei quando decidi mudar de carreira, e com a qual tive que aprender a lidar depois. Pra mim hoje é muito claro, nos meses em que eu me esforço mais para divulgar meu trabalho consigo mostrar meu trabalho para mais pessoas e tenho mais clientes, mas nos meses em que por algum motivo não consigo me empenhar tanto para divulga-lo, menos pessoas me procuram. Quando estava aprendendo a lidar com isso, sempre tentava pensar: o que é mais importante pra mim, ter o salário certinho todo mês ou ter uma vida com mais liberdade e fazendo algo que eu amo?

Entender que o fracasso faz parte do processo também é outro desafio. No mundo corporativo os desafios nos são dados para serem cumpridos, mas no empreendedorismo somos nós quem definimos os próprios desafios. E damos muita cabeçada até entender qual é o limite até onde podemos ir. Até porque esse limite muitas vezes muda a cada momento, em virtude da situação econômica e até do amadurecimento do nosso empreendimento que vai ocorrendo aos poucos.

Conversar com pessoas que fizeram essa transição é muito útil nessa hora. Hoje, com as redes sociais, é muito mais fácil encontrar pessoas que passaram pelas mesmas coisas que a gente, e podemos tentar conversar com elas. Existem grupos no Facebook de pessoas que querem mudar de carreira (tenho o Apoio para repensar sua carreira se precisar), grupos de empreendedores, e por aí vai. Essas pessoas podem nos ajudar contando o que elas tiveram que aprender para obter sucesso na sua transição e nos dar insights quanto aos desafios que vamos encontrar.

Sabe aquela frase que diz que você sempre volta diferente de uma viagem? Isso tem que acontecer nessa viagem aqui também. Quais são as mudanças de postura necessárias para você mudar para a área que tanto deseja? São mudanças que você está disposta a fazer? E você quer fazer essas mudanças por si mesma, porque é importante pra você?

 

Não estamos dando certo na nova área

 

Primeiro, é importante definirmos o que “não estamos dando certo” significa pra gente. Especialmente se estivermos empreendendo, no começo é quase certo que teremos mais fracassos do que sucessos. Mas isso não significa que as coisas não estão dando certo. Quando estamos mudando de carreira é importante comemorar as pequenas vitórias, para não desanimar até que as grandes vitórias comecem a acontecer, e isso costuma demorar. Às vezes a gente desiste da transição antes de dar tempo de dar certo. Uma frase atribuída a Thomas Edison fala exatamente sobre isso: “Muitos dos fracassados na vida são pessoas que não sabiam o quão perto estavam do êxito quando desistiram.”

Muitas vezes nossa definição de “não estar dando certo” tem a ver com dinheiro. Tem uma frase que a Andy de Santis falou quando fiz o curso dela “Liberdade Financeira para Inquietos”, que até hoje eu uso como mantra: “Primeiro vem o período de plantar, depois vem o de colher.” Pode ser que você não parta totalmente do zero na nova área, porque se as suas experiências propriamente ditas não servirem, no mínimo a maturidade profissional que você adquiriu ao longo dos anos vai te ajudar. Mas pensa em quanto tempo você demorou para ganhar o que ganha hoje na sua área atual. Não queira ganhar “de cara” na nova área o que levou a vida toda para ganhar na área anterior.

 

Se toda essa conversa te deixou com ainda mais medo do que vem pela frente, lembre-se de Abraham Lincoln: “A melhor maneira de prever o futuro é cria-lo.” Outro dia, conversando com outros coaches, um colega compartilhou uma experiência que fez muito sentido pra mim. Às vezes estamos diante de duas pessoas com as mesmas condições para mudar de carreira e com o mesmo plano de ação, às vezes elas até querem mudar para a mesma área, só que uma delas consegue e a outra não. Por que isso acontece? Será que a energia que colocamos naquilo que estamos nos propondo a fazer pode ditar o sucesso da nossa mudança? Pense nisso.

 

Se você quer criar coragem e diminuir o risco de se arrepender, eu posso te ajudar. Sou coach especializada em mudança de carreira carreira e ajudo pessoas a encontrarem soluções para os desafios da transição. Você pode conhecer melhor meu trabalho pelo meu site e pela página no Facebook.

Já estou mudando de carreira, e agora?

Já estou mudando de carreira, e agora?

Eu já estou em processo de mudar de carreira, mas estou enfrentando muitas dificuldades pelo caminho. O universo tende a entropia e eu tendo que ter resiliência. Ou seja, o universo tende a voltar ao caos e eu tendo que voltar ao normal no meio de tanta tensão. Lembro de Buda:

 

“A origem do sofrimento é ansiar que a vida seja diferente do que ela é.”

 

E pior do que isso, quanto mais você não quer o sofrimento, mais ele aumenta. Isso só piora minha sensação de desconforto, afinal reforça o que já sei, que minha vida não é como eu gostaria que fosse, não consigo desfocar do meu sofrimento e por isso ele só aumenta.

Quero uma solução rápida para sair logo dessa situação estressante. Encontro uma e tento adotá-la, mas geralmente soluções rápidas não são adequadas ao problema e não o resolvem de fato, porque atuam nos sintomas e não nas suas causas.

E agora?

Você se identificou com essa situação? Qual a sua reação típica quando as coisas não ocorrem como planejado?

Cada pessoa reage de um jeito. Eu por exemplo tendo a ficar ruminando os pensamentos negativos e não sair do lugar. Travo mesmo. Outras pessoas quando algo dá errado já imaginam logo o pior cenário, que tudo mais não vai dar certo e elas não atingirão seus objetivos. Há aqueles que ficam imaginando se as coisas tivessem sido diferentes do que de fato aconteceu: é a turma do “e se…” Outras ainda começam a culpar os outros pelo que deu errado com elas. E outras se sentem vítimas da vida e têm pena de si mesmas por tudo que lhes acontece. Mas antes que você comece a julgar, todos nós temos todas essas reações em situações diferentes. E se você não lembra é justamente porque fazemos isso sem perceber. O primeiro passo é se dar conta de como você reage quando isso acontece, e começar a se perceber na hora em que está agindo dessa forma.

Uma vez que você percebeu como reage diante de situações estressantes, o próximo passo é encontrar estratégias melhores para lidar com elas. Fico sempre buscando formas de manter a sanidade nessa doideira que é mudar de carreira no meio do caminho, e aqui vou trazer algumas delas.

Percebo claramente em mim mesma que tendo a reagir diferente à mesma situação se estou de bom ou de mau humor. Isso porque o humor muda nosso nível de resiliência. Já comentei em outros posts que ao longo da minha transição sempre tenho em mente a pergunta: Como posso tornar isso mais tranquilo? E mais divertido? “Isso” pode ser uma situação chata específica ou toda uma mudança de carreira.

Sempre fui uma pessoa que tentei me prevenir muito para que nunca nada saísse fora do planejado, mas ficava muito irritada quando as coisas davam errado. Outro dia ouvi que pessoas que fazem algum tipo de sacrifício todos os dias, mesmo sem crise, se saem melhor em momentos de crise. O ideal é sair da nossa zona de conforto voluntariamente, um pouco e todos os dias, para que tenhamos mais recursos internos para agir quando a vida nos obrigar a faze-lo.

Conviver com pessoas que tendem a catastrofizar nos influencia a seguir pelo mesmo caminho. Por outro lado, procurar criar uma rede de apoio que possa nos ajudar a resolver os problemas ajuda muito, principalmente pessoas que já passaram pelo mesmo problema. Em minha mudança de carreira isso me ajudou a cortar caminhos, aprendendo com quem já tinha feito ou estava fazendo também uma transição.

 

“Passei por coisas terríveis em minha vida, e algumas delas de fato ocorreram.”

 

Sempre dou risada de mim mesma quando lembro da frase de Mark Twain porque lembro que morro de medo de andar de avião. Isso foi um problema sério quando fiz a ponte aérea Rio-São Paulo toda semana por dois períodos da minha vida, ou quando fiz uma viagem de 20 horas para outro país. Não durmo direito na noite anterior, fico tremendo, suo frio, não consigo pensar em mais nada. Uma força aperta o pause da minha vida desde a noite anterior e só aperta o play quando estou em terra novamente. Mas eu ainda não morri em um desastre de avião. Nossa capacidade de aumentar os problemas também influencia como lidamos com eles. Voltando para o nosso tema da mudança de carreira, adotar uma visão de perspectiva e  lembrar que a vida é muito maior do que os problemas pode ajudar nessa hora. Se a gente parar pra pensar em quanto tempo vamos demorar para nos recuperarmos se tudo der errado, muitas vezes vamos perceber que nem é tanto tempo assim e que não é o fim do mundo se isso acontecer.

 

 

Não gosto muito das ideias de pensamento positivo e negativo. Ambos vêm de crenças, e crenças são suposições que fazemos sobre nós mesmos, os outros e o mundo à nossa volta: são generalizações que podem ser ou não verdade. Uma alternativa para esses pensamentos é a mentalidade de crescimento, que propõe não ser positivo nem negativo. Ela nos ensina a ver os desafios futuros como aprendizados em vez de sucessos ou fracassos. Isso tira um peso enorme das nossas costas. Por exemplo, em uma mentalidade positiva ou negativa o sucesso é como você se valida, mas na mentalidade de crescimento significa que você foi testado. Da mesma forma, a primeira pressupõe que fracasso é algo ruim, enquanto a segunda sugere que é mais uma oportunidade de aprendizado.

Basicamente as ferramentas que podem nos ajudar a ter mais resiliência diante dos problemas da mudança de carreira podem ser divididas em 4 tipos:

  • Quais são seus pontos fortes para resolver o problema? Por exemplo coragem, humildade, energia.
  • Quais estratégias você pode usar? Pedir ajuda, fazer coaching, procurar pessoas que já passaram pela mesma coisa.
  • Quais recursos você tem? Parentes, formação, livros, redes de apoio.
  • Quais insights podem te ajudar? Ideias que você teve, ouviu outras pessoas ou leu na internet.

Tente responder essas questões para um problema que esteja atrapalhando a sua transição nesse momento. Se faltarem ideias para alguma resposta, pense em como você responderia a mesma pergunta em situações do passado que já superou. Isso também pode ajudar a identificar o que te falta para resolver melhor os problemas, por exemplo você pode perceber que tem poucas estratégias e a partir disso pensar em como consegui-las.

Percebo que a crise já me levou algumas vezes até mudanças para melhor em minha vida. Quando me formei na faculdade vivia o momento financeiramente e emocionalmente mais difícil da minha vida, mas isso me deu ainda mais forças para tentar um programa de trainee que era meu sonho na época. Consegui entrar em um programa bastante concorrido e isso me trouxe para São Paulo, algo que nem imaginava que poderia acontecer. Talvez em condições de vida melhores eu não teria a força necessária para buscar essa conquista que mudou toda a minha trajetória.

 

Diante de uma crise, podemos mais do que voltar ao estado inicial, podemos sair ainda mais fortes.

 

Esse post foi escrito a partir das minhas próprias experiências e da aula “Como ter mais resiliência”, ministrada pela The School of Life em São Paulo – SP, da qual participei em um momento que eu precisava ter mais resiliência para lidar com minha própria mudança de carreira. Hoje sou coach de carreira e ajudo pessoas a encontrarem soluções para os desafios da transição. Você pode conhecer melhor meu trabalho pelo meu site e pela página no Facebook.

Como mudar de carreira sem enlouquecer

Como mudar de carreira sem enlouquecer

Quando começamos uma viagem só enxergamos até um determinado ponto, até a linha do horizonte. Sabemos onde queremos chegar e temos um mapa que nos indica a direção a seguir. Mas não precisamos já ter feito o mesmo caminho antes e não sabemos o que vai acontecer no meio do caminho. Conforme avançamos a linha do horizonte também se move mais à frente. É só isso que precisamos para se chegar ao destino final. Não precisa enxergar até o final da jornada, só precisa saber onde queremos chegar e qual é o próximo passo. Assim é com qualquer viagem: a vida, ter um filho, começar um novo trabalho, e mudar de carreira.

Esse não é um post para te ajudar a decidir pra qual área mudar ou como viabilizar sua transição na prática, mas sim sobre como fazer tudo isso sem pirar antes de conseguir. Ele é parte da pesquisa que fiz para um workshop que criei com o mesmo nome do título, com o objetivo de desmistificar a mudança de carreira. A frase que acredito que melhor define esse workshop é mostrar que o caminho é longo mas é possível, e mais do que isso, pode ocorrer de forma mais tranquila e sem traumas.

Não estou dizendo que VAI ser tranquilo, estou dizendo que PODE ser. Quantas vezes você já teve muito medo de alguma coisa, e depois quando encarou viu que o problema parecia maior do que realmente era? Então por que não considerar a possibilidade de ser esse o caso? Às vezes vemos uma sombra enorme e ficamos com medo de ser um tigre, mas quando nos enchemos de coragem e vamos lá ver na verdade é só um gatinho.

Talvez o que mais nos assusta seja o fato de que “tudo e nada parece possível, quando pensamos em mudar de carreira”, como diz Hermínia Ibarra no livro Identidades de Carreira. A verdade é que o mundo do trabalho está mudando muito, o emprego formal diminui cada vez mais, ao mesmo tempo em que aparecem novas carreiras, novas formas de trabalho, novos conceitos como economia colaborativa, criativa, compartilhada, todos estamos tentando sobreviver enquanto observamos aonde isso tudo vai parar, e muitos de nós queremos nos inserir nesse novo mundo mas não sabemos muito bem como fazer isso. Mas com frequência nossos medos se revelam infundados e aquilo que mais nos assusta é o que mais nos liberta.

 

“Tudo e nada parece possível, quando pensamos em mudar de carreira.”

 

Antes de mais nada é importante entender: de onde vêm os seus medos? De um histórico pessoal ou familiar? Ou de crenças que a sua família te transmitiu sobre trabalho ou dinheiro – de que precisa segurar seu emprego, dinheiro só vem pra quem trabalha muito, vai faltar dinheiro? Crenças são as suposições fundamentais que as pessoas fazem sobre si mesmas, os outros e o mundo a sua volta: são generalizações que podem ser ou não verdade. É importante conhecer as crenças que você está assumindo que podem estar te detendo: o que é crença sua e o que é verdade? E considerando que pensar em medo atrai mais medo, você pode tomar a decisão de viver de forma diferente e tentar mudar o seu mindset?

 

Ter coragem não é não ter medo, é ter medo e ir com medo mesmo.

 

Agora no seu lugar eu pensaria “ok, mas falar é fácil né?” Eu sou uma pessoa que acredito que da mesma forma que nos dedicamos a fazer cursos e adotar práticas para ser melhor no trabalho, devemos nos dedicar a olhar para dentro, agregar autoconhecimento e adotar práticas para melhorar o nosso bem-estar também. Então trouxe algumas ferramentas para lidar com o medo. Em vez de ficar me concentrando no sofrimento, a primeira coisa a fazer é sempre me voltar para a solução: ok, estou sentindo isso, agora o que eu vou fazer na prática para lidar com esse medo? Não adianta ficar só sofrendo, tem que pensar o que vai fazer para se libertar ou lidar com ele. Nos meus momentos mais tensos, uma prática que utilizo é começar a prestar atenção no meu corpo, na minha respiração, para desviar o pensamento do medo. Mais recentemente comecei a usar técnicas de mindfullness, que é um tipo de meditação para esvaziar a mente e permanecer no momento presente. Na hora em que estou com muito medo tento desfocar dele, mudar o pensamento, não fico analisando ele.

 

No livro O Poder do Agora, Eckhart Tolle diz que se você se concentrar no momento presente, percebe que nem tem tantos problemas ou dificuldades assim, porque o medo te leva para o passado ou te joga para o futuro, para um futuro que é só uma possibilidade dentre muitas outras.

 

Depois em casa, quando o medo não estiver ativado, eu paro para analisá-lo. Primeiro identifico o problema que me causa esse medo todo. Se o que causa o medo pode ser eliminado, tento quebrar o problema em partes menores e perguntar qual delas é mais importante resolver agora para reduzir o meu medo. Se o problema não pode ser eliminado nesse momento, tento agir na minha atitude em relação a ele. Penso em momentos em que tive medo no passado: Em que outras situações tive esse medo, tinha tudo para dar errado e consegui supera-lo com sucesso? O que pensei que me ajudou? O que fiz efetivamente para conseguir? Posso aplicar algum destes pensamentos e ações na situação atual?

Quando queria mudar de carreira, eu tinha todos os medos típicos: Não ter dinheiro, não ter clientes, ter que voltar para o mundo corporativo, não ser boa o suficiente, de estar errada, de não conseguir ajudar as pessoas que precisam de mim. E especialmente quando falamos de uma mudança de carreira, nos sentimos um peixe fora dágua, parece que todos estão super bem em seus trabalhos, nós somos os únicos que querem mudar, e até mesmo quem no fundo também quer não concorda com a nossa iniciativa. Por isso é importante procurar a sua turma, outras pessoas que também estão passando por essa transição, para perceber que mudar no meio do caminho é normal, se sentir acolhida e ter com quem trocar experiências que podem te ajudar.

É importante saber como lidamos com as mudanças para identificar quais comportamentos nossos tendem a nos atrapalhar, e o que já fizemos anteriormente que pode ajudar na mudança de carreira. Nos processos de coaching proponho pegar uma folha de papel em branco e fazer uma linha do tempo, com as principais escolhas da sua vida pessoal e profissional. Depois pergunto como foi, por que você fez cada escolha, o que te motivou. A seguir identificamos possíveis padrões nas suas escolhas: o que existe em comum entre as motivações para as principais escolhas da sua vida? O que você fez nos momentos de transição anteriores que deve mudar, ou ao contrário, que pode replicar agora? É importante ter consciência dos padrões que nossa vida segue, para que consigamos sair deles no novo rumo que vamos dar a nossa carreira. Como diz o ditado:

 

“Ações iguais produzem resultados iguais.”

 

Quando eu decidi mudar de carreira, uma das coisas que pensei foi como poderia mudar da forma mais tranquila possível. Avaliei o seu impacto nas outras áreas da minha vida – do que eu topo abrir mão por esse objetivo? Se eu não topo abrir mão de nada por ele, é melhor refletir o quanto quero realmente esse objetivo. Antes de começar também preparei o terreno, negociei com as pessoas queridas o impacto do meu sonho nos sonhos delas. No caso tive que negociar apenas com meu marido, mas você deve pensar em todas as pessoas de quem você depende ou que dependem de você. Outro desafio pra mim foi não descontar nelas o meu stress e ao mesmo tempo me manter presente em vez de me afastar. Acontece muito com quem estuda para concurso, o namorado termina porque não aguenta mais a falta de atenção, os amigos se afastam porque você nunca está disponível, você passou anos sem ir às comemorações de aniversário da família pra estudar, e tem que comemorar sozinho quando finalmente consegue passar no concurso. Por fim, mais do que tornar minha transição um pouco mais tranquila, me preocupei com tentar curtir o processo de mudança e não ficar só sofrendo. Faço isso até hoje me dando recompensas pelas pequenas conquistas e reservando tempo para descansar – o segundo item parece óbvio, mas quando a gente está empreendendo tende a pensar em trabalho e querer trabalhar o tempo inteiro. E você, como pode tornar a sua transição mais tranquila? Mais divertida?

 

Como posso tornar isso mais divertido?

 

A quantidade de dinheiro que investimos em nossa transição é diretamente proporcional ao nosso nível de stress enquanto as coisas não começaram a dar certo. Dinheiro envolve receitas e gastos. Sobre receitas, é preciso aceitar que primeiro vem o período de plantar, depois vem o de colher. Não queira ganhar de cara o que levou toda a sua vida até aqui para conseguir na profissão anterior. Quem não consegue aceitar isso rapidamente voltará ao trabalho antigo. Sobre os gastos, faça uma lista dos gastos associados com seu estilo de vida, e pense no que você sente quando faz cada gasto da lista. Depois para cada sensação pense: como posso obter essa mesma sensação de outras formas? E cultive a capacidade de adiar recompensas, abrindo mão de uma gratificação imediata para obter uma gratificação maior mais adiante. Para quem vai empreender, tente sempre cogitar usar as coisas dos outros para não gastar muito (espaços de coworking, sites gratuitos, plataformas prontas de vendas), peça ajuda aos amigos e aprenda a fazer você mesmo o que puder. Fiz meu site com a ajuda de um amigo próximo, e tive ajuda de outro para fazer meu logo.

A gente tende a postergar indefinidamente projetos que poderiam ser incríveis para o mundo e para nossas vidas porque nunca achamos que estamos prontos para nada. Mas por experiência própria de alguém que se cobra muito:

 

Você não precisa ser perfeito, só precisa ser o suficiente.

 

A verdade é que para ajudar alguém você só precisa saber mais do que a pessoa que precisa de ajuda e ter vontade de ajudar. Aceitar que não vai sair perfeito de cara é um desafio pra mim até hoje, mas foi o que me permitiu tirar meus projetos do papel.

Seja qual for o seu medo, você pode pensar nele ao contrário: Você não vai atrás do seu sonho porque fazer o que se ama é algo para sortudos, então está esperando pra ver se dá essa sorte. Ou porque é algo para pessoas obsessivas e você não é assim, você é legal, normal. Ou porque tem família para sustentar. Ou porque você achou uma outra coisa que é bem interessante, embora não seja o seu sonho, mas está tudo bem. Ou porque vai dar muito trabalho ir atrás do seu sonho. Realmente faz todo sentido… Comigo funciona bastante, pensar assim me faz sentir vergonha dos meus medos e começar a agir. Aliás, começar é a palavra-chave.

 

Comece: “O momento mais amedrontador é sempre antes de começar” Stephen King

 

Escrevi esse post baseada em estratégias que adotei em minha própria transição de carreira e de pessoas que encontrei em meu dia-a-dia de trabalho. Sou coach de carreira e ajudo pessoas a mudarem de carreira sem enlouquecer, encontrando um trabalho que faça sentido para elas e apoiando-as ao longo da sua transição. Você pode conhecer melhor meu trabalho pelo meu site e pela página no Facebook.

A morte é um dia que vale a pena viver

A morte é um dia que vale a pena viver

Outro dia estava lendo o livro A morte é um dia que vale a pena viver, da Ana Claudia Quintana Arantes, e ao longo dos seus anos de trabalho com Cuidados Paliativos ela percebeu que um dos 5 maiores arrependimentos que as pessoas têm diante da morte é ter trabalhado tanto. Fiquei tão impactada pelas suas palavras que não tinha como não compartilhar, talvez porque eu mesma já me vi nessas situações embora na época não tivesse conseguido definir de forma tão precisa.

“O que causa o verdadeiro arrependimento é precisar de máscaras para sobreviver no ambiente profissional. Quando existe uma diferença entre quem somos na vida pessoal e quem somos no trabalho, então estamos em apuros. (…) Se só sabemos ser nós mesmos calçando um chinelo, então coloquemos os pés na terra antes que seja tarde e não saibamos mais a diferença entre nossos pés e a sola do sapato. (…) Quando aceitamos um trabalho que se distancie da nossa essência, temos a sensação de tempo desperdiçado, principalmente se preferimos nossa essência ao nosso trabalho. Mas também existe o risco de gostarmos demais de ser aquela pessoa do trabalho, especialmente se só conseguimos pensar em nós mesmos como alguém porque trabalhamos. Essas pessoas podem ser incríveis no trabalho, mas na vida pessoal são um desastre. Quando se aposentam, é como se morressem.” Passei muitos anos da minha vida me sentindo diferente das pessoas do meu meio, achei no começo que era por falta de experiência, mas conforme fui crescendo na carreira essa sensação não passou e percebi que não era só isso. Eu me sentia estranha de roupa social, parecia que nada combinava, e não entendia porque eu simplesmente parecia não ter capacidade para combinar as roupas de trabalho e facilmente me sentia tão bem com as roupas de fim-de-semana. Levou muito tempo até eu perceber que isso ia muito além das roupas, passando pelas conversas do ambiente de trabalho, pelo meu jeito de ser, de pensar, de agir. Basicamente havia uma dualidade entre quem eu era no trabalho e quem eu era fora do trabalho. Eu estava crescendo na carreira, então essa inadequação não parecia ser real. Mas isso não importa, ela era real dentro de mim. E quanto mais eu crescia na carreira, mais essas duas pessoas ficavam diferentes.

Então eu comecei a precisar de cada vez mais lazer para ficar ‘bem’, a fazer cada vez mais atividades para ‘descansar’, a gastar cada vez mais dinheiro para me sentir melhor. “A maior parte de nós passa pelo menos oito horas trabalhando, sem falar do tempo em que buscamos atividades para tentar melhorar o desempenho no trabalho. Meditamos para ter mais atenção, fazemos exercício físico para nos sentirmos melhor, e tudo isso para trabalhar mais. O caminho pode estar certo, mas o motivo para percorrê-lo pode estar errado. Fazer o bem para ser feliz na vida é diferente de fazer o bem para se dar bem no trabalho. Se escolhemos o autocuidado não pelo prazer de receber uma massagem, mas para não ter dor nas costas e, assim, poder trabalhar melhor no dia seguinte, então pode haver algo errado com nossos motivos. Pessoas que orientam sua vida para o trabalho se arrependem, principalmente se o motor for o câncer da humanidade: o medo. Medo de não ter dinheiro, medo de faltar estudo para os filhos, medo de não ter onde morar.” O problema é que se você não toma a decisão de agir de acordo com a sua essência, uma hora a vida fará isso por você. O esforço mesmo que nem seja tanto começa a parecer muito mais do que você tem condições de lidar. Você começa a não conseguir crescer na carreira, a perder o emprego toda hora, a se irritar por qualquer coisa, a ficar doente. É a vida te mostrando que tem alguma coisa errada. E tudo começa a conspirar contra.

“A energia que vem de um trabalho que não faz sentido é ruim, também. Com o dinheiro compraremos comida que vai estragar mais rápido, teremos um carro que vai quebrar a toda hora, entraremos para uma academia que não teremos tempo de frequentar. Comparemos roupas que não usaremos, cursos que esqueceremos. Quando observamos nossa vida e percebemos que vivemos comprando bens que não cumprem sua função de nos fazer viver melhor, pode ser que haja algo errado com a origem do dinheiro. Se ganhamos uma fortuna, compramos um carro e chegamos à nossa casa com cara de zumbis, tem algo errado. Mas a gente segue achando que tudo é normal, que a vida é assim mesmo.

Alguém também já passou por isso?

Autonomia vs trabalho — Ou o que você faz em uma terça-feira qualquer entre as 10h e as 11h30

Autonomia vs trabalho — Ou o que você faz em uma terça-feira qualquer entre as 10h e as 11h30

Vejo que às vezes as pessoas estranham como eu consigo fazer coisas como correr 10k no meio do dia, ou manter uma rotina de corrida, Krav Maga, trabalho, casa, cursos e ainda viajar para visitar minha família ou para eventos do Krav Maga, e fazer tudo direito e bastante.
Nem sempre foi assim. No início da carreira ficava triste porque tinha tempo, mas não tinha dinheiro para fazer nada. Como eu sempre fui uma pessoa que se interessava por uma variedade enorme de temas, pensava: “quando eu tiver dinheiro vou fazer tantas coisas…” O problema é que quando eu comecei e ter dinheiro, não tinha mais tempo. Me matriculava em aulas que não ia, marcava exames e não fazia torcendo pra melhorar sozinha, cheguei a marcar uma viagem que tive que cancelar em cima da hora, me inscrevia em corridas que não conseguia ir simplesmente porque estava cansada demais para levantar da cama. Sentia como se tivesse vendido minha alma.
No início pensava: “Bom, se tem tanta gente que aguenta, eu também aguento.” “É normal, trabalhar é assim mesmo.” Ou ainda: “Eu escolhi crescer na carreira, então esse é o preço que eu tenho que pagar.” “Eu nem trabalho tanto assim.” Mas com o tempo comecei a ter uma doença atrás da outra, às vezes mais de uma ao mesmo tempo, elas começaram a aumentar de gravidade, até que eu finalmente aceitei que talvez não viveria até os 50 se continuasse assim. Realmente tem bastante gente que aguenta, mas tem bastante gente que não aguenta também. E foi bem difícil pra mim aceitar que eu era uma dessas pessoas e abrir mão da minha carreira.
Hoje penso que exceto o salário certinho todo mês na conta, não abri mão de nada. O cargo, a empresa, o status, nada era realmente importante pra mim. E pra falar a verdade tenho até orgulho de ter tido a coragem de abrir mão da antiga carreira, em troca de mim mesma. De ter tido a coragem de ir atrás de um trabalho que fizesse mais sentido pra mim e que me permitisse ter mais autonomia para viver.
O que é óbvio e ao mesmo tempo não é nada óbvio. Apesar de parecer lógico que melhorar a essência, o formato ou mesmo o ambiente do nosso trabalho significa melhorar as nossas vidas, afinal passamos a maior parte do tempo trabalhando, a grande maioria das pessoas não faz isso. E não é fácil mesmo, pra mim não foi também. Porque não sabemos o que gostaríamos de fazer, porque falta coragem, porque a gente carrega uma série de crenças limitantes sobre o trabalho, porque não priorizamos o assunto, ou porque simplesmente temos preguiça de pensar nisso diante de tantas preocupações do dia-a-dia. Em momentos diferentes eu tive todas essas questões me atrapalhando.
Mas finalmente consegui mudar. Troquei os pensamentos anteriores por: “No fim da vida não vou me orgulhar da minha trajetória em nenhum aspecto da vida se continuar assim, e acho que terei dificuldade de lidar com isso.” Então comecei a buscar não só um trabalho que tivesse mais significado pra mim, como que me permitisse viver de forma plena os outros lados da minha vida para construir coisas importantes pra mim nestas áreas também.
Não é que hoje eu trabalhe pouco, trabalho umas 10 horas por dia como a maioria. Mas hoje eu consigo escolher que horas vou fazer isso boa parte do tempo. Trabalho quase a mesma quantidade de horas e tenho a vida igualmente agitada, mas consigo conciliar muito mais o trabalho com os outros lados da minha vida.
Claro que precisamos ganhar dinheiro, mas precisamos buscar sempre formas de fazer isso com equilíbrio. Somos profissionais, pais e mães, maridos e esposas, filhos, amigos, indivíduos, e podemos ainda criar outros lados, quem sabe voluntários, professores, atletas. Quando você deixa um aspecto da vida de canto, mais cedo ou mais tarde ele vai te lembrar que está lá e te forçar a olhar pra ele. E às vezes isso vai vir de formas bem difíceis. Pode vir na forma de doenças, de depressão, da perda de amigos, não construir uma família, e até mesmo você não tendo ninguém pra comemorar quando chegar ao topo da sua carreira.
Agora chegou a hora em que alguém vai falar: “Bonito isso, mas se todas as pessoas resolverem viver dessa forma, não vai ter gente para trabalhar nas grandes empresas.” E isso é verdade. Mas trabalhar nas grandes empresas para o resto da vida é o que você quer fazer?

10 tendências para o mercado de trabalho esse ano

10 tendências para o mercado de trabalho esse ano

Todo início de ano lemos e ouvimos matérias nos meios de comunicação sobre tendências para o mercado de trabalho, e a sensação que eu tenho e talvez você também tenha é que elas são sempre bem parecidas. Esse ano vamos ver as mesmas matérias, mas dessa vez as tendências são bem diferentes.

Isso está acontecendo porque muitas pessoas perderam seus empregos com a crise, e como a média de tempo de recolocação em algumas cidades está chegando a 15 meses, elas optam por empreender. Mas isso também é motivado por quem está do outro lado, pois as empresas estão buscando os mesmos resultados em um contexto muito mais difícil economicamente e com menos gente, e assim acabam pressionando cada vez mais os funcionários que ficaram. Como resultado, muita gente está decidindo abandonar o mundo corporativo porque não está aguentando essa situação.

E olha que interessante, nesse período tão difícil para o mercado de trabalho, as tendências não são ruins. Vamos à lista.

1) Cada vez mais as pessoas preferem comprar produtos e serviços de outras pessoas e não de empresas. E isso vale para todo tipo de produto, de coaching a produtos de limpeza! Isso muda tudo, pois você não precisa ter mais um ponto comercial pra vender, não precisa ter cara de mega empresário, não precisa ser “marketeira”, não precisa ser perfeito, não precisa ter uma grande empresa. É só entrar nas relações comerciais sendo quem você é, colocando a sua cara nas coisas, falando de pessoa pra pessoa, do jeito que você acredita, depositando todo o cuidado e carinho naquele trabalho que foi você que fez. Tem até um grupo que está fazendo bastante sucesso no Facebook chamado Dots, com mais de 500 mil pessoas só de SP, que é justamente de gente querendo comprar de gente, então pessoas oferecem através dele os seus trabalhos, outras procuram alguém que faça um trabalho que elas estejam precisando, é bem legal!

2) Ninguém mais aguenta trabalhos que não fazem sentido, que não tem propósito, que tentam te moldar, que não permitem que você tenha uma vida fora do trabalho. Quando eu me formei na faculdade há 11 anos atrás todo mundo queria fazer carreira em grandes empresas, mas muitos que se formam hoje querem abrir uma empresa ou atuar como profissional liberal. Outro sinal dessa mudança é que, pra você ter idéia, a maioria das pessoas que me procuram atualmente interessadas em fazer coaching é por causa disso.

3) Encarar quem faz trabalhos parecidos com o seu como potenciais parceiros, em vez de concorrentes. Por melhor que você seja no seu trabalho, e tenho certeza que você se esforça muito pra ser o melhor, você não é perfeito. Então você pode fazer um projeto com outra pessoa que faz a mesma coisa, mas que tem talentos complementares ao seu e que são super necessários nesse projeto. Você também pode se inspirar livremente em outras pessoas que fazem o mesmo trabalho, e elas também podem se inspirar em você ao mesmo tempo. Olha como isso é grande, isso pode ser a base para construirmos uma sociedade mais cooperativa e menos competitiva. Nos negócios e na vida.

4) Trabalho tem que ter sentido e não acontecer só pelo dinheiro. Nossos pais e avós ficam meio confusos com esse conceito. Tenha paciência com eles, pra eles isso não era uma opção. Nossa geração é a primeira que pode tentar fazer o que realmente quer. O resultado é que hoje conhecemos pessoas de profissões muito mais variadas, eu mesma tenho uns 3 amigos fotógrafos, uns 2 que trabalham com cinema, 2 que atuam com artes plásticas, 3 que trabalham com causas humanitárias, e por aí vai. E não pense que a vida foi fácil pra eles, alguns vieram de famílias bastante humildes.

5) Está fora de moda ser workaholic. As pessoas vêem a vida de forma mais holística e entendem a importância de viver nossos vários lados. Mas para isso elas precisam ter mais tempo fora do trabalho. Isso tem sido bastante usado pelas empresas para dizer que não entendem essa geração Y, que não queremos trabalhar, mas isso não significa absolutamente ser preguiçoso, significa apenas ser equilibrado.

6) Depois de tanto tempo a gente nas empresas acumulando o máximo de conhecimento possível e muitas vezes acabar fazendo tão pouco com isso, o paradigma começa a mudar, pra tentar fazer muito com o pouco que se tem. Eu como alguém que sempre tem uns 30 livros que ainda não conseguiu ler, não estou de forma alguma dizendo pra não acumularmos conhecimento, mas não precisamos esperar o dia em que estivermos prontos para fazer algo com ele, até porque esse dia nunca vai acontecer. O que você sabe já é o bastante para ajudar alguém que sabe menos do que você naquele assunto, e a pessoa pode estar disposta a pagar por isso.

7) Ter defeitos e errar é normal. Finalmente estamos reconhecendo que todo mundo erra, olha que inovador isso (rs). Mas a verdade é que fazer e errar é melhor do que não fazer nada. O novo mantra das startups é “erre, mas erre rápido”, então bora testar, errar, aprender com os erros, corrigir logo e seguir em frente.

8) Inventar o próprio trabalho é uma possibilidade. Cada vez profissões novas surgem com maior rapidez, e agora elas começam a ser inventadas por pessoas comuns. Criamos produtos, serviços, conteúdos, empresas, formatos de trabalho. Talvez daqui a alguns anos isso se torne até uma necessidade, a medida que a tecnologia nos substitui em diversos trabalhos, cada vez mais pessoas entram anualmente no mercado de trabalho, ou não saiam com o colapso da previdência.

9) Compartilhar conhecimento sobre o que você faz sem cobrar por isso é o novo Marketing. Como o professor Mario Sergio Cortella costuma dizer em suas palestras, conhecimento é uma coisa que quanto mais se compartilha, mais se tem. Se você compartilha pouco esquece de quase tudo que aprendeu, se compartilha muito você grava mais o que aprendeu e ainda aumenta esse conhecimento, porque quem ensina mais o que sabe também recebe mais ensinamentos dos outros. Mostrando o seu conteúdo, você atrai mais pessoas, e muitas delas podem querer te contratar.

10) Se precisamos de alguma coisa, aprendemos a fazer e fazemos sozinhos. Isso é facilitado pela grande quantidade de conhecimento disponível na internet e pela necessidade de empreender com poucos recursos, que é a realidade da maioria dos empreendedores. No máximo descobrimos um amigo que faz o que a gente precisa e pedimos sua ajuda ou fazemos uma parceria. Essa tendência é tão forte que, percebendo essa demanda, têm surgido diversas empresas para facilitar o do-it-yourself, como o Squarespace que ajuda qualquer pessoa, sem nenhum conhecimento de programação, fazer um site de internet em poucas horas.

Resumo da ópera: Por estranho que pareça, só em 2017 a tendência é a gente ter relações mais verdadeiras no trabalho. Já devia ter acontecido faz tempo, né?

O que eu penso sobre o meu trabalho

O que eu penso sobre o meu trabalho

Eu acho que esse tipo de trabalho tem que ser feito com muito cuidado, afinal eu estou ajudando uma pessoa a mudar a própria vida. Além disso, fico sempre atenta para encarar as questões de cada um com muito respeito e sem julgamentos, porque se a mudança fosse fácil pra ela, ela já teria feito.

Acredito que o coach deve se colocar como uma pessoa igual a você. Entendo que a maioria das pessoas chega em um processo de coaching fragilizada, angustiada, perdida, essa pessoa não quer se comunicar com uma organização, ou com um ser superior que sabe tudo, ela quer alguém de carne e osso. Por isso tento ser mais pessoal em toda a minha metodologia, forma de tratar os coachees, e até mesmo no meu site e na minha página no Facebook.

Para que eu consiga ajudar efetivamente alguém, primeiro eu mesma preciso estar equilibrada internamente. Claro que eu também tenho problemas como todo mundo, mas preciso ter tempo para cuidar deles e de mim: resolver minhas coisas o mais rápido possível, cuidar da minha saúde, do meu emocional e da minha cabeça. Até pra que eu tenha tempo para me dedicar para cada um e minha cabeça esteja tranquila para focar integralmente nas questões que a pessoa me trouxer.

Entendo que tenho dois grandes compromissos com a pessoa que me contrata. Na primeira parte do processo devo me certificar de que estou ajudando-a a considerar todos os aspectos que envolvem a decisão por uma transição, que não são poucos, e vão dos valores, recursos, habilidades, gostos, passando pelo estilo de vida, quem ela quer se tornar, até quem ela irá impactar e que legado ela quer deixar com a mudança.

A segunda parte tem a ver com o que ela vai fazer a partir do momento em que tomou a decisão. É muito fácil uma transição virar um período árduo, às vezes até traumatizante na vida de uma pessoa. A minha função como coach também é ajuda-la em como passar por esse momento, e a identificar como ele pode ser mais fácil, tranquilo e até divertido.

Tem coaches que sem perceber se preocupam mais com a metodologia do que com o que pode ajudar o coachee. Para não cair nesse erro, procuro ter várias influências diferentes e não só uma, com o objetivo de manter uma mente mais aberta e o foco no que pode ajuda-lo efetivamente. Todo santo dia eu procuro algum conhecimento ou experiência novos que possam me ajudar a ajudar mais as pessoas, e eu até ando com um caderninho e mantenho bloco no celular para anotar as ideias que surgem de repente pra ajudar a solucionar algum problema de um coachee. Por outro lado, não utilizo diversas técnicas de Coaching muito usadas por aí e sei que pago um preço por isso, mas eu não conseguiria vender algo para meus coachees que eu mesma não acredito.

E até por não me ater rigidamente à metodologia padrão para todo mundo, outra coisa que eu prezo é por não lotar a agenda, colocando uma sessão atrás da outra. Considero isso importante para conseguir dar a atenção devida a cada um, não chegar na sessão com a cabeça cheia de coisas e me manter de fato presente naquela conversa. Outro motivo para isso é garantir que terei tempo adequado para planejar previamente cada encontro, e após a sessão anotar os pontos importantes e não esquecer nada.

Fico feliz de verdade quando vejo que consegui impactar positivamente a vida de alguém. Desde quando eu consegui apenas encontrar uma forma de pensar que fez toda a diferença pra ela naquele dia, até quando alguém começa efetivamente a mudar sua vida motivado pelas nossas conversas. E cada pessoa que encontro nesse caminho me impacta muito também, pois aprendo com as suas experiências e a sua forma de pensar.
É uma honra compartilhar cada história, as dificuldades de cada um, e principalmente ajudar pessoas a terem coragem para buscar os seus sonhos.

A maior parte das coisas é menos difícil do que parece. Como eu fiz para viabilizar minha transição de carreira.

A maior parte das coisas é menos difícil do que parece. Como eu fiz para viabilizar minha transição de carreira.

Do momento em que me dei conta de que precisava mudar, economizei por dois anos para fazer minha transição. O objetivo era ter dinheiro o suficiente para ficar um ano e meio sem trabalhar, sem cair muito o padrão de vida. Isso porque optei por não começar a trabalhar efetivamente na área enquanto não saísse do meu trabalho anterior já que a minha rotina era meio pesada, mas é altamente aconselhável que você comece aos poucos na área antes de largar o emprego, se tiver como fazer isso. Isso vai ter permitir começar a ganhar algum dinheiro na área nova sem perder a renda atual, e só largar o emprego quando as rendas se equilibrarem. Outra opção é você ter vários projetos em paralelo, de forma que cada um te dá um pouco de dinheiro, mas somando tudo você tem a renda que precisa pra viver. Você também pode atuar como freelancer na sua área atual part time, enquanto se dedica o resto do tempo para a nova atividade, ou começar prestando serviços ou vendendo produtos pela internet que é algo que muitas vezes você pode trabalhar em qualquer horário.
Durante esse período fui fazendo cursos na área de Coaching, construindo o que seria a minha metodologia de trabalho, e definindo questões como quem seria o meu público e como eu poderia divulgar meu trabalho para ele, porque sabia que isso é algo que tem que ser feito com bastante calma e não dava pra deixar pra quando eu saísse da empresa, pois me tomaria preciosos meses em que eu ficaria só gastando dinheiro em casa e poderia já estar buscando clientes. Esse planejamento é bem importante, pois o começo é a fase que dá mais medo, mas também é a que define quem vai vencer e quem vai acabar tendo que voltar para o mundo corporativo.
Após isso comecei a prototipar. Quer dizer, comecei a atender algumas pessoas de graça pra ganhar experiência, ver se o modelo funcionava e se as pessoas gostavam da metodologia que eu criei. Se você pensa em atuar por conta ou abrir o seu próprio negócio, isso deve ser feito no Coaching e em qualquer área para a qual você pense em migrar, antes de você sair do trabalho atual e depois perceber que as pessoas não comprariam a sua idéia. Existem várias formas de prototipar, seja fazendo a atividade como hobby, acompanhando um amigo que trabalha no que você quer fazer, trabalhando como voluntário, ou até mesmo fazendo cursos daqueles que você tem a oportunidade de vivenciar a atividade.
Depois de testar o meu modelo, como eu não tinha dinheiro nem expertise para algumas coisas, fui atrás de parcerias, pessoas que poderiam me ajudar naquilo que eu não sabia fazer, oferecendo em troca o meu trabalho. Assim consegui ajuda para fazer o meu site inteirinho de graça, e conduzi um processo de coaching com um amigo que sabia fazer sites. Mapear quem na sua rede pode estar precisando do que você tem para oferecer, e quem pode te ajudar naquilo que você precisa, pode te ajudar a identificar mais oportunidades do que você imagina.
Durante o processo de coaching, na fase de construção do plano de ação, compartilhamos muitas idéias como essas de como fazer a sua transição da forma mais tranquila possível. Se precisar de ajuda para montar o seu plano de transição, pode contar comigo!

Quanto conhecimento preciso para conseguir fazer algo de bom para o mundo?

Quanto conhecimento preciso para conseguir fazer algo de bom para o mundo?

Atualmente temos muita vontade de saber, por conta da competitividade no mercado de trabalho, porque sempre parece que todo mundo sabe tudo menos a gente, e do fácil acesso ao conhecimento.

Contudo, muitos de nós acabamos nos dedicando exaustivamente a agregar mais e mais conhecimento, e não o usamos para nada. Nos dias atuais consumimos muito de coisas que depois usamos pouco, inclusive no que se refere a conhecimento. Ficamos ansiosos por saber cada vez mais, nunca parece que temos conhecimento suficiente. Mas a nossa necessidade de acumular conhecimento consome todo o tempo disponível para isso e não conseguimos parar para refletir sobre ele, absorve-lo e aplica-lo. Muitas vezes nem temos paciência para aplica-lo na verdade. Buscamos tanto conhecimento porque nunca nos sentimos prontos para fazer nada.

Ando pensando sobre isso porque eu faço Krav Maga, e a partir da faixa laranja você já pode começar a monitorar nas aulas, ajudando individualmente seus colegas das faixas anteriores. Como eu gosto muito de ensinar, fiquei meus dois anos de faixa laranja pensando em me oferecer para ajudar, mas sempre achei que não sabia o suficiente. Afinal eu só tinha por volta de 3 anos de treino, recém estava na terceira faixa, e tenho no mínimo 12 anos pela frente. Então comecei a observar os treinos no canto do tatame e com o tempo fui percebendo que eu poderia perfeitamente fazer isso, com o conhecimento que eu já tinha. Conseguia identificar erros na aplicação da técnica, explicar os movimentos com certa precisão, ajuda-los a entender o porque de cada gesto. E finalmente criei coragem para ajudar.

Não estou de maneira alguma dizendo que devemos parar de aprender. Pelo contrário, eu também sou uma dessas pessoas que busca conhecimento incessantemente. Para conseguir refletir melhor, para encontrar novas maneiras de ajudar as pessoas no meu trabalho, porque simplesmente me interesso por uma variedade enorme de temas, para usar o meu tempo livre de forma (pelo menos supostamente) útil, e até porque saber faz bem para a minha auto-estima.

Mas a verdade é que você não precisa saber tudo, só precisa saber o bastante para conseguir ajudar alguém. Sempre haverá alguém que sabe menos do que você, e pra quem o conhecimento que você tem irá ajudar muito. Como a gente não sabe muita coisa e nunca vai chegar o dia em que vamos achar que já temos conhecimento suficiente, não adianta esperar a hora certa de fazer algo de bom para o mundo com o nosso conhecimento, porque essa hora não vai chegar. Lembre-se que quem disse a famosa frase “Só sei que nada sei” foi Sócrates, um dos maiores filósofos de todos os tempos.